Socialistas Entalados

Os militantes socialistas continuaram, como sempre e qualquer que seja a escolha, entalados entre as cúpulas e o aparelho. Os primeiros apoiam Assis, os outros apoiam Seguro, que há muito tempo vem preparando a rampa de lançamento.

Como as cúpulas são, tambem elas, o aparelho, os chamados “pesos pesados” que têm, como é costume dizer-se, o controlo (da faca e do queijo) no centrão e como neste país tudo se compra e tudo se vende (não só os votos) é muito provável que, em tais negocios de compra e venda entre oferta e procura (de tachos), o poder venha a pender para Assis.

Têm duvidas? Está visto que desconhecem o que se passou com as escolhas dos deputados. Não foram muitos os presidentes federativos e concelhios a “venderem-se”?

Mas os militantes são os primeiros culpados dado que, nos casos raros em que aparecem mais que uma lista a concorrer a estruturas de secção ou intermédias, quase sempre, votam nos que já lá estavam o que, na prática, constitui uma hipócrita contradição.

Anda por aí muita gente a ter gosto de ser entalado, sempre com a esperança de apanhar uma o outra migalha. É a vida!?



Publicado por DC às 10:06 de 09.06.11 | link do post | comentar |

8 comentários:
De CAMARADAS do PS. a 14 de Junho de 2011 às 09:22
Camaradas,

Vão-me desculpar todos os outros frequentadores deste espaço, mas hoje dirijo-me aos meus camaradas.

Todos nós que somos filiados no Partido Socialista sabemos que ser militante de um Partido político (do PS ou de qualquer outro) é incompreensivelmente considerado por grande parte dos nossos concidadãos como uma coisa má. Todos nós já sentimos o dedo a apontar na nossa direcção e a maior parte de nós já sentiu o peso que esses dedos têm quando se fecham e nos acertam em cheio na cara.

Nós, que temos o nome fichado e que assim o mantemos nos bons e nos maus momentos, sabemos o que é ter a responsabilidade acrescida de escolher, de entre nós, os potenciais dirigentes de Portugal. Nós, os militantes, somos os primeiros responsáveis pelos candidatos que se apresentam a sufrágio quando se realizam eleições nacionais. É por isso que em democracia não existem vencedores nem derrotados pessoais e sentimos como nossas todas as derrotas e vitórias, mesmo quando dentro do nosso Partido não tivemos responsabilidade na eleição do líder.

Em última instância nós, os militantes do Partido Socialista (e isto aplica-se em todos os outros Partidos democráticos), que damos a cara, que somos insultados, que somos os "suspeitos do costume", que somos ultrajados e rotulados, somos os mais cidadãos de todos os cidadãos. Acabamos também por ser os únicos que temos direito a dois votos. Um, para eleger entre nós os que se apresentarão um dia a todos os outros e a outra para, com todos os outros, os elegermos na Nação.

Esta é a nossa grande responsabilidade e por isso temos a obrigação de escolher bem, consciente e independentemente de todas as pressões que sobre nós exercem os que nunca se comprometem mas que entendem que nos podem condicionar.

São muitas as formas de pressão. Basta abrir os jornais, basta ligar as televisões, basta ler a opinião publicada electronicamente, para o sentir, normalmente sobre a forma de atoardas que, quando analisadas, se revelam sem qualquer fundamento.

Nós, Camaradas, mais do que de outras vezes, temos dois excelentes militantes com provas dadas a concorrerem à liderança do PS. Falta-lhes apresentar os seus programas, que serão também nossos, pois é nossa competência o envolvimento na sua construção.

Sabem, já vos disse, que sou apoiante de António José Seguro. É nele que melhor me revejo na postura crítica construtiva, na lealdade insubmissa, na frontalidade e na defesa dos princípios que fundam o Partido Socialista.

