15 comentários:
De . a 22 de Junho de 2011 às 10:10
A política rasteira

Em Março, quando tomou posse, Cavaco Silva indignava-se com os sacrifícios impostos ao povo e ameaçava o governo:
"Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos."
Por extenso:
"Muitos dos nossos agentes políticos não conhecem o país real...
Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI. ...
Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos."

Agora, ao dar posse ao "seu" governo, Cavaco Silva adverte para a patriótica necessidade de mais e mais sacrifícios.

Então agora a política já pode ser desumana?
Que terá mudado em três meses?
Talvez o governo, não?

Etiquetas: Cavaco Silva, há limites para os sacrifícios
# posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra, 22.6.2011


De Sec.Estado Emprego... +1académico Neolib a 22 de Junho de 2011 às 16:37

O economista e professor de Economia Aplicada na Faculdade de Queen Mary, da Universidade de Londres, vai ser o Secretário de Estado do EMPREGO
(foi convidado por Álvaro Santos Pereira, o ministro de Economia do Governo liderado por Pedro Passos Coelho). -Expresso

Especialista na área do trabalho e economia da educação, Pedro Martins tem um blogue chamado a Economia das Pessoas. Licenciou-se e doutorou-se na Universidade Nova de Lisboa. É um académico puro.

Assina Pedro S. Martins e colabora também no blogue The Portuguese Economy, ao lado de economistas como o novo ministro da Economia, Obras Públicas e Emprego, Álvaro Santos Pereira, Francesco Franco, Ricardo Reis e, entre outros, Pedro Pita Barros.

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Neo-Albatroz

Esta fixação com economistas a lecionar no estrangeiro já me cheira a parolice.
É bom ser-se economista e é bom ser-se um bom economista, mas tratar de questões concretas com pessoas de um determinado país exige não só conhecimentos teóricos como experiência no terreno.

Corremos o risco de ver este teórico a querer aplicar a cartilha da sua preferência (neoliberal), mesmo se os problemas concretos exigirem uma abordagem mais pragmática.
É que nos manuais de economia nunca ninguém morre de fome e os agentes económicos são perfeitamente racionais e perfeitamente informados...

Calculo que o Carvalho da Silva o coma ao pequeno almoço... (se lhe deixarem...)


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 21 de Junho de 2011 às 10:43
A Grécia não vai cumprir.
Certo, certo é que ninguém consegue pagar as suas dívidas, endividando-se mais ainda...
Portanto por muito que custe a muita gentinha da esquerda à direita, Portugal também não irá cumprir ou honrar os seus compromissos, como se diz agora por aí...
É que baixar as despesas é importante, para não dizer fundamental, mas não serve para pagar coisa nenhuma. Serve apenas para baixar o endividamento presente.
Para se pagar seja o que for é necessário criar receitas e só são autenticas se essas receitas forem geradas por criação de mais valias e não através de taxas e impostos.
Julgo que isto é óbvio para qualquer um de nós.
Logo Portugal, talvez não exactamente pelos mesmos motivos político-económicos que os Gregos, não irá cumprir.
Mas os credores não estão isentos de culpas, porque a meu ver, são igualmente responsáveis pela situação a que quer Grécia quer Portugal chegaram.
E como qualquer «investidor/fornecedor» num «negócio» à alturas em que se ganha e outras em que se perde.
E é aqui que se poderá encontrar uma «solução» para o imbróglio. Como se sabe quem já teve ou tem negócios, que é preferível receber parte de algo do que tudo de nada. E quem nos «atulhou de dinheiro» e não se preocupou em como ele era usado, não pode agora armar-se em «virgem pura» que está a ser desonrada...
Há portanto que saber «perdoar» parte substancial dessa dívida para que os Países possam continuar a honrar, não estas dívidas, mas outras em futuros «negócios». E com o tempo «compensar» estas perdas de agora.
Porque como já algumas pessoas já referiram esta pressão para cobrar o impossível à Grécia e a Portugal, vai fazer com que os incumprimentos se globalizem às periclitantes economias ocidentais onde posso sem qualquer problema de consciência, incluir os Estados Unidos da América.
E nada do que aqui escrevi é novidade. Todos os países credores já o fizeram, pontualmente, a outros países devedores, lembrem-se como exemplo as dívidas perdoadas por Portugal a alguns países africanos de expressão portuguesa...
E sempre se poderá justificar essa cadeia de perdões que sugiro e auguro, evocando uma permissa também hoje muito utilizada: são os mercados a funcionar...


