É tempo de questionar o "inevitável" !

Auditar

Auditoria Cidadã à Dívida Pública - O que é? Luís Bernardo, Mariana Avelãs e Nuno Teles explicam no Portugal Uncut uma das propostas políticas que pode ajudar a superar o Estado predador, derrotando a aliança interna e externa que o suporta.
Tempos 
  O sinistro Olin Rehn afirmou que o tempo da Grécia está a esgotar-se. Na realidade, é o tempo de muitos bancos europeus que pode estar esgotado.
  A democracia é incompatível com a lógica austeritária em vigor. Como diz o economista grego Yanis Varoufakis, co-autor de uma "modesta proposta" para resolver a crise do euro, a propósito de um plano europeu para gerir a pilhagem dos activos gregos a partir do exterior:
"Este é o momento em que a alma democrática da Europa está a ser enterrada. Em Atenas, onde nasceu."
  A única forma de evitar o esgotamento da soberania democrática é declarar esgotado o tempo da economia da chantagem. É chegado o tempo da reestruturação.


Publicado por Xa2 às 08:07 de 30.05.11 | link do post | comentar |

3 comentários:
De Auditoria Cidadã, transparente e respons a 31 de Maio de 2011 às 16:55
Zuruspa disse...

Parece que há entäo dinheiro que chegue, mas está é mal distribuído...


Auditoria cidadä com contas simples, do tipo:

- A empresa X foi privatizada por P milhöes de euros; no espaço de um ano valorizou-se em V milhöes, aos quais foram atribuídos D milhöes em dividendos;

é óbvio que houve um erro de avaliaçäo do real valor da empresa X, com danos para o Estado:
deste modo, pelo menos 50% de V foi resultado de má-fé por parte do vendedor.

Concomitantemente 0,5(V+D) é dívida odiosa (injusta ou ilegal).

Se o banco quiser o montante, peça ao comprador (provavelmente o banco que financiou a compra também emprestou ao Estado).

Só falta o ponto final:

pena de prisäo para os responsáveis pela privatizaçäo, por gestäo danosa do Bem Público (e ...).


De Zé T. a 31 de Maio de 2011 às 17:07
Combater o rentismo improdutivo
(estatizar/municipalizar as mais-valias urbanísticas)

Pedro Bingre tem estudado uma das mais importantes e menos conhecidas facetas da economia política que escavacou as nossas cidades e fragilizou financeiramente o país:
as “fortunas trazidas pelo vento” que dão pelo nome de mais-valias urbanísticas.

Parece fácil a resposta à seguinte pergunta:
“quando vinte famílias pagam 3.000.000 € por um conjunto de apartamentos que mais não custou a construir do que 1.000.000 €, quem embolsou dois milhões de euros em mais-valias urbanísticas criadas por uma decisão urbanística pública?”

Que fazer para combater este improdutivo rentismo e a corrupção que lhe está associada?
Seguir as práticas mais avançadas, aliás como propõe a esquerda socialista.

Ainda Bingre:
“Contraste-se este nosso regime comercial com o dos Países Baixos;
o mercado imobiliário holandês é dos que mais exemplarmente executa a retenção pública de mais-valias urbanísticas.
Mesmo que se encontrem contíguos aos perímetros urbanos, os solos agrícolas holandeses são transaccionados a preço estritamente agrícola, posto que qualquer comprador privado sabe de antemão que futuros acréscimos de valor do solo, produzidos por via de loteamentos, reverterão para o erário público.

Além de reter as mais-valias urbanísticas, o Estado Holandês oferece também para arrendamento público mais de 30% do parque habitacional do país
— fórmula que além de facilitar a mobilidade laboral e assegurar residência a preço justo para toda a população, dificulta sobremaneira o crescimento de bolhas imobiliárias.”

É claro que nada disto está previsto nos programas das troikas interna e externa.
Porque será?
- por João Rodrigues


De .. a 31 de Maio de 2011 às 17:11
Economia portuguesa

Sabemos que as coisas começam lentamente a melhorar do ponto de vista intelectual quando até no blogue Portuguese Economy a realidade consegue perturbar os idealismos de mercado aí dominantes. Falo do post de Ricardo Cabral sobre os termos da intervenção externa vertidos no memorandum da troika. Apesar dos diferentes pontos de partida, destaco quatro pontos em que também temos insistido neste blogue.

Em primeiro lugar, Cabral considera que não extiste no memorandum um diagnóstico adequado sobre as causas de uma crise que não é primeiramente uma crise de dívida soberana e que nenhum governo conseguirá cumprir os irrealistas termos da chantagem aceite pela troika interna. Falta sublinhar que a austeridade recessiva, transformando definitavamente o Estado num problema, gerará desemprego, intensas quebras dos rendimentos privados e a insolvência de muitos: o Estado não se pode comportar como uma família sem onerar as famílias realmente existentes.

Em segundo lugar, destaco a sua justa indignação com os termos dos apoios públicos à banca, que poderão atingir 27% do PIB, sem que o Estado tenha qualquer poder de controlo e gestão, mantendo-se assim intacto o poder accionista privado. Trata-se de salvar os credores internacionais e o privilegiado pilar financeiro da economia política nacional; este pilar foi o que mais contribuiu para a destrutiva economia da construção, do rentismo fundiário ou das parcerias público-privadas e que mais desprezou os sectores de bens transaccionáveis, canalizando para estes uma pequena percentagem do crédito.

Em terceiro lugar, assinala-se o conflito de interesses entre o BCE, membro da troika, e o BCE que seria um dos perdedores de uma eventual transferência de custos para os credores se tivesse sido criado um mecanismo justo de reestruturação bancária.

Em quarto lugar, é certeira a sua crítica à lógica de reengenharia política dos países, que subjaz a estas perversas intervenções externas movidas por “pura ideologia”, ou seja, pelo que chamamos neoliberalismo, essa expressão ideológica do poder financeiro.
- por João Rodrigues, Ladrões


Comentar post

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Novembro 2019

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO