Não queremos ser enganados !

NÃO QUEREMOS SER EMPURRADOS !

     O  PS não pode deixar que o transformem numa agremiação de bons rapazes que pedem desculpa por existir, recebendo generosas instruções da canzoada que até anteontem lhe mordia ferozmente nas canelas.
    O  PS deve cumprir os compromissos que o governo anterior realmente subscreveu, mas não o modo como os seus adversários interpretam esses compromissos. E, muito menos, o excesso de zelo bacoco, tributário de um fundamentalismo neoliberal que vê na boleia da "troika" a grande oportunidade, para fazer tropelias tentando não ser responsável por elas.
     O  PS não desencadeou a crise que trouxe a "troika" até nós, pelo que não tem que se sentir obrigado a admitir que lhe peçam pressa, seja para o que for, em nome de um alegado interesse nacional. Interesse com o qual, os que agora pedem pressa não se preocuparam, quando precipitaram a realização de eleições. Formem lá o vosso governozinho de estimação, desenrrascassem-se como souberem, mas deixem de nos estar constantemente a dizer o que temos que fazer ou não fazer. Vamos ser oposição, de acordo com os nossos critérios, não de acordo com os vossos
    Vem tudo isto a propósito da escolha do próxima secretário-geral do PS e do Congresso do PS que se vai realizar. A última coisa de que o PS precisa é de atamanacar um congresso à pressa , pôr em campo duas ou três moções superficiais e previsíveis, deixando passar a oportunidade de se repensar e actualizar , de tirar todas as lições do que se passou nos últimos anos, e do que se tem passado na Europa e no mundo.
    Espero que a Comissão Nacional saiba, hoje, desencadear um processo transparente, susceptível de permitir uma clarificação substancial das alternativas em confronto e capaz de incorporar as correcções mais óbvias dos regulamentos, sem as quais a democraticidade do Congresso sofre logo à partida o primeiro abanão.
    Na verdade, o PS não pode consentir, nesta conjuntura, que a escolha do Secretário-geral se transforme numa concorrência entre apoios de imaginários "notáveis", entre invocação do alinhamento de estruturas invocadas sem serem consultadas, entre manobras mediáticas e declarações pomposas (ou manhosas), quase sempre vazias de conteúdo. Vazias, por terem mais a ver com a concorrência entre "marketings" de imagem do que com o combate político.
    Não é isso que queremos. Queremos uma reflexão sobre o lugar do PS em Portugal e no mundo, na Europa e na esquerda. Não queremos um concurso de previsíveis trivialidades que nos fariam correr o risco de continuarmos separados de muitos dos nossos eleitores habituais que perdemos e exilados da nossa própria base social.

MARCADORES:

Publicado por Xa2 às 08:11 de 08.06.11 | link do post | comentar |

19 comentários:
De MUDAR o PS, a Militância e os CIDADÃOS. a 15 de Junho de 2011 às 12:50
MUDAR o PS,
MUDAR a Militância ...
MUDAR o País-Sociedade


Tem muita razão o Zé ...Não toda ...
porque aqui no Luminária (e em mais alguns blogs próximos do PS)
tem havido muitos Comentários e Posts (para além das proximidades/afastamentos... a candidatos e a dirigentes...),

a EXIGIR/advogar no PS, desde as Secções às Concelhias, Federações e Nacional, :

- Reflexão, Debate, Responsabilização, PRIMÁRIAS, Transparência, Democraticidade , Princípios e Valores, SIMPLEX para as candidaturas e para os Regulamentos (sempre a mudar), Programas e Moções, ...

- Reformas no PARTIDO, nas inerências e na estrutura/máquina (desde os secretariados, aos Gabinetes de Estudo, ... às fundações...), ao registo/refiliação de militantes, às Correntes de Opinião...

- Reformas também no SINDICALISMO, tendência socialista na UGT e sindicatos em geral, quotização obrigatória de trabalhadores, ... e melhor participação/trabalho na CES-conf.europeia de sindicatos na defesa dos interesses dos trabalhadores a nível da UE e oposição ao neo-ultra-liberalismo desregulador e explorador..

- ...
Agora a crítica também deve ser feita a QUEM (as ''ÉLITES político-partidária e jurídico-comunicacional'' Sabujas-COMPRADAS pela OLIGARQUIA económico-financeira, 'nacional' e internacional)
QUER que este Povo-cidadãos se mantenha ALIENADO com ''PÃO e CIRCO'' (...),
com cada vez maior iliteracia, Abúlico e Abstencionista relativamente a todas as questões cívicas e comunitárias :

desde a participação nas reuniões do seu condomínio, até à associação de pais, reuniões da Asssembleia de Freguesia e Município, informação e participação no orçamento participativo, ... votações, eleições, candidaturas, propostas, ...

seja para o que for «os OUTROS que FAÇAM por eles... os representem ... e depois lá estão para criticar acefalamente... e botar-abaixo»

O resultado está à mostra ... e com estes comportamentos e (des-)incentivos, a situação político-social-económica só pode PIORAR.
...
Zé T.


De .Participar ou ficar a ver... Piorar. a 15 de Junho de 2011 às 12:53
De: Zé das Esquinas, o Lisboeta - a 15.6.2011

1) É muito interessante «ver» como num partido dito «socialista» haver alguns militantes que se consideram mais importantes que todos os outros militantes e se chegam imediatamente «à frente» quando lhes «cheira a poleiro».

2) É, também, muito interessante «ver» como num partido dito «socialista» os outros militantes que sempre rodearam o poder do partio, tomarem logo posições de apoio e de «encosto» aos anteriores...

3) De realçar que os chamados «militantes de base» do partido dito socialista, considerarem tudo «isto» normal e não se «chegarem à frente» exigindo debate interno antes de se falarem em nomes e perfilarem candidatos...

4) Noto aqui também que não «ouvi» nenhum militante de base do PS «indignar-se» com o seu auto-demitido líder, quando este disse que agora ía ser também ele um mero «militante de base» indo para Paris de France...

5) Acho que «este» PS já não é o que «era» deve estar também ele «contaminado» com e-coli, ou pelo menos «cheira-me»...


De PS e Esquerda e outro Sistema... a 14 de Junho de 2011 às 10:24
Comentários em http://puxapalavra.blogspot.com/2011/06/e-que-grande-derrota.html -------------------


-----Muitos choram a derrota de Sócrates a acenam para o que aí vem. Mas quem tomou medidas que qualquer direita subscreveria ( posso dar inúmeros exemplos)põe em causa a simples ideia de esquerda.

E se medidas de direita são compreensíveis na direita, já não o são na esquerda, e legitimam a acusação a que Sócrates foi (justa e injustamente)sujeito que era a de viver na mentira porque, dizendo-se de esquerda, tomava medidas de direita.

Mais grave do que derrota de Sócrates é ter sido a ideia de esquerda a derrotada, sobretudo por culpa de Sócrates.
# posted by Henrique Dória : 6/6/11 23:56

----- Tentar com um projecto exequivel de desenvolvimento e a consequente criação de riqueza,compatibilizada com uma distribuição que favoreça os mais desprotegidos, pode ser uma ideia de esquerda.
Querer uma distribuição que favoreça naturalmente os mais desprotegidos, mas irrealista, na medida em que não cria condições ou sequer faz ideia de como obter essa necessária riqueza, essa é uma ideia esquerdizante, que realmente e estou de acordo consigo, nunca nos nos levará a lado algum!
# posted by GP : 7/6/11 01:30

------ A social democracia (auto intitulados socialistas) que sempre foi o side kick do capitalismo, mais uma vez se adaptou, no caso com o "socialismo moderno", aos dogmas centrais do capitalismo do dia agora na sua fase neo liberal.

Como é que neste contexto de integração europeia e de submissão aos Mercados, seria possível "um projecto exequível de desenvolvimento", é coisa que agradeço faças o favor de explicar aos incréus.
Abraço.
# posted by J Eduardo Brissos : 7/6/11 14:23

----Meu caro Brissos,
Vejo os teus problemas e comungo de alguns.

A UE não está a seguir uma política de entreajuda, no capitalismo domina o capitalismo financeiro com a submissão aos mercados etc) Tudo bem.

Mas não se combate tudo isto de uma forma vaga, como se se opusesse a esta situação um outro sistema que não se sabe qual, nem como se estrutura, nem que benefícios traz.

Pelo que temos de ser claros, sobre o que se pensa do papel dos grupos económicos e de como o Estado se deve relacionar com eles.
- Pode/deve haver haver grupos públicos?
- Que papel para o investimento estrangeiro?
- Que papel para a regulação e como esta se pode/deve articular com os grupos públicos que para mim não consiste apenas numa CGD como está etc, etc.
- O que é isso da panaceia tão vaga das Pme´s que a nada leva?
É evidente que não tenho veleidade de definir um projecto exequível de desenvolvimento.
Acho que as esquerdas para se imporem têm de o ter e de lutar pelo poder de governação.
Não é colocando-se à margem ou defendendo "coisas etéreas" que se capta apoio social.
# posted by Joao Abel de Freitas : 7/6/11 20:03

----- Pois é amigo João Abel, estamos feitos. É que "projecto exequível" no quadro actual, só vejo o das troikas.

Claro que será sempre possível conceber alternativas, o problema é o serem "exequíveis";
é que não só teriam a oposição dos poderes fácticos que não lhes permitiriam sequer ver a luz do dia,
como em última análise não encaixariam na actual lógica de funcionamento do sistema.

Talvez a saída que resta, e que não é para amanhã, seja a do
tal "outro sistema que não se sabe qual, nem como se estrutura, nem que benefícios traz" nem, acrescento eu, como se lá se chega.

Abraço
# posted by J Eduardo Brissos

---- A derrota do PS é essencialmente uma rejeição da governação. Uma esquerda moderada a governar com medidas de direita, em termos de equidade social, na medida em que sobretudo nas áreas das fiscalidades nunca o PS se orientou para entrar nos mais ricos, indo contra o que diziam , por exemplo, o estado social, que exige equidade, alinhando na prática pela matriz da Europa menos solidária. Sei que estamos em época de grandes dificuldades, mas exactamente numa situação destas, o que distingue a esquerda da direita é a equidade dos sacrifícios que a sociedade têm de suportar.

E aqui o governo PS falhou rotundamente.

A derrota do Bloco tem outro significado é o reconhecimento de que não está a construir uma alternativa credível.
...
JoaoAbelFreitas


De coerencia, atitudes e comportamentos a 8 de Junho de 2011 às 19:31
Aqueles de nós, militantes, que considerem, como eu considero, correcta e aplaudo a coerência de António Costa ao declinar a candidatura a Secretário-geral do partido com o argumento de que se devem exercer os compromissos a tempo inteiro, isto é, o cargo de Presidente da Câmara de Lisboa, que considerou incompatível com o que seria o desempenho na condução do partido, deveríamos ser capazes de exigir a mesma atitude em relação ao desempenho das funções de 1º Ministro.
Se assim se procedesse não teriam, nem o governo e muito menos o partido, chegado ao ponto a que chegaram.
No plano das incompatibilidades exige-se, também alguma inovação e coerência de comportamentos e atitudes.


De Só à VASSOURADA... a 9 de Junho de 2011 às 12:49
incompatibilidades ? !! isso é letra morta.

neste centrão de interesses o que domina é o NEPOTISMO, a PREPOTÊNCIA, o ASSÉDIO, a PROMISCUIDADE entre ´políticos
(de deputados a governantes, autarcas, directores, administradores públicos)
e EMPRESÁRIOS (grandes, grupos, oligopolistas, oligarcas)
ou proeminentes ''consultores/experts'', professores/comentadores, jornalistas/propagandistas, ...


De Vida PRIVADA x possível DELITO penal/PÚB a 14 de Junho de 2011 às 10:03
"A estranha 'omerta' dos media sobre o caso DSK" - I
[-por AG, CausaNossa, 13.6.2011]

In site do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores do Brasil):
"Deborah Berlinck - Jean Quatremer, 53 anos, jornalista premiado do "Libération", foi o único a chamar atenção para os "não ditos" na imprensa francesa sobre a relação de Dominique Strauss-Kahn com as mulheres.
Por que tantos anos de silêncio da imprensa francesa sobre as relações muitas vezes problemáticas de DSK com mulheres?

QUATREMER: A imprensa francesa tem uma interpretação extensa do respeito à vida privada, que quer dizer: não se fala de certos casos, em particular, de casos de família ou ligados ao sexo.
Há 40 anos, salário, patrimônio dos políticos e até financiamento dos partidos eram considerados parte da vida privada. Não investigávamos essas questões.

A partir dos anos 80, os políticos passaram a ter que dar satisfações sobre seus patrimônios e salários. Mas o que continuou tabu é tudo ligado à família e ao sexo. A França é um país católico, conservador.
E há uma reverência muito grande dos franceses ao Estado e a todas as pessoas que servem ao Estado, porque a nação francesa existe graças ao Estado."

- ''omerta''- silêncio, pacto de silêncio entre mafiosos.
---------------
JEAN QUATREMER in blog do LIBÉRATION - "COULISSES DE BRUXELLES"
(...)je suis (...)l’un des très rares journalistes français à avoir osé briser le tabou du « respect de la vie privée » des politiques français en écrivant sur mon blog, « les coulisses de Bruxelles », le 9 juillet 2007, ces quelques phrases à propos de celui qui n’était alors que le candidat de la France à la tête du FMI :
« Le seul vrai problème de Strauss-Kahn est son rapport aux femmes.
Trop pressant, il frôle souvent le harcèlement.
Un travers connu des médias, mais dont personne ne parle (on est en France). Or, le FMI est une institution internationale où les mœurs sont anglo-saxonnes. Un geste déplacé, une allusion trop précise, et c’est la curée médiatique ». Des affirmations qui s’appuyaient évidemment sur des faits et des témoignages.

Que n’avais-je écrit là ! On m’a immédiatement accusé d’avoir franchi la « ligne rouge »,
de violer la « vie privée » des politiques, de pénétrer dans leur « chambre à coucher », bref de me comporter comme l’un de ces sauvages journalistes anglo-saxons sans foi ni loi, un Torquemada de la morale sexuelle…
(...)
Mais, voilà, comme on est soi-disant dans le domaine de la « vie privée », le journaliste est paralysé.
Or, j’estime irrecevable cet argument :
la vie privée doit être étroitement circonscrite aux relations entre adultes consentants et à condition qu’il n’y ait ni harcèlement, ni abus de pouvoir de quelque nature que ce soit, c’est-à-dire absence d’un possible délit pénal.
Elle doit aussi être respectée lorsqu’il n’y a pas d’interférence entre la sphère privée et publique.
Par exemple, si un politique se prévaut de sa famille pour se faire élire, sa vie privée tombe dans le domaine public. Tout comme un politique qui se prévaut de son bilan est soumis à des enquêtes impitoyables, il doit en être de même pour celui qui met en avant sa famille ou ses valeurs familiales. Lorsque la presse anglaise a enquêté sur la vie privée des élus conservateurs au début des années 90, c’était pour démontrer que leur slogan, « back to basics », retour aux valeurs, ne tenait pas la route.
(...)
Un argument amusant :
faut-il attendre une plainte en bonne et due forme ou un jugement pour dénoncer un enrichissement personnel sur fonds publics, un abus de pouvoir ou un détournement de fonds ?
Nul doute que le monde politique aimerait que les interdits que la presse française s’impose en matière de vie privée soient étendus à tous les domaines de la vie publique…

Tout comme l’argument de la loi ne tient guère :
il ne se passe pas une semaine sans qu’un organe de presse ne soit condamné pour « diffamation », en dépit des précautions prises.
Tout simplement parce que le droit est affaire d’interprétation."


