Gente que não sabe o que é a democracia

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Publicado por [FV] às 10:38 de 27.05.11 | link do post | comentar |

8 comentários:
De Voto FÚTIL, útil,inutil, nulo,branc,abst a 30 de Maio de 2011 às 12:12
Voto fútil
por Miguel Cardina
[imagem: caixa de "Esmolas para S.Judas Tadeu'']

O PS é um case study.
- Faz campanha a comentar as escorregadelas dos seus adversários para não ter de discutir as suas propostas;
- chama "caloteira" à esquerda que propõe a auditoria e a – mais tarde ou mais cedo, inevitável – renegociação da dívida, acusando-a de não querer "honrar os compromissos" com a banca alemã;
- acena com o “perigo da direita” como se não tivesse sido o PS o principal promotor do programa de austeridade e desmantelamento do Estado social assumido no acordo com a troika;
- aliar-se-á ao PSD ou ao CDS sem quaisquer problemas de consciência num futuro governo cujo programa-base demorou dezasseis dias a ser traduzido e disponibilizado em português.

O PS está no direito de ser como é.
Mas ter a lata de ainda assim apelar ao “voto útil” à esquerda, como o fez António José Seguro, ultrapassa os limites da decência.
Ou será que quereria dizer “voto fútil”?

tags: desinformação é poder, humor
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Troika indígena: uma síntese possível
por Bruno Sena Martins

Passos Coelho é um neoliberal, sincero no seu aventureirismo, e um populista de circunstância.

Paulo Portas é um populista, forjado pelo ultra-conservadorismo, que aprendeu a fazer da circunstância uma ideologia para eleitor ver.

Liberal nos valores, Sócrates é todo circunstâncias, ainda que debilmente domesticado pela má consciência de pertencer a um partido designado socialista.


De .. a 30 de Maio de 2011 às 12:40
---- joao
Tambem subscrevo e vou ainda mais longe:
se nenhum partido quer governar com o PS, o verdadeiro voto inutil é mesmo no PS.

Á esquerda nao existe paciencia porque seria ter que aceitar a troika e o que dela advém.

Á direita também é Impossivel, mas até ver. Não tendo uma maioria apenas vejo o voto no PS como voto inutil.

Paralelamente a isso tambem vi com alguma tristeza as declaraçoes de Manuel Alegre, mas de uma coisa eu sei: uma das pessoas que não votou nele nas Presidenciais fui eu, apesar de ser BE preferi votar no candidato do PCP por uma questao de coerencia, e já agora porque nada me garantia que se ele ganhasse nao teriamos um socrates em 1º ministro e outro como presidente.
----- LAM
O voto PS é inútil e desperdício em qualquer situação:

-é inútil se perder as eleições, pq nesse caso o que se quer é uma oposição forte, convicta e sem rabos de palha relativamente às matérias que vão estar em discussão.

-é inútil se ganhar as eleições porque antecipadamente já declarou que governará com a direita, PSD/CDS.
...
Não é por alguém nos merecer algumas (ou muitas) reservas que devemos deixar de aplaudir quando há prestações que o justifiquem.
Caso contrário só aplaudimos os da nossa cor política, façam mal ou façam bem, que a cegueira de seita deixou-nos incapazes de fazer essa distinção.
---- Ana
Caro Miguel
Concordo inteiramente com a sua opinião, penso que nestas eleições um voto no PS será totalmente inútil, porque não serve para nada. Não prevejo que saia vencedor e caso me engane, para que serve ser o partido vencedor? Quem faz coligação com ele? Um voto do BE que passa a " voto útil" no PS irá transformar-se no branquamento da politica de Sócrates nestes 6 anos e talvez na legitimidade da coligação PS+CDS. É isso que alguém do BE quer? Duvido.
Neste momento quem vota PS é quem defende algum interesse particular e tem receio que individualmente possa sair prejudicado com a MUDANÇA.

Infelizmente o futuro governo irá fazer o mesmo quer seja PS ou PSD, o João escolhe:
o PSD pela convicção que está a fazer o mais correcto ou o PS com o engodo do salvação do Estado Social.

