De nós depende a Justiça ...

A INJUSTIÇA CAMINHA HOJE COM PASSO FIRME

      Foi apenas uma derrota eleitoral. Grande, é certo. Do PS, mas também da esquerda, em geral. ...
Em política, tal como na vida, as burrices podem custar caro. Em política, como na vida, as rotinas exemplarmente seguidas podem não ser suficientes. E não foram.  ... poder-se-á discutir tudo isso.
Hoje, nada melhor do que um grande poeta para nos levar a ver o verdadeiro fundo das coisas. Lembremos pois de Bertolt Brecht , numa tradução de Paulo Quintela, o seu "Louvor da Dialéctica ":
«
A injustiça caminha hoje com passo firme.
Os opressores instalam-se pra dez mil anos.
A força afirma: Como está, assim é que fica.
Voz nenhuma soa além da voz dos dominadores
E nas feiras diz alto a exploração: Agora é que eu começo.
Mas dos oprimidos dizem muitos agora:
O que nós queremos, nunca pode ser.

Quem ainda vive, que não diga: nunca !
O certo não é certo.
Assim como está, não fica
Quando os dominadores tiverem falado
Falarão os dominados.
Quem se atreve a dizer: nunca?
De quem depende que a opressão continue ? De nós.
De quem depende que ela seja quebrada? Igualmente de nós.
Quem for derrubado, que se levante!
Quem estiver perdido, lute.
A quem reconheceu a sua situação, quem poderá detê-lo?
Pois os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã
E do Nunca se faz : Hoje ainda!


Publicado por Xa2 às 13:07 de 06.06.11 | link do post | comentar |

8 comentários:
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 7 de Junho de 2011 às 09:54
Burrices?
Esta governação que nos finou foi tudo menos «burrice».
A burrice é desculpável. A filha_de_putice não!


De ..Mudar o PS ... p'ra Melhor, já agora. a 6 de Junho de 2011 às 15:26

Acham que ... esta hecatombe do PS foi um simples azar conjuntural ? uma burrice do eleitorado ? um erro de meia dúzia ?

Ou que ainda não é tempo de

RESPONSABILIZAR os DIRIGENTES ?!! deputados, autarcas, Sec. e Com.Nacional, Federações, Concelhias e Secções .?!!

Para quando a REFLEXÂO e as acções concretas/ MEDIDAS / VASSOURADAS ??!! ? !!

Para quando a TRANSPARÊNCIA, a Democracia interna, as PRIMÁRIAS, ... ??!!

Para quando a Limpeza de cadernos e registos de militantes... com quotas em dia ?!

Para quando.. ?!


De ..Responsabilizar Dirigentes ... a 6 de Junho de 2011 às 15:22

Reflexão
por Daniel Oliveira, 5.6.2011, Expresso online

O PS tem de entrar num longo período de reflexão.
Seis anos de mau governo e um discurso que não bate certo nem com o que assinou com a troika nem com o que fez nos últimos seis anos.
Agora que Sócrates está de partida, têm de fazer a escolha das suas vidas.
Porque para os tempos que aí vêm não chega esperar pela alternância.
Quer o PS ser outra coisa?

Outro partido que terá de entrar em período de reflexão é o meu. Mais tarde, com calma, falarei sobre isso. Nada que não tenha dito e escrito antes da campanha (em que participei, deixando o debate para mais tarde).
Sendo apenas certa uma coisa: se o Bloco quer ser cópia do PCP, não só existe o original (que resulta para o seu próprio eleitorado), como, assim, o BE se afasta da sua base de apoio natural.
O ziguezague na sua estratégia e a irresponsabilidade de algumas opções recentes foram punidas pelos eleitores.
Espera-se reflexão séria e responsabilização dos dirigentes.
A derrota é demasiado pesada para ser ignorada ou para se esperar por dias melhores.


De ex-Presid.Islãndia vai a Tribunal crimin a 8 de Junho de 2011 às 10:54
Nenhum magistrado vai encontrar forma de processar Sócrates

«O antigo primeiro-ministro islandês Geir Haarde está hoje em tribunal, acusado formalmente de ter contribuído para a crise, ao não conseguir evitá-la, e de ter falhado nos seus deveres para lidar com as consequências.

Com 60 anos, Haarde é o primeiro chefe de governo a ser julgado pela mais recente crise na Islândia. É, aliás, a primeira pessoa levada perante o Landsomur, um tribunal criminal especial criado em 1905 para julgar as acusações contra ministros do governo islandês.» [Jornal de Negócios]

Parecer do Jumento:
Já faltou mais para algum magistrado seguir a sugestão da jornalista da RR.