De - Como é ?!! Exijem-se MUDANÇAS a SÉRIO a 9 de Junho de 2011 às 13:57
----- Eleições de novo secretário-geral para 'vintes' de Julho e Congresso nacional do PS para 1ªquinzena de Setembro ?

- porquê este calendário ?!
com o pessoal ausente/praia/terrinha alguém vai por os pés na Secção para votar ?!!
- porque é que as secções continuam FECHADAS, não há reuniões nem debates nem mais carradas de SMS... o Partido ENCERROU ?!!

está visto que não querem fazer qualquer reflexão / responsabilização e querem todos manter os seus tachos e tachinhos: nada de MUDANÇAS !!


----- De: .Na vitória como na derrota ?!...

diz-se que a presidente do Brasil ofereceu a Sócrates a representação dos grandes interesses económicos do Brasil na UE...
diz-se que tb tem ofertas para empresas espanholas como a Prisa, ...
diz-se que o que interessa, mesmo, é ser ex-ministro...
diz-se

pelo contrário, não ouvi dizer que o ex-PM eleito deputado iria manter-se no parlamento e no partido a defender a ''sua dama'', a sua visão ''estratégica'', as suas 'bandeiras', e ... a estar atento para desmontar as propostas e medidas dos novos senhores do poder ...

------ De: PS: operação ''PRATOS LIMPOS'' !! a 8.6.2011

''Rei morto, regente posto'' ?!
Poder durante 6 anos (3x eleitos '''queridos líderes''), com os resultados que se sabem e as práticas que se vão sabendo...
e vai-se para novas eleições sem se fazer uma REFLEXÃO uma AVALIAÇÂO uma RESPONSABILIZAÇÂO !!!

o ''chefe''' demite-se ..., mas os seus apaniguados da comandita mantêm-se nos lugares cimeiros e decisivos !!! controlando, manipulando (regulamentos internos, burocracia administrativa, acesso condicionado/privilegiado a e-mails/BD, condução de reuniões e congressos, ...selecção e divulgação de moções e textos) ... e impedindo que se faça uma verdadeira Reflexão, Avaliação e Responsabilização do que se passou, como, quem, quanto, porquê, ...
que ligações/interesses tem com dirigentes e figurantes internos ou da 'praça económico-social'.

É tempo de ''partir a louça''... e quem tem ''telhados de vidro'' que se lixe ... pague o que deve, mostre o que vale... ou ponha-se a andar !!!

O Partido tem de MUDAR de práticas, tem de ser totalmente TRANSPARENTE e DEMOCRÁTICO.


De ingenuidades e distrações a 8 de Junho de 2011 às 17:21
Rui Namorado, que eu só “conheço” através dos seus escritos que muito preso e respeito, deixa-me colocado num, aflito “trilema”:
- Quererá dar numa de ingénuo?
- Andou distraído estes últimos dez/doze anos?
- Acredita que Fátima foi realmente um milagre?
É estranho para não dizer abusivo dizer que “O PS não desencadeou teve a crise que trouxe a "troika" até nós, pelo que não tem que se sentir obrigado a admitir que lhe peçam pressa.”
Ou seja, não teve nenhuma responsabilidade com certas políticas que nos trouxeram até aqui?
Quem foi que se submeteu aos interesses especulativos da finança nacional e internacional e para aí arrastou todos os cidadãos portugueses, que se não acautelaram, que em vez de poupar passou a sujeitar-se à usura dos bancos enquanto estes encontraram dinheiro barato e a rodos lá fora?
Realizar “um congresso à pressa”?, é só daqui a dois meses, acha pouco tempo para serem derramadas as lágrimas de crocodilo?
“Queremos uma reflexão sobre o lugar do PS em Portugal e no mundo, na Europa e na esquerda. Não queremos um concurso de previsíveis trivialidades que nos fariam correr o risco de continuarmos separados de muitos dos nossos eleitores habituais que perdemos e exilados da nossa própria base social.”
É um desejo que todos os “vulgares” (aqueles que não estejam comprometidos com o aparelho ou à espera dela se servirem para ocupar um qualquer lugarzito) militantes andam há muitos anos a formular. Contudo, para que se consiga tal desiderato é absolutamente necessário debater as estruturas, as inerências, o funcionamento e todo o mais que respeite à vida interna. Enquanto isso não for resolvido nunca haverão condições par se debater de forma continuada e sustentadamente o que quer que seja.
Serão diarreias de intelectualidade, umas atrás das outras e, sempre aparecerá alguém a dizer que “se quizer debater faça-se eleger ou participe nas iniciativas das Novas Fronteiras”


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 10 de Junho de 2011 às 12:41
Concordo com o comentário e também muito estranho essa igenuidade ou lapso de memória da história recente do país... a não ser que o Namorado ande a «arrastar a asa» a qualquer «coisinha fofa» do futuro PS... será? Sempre era menos mau que Alzheimer!


