10 comentários:
De - Aguardar ou co-fazer acontecer ? Mudar a 7 de Junho de 2011 às 13:39
Escolhas (internas)

Nunca me foi especialmente difícil fazer escolhas políticas.

No quadro nacional voto na Declaração de Princípios em que me revejo, independentemente dos protagonistas e, como sempre votei conscientemente nos protagonistas dentro do Partido Socialista, nunca me senti amargurado com o meu voto nacional.

No quadro partidário voto em programas e em pessoas com as quais me identifico, o que por vezes é um pouco mais difícil porque isso implica ter de escolher entre gente que se revê na mesma Declaração de Princípios. Guio-me pelos seus programas e pelo meu conhecimento pessoal dos candidatos. Tenho feito escolhas, umas vezes, não poucas, com o envolvimento directo para construção desses programas e outras, por simplesmente me rever nas suas propostas. Foi assim quando do "ex-secretariado" versus Mário Soares, quando de Sampaio versus Guterres, quando de Ferro Rodrigues versus Jaime Gama (que não chegou a ser), quando de Manuel Alegre versus João Soares e principalmente versus José Sócrates, isto para só falar de coisas maiores das quais mantenho memória fresca.

Aproxima-se nova contenda e pressinto perfilarem-se candidatos que irão certamente apresentar programas muito semelhantes e que, tendo perfis pessoais distintos, são pessoas que aprendi a estimar politicamente ao longo dos anos no acompanhamento dos seus percursos.

Aguardo pacientemente que se apresentem pois começa a faltar paciência para candidatos que aguardam tacitamente que os apontem, preferindo que sejam eles a tomar a iniciativa e a assumir o risco e a vontade de se apresentarem.

A política do risco calculado e de falsos sacrifícios tem os seus dias contados. Quando houver matéria voltarei ao assunto e assumirei a defesa do partido que tomar.
LNT [0.219/2011]


De Izanagi a 7 de Junho de 2011 às 00:03
Já aqui o escrevi: muito provavelmente José Sócrates sairá para uma das muitas empresas “privadas” - com um chorudo mas injustificado vencimento - que vivem à custa do erário público. José Sócrates fez bem em pedir a demissão de Secretário-geral, mas é mais uma vez um oportunista ao recusar o lugar de Deputado. Não há honra na sua saída, ao contrário do que afirma Rui Namorado.
Não vou dizer que a sua saída se deva a cobardia, mas é inegável que a mesma representa o seu carácter. Enquanto o PS lhe serviu, utilizou-o, agora que tem consciência que lhe não traz qualquer vantagem pessoal, abandona-o.
Não lamento o seu abandono, o que lamento é que não vá acompanhado por todos aqueles que foram eleitos deputados, quer através das quotas a que tinha estatutariamente direito, quer nas situações em que violou as regras estatutárias.
Mas lamento ainda mais, que militantes honestos (sim, ainda há alguns que são militantes e honestos) não exijam a saída desses eleitos


De .. a 7 de Junho de 2011 às 13:25
--- De: Honestidade e corrupção de comportamentos

Não é condição mas ajuda muito o facto do ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos não pertencer ao aparelho partidário
permite-lhe, mais facilmente, sair “de consciência tranquila” e até, conforme afirmou,
preparar um dossier para entregar ao seu sucessor, com as principais medidas a adoptar devido ao acordo com a 'troika'.

Foi mesmo ao ponto de, para cada medida concreta identificada, mandar elaborar ficha própria na quais se deverão indicar
quem, como, em que tempo, com que meios e objectivos tais medidas devem ser tomadas.

Porque não foi feito isto antes do descalabro?

Terão sido os sacos azuis, existentes em certos ministérios e institutos através dos quais são pagas despesas pessoais, a impedi-lo?

Terão sido interesses e empecilhos aparelhisticos a impedi-lo?

Como alguém afirmou num outro poste infra “o PS há muito havia perdido as eleições, não foi no dia 5”.


De Porquê só agora e c. 'algodão'? a 7 de Junho de 2011 às 13:54
Contas bancárias no estrangeiro vão ter de ser declaradas ao fisco
por Nelma Viana, Publicado em 06 de Maio de 2009 .A proposta de lei sobre o levantamento do sigilo bancário deve dar entrada hoje na AR

A medida faz parte da proposta de lei apresentada hoje pelo Executivo e deve chegar à Assembleia de República ainda esta tarde.