Estou convicto de que seremos também nós que apresentaremos as melhores soluções para o nosso Partido e para Portugal.
LNT, [0.225/2011]


De clube x PARTIDO; adepto x FILIADO/milita a 14 de Junho de 2011 às 09:31
Caro Luis
Peço desculpa por mais uma vez me meter onde não sou chamado.
A democracia Portuguesa assenta na existência de partidos políticos. Como alguem disse "este sistema tem muitos defeitos, mas foi o melhor inventado até agora".
Ter um cartão do partido (e merecê-lo)é um acto que só honra o seu portador. Se na nossa sociedade existe alguma "pecha" em relação aos seus detentores (e acho que é transversal a todos) foi pela má utilização feita por "alguns" e permita-me meu caro, apesar de não nos conhecermos pessoalmente, pelo que conheço de si, não é caso. Você é dos homens que honra o Partido de cujo cartão é portador.
Sei que não precisa de galhardetes. Mas...
Abraço



-------Alberto Martins disse...
Não sou militante de nenhum partido. Há valores essenciais que defendo. E que, basicamente da esquerda à direita, todos defendem. Daí que a minha preferência se fixe sobretudo na pessoa e muito menos nos conteúdos programáticos que nunca se cumprem. É deste modo que me sinto bem em democracia. Isto é, alterando o meu sentido de voto em função da credibilidade, da idoneidade e do bom senso que os personagens me transmitem. Não consigo imaginar os tipos que são do PS, do PSD ou qualquer outro partido, como se é do Benfica, do Sporting ou do Porto. O que faz um militante quando o candidato do seu partido não é o da sua preferência, abstém-se? E se o candidato do partido que não é o seu lhe merecer mais confiança, vota nele?

------ contradicoes disse...
Como sabe não sou militante do PS nem de qualquer outro partido. Mas tenho no exercício do meu direito cívico várias vezes ajudado a ganhar eleições. Julgo que a sua escolha vai ao encontro da minha preferência entre os dois candidatos e se for essa a opção dos militantes socialistas António José Seguro terá seguramente o meu voto nas próximas legislativas, pois se a opção for diferente não terá seguramente.
Um abraço

------Luis Novaes Tito disse...
Caro Folha Seca,
Agradecido pela sua consideração gostaria só de lhe dizer que “não é o cartão que faz o ladrão”. Em todas as organizações há boa e má gente e a generalização é sempre injusta. Abr.

Caro Alberto Martins,
Fazer parte de um Partido Político não é (não deverá ser) como ser de um clube desportivo. Por “n” razões, algumas das quais referidas no texto, mas por uma essencial que consiste na participação activa. Quando vai a um jogo de bola e diz: “Nós ganhámos” , está a apropriar-se do esforço daqueles que jogaram, uma vez que nada mais fez do que assistir. Quando participa num Partido político tem a obrigação de não ser um espectador mas antes um jogador. É isto que digo no texto quando refiro que não há derrotas pessoais. Abr

D’Sul, Maria e Raúl,

------ Traça disse...
Meu caro Luís, peço desculpa mas não posso deixar de discordar com o seu argumento pelas razões que passo a enunciar. 1. A “participação activa” de que fala, e conforme tive oportunidade de ler nos seus postes, está actualmente e no seu caso particular restringida a uma escolha entre os dois personagens que “vão a jogo”: o Assis e o Seguro. Estes são na verdade os “jogadores do momento”, sendo que o Luís é, neste jogo, apenas mais um “adepto”, que apoia um dos jogadores em confronto. Desse jogo sairá um vencedor que poderá ser, ou não, o seu eleito. Não obstante, quem vencer receberá sempre (assim julgo) o seu apoio incondicional, já que se trata de um “jogador” da sua “equipa”. Ora, é justamente com isto que discordo. 2. Por outro lado, e contrariamente ao que diz, acho que um verdadeiro “adepto” de futebol é muito mais do que mero espectador. O apoio que os adeptos conferem à sua equipa é tantas vezes o incentivo indispensável à superação dentro das quatro linhas. Não é por acaso que se entendem os adeptos como o 12º jogador. Acresce que, como bem sabemos, jogar em casa ou fora dela não é a mesma coisa: a diferença reside na maior dimensão do apoio, isto é da força, que a “casa” tradicionalmente tende a conferir.
Mas “partidarismo” e “clubismo” não são a mesma coisa. Aos partidos subjaz-lhes uma dada matriz de valores, de ideais, e de identidades. No fim de contas um quadro simbólico valorativo que não pode nem deve ser imutável. Os Clubes de futebo


De Filiado/fichado/militante de 1 Partido a 14 de Junho de 2011 às 09:40
...
Os Clubes de futebol, ou de qualquer outro desporto, procuram, sobretudo, a excelência competitiva na procura da obtenção dos troféus que tragam grandeza ao clube e satisfação aos adeptos. A filiação clubista é, frequentemente, um acto digamos que “irracional”. Trata-se, não raras vezes, de uma escolha bem precoce, realizada (sugerida ou imposta) quando ainda sequer se sabe reproduzir o nome do clube eleito para toda a vida. A escolha partidária não pode seguir a mesma lógica da clubista, mas não estou seguro que, em muitos casos, assim não seja. E isso é francamente mau.