De .PS: operação ''pratos limpos'' !!. a 8 de Junho de 2011 às 13:29

''Rei morto, regente posto'' ?!
Poder durante 6 anos (3x eleitos ''excelentes e queridos líderes''), com os resultados que se sabem e as práticas que se vão sabendo...
e vai-se para novas eleições sem se fazer uma REFLEXÃO uma AVALIAÇÂO uma RESPONSABILIZAÇÂO !!!

o ''chefe''' demite-se ..., mas os seus comanditados mantêm-se nos lugares cimeiros e decisivos !!!
controlando, manipulando (regulamentos internos, burocracia administrativa, acesso condicionado/privilegiado a e-mails/BD, condução de reuniões e congressos, ...selecção e divulgação de moções e textos) ...
e impedindo que se faça uma verdadeira Reflexão, Avaliação e Responsabilização do que se passou, como, quem, quanto custou, porquê, ...
que ligações/interesses tem com dirigentes e figurantes internos ou da 'praça económico-social'.

É tempo de ''partir a louça''... e quem tem ''telhados de vidro'' que se lixe ... pague o que deve, mostre o que vale... ou ponha-se a andar !!!

O Partido tem de MUDAR de práticas, tem de ser totalmente TRANSPARENTE e DEMOCRÁTICO., tem de privilegiar VALORES e propostas concretas, e deixar de tácticas/''estratégicas'' e modernismos neoliberais marketeiros e submissão a interesses nepóticos e mercantis.


De PS: 'buraco negro' ou PeresTroika ? a 8 de Junho de 2011 às 12:24
A Perestroika que falta ao PS
(por Daniel Oliveira, Expresso online)

Em conversa com um amigo socialista, que está longe de ser parvo, ele explicava assim a hecatombe do PS:
em 2009 foi o ódio irracional e corporativo, agora foi uma decorrência natural da crise. E assim, de uma penada, dispensava-se de qualquer reflexão política.
Basta esperar pelo momento da mudança de turno no jogo da alternância.

Só que as coisas mudaram. Olhe-se para França e para a Alemanha e perceba-se o que está a acontecer ao centro-esquerda.
Vive uma profunda crise de identidade (comparável à dos comunistas, nos 90) que, depois da queda do muro, não teve a capacidade de incorporar a tradição de combate social que, à sua esquerda, ficou órfã, e,
pelo contrário, se entregou a esse BURACO NEGRO negro da política que é o CENTRO absoluto.

Julgaram os socialistas que, com a radicalização do pensamento económico da direita, o seu posicionamento LIBERALISMO MOLE iria ser visto como marca distintiva.
Só que as pessoas preferem uma má convicção a convicção nenhuma.

Perante o processo de globalização dos mercados, a construção de uma EUROPA económica SEM UNIDADE POLÍTICA e a crescente financeirização do capitalismo acharam que bastaria um otimismo cego para que tudo corresse pelo melhor. Não correu.

E é difícil esquecer que os socialistas tiveram durante demasiado tempo a Europa na mão e foram INCAPAZES de lhe dar um RUMO que a protegesse do que agora lhe sucedeu.
A RETÓRICA europeista não correspondeu a nada que defendesse os Estados da LEI do MAS FORTE, assim como a retórica do Estado Social não correspondeu à sua protecção perante os apetites dos INTERESSES PRIVADOS.

Quer isto dizer que o que está a acontecer aqui está a acontecer no resto da Europa e é mais profundo do que o costumeiro jogo da alternância.
A direita ganha onde a esquerda governa, mas o centro-esquerda esgatanha-se para conseguir o mesmo quando a situação é inversa.
Socialistas e social-democratas não mobilizam.
Porque no que são de esquerda são TIMIDAMENTE DEFENSIVOS (sempre na lógica do mal menor) e no que são ofensivos aliam-se à direita.
Ser versão soft de quem vence não chega para um CONTRA-ATAQUE.

No caso de Portugal a coisa é mais grave. O PS não tem a mesma origem dos seus congéneres europeus: operária e sindical.
Não se pode socorrer de uma qualquer legitimidade histórica à esquerda. Apenas as escolhas que faz contam. E as suas lideranças.

E a LIDERANÇA de José Sócrates é quase uma caricatura de todos os dramas dos socialistas europeus.
Sem CONVICÇÔES e com uma enorme determinação para a convicção de cada momento, tomado por um pragmatismo meramente reativo e sem rumo, Sócrates governou SEM DESTINO.

A falta de um desígnio (para alem do fascínio pela tecnologia, umas vezes útil outras bacoco) foi sendo disfarçada pelo POPULISMO contra o inimigo de cada momento
- muitas das vezes os funcionários do Estado, alimentando assim um RESSENTIMENTO do resto da população contra os serviços públicos, de que a direita colheu os frutos -,
pelo enfraquecimento do Estado Social, aceitando a ideia FALSA de que ele é insustentável
- discurso que também acabou por ser a direita a aproveitar - e,
por fim, por um discurso de esquerda que CONTRADIZIA seis anos de governo e um acordo acabado de assinar com a troika.
No fim, sobrou o derradeiro argumento do perdedor: "eles são piores do que nós".

Junta-se a isto o TEMPERAMENTO de Sócrates, que resulta mais das suas fragilidades políticas do que da sua personalidade:
contundente sem coerência, autoritário sem autoridade, tático sem estratégia.

