De Izanagi a 16 de Junho de 2011 às 19:41
“…Não estou a tecer loas aos Governos que sucederam ao do Dr. Cavaco, nem vou falar na responsabilidade deste com o desmantelamento da frota pesqueira e destruição da agricultura nacionais, nem a reforma dos vencimentos dos funcionários…”
Como?
Cavaco é que é responsável pelo desmantelamento da frota pesqueira e pela destruição da agricultura?
Mas responsável porquê? Porque a EU, que passámos a integrar, e bem, por iniciativa de Mário Soares concedeu dinheiro para abater barcos tecnologicamente obsoletos? E Cavaco é responsável pelo facto dos proprietários das embarcações não terem reinvestido o dinheiro em embarcações mais modernas? É responsável pelo facto dos armadores optarem por gastarem o dinheiro em automóveis de luxos e outros bens de luxo?
Destruição da agricultura. Mas que agricultura é que tínhamos? Importávamos, aliás como actualmente, mais de metade do que consumíamos. Qual a diferença com a actualidade, a não ser que no momento em que receberam o dinheiro da EU passou a haver muitos mais jipes na cidade e Mercedes no campo. Onde entra aí a responsabilidade de Cavaco? A falta de reinvestimento e modernização da agricultura é da responsabilidade de Cavaco? E onde entra a responsabilidade dos agricultores? Na Grécia, em Espanha, na Itália, onde houve procedimentos da EU para com ao agricultores idênticos aos portugueses, optaram por reinvestir na agricultura e não em férias em hotéis de luxo nas ilhas Dominicanas. È Cavaco responsável por isso? Mas porque é que a responsabilidade termina em Cavaco e não vai até Mário Soares? Só porque este foi socialista( até meter o socialismos na gaveta)?E desde que seja socialista podem-se fazer todas as asneiras que estamos sempre desculpados?
Andava distraído o autor do texto no momento em que agricultura e as pescas foram destruídas? E o aumento dos funcionários públicos foi uma medida errada? Criticou-a nesse momento?
Quanto ao estado novo, que o autor do texto tanto critica, não reparou ainda que os “anéis” que o estado dito democrático tem andado a vender para alimentar um padrão de vida parasita, foram adquiridos por esse “estado novo” e que as gerações vindouras, dele, autor e quejandos, apenas vão herdar dívidas: Que se o 2estadi novo” tivesse procedido como o estado democrático, a sua qualidade de vida seria igual á que ele vai proporcionar ás futuras gerações, ou seja, pela primeira vez, as futuras gerações vão ter um padrão de vida inferior ao dos seus progenitores.
Pobre país que numa conjuntura que exige sobretudo pragmatismo, só produz gente com níveis de racionalidade bastante baixos. Um país assim não tem futuro.


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