5 comentários:
De . Indignai-vos . a 7 de Junho de 2011 às 14:46

INDIGNADOS
6.6.2011por Pedro d'Anunciação, Sol

O apelo veio primeiro de um velho militante da Resistência francesa, que colaborou com De Gaulle e esteve na redacção da Declaração dos Direitos do Homem da ONU, a seguir à Guerra: Stéphane Hessel, 93 anos.
O seu pequeno opúsculo, fenómeno de vendas, intitula-se precisamente
Indignai-vos!

A manifestação de 12 de Março em várias cidades portuguesas ultrapassou todas as expectativas.

Depois foram os espanhóis a partir de 15 de Maio (o 15-M).
E logo França, já com um slogan:
‘O Maio de 68 pedia o impossível, o Maio de 2011 realizará o impossível’.

Está marcada, para 15 de Outubro, uma manifestação global dos ‘Indignados’.
Levará a algum lado? Não é o levantamento árabe pela democracia, mas uma reacção ao pior da actual democracia.
Depois de um susto inicial com a crise de 2008, os dirigentes políticos e económicos decidiram que tudo seguisse igual, com a correcção feita à custa dos contribuintes.
O fim da ameaça da URSS acabou com a preocupação de politicas sociais no centro-esquerda ocidental (sociais-democracias) ou até no centro-direita (as democracias-cristãs foram engolidas pelos Partidos Populares).

Mudanças?
Se os ‘indignados’ arranjarem uma liderança que acabe por obrigar os partidos a repensarem-se,
poderá ser o sucesso da sociedade civil contra o poder económico e os seus economistas de Harvard.


De Nº % Eleições... a 7 de Junho de 2011 às 09:56
Números e percentagens da nossa pouco transparente e pouco motivadora Democracia da Alienação e Burla

As percentagens são muito lindas, mas em números concretos temos 4 milhões 355 mil 510 pessoas que votaram a favor do programa da troika
(mentira, cerca de 1 milhão terá votado contra Sócrates, outro milhão contra Passos Coelho)

e 5 milhões 73 mil 514 pessoas que estão contra o programa da troika
(7 mil milhões, quando acrescentamos os 2 milhões de que falei há pouco e que ainda não sabem o que lhes vai acontecer).

Portugal está categoricamente contra estas medidas e far-se-á ouvir!


De ALTERNATIVAS políticas e económicas. a 7 de Junho de 2011 às 09:48
----- A Espanha está mesmo ao lado...

Porque devemos REESTRUTURAR a DÍVIDA PÚBLICA e como fazê-lo,
por Alberto Garzón Espinosa – Conselho Científico da ATTAC Espanha (via Portugal Uncut).


------ Pedalar

Nunca se desiste. Derrota política não é derrota intelectual.
Distinção que importa sempre manter perante uma austeridade cada vez mais assimétrica e que vai tornar a economia cada vez menos civilizada.

Há ideias com lastro de que não temos razões para abdicar, mesmo que sejam minoritárias, até porque o que parece impossível poderá bem tornar-se inevitável: da auditoria à reestruturação.
Mas há muito mais para pensar sobre economia e para lá dela. Muita pedra para partir.
Muita descoberta dos melhores entrelaçamentos com MOVIMENTOS SOCIAIS EMERGENTES, que permitam transformar ideias em forças materiais, muito maior disponibilidade e abertura para todas as convergências que dêem esperança às pessoas numa governação alternativa.
Aqui está o fulcro da reflexão a fazer:
pensar em sujeitos políticos que favoreçam reencontros entre as esquerdas.

Partindo, por exemplo, da defesa dos serviços públicos ou da TRANSPARÊNCIA democrática para a criação de condições que permitam afastar toda a esquerda dos compromissos SUICIDAS com o programa inviável da troika e assim viabilizar politicamente ALTERNATIVAS robustas.

Vamos precisar de muita filosofia da conjuntura e de muita economia política da estrutura. Muita pedalada.


------ Pensamento mágico

Já defendi que Cavaco exemplifica um HIPÓCRITA pensamento mágico destinado a infantilizar os cidadãos.
No seu discurso de ontem Cavaco afirmou que é possível cumprir um "acordo" inviável com a troika e ter espaço para "garantir a justiça social, o crescimento da economia e o combate ao desemprego".

Trata-se, na realidade, de DISFARÇAR a verdadeira agenda. Uma agenda que terá por efeito
intensificar a recessão,
aumentar o desemprego e
acentuar a fractura social.