---- Luis Novaes Tito disse...

Tento explicar-me mas é evidente que só percebe as explicações quem as tenta entender.
Dizia eu que a diferença entre a bola e a política é de que na bola jogam 12 e assistem todos os outros e

que nos Partidos políticos só não joga quem não quer.
Se só há dois a concurso no PS é porque todos os outros militantes entenderam que esses dois já os representam e não precisam de apresentar as suas próprias candidaturas.
Agora, à volta desses dois, é DEVER de todos os militantes entrar em jogo. Se insiste em comparar um Partido Político com um Clube de Bola então considere o líder político a escolher com o capitão da equipa, porque aos militantes compete-lhes jogar e não ficarem nas bancadas a aplaudir e a incentivar.
Só mais uma coisa. Nunca dei o meu apoio incondicional a ninguém, meu caro.

---- Luis Novaes Tito disse...
Brites,
fique sabendo que não é por lápis azul que os seus comentários não são publicados, mas sim porque as caixas de comentários deste blog não são o caixote do lixo. Assim continuará a ser enquanto os seus comentários forem só provocação sem qualquer outra intenção.
Se quiser ser só provocador faça como eu.
Abra o seu próprio Blog e descarregue para lá o lixo que quiser.
E deixe de ter medo de se identificar. Cada vez menos os leitores acedem a Blogs anónimos (tirando aqueles que já se afirmaram em tempos).

----- Traça disse...
Caro Luís,
Com todo o respeito, deixe-me dizer-lhe que é tão acertado dizer que “só percebe as explicações quem as tenta entender", como proferir que “cada um só vê o quer ver”.
Vem isto a propósito do Luís acreditar, ou pelo menos assim pretende fazer crer, que no PS (como em qualquer outro partido, diria eu) os candidatos que disputam a liderança num dado momento representam todas as sensibilidades presentes no seio do partido e, por isso mesmo, nenhum outro militante carece de apresentar a sua própria candidatura.
Bem, digamos que se trata de uma visão tão bucólica quanto ingénua da política, e, em qualquer caso, absolutamente inverosímil. Na verdade, se assim fosse, isso faria dos políticos pessoas verdadeiramente anormais, o que de facto a realidade não revela. Digo “anormais” porque os políticos (aqueles que têm suficiente dimensão para se assumirem como candidatos)
são feitos de carne e osso como qualquer mortal. Isto é, têm interesses pessoais a defender, alimentam ambições, possuem agendas próprias, etc. Ora, isto faz com que, em cada momento, avaliem as circunstâncias e decidam em função dos seus interesses face à leitura que fazem do “terreno”.

----- Luis Novaes Tito disse...
Não, meu caro Traça, não quer dizer que representa todas as sensibilidades.
Quer dizer que é suficientemente representativo para que todas as sensibilidades se sintam representadas.
Poderá julgar-me Naif, mas sempre lhe digo que ao longo dos muitos anos em que pertenço ao PS sempre me candidatei aos cargos quando não me sentia representado. Umas vezes fui eleito, outras não, como mandam as regras da democracia. Se nunca me candidatei a Secretário-geral foi porque nunca senti vontade de o fazer, senão tê-lo-ia feito.

Claro que, tal como você, não ando a dormir na forma. Sei muito bem que uma candidatura a Secretário-geral teria de ser precedida de muitas outras coisas que nunca me apeteceu fazer e isso foi determinante.
No entanto sempre fui livre para o fazer.