De Ag.Rating e Bancos afundam/Roubam Grécia a 22 de Junho de 2011 às 15:36
Grécia em transe.
Fitch aposta na falência grega
por Carlos Ferreira Madeira, 22.6.2011

.Governo luta por moção de confiança, mas Fitch empurra Atenas para a falência.
Gregos já trocam bancos pelo ouro

A votação estava prevista para a meia-noite e era a primeira condição para salvar a Grécia da falência. O governo de Papandreou esperava esta madrugada passar uma moção de confiança no parlamento dominado pela maioria do PASOK (155 dos 300 deputados), para desbloquear 12 mil milhões de euros da quinta tranche do empréstimo da UE/FMI.

A tranche é vital para que Atenas evite a falência em Julho. Mas os governos da zona euro exigiram um "consenso político prévio" de apoio às medidas de austeridade antes de libertarem o dinheiro. E sem a garantia europeia, o FMI recusa transferir a sua próxima parte (3,2 mil milhões) da ajuda.

Passada a primeira fase, da moção de confiança, o primeiro-ministro Papandreou vai amanhã ao Conselho Europeu onde começará a ser negociado o segundo resgate de Atenas (entre 90 a 120 mil milhões de euros).

A 30 de Junho o parlamento grego terá de aprovar o plano de consolidação orçamental a cinco anos, que integra um programa de privatizações de 50 mil milhões até 2015 (ou seja, 20% do PIB). O plano prevê 28 mil milhões de euros adicionais com aumentos de impostos e cortes na despesa pública. A dívida pública da Grécia é hoje de 340 mil milhões de euros - 150% do PIB - cabendo a cada um dos 11,3 milhões de gregos mais de 30 mil euros. O "Financial Times" noticiava ontem que, em 2011, os gregos resgataram depósitos bancários à velocidade de 1,5 a 2 mil milhões de euros por mês para comprar ouro: os cidadãos receiam a falência da banca.

Default a sério Mergulhado em difíceis negociações dentro e fora do país, o governo grego teve ontem outra má notícia. A Fitch disse que considerará um "incumprimento soberano", quer "uma troca das obrigações do Tesouro, quer um rollover (prolongamento de prazos) da dívida, ainda que ''voluntário''", o que pode accionar os credit default swaps (seguros contra incumprimento soberano) e potenciar nova crise financeira global.

É mais uma dor de cabeça para os governos da zona euro, que esperavam envolver os credores privados da Grécia no próximo resgate através de um rollover voluntário da dívida soberana no valor de 25 a 30 mil milhões de euros. Além deste valor, a Grécia necessita de mais 60 mil milhões em novos empréstimos e espera conseguir mais com as privatizações.

Apesar de os bancos ALEMÃES terem concordado em participar no rollover da dívida grega, pediram "garantias adicionais", como "o ESTATUTO de CREDOR PREFERENCIAL". Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão, recusou a ideia.

A reestruturação da dívida grega" afectaria 34 bancos europeus que têm 37 mil milhões de euros nos seus balanços. "Se os riscos de contágio forem rapidamente contidos, a maioria dos bancos conseguirá absorver os riscos imediatos de crédito e de liquidez", diz James Longsdon, analista da Fitch. Mas um incumprimento da Grécia levaria os bancos do país ao tapete.
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Alvinho Sammy

A UE espera que a Greçia aceite as medidas, e os Gregos enquanto esperam que a UE mude de politica, tiram o dinheiro dos Bancos. LOl
Continuando assim... Os Bancos entram em Falencia mais rapido que os Gregos.
Vamos ver quem Recua primeiro!

Igual a Portugal , a UE e os Politicos Corruptos obrigam o Pais a comprar Armamento militar e outras tretas a toa, fazendo uma divida brutal e completamente absurda no ponto vista de uma Uniao Europeia.