A ultraPESSOALização do governo e do partido e a VIOLÊNCIA VERBAL no debate público, que nos primeiros anos resultaram em favor de Sócrates,
acabaram por se virar contra ele quando as coisas começaram a correr mal.
Sócrates foi atacado, até do ponto de vista pessoal, como nenhum primeiro-ministro, é verdade.
A questão é saber se não foi ele que criou o caldo político em que isso se tornou legitimo.

Talvez o meu amigo socialista tenha razão: em 2009 foi o ódio, agora foi a crise.
O ERRO dele é pensar que as OPÇÕES políticas feitas pelo PS não contribuíram para as duas coisas.

Agora o PS tem grandes escolhas a fazer. ..


De .PS+Europa: contra-ATAQUE ao ultra-Liber a 8 de Junho de 2011 às 12:36
A Perestroika que falta ao PS
(por Daniel Oliveira~)
....
Agora o PS tem grandes escolhas a fazer.
Se julga que BASTA escolher o líder certo, depois de "Sócrates, o Eucalipto", ENGANA-se.

O VAZIO de Seguro e o BLAIRismo desistente de Assis não estarão à altura do que têm de fazer.
Mas não basta optarem por António Costa, a quem sobra alguma credibilidade, para TRAVAREM em Portugal a DEGRADAÇÃO do centro-esquerda que varre toda a Europa.
As escolhas são muito mais dolorosas.

Está o PS disposto a FAZER a sua "PERESTROIKA" (reformas profundas do sistema partidário, do PS, do aparelho regras agentes e condições)
ou julga que basta ficar à ESPERA da sua VEZ no jogo das cadeiras?
É isso que saberemos nos próximos tempos.

Se os SOCIALISTAS (+correctamente: os ''social-democratas''/ 'trabalhistas'), aqui e na Europa, passarem à OFENSIVA na reconstrução do Estado Social e na criação de REGRAS para os MERCADOS financeiros, lançarão um enorme desafio à sua esquerda.

Se, pelo contrário, pensarem, como tudo indica que pensam, que basta existirem para que os eleitores pensem que são úteis, é bom preparem-se para uma TRISTE e inexorável DECADÊNCIA.


De . Melhorar a Democracia . a 8 de Junho de 2011 às 14:36
Melhorar a Democracia Portuguesa

''Não é desonra (candidatar-se, lutar e ) perder'' - concordo.
O problema é que - apesar do difícil contexto internacional - se actuou mal ... há que reconhecê-lo.
E não foi feita suficiente pressão/ movimentação diplomática-política, nem procura de alianças entre países periféricos (governos, partidos de esquerda, confederações sindicais) para tentar mudar a política da UE e internacional, com vista a regular os mercados, limitar a agressão agiota e a criminalidade sediada nos 'offshores'.

A "com humildade democrática" ...serve par quê ?! chegam-me boas práticas democráticas, cívicas e técnicas - que estiveram em grande défice na governação do país e na 'gestão' do PS.

"Temos de repensar também o sistema político, porque a abstenção foi muito elevada", - concordo ... e cada vez será pior, com representação cada vez menos democrática.

Todos os VOTOS devem ter VALOR (contando-se também os nulos, os brancos e os não-votos/abstenção) para eleger mais ou menos Representantes e o sistema de atribuição de mandatos (método de Hondt...) deve ser mais fiel mais directamente proporcional ao número de votos expressos.

As iniciativas populares e as consultas/referendos devem ser mais valorizadas, simplificadas e usadas ... tal como o voto electrónico.

A constituição de Partidos, movimentos e Listas candidatas e candidaturas pessoais devem ser mais desburocratizadas e simplificadas ...

As Primárias (internas) para escolher os candidatos a candidatos devem ser postas em prática.

Zé T.


De por Eleições PRIMÁRIAS no PS . a 8 de Junho de 2011 às 17:53

Corrente de Opinião Esquerda Socialista
Caro Camarada:

O afastamento da vida partidária dos cidadãos em geral e dos jovens, em particular, é uma realidade muito preocupante para o presente e o futuro da democracia.

Algumas práticas “fechadas”, meramente gestionárias e clientelares, aliadas à ausência de reflexão e de intervenção relativamente aos problemas quotidianos das pessoas, penalizam e descredibilizam os partidos, na sua globalidade.

O Partido Socialista é, por tradição e vocação, um partido aberto e congregador, não escapando, contudo, à imagem descrita, junto do eleitorado.

As ELEIÇÕES PRIMÁRIAS servem assim para refundar a ligação dos partidos aos militantes e aos cidadãos.
Isto porque as eleições primárias propiciam:

-O debate de ideias e propostas de suporte às candidaturas;
-A escolha dos mais qualificados para o desempenho das funções políticas;
-A participação e mobilização de militantes e simpatizantes para as missões fundamentais da vida pública e partidária;
-A melhoria da imagem junto da população pelo acréscimo do sentido de responsabilidade associado a esta prática.

SE ESTÁS DE ACORDO:
- SUBSCREVE AQUI !:
http://www.peticaopublica.com/?pi=EPPS

E DIVULGA ! ! !