Sem nunca me ter candidatado já colaborei na eleição de Secretários-gerais. Sentia-me representado e fiz parte activa das equipas que os fez eleger, sem ter ficado na bancada a assistir ao jogo. É isto que, desde que escrevi o post, estou a tentar explicar.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 9 de Junho de 2011 às 17:36
Vocês merecem!
Como se o «Grande Líder» ou o «Querido Líder» se tivesse auto-eleito. Ou não tivesse sido reeleito por uma esmagadora carneirada...
E esses hipócritas que hoje se perfilam como donzelas para lhe sucederem. E os carneiros vão alinhar na fantochada de mudança apenas da «mosca».
Vocês merecem, mesmo tudo o que vos aconteceu e está para continuar a acontecer.
Que «parvas» que são!
Faz-me lembrar a cambada que tanto aplaudia Salazar e Marcelo, e que pouco tempo depois aplaudia os militares de Abril... Como se não fossem esmagadoramente os mesmos que estão sempre prontos para aplaudir quem está no poder...
Não há dúvida que há gente que a sua vocação é mesmo sabujar.
Nunca o PS valeu tão pouco.
Mas como diz o ditado, para pior é sempre possível...
Só falta o PPedroso tão achar que tem o direito de se auto-propor a «querido» porque deve ter o apoio do FRodrigues...
Vêm como para pior é sempre possível?
Ou só não faz porque a dona AGomes viria «pôr a boca no trombone», como o fez com o PPortas?
Ou não? Porque em «casa» tudo é desculpado e esquecido?
Pobre PS. Pobre futuro!


De Apoiante Leal sem Fidelidade a 9 de Junho de 2011 às 14:16

Seguramente, admito-o

Já se vêm por aí os carregadores de pianos a estrebuchar. Normal, pois não se concebe um carregador de pianos sem piano para carregar.
Vem isto a propósito das epístolas que se multiplicam na fé e pouco na doutrina. É interessante verificar que os disclaimers dessas epístolas anunciam quase sempre a condição de independentes.

Para quem milita num Partido as coisas passam-se de forma diferente. Nós, os que temos o odiado cartão e habitualmente somos olhados como leprosos,
escolhemos entre os nossos pares
aqueles a quem reconhecemos capacidade para liderar processos doutrinários. Isso distingue-nos no envolvimento e dá-nos a capacidade de decisão. Impede-nos (ou deveria impedir-nos) da tentação da deificação.
O simples facto de
fazer parte de uma comunidade faz-nos preferir o bem comum aos seus líderes.
Quando essas comunidades são democráticas sabe-se que o poder é transitório e que as ideias são o primado.
Elas subsistirão às lideranças temporais.

Termino já.

Às vezes, como o é desta, temos de escolher o melhor de entre os bons (ou entre os ''satisfaz menos''...).
Assis tem todas as características de 'bom' político, tem tudo para poder dirigir o Partido Socialista com mão segura e garantir que o PS continue a ser a referência da democracia em Portugal.

Mas é em António José Seguro que reconheço a capacidade para liderar o projecto que defendo para o Partido Socialista e para Portugal.
Por isso serei seu APOIANTE. Com a mesma LEALDADE e SEM a mesma FIDELIDADE com que sempre estive ao lado daqueles que ganharam e perderam na luta pelos ideais do socialismo democrático (i.e., da Social-democracia europeia).

É a hora da construção. Mãos à obra.
LNT [0.223/2011]
-------------
isto é por agora ...
. pois há sempre aquela costumeira hipótese de ''meterem a pata na poça'' (em alternativa?! a ''meterem a mão no pote'' ...)
. ou a hipótese milagrosa de aparecer um novo concorrente do tipo salvador da cor-de-burro-quando-foge...


De Vencidos e Sabujos... arrastem-se. a 9 de Junho de 2011 às 15:36

Eu adoro-vos - e também tenho algumas notas sobre as eleições
(-por Sérgio Lavos, arrastão)

1. O Grande Líder fez um bom discurso de partida. E hoje comoveu-se, ao despedir-se da Comissão Política.
Um homem só, um homem acossado, um homem que regressará dentro de cinco anos, quando o outro homem da providência partir da presidência.
Bons ventos o levem, que entre tanta dedicação, empenho e incompreensão, sobra apenas um país em cacos.