A Grecia não precisa de ter um numero de militares quase iguais a Alemanha se esta na Europa.
Agora cobram essa Divida com massivas Privatizaçoes do PIB Grego??

É Sempre a Roubar.


De Grécia: DESPEDIR 20% e aumentar impostos a 22 de Junho de 2011 às 16:13
Grécia:
Papandreou avança com referendo para despedir funcionários públicos

Para o primeiro-ministro grego, só há uma forma de cumprir com o novo pacote de medidas de austeridade imposto pela troika:
mudar a Constituição.

Terça-feira, o primeiro-ministro grego Georgios Papandreou vai pedir ao parlamento um voto de confiança na sua nova equipa, depois de ter mudado uma parte dos seus ministros na sexta-feira passada.

É previsível que esse voto de confiança seja conseguido, porque o PASOK, o partido socialista que está no poder, tem a maioria dos lugares no parlamento (155 num total de 300 deputados) e porque também os ânimos acalmaram dentro do partido, depois de algumas deserções de deputados na semana passada.

Papandreou estancou a hemorragia interna ao despedir os ministros independentes que ainda tinha no governo, substituindo-os por homens da máquina partidária. E, sobretudo, dando um lugar-chave, o duplo cargo de ministro das finanças e vice-primeiro ministro, ao seu maior rival interno, Evangelos Venizelos.

Mas o pior é que o está ainda para vir. No domingo, Papandreou apresentou uma proposta oficial para que se faça um referendo na Grécia de forma a poder alterar a Constituição.

A Constituição grega proíbe, entre coisas, o despedimento de funcionários públicos. Ora, o novo plano de resgate da troika para a Grécia implica o despedimento de 150 mil funcionários públicos, o que corresponde a 20% da função pública, numa altura em que o país assiste a uma estagnação do mercado de emprego. Os que forem para a rua dificilmente encontrarão trabalho.

Justificando-se perante o parlamento, o primeiro-ministro disse que o referendo vai servir para fazer reformas consideradas necessárias no setor público e reduzir, assim, o défice do orçamento de Estado.

Menos deputados e o fim da imunidade dos políticos
Papandreou aproveitou para anunciar que vai criar um painel de 25 especialistas independentes que vão estudar e avaliar a redução do número de deputados, o fim da imunidade judicial dos ministros e a alteração do sistema eleitoral. Estas medidas de reduzir o número e os direitos dos políticos, de os expor ao sistema judicial e à possibilidade de serem acusados de corrupção, vêm ao encontro das exigências que se ouvem na rua, nas manifestações. Mas não devem chegar para acabarem com a contestação social. Enquanto Papandreou falava no parlamento no domingo, à porta do edifício, muitos milhares de gregos manifestavam-se de novo na rua.

Além disso, já existe uma petição a circular na população com o objetivo de exigir um referendo. Mas um referendo com objetivos muito diferentes. Na sexta-feira, já havia 100 mil assinaturas (num país do nosso tamanho) recolhidas na praça sintagma, a praça do parlamento, para a realização de um referendo que decida se a Grécia aceita o não novo um novo plano de resgate, isto é, o segundo memorando de entendimento com a troika, que poderão representar mais 110 mil milhões de euros de empréstimo.

A verdade é que, segundo sondagens conhecidas no fim de semana, 48 por cento dos gregos querem que o parlamento chumbe as novas medidas de austeridade, enquanto apenas 35 por cento estão a favor.

Dentro e fora da Grécia, o cenário político continua confuso e imprevisível. O presidente do Eurogrupo, que reúne todos os 17 países do Euro, Jean-Claude Juncker, confessou publicamente no sábado que a Europa está a brincar com o fogo quando pede que os credores privados da Grécia deem uma ajuda e paguem parte do dinheiro que é preciso.

A ideia de convocar uma parte do esforço aos investidores privados, donos de uma fatia da dívida pública grega (há uma outra fatia detida pelo Banco Central Europeu) foi apresentada pela Alemanha, mas o presidente do Eurogrupo está contra porque, segundo ele, pode tornar os empréstimos ainda mais caros, por causa do aumento da desconfiança dos mercados sobre se a Grécia será de cumprir com os seus compromissos.