Cordiais Saudações Socialistas
António Fonseca Ferreira


Corrente de Opinião do Partido Socialista
www.esquerda-socialista.org
Rua da Mãe de Água, nº13, 2ºDto
1250-154 Lisboa
Tel. 21 34 33 100
Email. ps.esquerdasocialista@gmail.com

http://www.peticaopublica.com/?pi=EPPS


De Manifesto Convergência-e-Alternativa a 8 de Junho de 2011 às 18:02
politica.convergente@convergenciaealternativa.com

Car@ Cidadã/o,

A situação grave em que se encontra o País exige tomadas de posição firmes.
Assim, tomamos a liberdade de colocar-lhe à consideração o
«Manifesto Por uma Convergência e Alternativa, Não à austeridade selvagem da UE/FMI», que se encontra em
"http://www.convergenciaealternativa.com/"
ou
"http://www.facebook.com/pages/Converg%C3%AAncia-e-Alternativa/102023489884574?sk=info"

convidando-@ a subscrever este documento, caso assim o julgue pertinente.

Por uma «Convergência e Alternativa»


De Melhor Representatividade na A.R. a 9 de Junho de 2011 às 09:54
Sistema (eleitoral) proporcional?
[-por Vital Moreira, CausaNossa, 7.6.2011]

Tendo alcançado cerca de 38,5% dos votos, o PSD pode ter eleito 108 deputados (contando os 3 deputados da emigração que provavelmente vai acrescentar), o que representa cerca de 47% da composição da AR.
Portanto, uma "majoração" de 8,5 pontos em relação à percentagem de votos.

Fazendo mais umas contas elementares e adoptanto estimativas prudentes, verifica-se que o PSD poderia ter chegado à maioria absoluta na AR (116 deputados) com apenas cerca de 41,5% de votos.
Tratar-se-ia de um fenómeno inédito entre nós, questionando a natureza genuinamente proporcional do nosso sistema eleitoral.

Já se sabia desde o início que o partido mais votado tem sempre um número mais do que proporcional de deputados, proporcionado maiorias parlamentares (mais de metade dos deputados) com menos de metade dos votos.

O que não se sabia é que, caso a vantagen do partido vencedor em relação ao segundo partido seja muito expressiva (nestas eleições, vantagem superior a 10 pontos), o "prémio de vitória" pode ser muito expressivo.
---------------------

Há que melhorar o sistema de atribuição de mandatos e torná-lo mais proporcional, em percentagem igual ou mais próximo do nº de votos obtidos.


De Por Circulo único nacional ou % directa a 9 de Junho de 2011 às 10:58
Democracia (mais ou menos) verdadeira

Quase toda a gente sabe que os deputados à Assembleia da República são eleitos (como foram no Domingo passado) em listas distritais segundo o método dos quocientes de D’Hondt.

Muita gente sabe também que o método D’Hondt tende a favorecer os partidos maiores em detrimento dos mais pequenos – os seus defensores argumentam que isso favorece a governabilidade.

Menos apreciado, porém, é o facto do próprio carácter distrital das listas favorecer também os partidos maiores e prejudicar os mais pequenos – tendo, na verdade, um efeito de maior magnitude do que o próprio método D’Hondt.

Em combinação uma com a outra, estas duas características do nosso sistema eleitoral produzem resultados que se afastam substancialmente da proporcionalidade:
com base nos resultados provisórios das eleições de Domingo (não tendo em conta os votos do estrangeiro nem os quatro deputados que por eles serão eleitos), observamos que, em média, cada deputado do PSD foi eleito com 20.436 votos (PS: 21.342) – ao mesmo tempo que os 62.496 votos no PCTP/MRPP ou os 57.641 no PAN não deram origem à eleição de qualquer deputado.

Dei-me ao trabalho de fazer as contas para verificar qual seria o número de deputados eleito por cada partido em três cenários alternativos:
i) círculos distritais segundo o método D’Hondt (i.e. o sistema actual);
ii) círculo único nacional, método D’Hondt; e
iii) círculo único nacional, proporcionalidade estrita (=%). Os resultados são os seguintes:
...
Não vou aqui alongar-me com juízos políticos em relação a qual destas alternativas deverá ser considerada preferível - nem em abstracto, nem em face da aplicação ao caso concreto destas eleições.
Penso que a esquerda, com excepção talvez da que não alcançou representação parlamentar, tem seguramente tarefas mais importantes perante si e batalhas mais importantes a travar.

Aprofundar a democracia passa por muitas outras coisas - e as mais importantes são de carácter substantivo e participativo (por oposição a formal e representativo).

Ainda assim, como contributo para o debate acerca da abstenção ( e da alienação face aos mecanismos concretos da nossa democracia representativa que subjaz a essa abstenção), penso que
não será despiciendo ter em conta que houve muitos milhares de eleitores pelo país fora (0s 20.435 votantes no BE em Braga ou os 16.884 votantes no PAN em Lisboa, para referir apenas os dois exemplos mais extremos) que se dirigiram às respectivas mesas de voto, votaram em consciência e, exclusivamente devido às características do sistema eleitoral, não contribuíram para eleger ninguém.

Têm bons motivos para estarem chateados.

(- por Alexandre Abreu, 8.6.2011, Ladrões de bicicletas)


De Vencidos ... arrastem-se. a 8 de Junho de 2011 às 13:13
Eu adoro-vos - e também tenho algumas notas sobre as eleições
(-por Sérgio Lavos, arrastão)

1. O Grande Líder fez um bom discurso de partida. E hoje comoveu-se, ao despedir-se da Comissão Política.
Um homem só, um homem acossado, um homem que regressará dentro de cinco anos, quando o outro homem da providência partir da presidência.
Bons ventos o levem, que entre tanta dedicação, empenho e incompreensão, sobra apenas um país em cacos.

