8 comentários:
De Zé das squinas, o Lisboeta a 26 de Junho de 2011 às 13:31
«Mário Soares defende que o Partido Socialista "tem de ser refundado" e "ter política a sério", independemente de quem for eleito para a liderança do partido...»
Tem piada, não sabia mas parece que MS tem andado a ler o Luminária e faz dele também o que por aqui alguns andam, há quase dois anos, a dizer...
Ou então já está com a compreensão lenta... e só agora chegou onde muitos dos cidadãos socialistas preocupados com o mau rumo onde o PS tem andado nos últimos anos...
Mas como é o patriarca a dizer não tem mal, só tinha mal quando era aqui o Zé das Esquinas que dizia.


De De Z Pessoa a 22 de Junho de 2011 às 17:15
Eu tambem apoio se o candidato a futuro líder se comprometer que ele e a estrutura dirigente, saída do próximo congresso, vão promover eleições, em toda a estrutura partidária, com a "obrigatoriedade" (estatutária e prática) de existirem, em cada secção (residência , sectorial e temáticas), em cada concelhia, em cada federação, pelo menos duas listas e das quais os actuais lideres não fazer parte ou promover.
Uma clara e inequívoca refundação da democracia partidária e correcção de vícios instalados.
Se assim não for tudo continuará a marinar em apodrecimento antidemocratico.


De Ir estudar filosofia a 24 de Junho de 2011 às 10:34
O que o amigo Z Pessoa pretenderá, dito por outras palavras, é que todos aqueles que agora têm responsabilidade de cordenação (secções, concelhias, federações e nacional), também, vão estudar filosofia ... para Paris. Não acha que é pedir demais?


De ? Q..COMPROMISSOS de CANDIDATOS..?. a 22 de Junho de 2011 às 16:57
«...Assis propõe que os socialistas portugueses tenham como paradigma de escolha de candidatos o modelo norte-americano, sobretudo o dos Democratas.

Nas eleições primárias norte-americanas, todos os cidadãos, independentemente de estarem ou não filiados, podem registar-se em cada Estado para participar na escolha dos candidatos do seu partido de simpatia, incluindo a do candidato a presidente dos Estados Unidos.

Em Portugal, a escolha de candidatos dos partidos a cargos locais ou nacionais é feita pelos órgãos partidários, que por sua vez são eleitos por militantes.
... enfraqueça ao máximo os sindicatos de voto...»

É um passo na direcção certa mas deve corrigir... também esse ''modelo USA''...
- Primárias, SIM.
- Candidatos (a candidatos) escolhidos por não-filiados no partido, DISCORDO.

E há muito mais com que deve COMPROMETER-se:

- Mais TRANSPARÊNCIA e Democracia interna, auscultação das 'bases' e REFERENDOS aos militantes, ...;
- Debates, crítica e RESPONSABILIZAÇÃO de Dirigentes e Deputados;
- SIMPLIFicação de Regulamentos, procedimentos, candidaturas, moções e programas, ...
- Defesa de princípios e valores da SocialDemocracia, do Estado Social, anti-Corrupção, anti-Nepotismo, ...
- ...


De .Democracia Real/ Mov. Indignados. a 22 de Junho de 2011 às 17:34

200 mil 'pacíficos' dão novo fôlego ao movimento 15-M

20.6.2011, Sol, por Diogo Pombo
Mais de 40 mil pessoas encheram o centro de Madrid ©AP
Se o sucesso de 15 de Maio baptizou o movimento com o seu nome, o êxito generalizado de 19 de Junho poderá destronar a sigla 15M, impondo um 19J adoptado já pelas várias publicações espanholas. O mote é conferido pelo El País: «19J superou o 15M».
Os dias continuaram a marcar a história dos protestos sociais em Espanha. Ao 15 de Maio que deu o mote para o nome do movimento – 15M -, seguiu-se no domingo, 19 de Junho, a data em que mais de 200 mil pessoas encheram os centros de várias cidades um pouco por toda a Espanha.

A violência entre manifestantes e forças policiais tinha marcado os protestos da passada semana, que começaram a despertar na opinião pública noções de radicalismo e anti-política que foram, incessantemente, rejeitados pelos responsáveis do movimento.

As suspeitas parecem ter unido o povo espanhol: só na capital, Madrid, mais de 40 mil reuniram-se, no centro da cidade, para protestar contra o ‘Pacto do Euro’, as suas repercussões sociais e contra a corrupção política.

Ao todo, foram 98 as manifestações que, escreve o El País concentraram em si os gritos de protesto de milhares de espanhóis indignados. Todos sob o lema: «Caminhemos juntos contra a crise e o capitalismo».

A descrição do diário espanhol oferece a melhor resposta para as conotações de violência que começavam a ser atribuídas à descrição do movimento, ao sublinhar o «ambiente pacífico, festivo e perfeitamente organizado» das manifestações.

«Um gigantesco sentimento de indignação»

Aos protestos concentrados seguir-se-ão, agora, os mobilizados. Esta segunda-feira tem início, em Valência, uma marcha de protesto, com destino a Madrid, para sensibilizar a população espanhola para as causas do movimento.

De acordo com o diário ABC, a marcha irá parar em 29 localidades ao longo dos 500 quilómetros que, prevêem os organizadores, serão percorridos, a pé, em 34 dias.

Apesar de contabilizar apenas cerca de 30 elementos, a ‘Marcha Popular Indignada’ espera encontrar-se, a 23 de Julho, com outras aglomerações do movimento, naquela que esperam ser, citados pelo El Mundo, «dar voz a toda a informação aglutinada» pelo caminho.

