Quotas e militâncias.

Vá lá gente do PS, vamos de arregaçar as mangas, pagar cotas e votar para escolher o próximo Secretário-Geral do Partido. A Comissão Nacional vai marcar as directas e há já candidatos a pôr-se em bicos de pés.

Eu, cá, vou-me transferir para Coimbra ou outra qualquer federação onde um qualquer apoiante de um qualquer concorrente a líder me pague todas as cotas em atraso. Não sou menos que outros... Se assim não for não vou votar, o que se não põe em risco a eleição do novo líder faz perigar a expressiva percentagem, quase unanimidade com que o ultimo, tão apregoadamente, foi eleito!

Contudo, garanto, pela saúde do meu canário, que se ninguém me pagar as cotas, se não votar, não ameaço rasgar o cartão, como já ouvi e muito provavelmente irá suceder por parte de certos camaleões para garantirem “emprego”.



Publicado por Zurc às 17:07 de 07.06.11 | link do post | comentar |

8 comentários:
De Apoiante Leal sem Fidelidade a 9 de Junho de 2011 às 14:08
Seguramente, admito-o

Já se vêm por aí os carregadores de pianos a estrebuchar. Normal, pois não se concebe um carregador de pianos sem piano para carregar.
Vem isto a propósito das epístolas que se multiplicam na fé e pouco na doutrina. É interessante verificar que os disclaimers dessas epístolas anunciam quase sempre a condição de independentes.

Para quem milita num Partido as coisas passam-se de forma diferente. Nós, os que temos o odiado cartão e habitualmente somos olhados como leprosos,
escolhemos entre os nossos pares
aqueles a quem reconhecemos capacidade para liderar processos doutrinários. Isso distingue-nos no envolvimento e dá-nos a capacidade de decisão. Impede-nos (ou deveria impedir-nos) da tentação da deificação.
O simples facto de
fazer parte de uma comunidade faz-nos preferir o bem comum aos seus líderes.
Quando essas comunidades são democráticas sabe-se que o poder é transitório e que as ideias são o primado.
Elas subsistirão às lideranças temporais.

Termino já.

Às vezes, como o é desta, temos de escolher o melhor de entre os bons (ou entre os ''satisfaz menos''...).
Assis tem todas as características de 'bom' político, tem tudo para poder dirigir o Partido Socialista com mão segura e garantir que o PS continue a ser a referência da democracia em Portugal.

Mas é em António José Seguro que reconheço a capacidade para liderar o projecto que defendo para o Partido Socialista e para Portugal.
Por isso serei seu APOIANTE. Com a mesma LEALDADE e SEM a mesma FIDELIDADE com que sempre estive ao lado daqueles que ganharam e perderam na luta pelos ideais do socialismo democrático (i.e., da Social-democracia europeia).

É a hora da construção. Mãos à obra.
LNT [0.223/2011]


De coerencia, comportamentos e atitudes a 8 de Junho de 2011 às 19:33
Aqueles de nós, militantes, que considerem, como eu considero, correcta e aplaudo a coerência de António Costa ao declinar a candidatura a Secretário-geral do partido com o argumento de que se devem exercer os compromissos a tempo inteiro, isto é, o cargo de Presidente da Câmara de Lisboa, que considerou incompatível com o que seria o desempenho na condução do partido, deveríamos ser capazes de exigir a mesma atitude em relação ao desempenho das funções de 1º Ministro.
Se assim se procedesse não teriam, nem o governo e muito menos o partido, chegado ao ponto a que chegaram.
No plano das incompatibilidades exige-se, também alguma inovação e coerência de comportamentos e atitudes.


De .na vitória como na derrota ?!... a 9 de Junho de 2011 às 13:43
diz-se que a presidente do Brasil ofereceu a Sócrates a representação dos grandes interesses económicos do Brasil na UE...
diz-se que tb tem ofertas para empresas espanholas como a Prisa, ...
diz-se que o que interessa, mesmo, é ser ex-ministro...
diz-se

pelo contrário, não ouvi dizer que o ex-PM eleito deputado iria manter-se no parlamento e no partido a defender a ''sua dama'', a sua visão ''estratégica'', as suas 'bandeiras', e ... a estar atento para desmontar as propostas e medidas dos novos senhores do poder ...


De PS: operação ''pratos limpos'' !! a 8 de Junho de 2011 às 10:05
''Rei morto, regente posto'' ?!
Poder durante 6 anos (3x eleitos '''queridos líderes''), com os resultados que se sabem e as práticas que se vão sabendo...
e vai-se para novas eleições sem se fazer uma REFLEXÃO uma AVALIAÇÂO uma RESPONSABILIZAÇÂO !!!

o ''chefe''' demite-se ..., mas os seus apaniguados da comandita mantêm-se nos lugares cimeiros e decisivos !!! controlando, manipulando (regulamentos internos, burocracia administrativa, acesso condicionado/privilegiado a e-mails/BD, condução de reuniões e congressos, ...selecção e divulgação de moções e textos) ... e impedindo que se faça uma verdadeira Reflexão, Avaliação e Responsabilização do que se passou, como, quem, quanto, porquê, ...
que ligações/interesses tem com dirigentes e figurantes internos ou da 'praça económico-social'.