Para já, o que se sabe é que a Grécia vai ter de reunir um consenso alargado sobre o novo plano de resgate e as medidas de austeridade que lhe estão associadas até ao fim do mês de junho. E que, depois disso, no início de julho, os países membros do Euro terão de dar o seu aval final.


De 'Roubar/Brincar' com os deuses Gregos... a 22 de Junho de 2011 às 16:19

Britânicos querem gregos na bancarrota
O chanceler do Tesouro britânico declarou que o Reino Unido ficará de fora de um segundo plano de resgate à Grécia e o mayor de Londres pediu ontem a Atenas que abandone o euro

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
22 de junho de 2011

Se o Le Monde e os jornais alemães iniciaram esta semana uma campanha publicitária paga pelas multinacionais alemãs e francesas a favor do euro ("O euro é necessário"), o The Telegraph, em Londres, noticiava que o chanceler do Tesouro britânico (ministro das Finanças) George Osborne foi muito claro de que o Reino Unido ficará de fora de um novo pacote de resgate à Grécia e que um debate de urgência entre deputados britânicos, de todos os partidos, discutira cenários em que a Grécia seria forçada a abandonar o euro.

Também, o mayor de Londres, Boris Johnson, declarou, na sua coluna no Daily Telegraph, que a Grécia deveria regressar à sua antiga moeda, o dracma. E o antigo secretário dos negócios estrangeiros britânico Jack Straw, dos trabalhistas, foi mais longe ao declarar que um fim "rápido" do euro seria preferível a uma "morte lenta" da moeda única.

As posições britânicas contrastam com a reafirmação por parte de japoneses e chineses do seu apoio às iniciativas europeias de emissão de obrigações pela Facilidade Europeia de Estabilização Financeira, que se destinam a suportar os planos de resgate.


De . a 20 de Junho de 2011 às 14:59

“Corrupção” no Parlamento

O ex-vice-presidente da Câmara do Porto, Paulo Morais, considera que “o centro de corrupção em Portugal tem sido a Assembleia da República, pela presença de deputados que são, simultaneamente, administradores de empresas”.

“Felizmente, este Parlamento vai-se embora. Dos 230 deputados, 30%, 70, são administradores ou gestores de empresas que têm directamente negócios com o Estado”, disse Paulo Morais, num debate sobre corrupção organizado no Porto.

(-Metro, 20.6.2011)

Se a esta CORRUPÇÃO e permissivas Compatibilidadese e ''não-conflitos de interesses'' e tráfico de influências na AR juntarmos
as existentes noutros orgãos de soberania + Autarquias + organismos e empresas públicas, PPP, ...
a sabujice da comunicação social e algumas élites intelectuais ...
e, sempre associado, os cancros do NEPOTISMO, incompetência, Arbitrariedade/prepotência, Assédio sobre os/as trabalhadores/as ...
passamos a ter um retrato mais nítido das causas da gravíssima situação em que estamos.


De .Corrupção tb nas Autarquias. a 22 de Junho de 2011 às 15:10
Estado incapaz de fiscalizar corrupção nas autarquias
(-DN, 22.6.2011)

Relatório do Ministério da Justiça reconhece "lacunas" e "falhas de funcionamento" no combate ao crime económico.

A Inspecção-Geral das Autarquias Locais (IGAL) admite a sua incapacidade para realizar, sequer, uma inspecção por mandato a cada um dos 279 municípios do continente e, muito menos, para avançar com acções-surpresa.

A entidade lembra que conta apenas 31 inspectores quando se previa que fossem 110.

A informação surge num relatório do Ministério da Justiça (MJ) que analisa a capacidade de o Estado em combater a corrupção depois de em Setembro o Parlamento ter aprovado oito medidas de reforço contra este tipo de crime.