2. Por outro lado, temos de sentir pena dos órfãos do PS.
A velha guarda e a nova guarda, fiéis cães de fila das ideias do Grande Líder
- acriticamente acolitados pelos emissários da imprensa e os assessores da blogosfera - estão perdidos.
Mas, perdidos embora, perfilam-se e arreganham o dente ao osso. Seguro e *Assis e quem mais vier, os que já sabíamos que vinham, mas
que se mantiveram sabujamente calados enquanto o Grande Líder conduzia o Grande Passo em Frente... ao Abismo.
Ah, e claro, há o destituído diplomata Carrilho, há meses destilando veneno fermentado no ódio do cargo perdido. Mas esse, pobre desapossado, não terá hipótese de lá chegar. Habitue-se.

3. Passos Coelho quase convenceu o povo (mais do que os convertidos - que, de resto, eram poucos) de que poderá ser o homem certo para conduzir o país nos próximos... vá, dois anos.
A honestidade fica-lhe quase tão bem como a desafinada voz de barítono que usou para assassinar o hino,
mas quem se rodeia de trapos da estirpe de Catroga e Ângelo Correia está a pedir para as coisas correram mal, ou ainda pior do que isso.
Ah, é verdade, parece que irá governar o país. Não... afinal dizem-me que esse já está a ser governado pela troika. Peço desculpa pelo equívoco.
O que governará ele, então?

4. A frente Verdes/PCP ganhou mais um plebiscito. Parabéns aos camaradas da bancada da esquerda, a revolução está aí, ao virar da esquina.

5. O Bloco de Esquerda fica para o fim (ou quase). O descalabro será um aviso tardio.
Refém da indecisão no rumo a tomar - em direcção ao PS ou mantendo-se no mesmo território dos eternos vencedores da CDU -
acabou por perder metade do que tinha conquistado.
O problema foi o apoio a Alegre. A moção de censura. A recusa em receber a troika. O falso acordo com o PCP.
Sim, sim, o problema foi o ziguezague constante: a cada guinada, mais apoiantes foi perdendo.
Até restar apenas a base de apoio.
O caminho terá de ser bem pensado:
criar uma alternativa de esquerda deixando as bandeiras da CDU lá na Soeiro Pereira Gomes, de onde nunca irão sair,
mas demarcando-se de um PS que deixou de ser, com Sócrates, socialista.
Criar uma identidade. Não navegar à vista, não hesitar. Francisco Louçã como líder é apenas um pormenor da história.

6. E parabéns a Paulo Portas, o político mais viscoso da planura nacional.
Tudo a vale a pena, se a alma é pequena. Compensou, a genuína vontade de cheirar as traseiras do poder, os saltinhos de emplastro para aparecer nas câmaras,
os braços abertos de quem tudo tem para oferecer em troca de um mísero lugar na fila para o beija-mão dos actos oficiais no estrangeiro
(quem será o "amigo Rumsfeld" desta legislatura?)
e, quem sabe, da capacidade de comprar material de guerra desnecessário e obsoleto para abrilhantar as nossas inexistentes Forças Armadas.
"Ministério do Mar? O que é isso?"

7. Mas tirando isto, vai tudo muito bem. O futuro é radioso.

*Afinal não será Costa, mas Assis, o filósofo-mártir do PS. Por pouco não era Santos Silva. É pena, será menos animado


De .Diferenças PS e BE :líderanças e mili . a 8 de Junho de 2011 às 13:22
Sobre o rolamento de cabeças
(-por Andrea Peniche, arrastão)

O Bloco de Esquerda que eu conheço nunca se furtou nem à responsabilidade nem à crítica.
Talvez seja por isso que me sinto incomodada com uma certa histeria que por aí corre, materializada em atoardas que clamam pela demissão da direcção bloquista.
Esta direcção foi eleita há cerca de um mês; é posterior aos erros que a generalidade dos fazedores de opinião sinalizam como responsáveis pelo desaire eleitoral do Bloco.
Se me disserem que o programa com que o Bloco se apresentou a eleições era um disparate, se me disserem que a campanha que fizemos não teve ponta por onde se pegasse, aí eu até compreenderia a necessidade de propor a demissão da direcção.

Mas se não for esse o caso, como não é, era bom que nos empenhássemos em fazer uma discussão séria, ao invés de nos entretermos a clamar por soluções que rendendo bons sound bites - porque imitam o funcionamento dos partidos grandes - pouco contribuem para a reflexão que, em meu entender, faz falta ao Bloco.

Sou militante do Bloco de Esquerda e detestaria fazer parte de um partido que descarta dirigentes assim que a coisa corre mal.
Prefiro esse outro que conheço onde as responsabilidades são partilhadas, onde se discute, colectiva e solidariamente, as razões das vitórias e dos fracassos, onde aprendemos em conjunto.

Responsabilidade é chamar derrota à derrota; responsabilidade é iniciar o processo de discussão para compreendê-la e corrigir erros; r
esponsabilidade é ter disponibilidade para uma discussão séria.


Comentar post

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Novembro 2019

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO