Passos Coelho, uma derrota muito (pouco) Nobre

Se, como lhe sugere o “senhor de cascais”, Atónio Capucho, o agora indigitado primeiro-ministro “não desistir de Fernando Nobre” arrisca-se a uma estrondosa derrota com alguns quistos dentro das próprias fileiras parlamentar.

Passo Coelho averbará o que será a sua primeira, grande, derrota e logo na Assembleia da Republica, berço da sustentação do poder do executivo governativo do país, do qual é o primeiro responsável.

Como afirma Daniel Oliveira, em artigo de opinião no Expresso, “O problema de Passos Coelho é que, com tudo isto, começa mal. Não sendo sequer seguro que toda a sua a bancada vote em Nobre, estreia-se como primeiro-ministro com uma derrota parlamentar e a falta a uma promessa eleitoral. É obra! Para compensar a coisa ainda se falou da escolha de Nobre para ministro. Dois péssimos sinais para o exterior. Antes de mais, do próprio: fica-se com a ideia que desde que lhe seja dado um lugar ele está por tudo. Depois, para o novo primeiro-ministro: os ministros não são escolhidos pela sua competência e preparação mas para resolver os problemas políticos da liderança do PSD.”

Efectivamente como diria Jackes de Lá Palice, (uma ridícula evidencia) nem todos os meios são nobres para atingir determinados fins e, normalmente, quando os meios são pouco sérios os resultados saiem furados e trazem complicações futuras. Como é o caso.



Publicado por DC às 12:38 de 17.06.11 | link do post | comentar |

6 comentários:
De Pensamento próprio e Liberdade a 21 de Junho de 2011 às 10:10
Sageza inconvencional
[Publicado por AG, CausaNossa, 20.6.2011]

A dos deputados à AR, por terem obrigado Fernando Nobre a retirar a candidatura à presidência, depois de duas votações.
Por terem expresso um julgamento democrático perfeitamente legitimo e pertinente sobre o personagem e as suas qualificações para presidir à AR.

Sem por em causa as "convenções constitucionais" que o Vital e o António Costa valorizaram excessivamente, a meu ver.
Porque ninguém contesta que caiba ao PSD, como partido mais votado nas eleições, indicar quem vai presidir à AR:
certamente vai ser um deputado social-democrata a presidir à AR.
Tal como ninguém pode contestar que é direito/dever dos deputados eleger quem entendam ter autoridade política e competência para exercer o cargo.

A derrota não é só de Nobre. É tambem e sobretudo de Passos Coelho. Talvez lhe aproveite, se concluir que o oportunismo não compensa. Até porque quanto a Fernando Nobre a procissão ainda pode só ir no adro...

A AR começou bem, a mostrar que não está mais prisioneira das imposições do líder do maior partido/chefe do governo.

Muito por acção dos deputados do PS, que voltaram a decidir pelas suas cabeças.
O que é essencial para serem credíveis como socialistas.
Ou mesmo para serem socialistas.


De a primeira derrota a 21 de Junho de 2011 às 09:39
Tenho que reconhecer que este DC, seja lá ele quem for, parece que tem algum fialling para a politica.

116 votos e em votação secreta não era nada do outro mundo para ser conseguido. O homem foi mesmo um tiro no próprio pé que PPC deu o que lhe acarretou mais sofrimento que alimentando .

Teve, efectivamente, como diz o autor do poste a primeira "derrota muito (pouco) Nobre.

Mesmo assim, e para bem do país, espero que PPC se aguente bem ao leme da governação e que este primeiro "disparate" lhe sirva de lição.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 20 de Junho de 2011 às 11:32
Ainda o «novo governo»...
(Novo governo ou governo novo?)
Ainda o «novo governo» não tomou posse e já para aí andam as «donzelas» do custume a dizer mal disto e daquilo... É esta triste forma de estar na política que desacreditou e desacredita o eleitorado em dias de eleições. É este posicionamento acéfalo e clubístico dos intervenientes políticos sejam eles dirigentes partidários, comentadores bloguistas ou da comunicação social que faz o pior da nossa sociedade e que «mata» o futuro do País.
Ó pázinhos, deixem os «homens» em paz, por uns tempos...
Na política, como na vida, nem tudo o que vem dos «outros» é mau e o que vem de «nós» é bom..., percebem?
Isso não é ideologia político-social, isso é clubite cega e irracional...
E para mais os «homens» ainda nem começaram...
E ´para já não começaram «mal». Querem ver? Não tá lá o Catroga nem o Nogueira! Vêm como poderiamos estar a começar pior?
Olhem para este «novo governo» como um copo «meio cheio» em vez de «meio vazio», mas sobretudo, sejam humldes e façam o acto da contrição e repitam até à exaustão: «por minha culpa, por minha culpa, por minha máxima culpa!»...


De ..Desenganem-se...!!. a 20 de Junho de 2011 às 10:46
----- O discurso do Estado social

O PS parece não ter percebido ainda que o discurso do Estado social o conduziu à derrota eleitoral e tanto Assis como António José Seguro insistem em criticar o novo governo com este argumento.

A verdade é que os portugueses têm do Estado social uma percepção bem diferente da que têm as elites do PS
e enquanto não perceberem o que têm não são sensíveis a esta argumentação.
Por outro lado, à sombra da defesa do Estado social foram cometidas demasiadas asneiras.

(-Jumento)

------ Um governo inexperiente e estrangeirado

O novo governo é triplamente inexperiente, uma boa parte dos seus políticos nunca exerceram funções públicas desconhecendo totalmente as regas de jogo no Estado,
alguns nem sequer exerceram funções numa empresa nunca tendo saído das salas de aula como é o caso do ministro da Economia, a generalidade não tem experiência política.

Como se isso não bastasse alguns nem sequer conhecem a realidade portuguesa a não ser pelos indicadores estatísticos e pelas conversas nas férias.

(-Jumento)

------ As aparecências enganam muito...

Governo só com 11 ministros poupa alguma coisa ... mas ... no geral, poupará mesmo e funcionará melhor? -esta deve ser a pergunta e o exercício a fazer.

quantos secretários de estado terá?
e quantos directores-gerais e subdir-g.?
e quantos assessores/boys e consultores/colegas-sócios e secretárias/'amigas' e motoristas/horas-extra ...
e carros novos, mobiliário, decoração, computadores, ...?
e quantas mudanças de edifícios, de gabinetes, de serviços, de burocracia, de logotipos, de papel timbrado, ...de rotinas técnicas e informáticas?
... e ...? Pensem melhor...
(-Zé T.)


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 20 de Junho de 2011 às 10:24
Gostava de voltar a ler aqui no Luminária, coisas sérias.
Faz tempos que não «vejo» aqui nada de geito.
Só minudências e ressabios...
Onde pairam os ideais para uma possível melhor sociedade e vida que norteavam muito do que aqui se postava?
Andam todos escondidos? Ou «morreram»?


De Cara é coisa de gente a 20 de Junho de 2011 às 09:43
O homem não dá grandes, nem pequenas, garantias de que possa vir a fazer um grande lugar, mas, como diz o António Costa, há um pacto no centrão , que levará muitos deputados, que disso vivem, a votar no homem.

É certo que o próprio PSD está muito dividido e, assim estão todos os grupos parlamentares. Como o voto é com boletim em urna, a chamada "disciplina de voto" é mandada às ortigas.

O homem antipartidos e antipoliticos até, paradoxalmente, por eles será eleito.

Ninguem tem um pingo, um pingo que seja, de vergonha "nas trombas" . Cara é coisa de gente, que se prese.


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