De ..XIX governo - Lembrem-se : a 20 de Junho de 2011 às 12:20
«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»

(José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148)


----- É este tipo de pensamento que mais tem vencido nas últimas décadas. Querem lá saber de direitos e do próximo desde que lhe dêem suficientes patacos para estarem contentes e calados.
«
"Primeiro vieram buscar os judeus e eu não me incomodei porque não sou judeu. Depois levaram os comunistas e eu também não me importei, pois não era comunista. Levaram os liberais e também encolhi os ombros. Nunca fui liberal. Em seguida os católicos, mas eu era protestante. Quando me vieram buscar já não havia ninguém para me defender..."
(- Brecht e outros )


De ..Desenganem-se..!!. a 21 de Junho de 2011 às 10:05

..DesENGANEM-se...!!.

----- O discurso do Estado social

O PS parece não ter percebido ainda que o discurso do Estado social o conduziu à derrota eleitoral e tanto Assis como António José Seguro insistem em criticar o novo governo com este argumento.

A verdade é que os portugueses têm do Estado social uma percepção bem diferente da que têm as elites do PS
e enquanto não perceberem o que têm não são sensíveis a esta argumentação.
Por outro lado, à sombra da defesa do Estado social foram cometidas demasiadas asneiras.

(-Jumento)

------ Um governo inexperiente e estrangeirado

O novo governo é triplamente inexperiente, uma boa parte dos seus políticos nunca exerceram funções públicas desconhecendo totalmente as regas de jogo no Estado,
alguns nem sequer exerceram funções numa empresa nunca tendo saído das salas de aula como é o caso do ministro da Economia, a generalidade não tem experiência política.

Como se isso não bastasse alguns nem sequer conhecem a realidade portuguesa a não ser pelos indicadores estatísticos e pelas conversas nas férias.

(-Jumento)

------ As aparecências enganam muito...

Governo só com 11 ministros poupa alguma coisa ... mas ... no geral, poupará mesmo e funcionará melhor? -esta deve ser a pergunta e o exercício a fazer.

quantos secretários de estado terá?
e quantos directores-gerais e subdir-g.?
e quantos assessores/boys e consultores/colegas-sócios e secretárias/'amigas' e motoristas/horas-extra ...
e carros novos, mobiliário, decoração, computadores, ...?
e quantas mudanças de edifícios, de gabinetes, de serviços, de burocracia, de logotipos, de papel timbrado, ...de rotinas técnicas e informáticas?
... e ...? Pensem melhor...
(-Zé T.)


De Novo Governo PSD-PP/CDS-indep. a 20 de Junho de 2011 às 11:51
O regabofe vai ser grande e começa bem
(-por Sérgio Lavos, Arrastão, 17.6.2011)

- Álvaro Santos Pereira (ideólogo do austeritarismo e profeta do Apocalipse nas horas vagas): Ministro da Economia.

- Vítor Gaspar (um desconhecido com "reconhecidas competências técnicas" que bem sabemos quais são): Ministro das Finanças.

- Assunção Cristas (a beta inteligente do PP) - Ministra dos Pinheiros, da Portucale e do Ordenamento Territorial, da Lavoura e afins.

- José Pedro Aguiar-Branco (o escolhido das hostes básicas) - Ministro de qualquer coisa, neste caso da Defesa Nacional.

- Miguel Relvas (o Silva Pereira para todas as estações) - Ministro dos Assuntos Parlamentares, para manter na ordem os deputados.

- Miguel Macedo (o premiado da lotaria do Parlamento) - Ministro da Administração Interna, e poderia ser de qualquer outra coisa, mas saiu na rifa isto.

- Paula Teixeira da Cruz (a outra representante da metade maioritária da população humana) - Ministra da Justiça.

- Pedro Mota Soares (o homem de mão escolhido para fazer de Bagão Félix, que deve ter decidido dedicar-se a tempo inteiro à lavoura) - Ministro da Solidariedade e da Segurança Social.

- Paulo Macedo (admnistrador da Médis, empresa benemérita de reconhecidos méritos na área da Saúde) - Ministro dos hospitais e dos centros de saúde que deveriam ser privatizados e entregues a empresas como, por exemplo, a Médis.

- Paulo Portas (o homem da providência, mestre dos desportos subaquáticos e contorcionista de longa data) - Ministro do Estado (a que este país chegou) e dos Negócios com os amigos americanos e alemães.