Votar BE ou PC apenas tem para mim um contra, é apenas um voto de protesto e não um voto construtivo para mudar as politicas e o rumo do País.
-------
Tenho a opinião que tanto o BE como o PC não seriam iguais ao PS nem ao PSD, o problema de não serem uma aposta construtiva deve-se apenas à sua pouca ou nenhuma disponibilidade para coligação com o PS.

Seria de louvar hoje estarmos sem saber qual a coligação seria vencedora: PSD+CDS ou PS +BE +PC, infelizmente não.
Um governo de coligação com os partidos da esquerda, como poderia ter sido em 2009, poderia tornar o programa da troika mais criativo, conseguir equilibrar as nossas finanças com as propostas lançadas pelo BE e PC.
Quem sabe até poderia virar case study....
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voto núbil?
a culpa morre solteira

e o voto não se casa?

resumindo não há entendimento na desunião nacional

e os filhos da união nacional multiplicaram-se nas corporações

é o que dá dar o voto às mulheres e aos loucos criminosos e aos criminosos menos loucos

felizmente o pessoal honesto que anda a competir com o governo e a gasear as caixas multibanco
não vota


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 30 de Maio de 2011 às 13:13
Era muito fácil começar a re-fundar a democracia legislativa em Portugal.
Bastava, por exemplo, considerar o voto «em Branco» para efeitos de percentagens eleitorais na atribução de lugares na Assembleia.
Passo a explicar: Contava como voto expresso em Partido Político - Nenhum deles. E eram-lhe atribuídos lugares proporcionais na AR só que ficavam vazios - em Branco.
Simples, barato (porque não se pagava a um deputado que não está lá, e mais todos os encargos inerentes, que são uma pipa de massa...
E esses lugares vazios tinham a vantagem acrescida de lhes e nos lembrar dos portugueses politizados, que votam, mas não gostam ou não encontram nos candidatos que concorrem referências com que se identifiquem. E ao mesmo tempo reduz eficazmente e na proporção dos votos expressos o número real de deputados.
Eram só vantagens.
Cá para mim até era capaz de fazer com que os eleitos partidários tivessem que rever a sua postura na prática política, pois teriam uma cadeira vazia (a sua) em risco em próximos actos eleitorais.


De alvaro a 27 de Maio de 2011 às 18:20
Gente que não sabe o que é a democracia

Gente que não respeita os 150m da lei para vazar a indignação de serem enganados pelo Eng S....

Tal como o Engº S quando na TV se mete a atropelar não deixa o oponente prosseguir o discurso.... mas não é detido....

Tal como quem confunde democracia com demagogocracia.

Tal como quem deveria governar no interesse do País, mas apenas governa no interesse dos que se "governam" à custa do País.

Tal como aqueles que nos levam a eleições sem primeiro nos esclarecerem porque diabos o País ficou sem dinheiro, FALIU, e sem definirem medidas que impeçam que a FALÊNCIA se repita daqui a mêses.

Tal como nós que não temos coragem de ir às salas de voto e em vez de lá deixarmos o voto que os autoriza a continuarem pisar em nós, votando ou fazendo nulos, que não temos a coragem de meter o voto ao bolso e levá-lo para casa até que tenhamos garantias que vamos ser governados com honestidade, isenção e transparência.

Não sabemos o que é a democracia, não a merecemos, não somos dignos de quem lutou por ela, não a temos.

Temos a fantochada das eleições seguida de um prato bem servido de impostos ou privações para quem vive com o suor no rosto ou a fadiga no olhar, servido por quem NÃO SABE FAZER CONTAS quando está a governar.

Parabéns pelo BLOG LUMINÀRIA. Cívicamente SUBLIME.



De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 27 de Maio de 2011 às 17:01
Há quem pense que se juntar uma pequena multidão para aplaudir um polítco que é democracia no seu explendor, mas se for para o apupar já são arruaceiros e manifestações não autorizadas...
Vamos no «bom» caminho.


De PSD e CDS/PP direitugas ultra-liberais a 27 de Maio de 2011 às 15:22
O partido Frize
(-por Daniel Oliveira, Expresso online)

O CDS é a favor do acordo da troika mas nem por isso. Diz que tem espaço de manobra. Logo se vê, portanto.
Já governou mas nem se lembra. Nomeou muitos boys mas já se esqueceu.
Até Celeste Cardona que, sem saber nada da poda, aterrou na CGD.
Gastou em submarinos mas é contra o despesismo.
O CDS é liberal-conservador-social-populista-responsável-moderado-centrista-radical.
Tudo depende do barrete que fica melhor a Paulo Portas quando aparece na televisão.