2. Por outro lado, temos de sentir pena dos órfãos do PS.
A velha guarda e a nova guarda, fiéis cães de fila das ideias do Grande Líder
- acriticamente acolitados pelos emissários da imprensa e os assessores da blogosfera - estão perdidos.
Mas, perdidos embora, perfilam-se e arreganham o dente ao osso. Seguro e *Assis e quem mais vier, os que já sabíamos que vinham, mas
que se mantiveram sabujamente calados enquanto o Grande Líder conduzia o Grande Passo em Frente... ao Abismo.
Ah, e claro, há o destituído diplomata Carrilho, há meses destilando veneno fermentado no ódio do cargo perdido. Mas esse, pobre desapossado, não terá hipótese de lá chegar. Habitue-se.

3. Passos Coelho quase convenceu o povo (mais do que os convertidos - que, de resto, eram poucos) de que poderá ser o homem certo para conduzir o país nos próximos... vá, dois anos.
A honestidade fica-lhe quase tão bem como a desafinada voz de barítono que usou para assassinar o hino,
mas quem se rodeia de trapos da estirpe de Catroga e Ângelo Correia está a pedir para as coisas correram mal, ou ainda pior do que isso.
Ah, é verdade, parece que irá governar o país. Não... afinal dizem-me que esse já está a ser governado pela troika. Peço desculpa pelo equívoco.
O que governará ele, então?

4. A frente Verdes/PCP ganhou mais um plebiscito. Parabéns aos camaradas da bancada da esquerda, a revolução está aí, ao virar da esquina.

5. O Bloco de Esquerda fica para o fim (ou quase). O descalabro será um aviso tardio.
Refém da indecisão no rumo a tomar - em direcção ao PS ou mantendo-se no mesmo território dos eternos vencedores da CDU -
acabou por perder metade do que tinha conquistado.
O problema foi o apoio a Alegre. A moção de censura. A recusa em receber a troika. O falso acordo com o PCP.
Sim, sim, o problema foi o ziguezague constante: a cada guinada, mais apoiantes foi perdendo.
Até restar apenas a base de apoio.
O caminho terá de ser bem pensado:
criar uma alternativa de esquerda deixando as bandeiras da CDU lá na Soeiro Pereira Gomes, de onde nunca irão sair,
mas demarcando-se de um PS que deixou de ser, com Sócrates, socialista.
Criar uma identidade. Não navegar à vista, não hesitar. Francisco Louçã como líder é apenas um pormenor da história.

6. E parabéns a Paulo Portas, o político mais viscoso da planura nacional.
Tudo a vale a pena, se a alma é pequena. Compensou, a genuína vontade de cheirar as traseiras do poder, os saltinhos de emplastro para aparecer nas câmaras,
os braços abertos de quem tudo tem para oferecer em troca de um mísero lugar na fila para o beija-mão dos actos oficiais no estrangeiro
(quem será o "amigo Rumsfeld" desta legislatura?)
e, quem sabe, da capacidade de comprar material de guerra desnecessário e obsoleto para abrilhantar as nossas inexistentes Forças Armadas.
"Ministério do Mar? O que é isso?"

7. Mas tirando isto, vai tudo muito bem. O futuro é radioso.

*Afinal não será Costa, mas Assis, o filósofo-mártir do PS. Por pouco não era Santos Silva (ou Lello...). É pena, será menos animado


De 80% de Entalados e empalados !! a 9 de Junho de 2011 às 12:38
... as perspectivas parecem vir a ser ainda piores...
entalados ?...

tanto os militantes como os simples inscritos, os simpatizantes, os não votantes...

e todos os trabalhadores por conta de outrem
e os pequenos trab.por conta própria/liberais
e os micro-pequeno empresários
e os pequenos proprietários, com ou sem dívidas ao banco...

e os estudantes (especialmente os de mestrado com propinas elevadíssimas...)
e os idosos e doentes 'regulares'/crónicos

e os desempregados, especialmente aqueles com mais de 40 anos
e os ...

mais do que ''entalados''... vao ser ''empalados'' ou crucificados ...
pelos credores, pelos patrões, pelos administradores, pelos bancos, ...
pelo FMI/BCE/FEEF-UE, pelos agiotas dos ''mercados'' ...

que a Direita tanto preza e defende ! e em quem a maioria dos eleitores votou ou se baldou ...
pode ser que assim aprendam a escolher qual é o seu lado da barricada ...