- Pedro Passos Coelho (o Messias de Massamá e protector dos povos africanos em Portugal) - próconsul de Berlim para o território da Lusitânia.

Fica de fora desta equipa fantástica Nuno Crato, que parece poder vir a ser um bom ministro da Educação e da Ciência e do Ensino Superior (apesar da acumulação de pastas não ser um bom prenúncio). E a Cultura, entregue a Francisco José Viegas, em forma de secretaria de estado, poderá também ficar em boas mãos.

Sendo assim, é para avançar a toda a brida. O futuro é risonho e está ali, ao virar da esquina.

Boa sorte a todos - que bem vamos precisar .


De Prá Direita bons negócios... a 20 de Junho de 2011 às 11:56
Um governo de caloiros para o PREC da direita
por Daniel Oliveira

O ódio aos políticos chegou a um ponto em que a inexperiência executiva é vista como um bom currículo para os novos ministros. Como bem explica Vasco Pulido Valente, um ministro que não conhece o Estado é engolido por ele, um académico que não conhece as repercussões políticas e sociais de cada decisão que toma e que não está preparado para lidar com elas estampa-se sempre. Fica espantado o teórico sem mácula quando os seus maravilhosos modelos não funcionam no ingrato mundo real. E paralizado na sua virginal inocência, não consegue mudar nada. Não, não há governantes expontâneos.

Conversando com um passista sobre o novo governo e a extraordinária inexperiência política dos novos ministros ele defendeu-se assim: e em 1974, não eram todos inexperientes? Ficaríamos com os ministros de Marcelo para garantir a experiência? Espantei-me. E respondi: é diferente, esse era um período revolucionário. Tratava-se de um corte com o regime anterior. Pagámos cara a inexperiência dos governantes, mas ela era inevitável. Agora não vivemos uma revolução em que cai um regime para outro tomar o seu lugar. Resposta: sim, vivemos.

É à luz deste espirito revolucionário dos ultras que tomaram o poder no PSD que devemos olhar para este governo. A verdade é que esta corrente ideológica extremista é ultraminoritaria em todos os países, e mais ainda em Portugal. A crise económica, o falhanço das anteriores lideranças do PSD e o desprezo nacional por José Sócrates ofereceram-lhes o poder. Eles estavam no lugar certo à hora certa. E o desespero dos portugueses é tal que estavam dispostos a aceitar qualquer coisa, péssima que fosse, desde que fosse diferente.

Mas quando toca a formar governo estes grupos vanguardistas, animados pelo seu fervor ideológico, têm sempre um problema: ninguém que conheça as dificuldades de governação os acompanha. Quem, no seu perfeito juízo, perante a quase impossibilidade de cumprir o memorando da troika nos seus apertados prazos, acha que pode ir mais longe? Dois tipos de pessoas: teóricos sem qualquer noção do que significa governar e representantes dos interessados no leilão em saldo de todo o património publico, com especial atenção para o mais apetitoso dos sectores, o da saúde.

A estrutura de governo que Passos desenhou era para políticos. Um técnico é, por natureza, especializado. E nenhum especialista sabe de empresas, transportes, obras públicas, exportações e emprego, como se exige ao novo ministro da economia. Para ministérios destas dimensões eram necessários coordenadores não especializados mas bons a gerir conflitos e a rodear-se de secretários de Estado conhecedores das pastas. Mas um governo desenhado para políticos experientes (com a agenda apertada que o memorando apresenta, teriam mesmo de ter muito traquejo) foi preenchido por estreantes que talvez daqui a um ano tenham uma vaga ideia do lugar onde estão a trabalhar. O governo com a tarefa mais difícil das ultimas décadas é formado por caloiros.

Mas uma coisa é verdade: é um governo ideologicamente coerente. Na economia, um privatizador entusiasmado, acabado de chegar à realidade nacional. Nas finanças, um intelectual radical que em vez de temperar a receita do BCE tentará carregar-lhe ainda mais nas cores. Na educação, um saudosista mais ocupado com os seus próprios fantasmas do que com os problemas reais do ensino público nacional. A saúde é um dos poucos ministérios ocupados por um homem de ação e com provas dadas. Mas que, como ex-administrador da Medis, não se livra da justa suspeita de representar os que desejam o fim do Serviço Nacional de Saúde público e a transferência de recursos para o privado. Se é inaceitável que Jorge Coelho, depois de ter sido ministro das Obras Públicas, tenha ido para a Mota-Engil, porque é que o trânsito inverso não levanta problemas?

Sabemos que a inexperiência e o radicalismo de muitos dos novos ministros não foi uma escolha. Outros foram convidados e não aceitaram entrar nesta aventura. Porque são do "regime" que estes homens querem derrubar? Não será isso. Sabem que o resultado deste voluntarismo desvairado destruiria as suas carreiras políticas. O governo ficou então para quem acredita e deseja um PREC de direita e dos negóc


De .. a 20 de Junho de 2011 às 12:00
Um Governo de caloiros para o PREC da direita
...
O governo ficou então para quem acredita e deseja um PREC de direita.
E talvez para quem, no meio do caos, quer tratar dos bons negócios que a destruição do Estado Social vai garantir.

Uma coisa com que esta gente não conta:
na hora da convulsão social (olhem para a Grécia) vão ser precisos políticos.

E eles não estão lá.

Se a política não é para amadores, imaginem o talento necessário para destruir um regime sem ficar soterrado nas suas ruínas.

(-por Daniel Oliveira, Expresso online)


----- Enganoso e manipulável
(-por Bruno Sena Martins)

"Estou cansado do neo-pacifismo, pois é enganoso e é manipulável", considerou Paulo Portas,
dizendo que os seus representantes "invocam a paz mas não têm uma palavra" para denunciar a existência de armas de destruição massiva ou o apoio ao terrorismo." Paulo Portas, Fevereiro de 2003


De . a 20 de Junho de 2011 às 11:44
---- Paulo Pereira disse...

A ''esquerda'' quer TGV's e PPP's para defender o Estado Social.

A ''esquerda'' quer impostos altos sobre o trabalho para defender os desempregados.

É só tiros nos pés, esta esquerda.

----- Anónimo disse...

Nao sei de que ''esquerda'' estão a falar.
Pelo que sei, ''o PS é central'' e supostamente deveria ter um ramo mais à esquerda e outro ramo mais à direita....
E da última vez que eu vi o Socretino na televisão, o governo dele representava tudo menos aquele raminho à esquerda.
Não vamos generalizar e meter todos no mesmo saco...

---- Carlos Albuquerque disse...
Tiago

O aeroporto e o TGV são maus porque têm grandes despesas garantidas ao longo de décadas e vagas possibilidades de retorno.
São exemplares de uma certa forma de gastar dinheiro. E é isso que está errado:
gastar sem fazer contas nem procurar as aplicações mais eficientes, como se o dinheiro fosse inesgotável.

O buraco actual está ligado a muitas outras coisas mas as PPPs são exemplares:
contratos mal negociados e renegociados em desvantagem para o estado,
obras inúteis (três autoestradas Lx-Porto) hipóteses mirabolantes (Lx Porto ligadas por 3 autoestradas+TGV+aeroportos, mas estudos que garantem imenso tráfego para todos).
e
A que empresas, de que países, iremos nós comprar toda a tecnologia para o TGV?
...


De .. a 20 de Junho de 2011 às 12:07
---- xuxu
O negociantes no governo podem-se lixar: Uma população totalmente empobrecida não pode pagar saúde e educação.

Veja-se o que está a passar com o ensino privado: montes de alunos a passar para o público via empobrecimento dos pais.

Eles podem privatizar tudo, mas depois continuam a não ter clientes na mesma.

Eu, queria ficar em Portugal. Mas dadas as coisas vou continuar emigrado. Já tenho uma oferta na Suécia e hoje tenho uma entrevista no UK. 3 graus académicos e experiência de trabalho nalguns dos maiores bancos do mundo. Quantas pessoas como eu, altamente formadas e com experiência terão que seguir o mesmo caminho? Eu, em Portugal ou estava desempregado ou teria que estar disponivel "24 horas por dia".

24 horas por dia disponivel?
Eu tenho vida privada.
Vão-se f..der.


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