3 comentários:
De Desfile-Protesto (SlutWalk): Não, é NÃO. a 15 de Junho de 2011 às 15:25

SLUTWALK
[ Acredite ou não, minha SAIA curta não tem NADA a ver com Você ]

«(...) Se é certo que se trata de crimes repugnantes que não têm qualquer justificação, a verdade é que, no caso concreto, as duas ofendidas muito contribuíram para a sua realização. ...» -1989, Sup.Trib.Justiça.
...
disse aquilo que ainda muita gente pensa:
«As mulheres não devem vestir-se como vadias, de modo a evitarem ser vítimas de agressões sexuais».
-2009, Toronto.

A resposta chegou um mês depois:
cerca de 3000 mil pessoas, sobretudo mulheres, desfilaram nas ruas de Toronto exigindo RESPEITO pelas VÍTIMAS de violência sexual,
reclamando igualmente o direito a disporem do seu próprio corpo e a escolherem livremente o seu guarda roupa.
A transferência da CULPA para as vítimas é uma das mais grotescas manifestações das sociedades machistas.

Rapidamente o protesto se estendeu por todo o mundo:
da América do Norte à América do Sul, da Índia à Austrália, passando também por França e Inglaterra. Portugal tem encontro marcado com a Slutwalk no dia 25 de Junho:
pelas ruas de Lisboa, do Camões ao Rossio, a partir das 17h30,
desfilarão homens e mulheres em defesa da autodeterminação sexual,
condenando a violência e o machismo e reclamando o direito ao respeito, até que finalmente toda a gente perceba que
Não significa mesmo Não.

-por Andrea Peniche, Arrastão, 14.6.2011


De - e AGORA ?!!?... a 14 de Junho de 2011 às 10:47
----- e Agora ?!!?...
-- Avaliação e Renegociação da Dívida,
-- nova UE (federal, c. orçamento e fiscalidade comum e + solidária, e BCE ao serviço dos Estados e não dos agiotas/bancos privados!!)
-- nova política internacional/global para o Comércio (e restrições às importações de países com ''dumping'') e Moedas
-- nova política para a Finança-Ag.Rating e Offshores (mais regulamentados e responsabilizados)... .
...
Zé T.
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«
Risco de bancarrota portuguesa acima de 45%

[Jorge Nascimento Rodrigues, Expresso.pt, 09-06-2011, via MIC ]

A probabilidade de defaults em Portugal, Grécia e Irlanda está, de novo, a disparar. Os juros dos títulos de Tesouro estão em alta e Espanha regressa ao "clube" da bancarrota

A situação está hoje ao rubro nos mercados da dívida. A probabilidade de um default no caso português num horizonte de cinco anos subiu para 45,43%, um valor recorde, e Portugal consolida a sua 3ª posição no TOP 10 dos países com maior risco de incumprimento na dívida soberana, segundo o monitor da CMA DataVision.

Os juros da dívida portuguesa no mercado secundário que já ontem à tarde haviam regressado a uma tendência de alta continuam hoje com subidas em todas as maturidades, com destaque para a maturidade a 3 anos cujos juros se aproximam dos 12%, segundo dados da Bloomberg.

Esta situação de agravamento das condições de crédito abrange também a Grécia, Irlanda e Espanha no seio da zona euro.

A Grécia está com uma probabilidade de default de 71,6%, liderando o clube dos 10 de maior risco, e os juros dos títulos a 2 e 3 anos dispararam. Os juros dos títulos a 2 anos já estão acima de 25% e os dos títulos a 3 anos aproximam-se desse nível.

Quanto à Irlanda o risco subiu para 43,97% e os juros dos títulos a 2 e 10 anos continuam a subir.

Espanha regressou ao clube

Espanha regressou ao "clube" da bancarrota em 10º lugar com um risco superior a 20% e os juros das obrigações espanholas em todas as maturidades estão em alta.

Como pano de fundo deste nervosismo nos mercados da dívida está a crise de insolvência grega com o risco de um fracasso rotundo da estratégia inicial da troika, o impasse no seio da zona euro para a resolução de um segundo plano de resgate com um adicional de €90 mil milhões e a própria evolução da crise política em Atenas.

A Islândia, também, ingressou, desde ontem, no "clube" dos 10, estando em 8º lugar com um risco de 21,7%.

Metade do TOP 10 do risco de default é, agora, ocupado por cinco países europeus, quatro da zona euro e um fora da União Europeia.


Comentários:
[1] "Desunião Europeia"
João H. A. Lima, 2011-06-12 23:50:40

Mas afinal não será já tempo, de todos os partidos políticos em Portugal, porem os "pés à parede"
e todos em unidade no Parlamento Europeu, (juntamente com a Grécia. Irlanda e agora também a Espanha)
pedirem políticas alternativas com estratégias solidárias para uma verdadeira Federação Europeia?...