O voto no CDS é uma espécie de voto em branco que elege deputados. Ou uma tripla para um governo: qualquer um lhe serve.
Tem apenas uma mensagem: somos diferentes. Diferentes dos outros e deles próprios. Portas é sempre uma novidade, mais pelo fato que usa do que pela política.
É como aquele anúncio de uma água gaseificada:
"podíamos dizer que somos muita bons e tal... mas mudámos só o rótulo".

Mas o novo estilo centrista de Paulo Portas resulta.
E assusta um PSD desnorteado.
Prova disso é o anúncio da disponibilidade do outrora liberal Coelho em rever a lei do aborto.
Para reagir ao CDS, o novo PSD encontrou o seu lugar: bem à direita de Portas.
Mais extremista no combate ao Estado Social, igual em tudo o resto.
Não percebe o verde Coelho que é no centro que os votos lhe estão a fugir para o CDS.
Passos entusiasmou-se e foi radicalizando o discurso.
Portas, camaleão como sempre, adaptou-se e deu ao seu partido um ar um pouco mais social.


De Refundar PS e sistema político a 27 de Maio de 2011 às 14:23

Partido Socialista (de Portugal, 2011) :

um partido pluralista (da área 'social democrata' em termos europeus) com muitos 'quadros' e militantes com valores políticos cívicos técnicos... mas parece que:

. está deixando de ser... 'socialista'/ social democrata' com práticas 'blair/MKT' próximas de neo-liberais/populistas...

. tendo cada vez menos militantes de valor, voluntários e regulares (mas principalmente interesseiros-dependentes de cargos/tachos e seguidores ocasionais...) estando as suas estruturas locais fechadas ou às moscas.

. que o Partido deixou de ser uma associação entre iguais para ser uma Empresa (ou PPP) com um Cons.de Administração que tudo decide e uma Assembleia de accionistas sem expressão crítica que só serve para ''carimbar'' decisões tomadas em gabinete... por encomendada do/ao exterior ... de 'simpatizantes' ou amigos/'partners'.

Perante tal cenário é natural dar-se o afastamento e proliferação de grupos, cada vez mais divididos e críticos ou desinteressados...

Para o Partido continuar a existir com significância e adesão do eleitorado, ele tem de se 'refundar'... (gostem ou não os dirigentes) ...
e tem de voltar a defender os interesses da sua base - os trabalhadores por conta de outrém e a classe média -
e tem de lutar pelo Património Público, pela Social-Democracia, pela Transparência, pela Justiça, contra a Corrupção, o Nepotismo, o fosso de rendimentos,...


De Refundar U.E. e aliar contra altFinança a 27 de Maio de 2011 às 14:36
«
... Mário Soares diz que a União Europeia vai ter de mudar de política, quer os seus líderes queiram quer não. (idem para Portugal)

O antigo Presidente da Repúbllica escreve no DN que "a União Europeia vai mal (...) a União Europeia não vai poder aguentar, por muito mais tempo, a política neoliberal que tem prosseguido".
É que "ao contrário da América do Norte, [a UE] tem persistido em não ver a realidade e em não querer mudar de paradigma ou seja: o modelo económico de desenvolvimento", acrescenta.

Diz Soares que "os mercados especulativos continuam a dominar a política dos Estados membros da União, por enquanto apenas os considerados mais fracos, e a sobrepor-se a todos os outros valores:
às conquistas sociais, às políticas de bem-estar, ao pleno emprego, aos próprios valores éticos..."

E critica: "Perante a crise que se vai estendendo a toda a União, o que conta, para os líderes europeus, é manter os equilíbrios financeiros:
combater os deficits e o endividamento externo.

Esquecendo o desenvolvimento económico, os perigos da recessão, o desemprego alarmante e as desigualdades sociais".

"Não admira, assim, dados os exemplos citados, que comece a alastrar um espírito de mal-estar e mesmo de indignação, contra os líderes comunitários, pelas populações europeias", sublinha o histórico socialista.
»


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