À chegada a Madrid é esperada uma «grande manifestação», graças à chegada, que se espera simultânea, de outras «caravanas [provenientes] de diversos pontos do país».

O movimento de indignação do 15M parece dar ganho novo alento no rescaldo das manifestações de domingo, e conseguiu, acima de tudo, conquistar a indiferença das pessoas face aos episódios de violência que tinha marcado os protestos da passada semana, junto ao Parlamento Regional em Barcelona.


De Mov.INDIGNADOS é horizont/ 'sem líderes' a 22 de Junho de 2011 às 17:37
O Congresso espanhol aprovou esta terça-feira, por unanimidade, o estudo de propostas do 15-M. Apesar de ser um passo histórico para um movimento gerado 'nas ruas', as mensagens que vêem do seu núcleo passam, contudo, uma ideia distinta: «é impossível negociar com o 15-M, pois não temos líderes».
Este princípio é apontado pelo grupo 'Democracia Real Já' – originado no movimento -, como «algo que o PSOE e o PP [principais partidos políticos do país] nunca vão entender». As declarações, citadas pelo El Mundo, são de uma fonte no seio do grupo, que remete para a existência de um ‘escudo’ que rodeia o 15-M e que dificilmente será quebrado.

«Ninguém pode dizer que está a negociar com o 15-M, porque o 15-M não tem líderes, é algo horizontal, algo que o PSOE e o PP nunca vão entender [pois] elegem os seus líderes a dedo», apontou, ao contrastar a situação dos principais partidos políticos espanhóis com aquela que se vive no movimento.

«Nós somos democráticos e ninguém toma uma decisão em nome dos restantes», esclareceu, ao descrever que «todos debatem, chegam a uma consenso e decidem», afirmando, em suma, «ser essa uma democracia real, e não [a dos partidos], que se auto-denominam democratas».

As palavras oriundas de um membro de grupo surgem face às pontuais notícias que dão conta da aproximação de alguns partidos do 15-M, cujas tentativas visam, sobretudo, o grupo 'Democracia Real Já', considerado o mais jovem e moderado do movimento.

As propostas e reivindicações que têm sido manifestadas durantes os protestos poderão agora ser ouvidas, mas 15-M mantém-se 'sem líderes' ©AP
Mas ambos os aglomerados fazem questão de, repetidamente, que as aproximações a membros específicos será infrutífera, pois, garante, os indivíduos «apenas se representam a si próprios». Quanto aos alegados contactos com porta-vozes do 15-M, estes «apenas transmitem [mensagens], não representam», assegura a fonte do movimento.

Também esta terça-feira o El País noticiou que o Parlamento Espanhol chegou a acordo, por unanimidade, para o início do estudo e discussão de algumas propostas do 15-M. A decisão marca a primeira vez, desde o início dos protestos a 15 de Maio, que os protestos chegam oficialmente à discussão política do país, apesar de, teoricamente, já orientarem a sua agenda.

A decisão prevê, contudo, que no Parlamento possam comparecer representantes tanto do 15-M como do movimento 'Democracia Real Já' para apresentarem propostas concretas. E aqui reside o suposto desafio.

A ausência de líderes evocadas pelos movimentos e a resignação da existência de representantes, poderá dificultar a ligação directa entre os protestos que se ouvem nas ruas e o Parlamento. Tudo dependerá do grau de intransigência do 15-M, e na sua capacidade em apresentar, segundo Joan Giado, porta-voz da Esquerra Republicana, partido político mais antigo da Catalunha, «propostas realistas» no Parlamento Espanhol.

online@sol.pt


De Izanagi a 22 de Junho de 2011 às 19:57
palavras...palavras...+ palavras, aliás coisa em que Francisco Assis é pródigo.
Candidatar-se tem custos. Não é gratuito. Custos que em eleições externas (PR, AR e autarquias) já existe algum conhecimento do mesmo. Mas em eleições internas é totalmente desconhecido. Alguém sabe quanto custou e quem financiou as candidaturas á concelhia de Lisboa ou á Federação? Todos se podem candidatar, mas só teoricamente. E sobre a transparência deste custo, Francisco Assis, nada diz.
E com esta proposta porque ser militante? Pode escolher, sem o ónus de ser militante, os dirigentes e mais pode integrar listas como independente, quer para AR quer para as eleições autárquicas. Só um néscio, neste quadro, se mantém inscrito num partido.
Haja bom senso.
Mostravam empenho em mudanças se Assis, ou Seguro, exigissem que todos aqueles que os apoiam e foram eleitos deputados pela quota do José Sócrates, ou impostos por este ás Federações quando esgotou a quota, que se demitissem.
Pode mudar a me*da mas não mudam as moscas. Vamos ter um PS na peugada do BE.


De Talvez, talvez. a 22 de Junho de 2011 às 12:04
Ora aqui está um, excelente, exemplo de "meritocracia" onde os partidos (todos) podem e devem meter os olhos. Os partidos e quem deles (mais ou menos abusivamente) se apoderou.

Esta, também , seria a minha escolha se fosse deputado.

Esta escolha é (ou pode ser) aquilo que habitualmente se chama "a pedrada no charco" . A linguagem, os conceitos e o sentido do discurso já foram algo de inovador. Um certo puxar de orelhas aos deputados.

Estaria ela a relembrar-se da intervenção de um ex-autarca da câmara do Porto que afirma "ser na AR que está o centro da corrupção em Portugal ". Talvez, talvez.


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