Como podemos nós progredir neste "atoleiro" actual em que estamos metidos, a pagar juros altíssimos, sem agricultura, sem pescas, sem trabalho

e tudo isto provocado não só por culpa dos nossos governos, mas também e principalmente, por culpa da própria União Europeia, que nos "entonteceu" com suas políticas monetárias e com promessas de progresso, que nos levaram a destruir a nossa agricultura e as nossas pescas?...

Como podemos pagar agora as nossas dívidas, se não produzimos nada, nem temos o suficiente para comer?...
Mas a culpa tem que ser só nossa senhores?...
Não será também deles próprios, de Bruxelas?...


De Solução da Crise/Dívida tb será Política a 14 de Junho de 2011 às 10:52
Irlanda junta-se à Alemanha na responsabilização dos credores

Divergências entre o BCE e a UE agravam a crise da dívida
[Rosa Soares, Público.pt, 14-06-2011]

Há um novo factor de pressão na crise da dívida soberana que afecta os países periféricos: a divergência de posições entre o Banco Central Europeu (BCE) e alguns Estados-membros da União Europeia (UE) em relação ao envolvimento dos credores privados no novo pacote de ajuda à Grécia.

Esta divergência obrigou à convocação para hoje de uma reunião de emergência do eurogrupo e levou ontem os juros da Grécia, de Portugal, da Irlanda e também de Espanha, a renovarem máximos históricos.

No caso das obrigações do tesouro (OT) portuguesas, a maturidade a cinco anos quebrou a barreira dos 12 por cento, atingindo os 12,140 por cento, o valor mais alto de sempre. Os juros a dez anos também sofreram uma forte escalada, ao atingir os 10,710 por cento, contra 10,433 de sexta-feira.

O alarme também tocou em Espanha, que ontem viu os juros das OT a dez anos superarem os 5,5 por cento, um nível que não era atingido desde o resgate da Irlanda.

O atraso no novo pacote de ajuda financeira à Grécia, que o presidente do Eurogrupo admitiu ontem que possa estar concluído até Julho, está a agravar o nervosismo dos credores, que tentam desfazer-se dos títulos que têm em carteira, o que faz disparar os juros. Essa subida, no mercado secundário, acaba por influenciar os juros das novas emissões de dívida, como a que o Estado português pretende fazer amanhã, através de dois leilões de bilhetes do tesouro, com um montante de até mil milhões de euros.

Portugal arrisca-se a nova subida doos juros nessa emissão e a Grécia continua a ver vedado o acesso ao mercado, o que agrava ainda mais a sua situação. Ontem, a Standard & Poor"s fez um novo corte de rating da dívida grega (ver texto nesta página).

Tentando serenar o mercado, o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, fez ontem uma forte aproximação à posição do BCE, ao defender "uma reestruturação suave da dívida grega e com uma participação dos credores privados numa base voluntária". "Não haverá uma reestruturação total, nisso os governos estão de acordo, o banco central não apoiaria essa opção", afirmou o presidente do Eurogrupo, citado pela France Presse, acrescentando que terá de ser uma "reestruturação suave e voluntária" e ainda que "não poderá ser imposta aos credores".

Esta aproximação surge no mesmo dia em que o BCE veio reafirmar a sua posição de intransigência quanto a uma reestruturação que não seja voluntária, contrariando a posição alemã e corrigindo uma declaração de Vítor Contâncio, vice-presidente do BCE. Comentando declarações de Trichet, o ex-governador do Banco de Portugal tinha afirmado que presidente do BCE "excluiu muitas coisas ontem [quinta-feira passada], mas não disse que excluía uma extensão de maturidades". Em comunicado, o vice-presidente do BCE substitui a declaração anterior pela seguinte: "O president Trichet tornou claro que o conselho de governadores do BCE exclui qualquer conceito que não seja puramente voluntário ou que tenha elementos de coacção que impliquem situações de default ou default selectivo."

Mas o consenso dentro da UE pode ainda não estar assegurado. A posição extremada da Alemanha, da qual partiu a proposta de impor um adiamento, de sete anos, nas maturidades da dívida, ganhou ontem um apoio de peso. O ministro das Finanças holandês veio defender que o seu país condicionará a participação no novo plano de ajuda à Grécia à existência de um contributo "substancial dos credores". "Para mim é inseparável. Eu só irei considerar um programa de ajuda adicional à Grécia, se o sector privado tiver uma contribuição substancial", afirmou Jan Kees de Jager.


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