De Responsab.civil-criminal de cargos públi a 9 de Junho de 2011 às 11:18
Não foi preciso esperar muito

«Juízes e magistrados do Ministério Público partilham a ideia de que já há uma lei que se aplica a estes casos, a Lei 34/87.
Para António Martins, Presidente da Associação Sindical dos Juízes, esta abrange titulares de cargos públicos.
O artigo que sublinha é o nº 7, que "até nos pode arrepiar", pois prevê o crime de traição à Pátria e "cujos pressupostos se podem questionar numa situação em que um país perde independência.
Não é só a invasão do território nacional que provoca a perda da independência , a perda de independência económica também pode ser vista desta forma".
Esta Lei é "suficientemente elástica para se poder aplicar a situações em que titulares destes cargos, por acções ou omissões, possam ser responsabilizado civil ou criminalmente".
António Martins afirma isto sem qualquer "tom persecutório ou a defender a sua aplicação a um caso em concreto", não é necessário que se aplique a uma só pessoa.

Mas "a ideia de que em Portugal não pode acontecer o mesmo que na Islândia" pode não ser bem assim.
Tem que existir legislação que permita responsabilizar civil ou criminalmente condutas que sejam lesivas do país.
A ideia de que a responsabilidade política esgota tudo é redutora e limitativa." E "pode ser utilizada como desculpa.
João Palma entende que as eleições não são castigo "suficiente".
À imagem e semelhança do que diz António Martins, chama a atenção para o facto de a responsabilidade civil e criminal dos titulares de cargos públicos já estar prevista pela Lei 34/87, de 16 de Julho.

Não subscreve a escolha do crime de traição à pátria, embora não deixe de se sentir "surpreendido" por muitos juristas dizerem o contrário de algo que já está prevista na Lei.» [i]

Parecer do Jumento:
Será que os magistrados também vão propor que sejam levados a julgamento os deputados que votaram contra medidas de austeridade indispensáveis ou quem comprou submarinos?


De ..Próximo PS ...?. a 6 de Junho de 2011 às 15:18

PS.
E agora, quem vai atravessar o deserto?

por Rita Tavares, Publicado em 06 de Junho de 2011

.A era de Sócrates foi longa e austera para quem, dentro do PS, estivesse à espreita para o assalto à liderança.
António José Seguro viveu seis anos como possível candidato a líder socialista e agora prepara-se para passar à prática.
Francisco Assis não teve uma espera tão evidente, mas a crise política acabou por torná-lo num dos melhores colocados na lista de possibilidades.
A liderança de José Sócrates deixou o terreno socialista bem árido, tanto que a tarefa do secretário-geral do partido suscita a resistência de alguns dos que seriam candidatos naturais.
O primeiro capítulo da nova novela socialista chega já esta semana, com a reunião da Comissão Política do partido

----- Seguro, a espera chegou ao fim

António José Seguro, 49 anos. É o candidato à liderança socialista mais evidente. Não avançou em 2004 (decidiu que ainda era cedo), mas nos últimos seis anos tem sido uma espécie de sombra que aguarda, cauteloso e discreto, pela sua vez sentado num lugar no Parlamento de onde, uma vez por outra, levantou a voz discordante face à políticas do governo socialista. Dentro do PS nunca alinhou com Sócrates, mas também nunca fez oposição frontal: evitou sempre fazer discursos de fractura nos congressos, raramente discordou publicamente das posições do partido no Parlamento. Deu uma vez um murro mais audível na mesa socialista, mas à porta fechada: numa reunião da Comissão Política do partido, em 2008, confrontou Sócrates com mais firmeza com a ratificação parlamentar do Tratado de Lisboa, quando o compromisso socialista era o do referendo. Na votação no parlamento pediu liberdade de voto por objecção de consciência, para não seguir a posição da sua bancada. De resto tem sido um opositor sereno, aguardando a sua vez quase sempre em silêncio. O que não o tem impedido de começar já a fazer mexer as estruturas partidárias distritais (sempre teve boa relação com o aparelho). Afinal é lá que se ganham as lideranças. Seguro até esteve com Sócrates nestas legislativas, mas sem convicção: nem um elogio aos dois últimos governos, cumpriu apenas o mínimo do apelo ao voto. Figura de corpo presente de quem já tem a cabeça noutro lugar.

----Lealdade a Sócrates pode dar os seus frutos

Francisco Assis, 46 anos. Só recentemente apareceu com mais firmeza nesta corrida. Nos últimos dois anos foi a aposta de Sócrates para um trabalho exigente: conter os estragos no parlamento de uma maioria relativa socialista. Não era a primeira vez que essa missão lhe era colocada nas mãos, exactamente nas mesmas circunstâncias: aconteceu o mesmo nos governos de António Guterres. Na Assembleia da República foi fazendo os possíveis, sem nunca se deixar chamuscar por uma liderança num ciclo descendente. Ou seja, nunca deixou de ser leal à liderança que nele apostou, mas também nunca se misturou com ela ao ponto de perder a sua própria identidade. Comentador assíduo nas televisões, soube trilhar o seu próprio caminho. Tem um senão: o aparelho não está com ele. Ainda assim, Francisco Assis pode vir a contar com as figuras de topo do partido, nomeadamente de alguns da ala de Sócrates. É bom lembrar que, no palco do congresso de Matosinhos, em Abril, o próprio secretário-geral do PS lhe fez um grande elogio. Pode ser a arma dos que temem que com Seguro o PS vire demasiado à esquerda e que querem evitar a ruptura total com o socialismo mais ao centro que foi levado à prática nos últimos anos. Não estava sentado há espera há anos, mas esta crise política acabou por lhe ser favorável. E vontade não lhe falta.
...


De PS ...pelo deserto... a 6 de Junho de 2011 às 15:20
PS.
E agora, quem vai atravessar o deserto?
...

----- Houvesse vontade e a liderança seria sua

António Costa, 49 anos. É uma das figuras mais fortes do PS recente. Não teria qualquer dificuldade em mobilizar apoios suficientes no partido para conquistar a liderança, mas não tem mostrado qualquer vontade de avançar. E recentemente até disse que queria levar até ao fim o seu mandato na Câmara de Lisboa, ou seja, até 2013 estaria afastado de qualquer outra corrida. Mas a política escreve-se com demasiadas linhas para dar as afirmações de anteontem como seguras e Costa já mostrou que está cansado de ser uma eficiente figura de segunda linha. Em 2007 deixou o lugar no governo de Sócrates, de quem foi número dois durante dois anos, para avançar pela primeira vez para uma candidatura de peso: a presidência da Câmara de Lisboa. Por isso mesmo, o espaço de oposição a que o PS estará confinado nos próximos tempos pode ser um palco demasiado exíguo para um político com ambições ao nível de lugares como o da Presidência da República. António Costa estará atento ao futuro da liderança socialista e até tinha um nome que gostava de ver avançar: Carlos César (ver texto ao lado). Mas nesta altura, uma candidatura de Francisco Assis, pode mesmo ser a melhor saída, para esta linha do PS, para evitar que a liderança cai nas mãos de uma figura por quem não morre de amores: António José Seguro.

----- O olhar atento a partir dos Açores

Carlos César, 54 anos. Tem do seu lado uma história consistente de sucessos eleitorais, se bem que a nível regional. E a limitação de mandatos até ditou que este será o seu último mandato à frente do governo regional dos Açores. Ainda assim, em matéria de liderança socialista, Carlos César estará coordenado com António Costa, comungando da mesma análise. O nome de Costa até era aquele que gostaria de ver à frente dos destinos do PS. Este empurrar de cortesias de um lado para o outro (ver texto ao lado) mostra bem como não há a grande vontade de ambas as partes, nesta altura do campeonato, em avançar para uma oposição que se adivinha severa. A seu favor, Carlos César tem o peso que o sucesso eleitoral confere a qualquer líder político, vergou o PSD nos Açores (em Outubro de 1996) e isso tem merecido o respeito de todas as lideranças que vão passando, desde então, pelo partido. O seu apoio é cobiçado por quem quer chegar ao topo socialista. E o seu nome é falado sempre que a liderança está em causa. Dos Açores tem seguido sempre com atenção as sensibilidades do partido a nível nacional, fazendo valer a sua voz audível. A travessia do deserto pelos socialistas terá que ser feita por alguém, mas tal como António Costa, também César mostra vontade nula em tomar as rédeas a esse caminho. A opção do líder do PS-Açores pode, por isto mesmo, ser muito semelhante à de António Costa.


De Amanhã ... e depois e ... fim? NÃO . a 6 de Junho de 2011 às 14:03
O DIA SEGUINTE

Ontem, houve eleições. O PS perdeu. Em nenhum dos congressos que escolheram José Sócrates alinhei entre os seus apoiantes. No último disse expressa e directamente aos congressistas que não apoiava qualquer das moções, nem qualquer dos candidatos.

Muitas vezes neste blog (OGrandeZoo) e noutras instâncias me demarquei de posições assumidas pela direcção do PS e apontei o que achava serem insuficiências suas.
Com a cautela necessária para não quebrar a solidariedade exigível, mesmo sobre a recente campanha fiz alguns reparos críticos.
No entanto, nem por uma vez, nem por um momento, fui complacente para com a rafeiragem que foi lançada às canelas de José Sócrates, tão miseravelmente, por alguns dos que não gostaram das políticas que protagonizou.

José Sócrates como primeiro dirigente do PS foi derrotado. Assumiu em pleno essa derrota e de cabeça erguida saiu de cena.

É possível que alguns dos que tantas vezes se estenderam como tapetes dóceis para que lhes passasse por cima, rosnem agora contra ele, mais ou menos subtilmente, sugerindo que nada têm a ver com a derrota sofrida.

Por mim, quero apenas pedir que me seja dada a honra de ter sido derrotado juntamente com José Sócrates, porque é verdade e porque sei que nesse barco de passageiro infortúnio farei companhia a todos os socialistas honrados.
- por Rui Namorado


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