De Viragem à Direita ultra-liberal a 14 de Junho de 2011 às 11:05
A vitória dos Chicago Boys, a derrota da esquerda e o regime
A agenda neoliberal contará com o beneplácito presidencial e com a legitimação e o apoio da troika
[André Freire, Público.pt, 13-06-2011]

Cerca de trinta anos depois das primeiras vitórias democráticas do neoliberalismo, e cerca de quarenta depois do primeiro experimento autoritário, os Chicago Boys fazem a sua entrada triunfante em Portugal pela mão de um PSD com o programa mais neoliberal de sempre.

Com um tal programa
(muito mais privatizações do que a já de si neoliberal troika;
tanta desregulação do mercado de trabalho quanto possível, desejavelmente em linha com o projecto de revisão constitucional;
descapitalização tão profunda quanto possível da segurança social para desonerar o capital e transferir os custos para os consumidores;
privatização parcial do SNS e do Ensino Público;
redução radical do emprego na administração central com a regra de uma entrada para cinco saídas; etc.)
é caso para dizer, com Clara Ferreira Alves, que "é preciso odiar muito um partido e no que ele se tornou para eleger Passos Coelho".
Obviamente que a vitória do PSD resultou acima de tudo da rejeição "daquilo em que se tornou o PS".
Primeiro, porque tal programa não tem ancoragem nas preferências maioritárias do eleitorado português. Segundo, porque o CV da nova equipa é tudo menos brilhante e tranquilizador. Não se pretende com isto desvalorizar uma notável vitória: apesar de o PSD ficar atrás de qualquer uma das suas vitória desde 1987, os 38,5 por cento (sem a emigração) estão bastante acima de Santana ou de Leite e estão cerca de dez pontos à frente do PS. Mais: a agenda neoliberal contará com o beneplácito presidencial e com a legitimação e o apoio da troika. Melhor contexto para aplicar tais receitas impopulares era difícil, mas estas forças tentarão ir mais longe subvertendo o regime através de uma revisão constitucional que não foi sufragada nas urnas (nem falada na campanha).

Apesar de ter tido o seu melhor resultado desde 1983 e de ser determinante para a formação de uma maioria, os 11,7 por cento de votos pareceram ao CDS algo insuficientes porque ficaram abaixo do que sinalizavam as sondagens. Além de uma grande equipa, cujo trabalho é reconhecido pela sua qualidade em vários quadrantes, o CDS soube ainda apresentar-se como "mais moderado e prudente" do que o PSD, puxando de algum modo a sua herança democrata-cristã. Resta ver se esta era uma estratégia efectiva, capaz de mitigar a inflexão radical dos Chicago Boys, ou se era mera táctica eleitoral. O pedido de um "pacto constitucional" (com o PS) parece apontar mais neste último sentido. Os eleitores estarão atentos...

A derrota estrondosa de toda a esquerda é o negativo da substancial vitória da direita, sobretudo nas condições descritas. Por isso é que teria sido patético, senão tivesse sido trágico, ver o PCP regozijar-se com a sua «vitória de Pirro». Num cenário de derrota da esquerda, O BE foi o principal perdedor: perdeu metade da bancada e da percentagem de votos. Mais: na legislatura anterior valia algo menos do que um terço do PS (10/36); passou a valer cerca de um sexto (5/28). Claro que o PS foi quem mais poder e influência perdeu. Porém, apesar de estrondosa, a derrota do PS não é humilhante: fica bastante acima dos seus resultados de 1985 e 1987, aquando do fenómeno PRD, e queda-se praticamente igual à derrota de Santana (2005) ou próximo da de Leite (2009).

Claro que a vitória da direita começa por ser uma rejeição do líder do PS, que todas as sondagens revelavam como o mais impopular e "daquilo em que o PS se tornou". Durante a maioria absoluta, foi a governação autoritária, arrogante, e o centrismo ideológico absoluto. Desde 2009, tratou-se sobretudo de, sob a pressão da crise internacional, uma Europa alinhada à direita, do endividamento e dos mercados, de "vender a alma" através de sucessivos programas de austeridade e sempre em "coligação informal com a direita". Mas esta derrota de toda a esquerda resulta também em larga medida do principal desequilíbrio do sistema político português: a direita consegue cooperar; a esquerda não. Por isso, sempre que o PS tem apenas maioria relativa já se sabe que terá pelo menos de "coligar-se informalmente" com a direita,..


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