Durante uma audição na Comissão de Oçamento e Finanças sobre o Relatório de Evolução do Combate à Fraude e Evasão Fiscais, Carlos Lobo avançou à Lusa que
"os contribuintes portugueses vão ser obrigados a indicar na declaração de IRS se têm contas no estrangeiro", para começar a combater a fuga à declaração de rendimentos.


De PS: Fora a cliq do Pres.+SG+barões+tuba a 7 de Junho de 2011 às 13:33
A derrota do PS
[- por AG, CausaNossa]

A derrota do PS nestas eleições era inevitável, nestas circunstâncias, sobre o pano de fundo da crise económica nacional e europeia.
Por muitos erros que se tivessem evitado (como a degradante contratação de paquistaneses ou vilanovenses para comícios) e por muito mais cuidado prospectivo que tivesse posto na narrativa.
Quem quer que fosse governo, neste tempo, só podia sair penalizado.

O PS tem sido bom a averbar tudo o que de bom fez no governo - e fez muito.
Mas tem sido mau a evitar reconhecer erros - e cometeu-os.

Teimar em não o reconhecer só descredibiliza os socialistas e mina a confiança dos portugueses no PS. Porque quem não reconhece erros mostra não estar preparado para os corrigir.

O pior de todos os erros cometidos pelo PS, determinante de muitos outros, foi ter guinado à DIREITA, a pretexto de desideologizar a acção política.
Um caminho que facilitou a CAPTURA por interesses, designadamente do sector FINANCEIRO.
Bem basta que eles estejam sempre a postos para INFILTRAR os partidos do poder... não convem escancarar-lhes a porta.

A procura de uma nova liderança para o PS é uma oportunidade para CORRIGIR ERROS e começar a transformar esta derrota em vitória.
Para o futuro. E para Portugal.


De Co-responsáveis fora do Poleiro. a 7 de Junho de 2011 às 14:06
---J. S.M.

Se o PS quiser sobreviver e voltar a ser um grande partido democrático, terá de escolher alguém que não tenha estado nem na proximidade de Sócrates, nem em qualquer cargo político nos últimos 6 anos!!!

E devia, aliás, AFASTAR (de órgãos nacionais e federativos) do Partido o Engenhêro e todos os que estiveram ligados ao regime:
Lacão, Assis, Silva Pereira, Santos Silva, Teixeira dos Santos, etc... e líderes de federações.

Qualquer pessoa que tenha ocupado um cargo partidário durante o consulado do Sócrates tem a sua reputação inevitavelmente maculada por uma actuação DANOSA....

--- M.J.

Embora tenha o maior respeito por António Costa como político e Presidente da CML, acho que é a hora de António José Seguro.


De Próximo PS ...? a 6 de Junho de 2011 às 15:12
PS.
E agora, quem vai atravessar o deserto?

por Rita Tavares, Publicado em 06 de Junho de 2011

.A era de Sócrates foi longa e austera para quem, dentro do PS, estivesse à espreita para o assalto à liderança.
António José Seguro viveu seis anos como possível candidato a líder socialista e agora prepara-se para passar à prática.
Francisco Assis não teve uma espera tão evidente, mas a crise política acabou por torná-lo num dos melhores colocados na lista de possibilidades.
A liderança de José Sócrates deixou o terreno socialista bem árido, tanto que a tarefa do secretário-geral do partido suscita a resistência de alguns dos que seriam candidatos naturais.
O primeiro capítulo da nova novela socialista chega já esta semana, com a reunião da Comissão Política do partido

----- Seguro, a espera chegou ao fim

António José Seguro, 49 anos. É o candidato à liderança socialista mais evidente. Não avançou em 2004 (decidiu que ainda era cedo), mas nos últimos seis anos tem sido uma espécie de sombra que aguarda, cauteloso e discreto, pela sua vez sentado num lugar no Parlamento de onde, uma vez por outra, levantou a voz discordante face à políticas do governo socialista. Dentro do PS nunca alinhou com Sócrates, mas também nunca fez oposição frontal: evitou sempre fazer discursos de fractura nos congressos, raramente discordou publicamente das posições do partido no Parlamento. Deu uma vez um murro mais audível na mesa socialista, mas à porta fechada: numa reunião da Comissão Política do partido, em 2008, confrontou Sócrates com mais firmeza com a ratificação parlamentar do Tratado de Lisboa, quando o compromisso socialista era o do referendo. Na votação no parlamento pediu liberdade de voto por objecção de consciência, para não seguir a posição da sua bancada. De resto tem sido um opositor sereno, aguardando a sua vez quase sempre em silêncio. O que não o tem impedido de começar já a fazer mexer as estruturas partidárias distritais (sempre teve boa relação com o aparelho). Afinal é lá que se ganham as lideranças. Seguro até esteve com Sócrates nestas legislativas, mas sem convicção: nem um elogio aos dois últimos governos, cumpriu apenas o mínimo do apelo ao voto. Figura de corpo presente de quem já tem a cabeça noutro lugar.

----Lealdade a Sócrates pode dar os seus frutos

Francisco Assis, 46 anos. Só recentemente apareceu com mais firmeza nesta corrida. Nos últimos dois anos foi a aposta de Sócrates para um trabalho exigente: conter os estragos no parlamento de uma maioria relativa socialista. Não era a primeira vez que essa missão lhe era colocada nas mãos, exactamente nas mesmas circunstâncias: aconteceu o mesmo nos governos de António Guterres. Na Assembleia da República foi fazendo os possíveis, sem nunca se deixar chamuscar por uma liderança num ciclo descendente. Ou seja, nunca deixou de ser leal à liderança que nele apostou, mas também nunca se misturou com ela ao ponto de perder a sua própria identidade. Comentador assíduo nas televisões, soube trilhar o seu próprio caminho. Tem um senão: o aparelho não está com ele. Ainda assim, Francisco Assis pode vir a contar com as figuras de topo do partido, nomeadamente de alguns da ala de Sócrates. É bom lembrar que, no palco do congresso de Matosinhos, em Abril, o próprio secretário-geral do PS lhe fez um grande elogio. Pode ser a arma dos que temem que com Seguro o PS vire demasiado à esquerda e que querem evitar a ruptura total com o socialismo mais ao centro que foi levado à prática nos últimos anos. Não estava sentado há espera há anos, mas esta crise política acabou por lhe ser favorável. E vontade não lhe falta.
...


De PS deserto ... e agora ? a 6 de Junho de 2011 às 15:15
PS.
E agora, quem vai atravessar o deserto?
...

----- Houvesse vontade e a liderança seria sua

António Costa, 49 anos. É uma das figuras mais fortes do PS recente. Não teria qualquer dificuldade em mobilizar apoios suficientes no partido para conquistar a liderança, mas não tem mostrado qualquer vontade de avançar. E recentemente até disse que queria levar até ao fim o seu mandato na Câmara de Lisboa, ou seja, até 2013 estaria afastado de qualquer outra corrida. Mas a política escreve-se com demasiadas linhas para dar as afirmações de anteontem como seguras e Costa já mostrou que está cansado de ser uma eficiente figura de segunda linha. Em 2007 deixou o lugar no governo de Sócrates, de quem foi número dois durante dois anos, para avançar pela primeira vez para uma candidatura de peso: a presidência da Câmara de Lisboa. Por isso mesmo, o espaço de oposição a que o PS estará confinado nos próximos tempos pode ser um palco demasiado exíguo para um político com ambições ao nível de lugares como o da Presidência da República. António Costa estará atento ao futuro da liderança socialista e até tinha um nome que gostava de ver avançar: Carlos César (ver texto ao lado). Mas nesta altura, uma candidatura de Francisco Assis, pode mesmo ser a melhor saída, para esta linha do PS, para evitar que a liderança cai nas mãos de uma figura por quem não morre de amores: António José Seguro.

----- O olhar atento a partir dos Açores

Carlos César, 54 anos. Tem do seu lado uma história consistente de sucessos eleitorais, se bem que a nível regional. E a limitação de mandatos até ditou que este será o seu último mandato à frente do governo regional dos Açores. Ainda assim, em matéria de liderança socialista, Carlos César estará coordenado com António Costa, comungando da mesma análise. O nome de Costa até era aquele que gostaria de ver à frente dos destinos do PS. Este empurrar de cortesias de um lado para o outro (ver texto ao lado) mostra bem como não há a grande vontade de ambas as partes, nesta altura do campeonato, em avançar para uma oposição que se adivinha severa. A seu favor, Carlos César tem o peso que o sucesso eleitoral confere a qualquer líder político, vergou o PSD nos Açores (em Outubro de 1996) e isso tem merecido o respeito de todas as lideranças que vão passando, desde então, pelo partido. O seu apoio é cobiçado por quem quer chegar ao topo socialista. E o seu nome é falado sempre que a liderança está em causa. Dos Açores tem seguido sempre com atenção as sensibilidades do partido a nível nacional, fazendo valer a sua voz audível. A travessia do deserto pelos socialistas terá que ser feita por alguém, mas tal como António Costa, também César mostra vontade nula em tomar as rédeas a esse caminho. A opção do líder do PS-Açores pode, por isto mesmo, ser muito semelhante à de António Costa.


De Abstenção tb lhes vai DOER. a 6 de Junho de 2011 às 14:50
----- Democraticamente abstencionistas
por Ana Mafalda Nunes

[ DEMOCRACIA (do grego 'demos', Povo e 'kratos', autoridade ) - Governo no qual a soberania é exercida pelo Povo.]

Para nos podermos sequer aproximar da aparência de Democracia Já, teria sido
necessário um esforço e um empenho,
menor do que o banho de multidão em cartazes à rasca de 12 de Março,
do que os “like” ou “vou participar” do “livro da cara”,
do que as assembleias populares do Rossio em Acampada, por aí, por aí…

A visibilidade do Voto, é certo, que seria menor,
já que se trata de um momento solitário, anónimo que não fica registado na “parede”, sem palavras de ordem, faces exaltadas…
Mas ainda assim, despender de meia hora de um soalheiro domingo de Junho,
mais que não fosse para rabiscar uma qualquer bonecada apalhaçada no boletim, a combinar com a campanha,
teria tido expressão na imprensa e reflexo no país,
teria sido sinónimo de um POVO finalmente CONSCIENTE de que aqueles senhores políticos gastam o dinheiro colectivo em campanhas e são eleitos,
porque são pagos por nós, para trabalhar para nós e gerir o resultado do nosso trabalho.

Fazer subir a ABSTENÇÃO para níveis recorde, pode traduzir muito ou simplesmente nada, estou certa de que os brancos e os nulos teriam maior impacto metafórico…
povo descontente v/s politica que não serve.

Que parvos somos…


----- Abstenção atinge valor recorde na história das legislativas

05.06.2011,22;46 -Por Ricardo Garcia, Público

A abstenção nestas eleições legislativas atingiu o seu maior nível desde 1976. O proporção de eleitores que não compareceu às urnas ficou em torno dos 41 por cento, um valor maior do que o recorde anterior – 40,3 por cento nas últimas legislativas, em 2009.

O valor da abstenção tem vindo a subir a cada eleição. Em 1976 foi de 16,5 por cento. Em 1983, ultrapassou a fasquia dos 20 por cento e em 1991 subiu mais um degrau simbólico, chegando aos 32,2 por cento.

Apenas nas legislativas de 1980 e 2005 houve uma melhoria no índice de abstenção, em relação às eleições anteriorers. No primeiro caso, caiu de 17,1 por cento em 1979 para 16,1 por cento em 1980. No segundo, a queda foi mais acentuada, de 38,5 por cento em 2002 para 35,7 por cento em 2005.

Em todas as eleições realizadas recentemente, a abstenção atingiu valores elevados. Para a escolha do Presidente da República, em Janeiro passado, não votaram cerca de 53 por cento dos eleitores. Em 2009, 63 por cento dos eleitores não votaram nas eleições para o Parlamento Europeu e quase 41 por cento também não votaram nas autárquicas.


De Responsabilizar dirigentes. a 6 de Junho de 2011 às 14:39
Reflexão
por Daniel Oliveira, 5.6.2011, Expresso online

O PS tem de entrar num longo período de reflexão.
Seis anos de mau governo e um discurso que não bate certo nem com o que assinou com a troika nem com o que fez nos últimos seis anos.
Agora que Sócrates está de partida, têm de fazer a escolha das suas vidas.
Porque para os tempos que aí vêm não chega esperar pela alternância.
Quer o PS ser outra coisa?

Outro partido que terá de entrar em período de reflexão é o meu. Mais tarde, com calma, falarei sobre isso. Nada que não tenha dito e escrito antes da campanha (em que participei, deixando o debate para mais tarde).
Sendo apenas certa uma coisa: se o Bloco quer ser cópia do PCP, não só existe o original (que resulta para o seu próprio eleitorado), como, assim, o BE se afasta da sua base de apoio natural.
O ziguezague na sua estratégia e a irresponsabilidade de algumas opções recentes foram punidas pelos eleitores.
Espera-se reflexão séria e responsabilização dos dirigentes.
A derrota é demasiado pesada para ser ignorada ou para se esperar por dias melhores.


Comentar post