É tempo de ''partir a louça''... e quem tem ''telhados de vidro'' que se lixe ... pague o que deve, mostre o que vale... ou ponha-se a andar !!!

O Partido tem de MUDAR de práticas, tem de ser totalmente TRANSPARENTE e DEMOCRÁTICO.


De ..Vai doer muito... a 8 de Junho de 2011 às 10:59
Uma esquerda à deriva
...
Derrotado sem apelo por uma abstenção inacreditável (41,1 %), pela irresponsabilidade da extrema-esquerda e pela incapacidade para gerir esta gravíssima crise,
o PS tem agora pela frente uma longa travessia do deserto em busca da recuperação política e ideológica.
Tal como Cavaco durante os dez anos em que chefiou o PPD, também Sócrates se comportou, no PS, como um eucalipto que seca tudo à sua volta.

Proliferam hoje, no aparelho partidário, jovens burocratas, tecnocratas e oportunistas, sem convicções e com muita ambição, que estão dispostos a servir quem não ponha em causa os seus pequenos poderes.

Esse vai ser o maior obstáculo à regeneração política e ideológica do PS.

Quanto à direita, a maioria absoluta que conquistou, em coligação pós-eleitoral (PPD-CDS), permite-lhe tentar pôr em prática as receitas LETAIS da troika FMI-BCE-UE, e até ir mais longe
na ânsia de privatizações e desmantelamento do Estado já demonstrada pelo discípulo do engenheiro Ângelo Correia que nos coube em sorte.

Só falta mesmo que reapareçam Catroga e Leite Campos, para nos tratarem da saúde financeira e fiscal.
Aguentem-se à bronca, cidadãos, que isto vai doer muito!»
[i] Alfredo Barroso.


De Dis(curso) a 8 de Junho de 2011 às 02:19
Sobre o tal discurso só isto me ocorre dizer:
A TVI foi muito “mazinha” ao colocar uma câmara atrás do teleponto… (agora já o pode ser sem medos)…
Como tantos foram enganados por tão poucos…


De Sem tirar nem por a 8 de Junho de 2011 às 00:43
Em contraponto com um certo DISCURSO de bajulação nojenta, típica do CC e quejandos, aqui fica no lugar devido:

A última e patética farsa de José Sócrates

José Sócrates esteve igual a si próprio no discurso de derrota. E o discurso esteve igual ao previamente escrito e colocado no teleponto. Sem tirar nem pôr. Espontâneo “como sempre”, quem o ouvia parecia esquecer-se que a sinceridade que este pretendia transmitir estava a passar-lhe diante dos olhos, não vinha de dentro mas de fora, das letrinhas que iam passando mesmo à sua frente. Suava em bica. Tudo falso, tudo planeado ao milímetro até ao último pio desta figura. Muitos chamaram-lhe “atitude digna”. Eu chamo-lhe escrita criativa e teatrinho de vão de escada.

O que dizer da parte do discurso de derrota em que a plateia começou a gritar “NÃO! NÃO! NÃO! quando percebeu que o homem se ia demitir, e este se sai num falso-patético- comovido: “meus amigos não tornem isto ainda mais difícil”. Ó José coitadinho de ti. Ó José coitadinhos de nós de termos tido de levar contigo. Deixa-me chorar perante tamanho dissabor que te causámos. Ter de se despedir. Alguém o obrigou? Não ia lidar a oposição com dignidade se os portugueses assim entendessem? Não foi isso que andou a apregoar?

Dignidade seria este homem, o maior bluff político de sempre em Portugal, pedir desculpa aos portugueses pelos danos causados ao país, à sua economia e principalmente aos cidadãos nos últimos seis anos e meio. Exorcizar o mal antes de sair para a reforma dourada com o rabinho entre as pernas. Foram precisas três eleições legislativas para os portugueses perceberem com quem estavam a lidar. Três castings para finalmente decidirem se queriam continuar com este fraquíssimo actor político e fortíssimo actor a trabalhar na política. Foi preciso não haver esperança para Portugal varrer do mapa este vendedor de sonhos, ilusionista das promessas e profissional da fuga para a frente, um verdadeiro senhor do abismo.

“Não levo qualquer ressentimento ou amargura para os dias felizes que tenho pela minha frente” disse ainda com uma lata descomunal: nem amargura, nem ressentimento nem vergonha na cara pelos vistos. Não a leva porque deixa tudo para trás. Milhões de portugueses amargurados e desesperados. Queria que lhe pedíssemos desculpa por danos causados? Milhões de vidas condicionadas pela sua governação negligente, incompetente e completamente irresponsável. E o tempo e a justiça, se ainda existir neste país, decidirão se ficam por aqui os casos e muitos anos de delapidação deste país perpetuada por si e pela sua ranhosa comandita. Tenha vergonha!

Já que vai abandonar a política e não se lhe conhece outra actividade profissional nos últimos 30 anos, deixo-lhe uma pergunta – em que centro de emprego se vai inscrever? Ou será que os dias felizes que garante ter pela frente estão escritos nas estrelas, ou no teleponto?

Luis Moita in Câmara Corporativa


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 7 de Junho de 2011 às 18:37
Essa de «em bicos de pés» é porque a dona Maria de Belém é pequenininha?
Ou como diria o Herman nos seus momentos aureos:
«Eu que sou o ple_sidente da Junta!».



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