Tudo em nome da salvação de um regime económico que se iniciou precisamente com a economia política e moral do cavaquismo.


- Postado por João Rodrigues, 5 e 6.6.2011, Ladrões de Bicicletas


De LB a 7 de Junho de 2011 às 09:25
------D., H disse...
Derrota política não é derrota intelectual, também acho. Saudades daquele “socialismo” que nos serviram são nenhumas.

A minha leitura sobre as coisas: a governação de Sócrates não se reduziu nem se esgotou no instante “milagroso” chamado PEC IV. A principal causa da queda do governo foram os 6 anos de governação (tergiversante e truculenta), não o chumbo de mais um PEC como alguns pretendem fazer crer.

Antes nunca se tinha visto “socialistas” assim, a malhar a torto e a direito, fortes com os fracos, preservando protecção e regimes de excepção conforme as conveniências.
A misturada entre a política e os negócios, entre o público e o privado, atingiu o ponto máximo com o PS de Sócrates. Deputados socialistas com assento parlamentar em nítida incompatibilidade, PPPs ruinosas para o erário, ajustes directos obscuros e favorecimentos concursais, empresas públicas e municipais cuja criação não foi mais que a usurpação do público (Até a popular EMEL lá abriu o “seu” parque de estacionamento, com supermercado PD e restauração!).

Tudo o que se passou no consulado de Sócrates não tem nada a ver com um Estado social de que ele se dizia defensor, sobretudo em campanha.
Adeus, é consolação pequena. A indiferença mostrada pela abstenção e o facto de a maioria dos cidadãos se continuar a fascinar mais pelo estilo que pelas ideias – o 4º poder ajuda ao espectáculo, foi ainda o registo dominante. Encostar a bicicleta, era o que faltava!

---------antónio m p disse...
Derrota política é perder a coragem de lutar em todas as condições e, sobretudo, perder as convicções, perder a razão - creio que é neste sentido do primado da razão que o João fala da vitória intelectual.

Dito isto, há que interpretar em que aspectos é que se perdeu a confiança dos eleitores e eu atrevia-me a sugerir que o PS perdeu sobretudo porque foi um mentiroso obsessivo, e o BE porque enveredou por "alegres" aventuras. O que o eleitor mais aprecia é o respeito por ele, como é natural. As impressões pesam muito na consideração do eleitor, confrontado com estratégias e discursos labirinticos.
Digo eu que não tenho que confrontar-me com a sua aprovação...


De . a 7 de Junho de 2011 às 09:30
----- Diogo disse...
A situação está a começar tornar-se insuportável para muita gente. Um homem que perca o emprego a partir dos quarenta tem a certeza absoluta de que já não conseguirá arranjar outro. Sabendo disso, se se vir a perder a casa, o resto dos seus bens e começar a ver os filhos a chorar com fome, só lhe restam duas alternativas:

1 – Vai roubar. E sabe-se como é fácil passar de pilha-galinhas a assassino (basta um assalto correr mal).

2 – Vai vingar-se. Procurará os que considera responsáveis pela sua situação e tentará abatê-los: um capataz, um chefe de divisão, um gerente, um presidente da câmara, o dono de uma empresa, um político.

Os Cavacos que se cuidem porque, dado o inferno para onde a maioria das pessoas está a ser atirada, a questão é cada vez mais matar ou morrer…

------ Maquiavel disse...
Rocha, se a tugalhada näo quisesse "a SCUT para livre circulação de todas as agendas liberais" teria votado em quem a combate, BE e CDU. Näo o fez, porque afinal a tugalhada gosta de SCUTs...

... mais näo terá o que bem merece, tenho pena é dos que votaram contra as troikas, que apanharäo por tabela.

------ A NOITADA DAS LARANJAS LOUCAS
NOITES DE FACAS LONGAS JÁ ERAM

OS DO PS COMEÇAM A RAPAR O FUNDO AOS TACHOS

OS LARANJAS CONTAM TER ALGO PARA COMER LÁ PARA JULHO
MAS BÃO TER DE SE CONTENTAR COM PEPINOS

AS MOSCAS DESCEM EM VOO PICADO SOBRE O CADÁVER DA NAÇÃO

OUTRAS TENTAM LEVANTAR VOO COM O SAQUE MAS ESTÃO MUITO ATURDIDAS E CARREGADAS

É O FADO DO PHODER QUE É FODIDO

É O EXÍLIO DOURADO DAS ROSAS


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