De . NÃO PODEMOS !. a 1 de Julho de 2011 às 10:53
Ontem:

GREVE nacional no Reino Unido motivada pelas propostas de alteração ao sistema de pensões (aumento da idade de reforma, ...) etc.

Británicos não querem trabalhar mais e receber menos (e pagar mais 'irs' , iva, imi, taxas na electricidade, água, saúde, ...)...

«NO, WE CAN ' T»
NO to :
PAY MORE, WORK LONGER, GET LESS !!!
No, we can't .

Não, sr.1ºMinistro, nós Não podemos, Não queremos, Não aguentamos !!!

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Gregos :
NÃO PAGAMOS, NÃO PAGAMOS !!
as asneiras, desvios, desgovernos e agiotagem.


De Opacidade e gamanço lixa trabalhadores. a 1 de Julho de 2011 às 14:10
Transparência e coragem

O significado destas palavras (transparência e coragem), quando usadas na Assembleia da República para justificarem mais um apertão nos cidadãos, já é sobejamente conhecido dos portugueses.
Em linguagem de rua querem dizer que nos estão a tramar (ou a lixar, se preferirem).

O que não têm, e a isso já os portugueses também estão habituados, é o significado que a língua portuguesa lhes dá.

Pedro Passos Coelho usou-as ontem na A.R. para informar os eleitores de que lhes vai meter a mão no bolso ao contrário daquilo que não teve coragem de anunciar durante a campanha eleitoral, quando isso lhe poderia ter trazido consequências.

Passos Coelho e Paulo Portas só tiveram coragem para anunciar a medida extra-troika do "gamanço" depois de já terem no bolso os votos dos incautos e os lugares do hemiciclo ocupados.

Perante tão opaca transparência e coragem tão covarde resta dizer-lhes que, por menos, a fada madrinha lançou o feitiço ao Pinocchio e não houve Geppetto que o salvasse.
LNT [0.247/2011]
Temas: Coragem, Corte de 50% no Subsídio de Natal, Gamanços


PEC V

Deve estar a começar o debate do PEC V na Assembleia da República.
O IV, como disseram, não bastava e, por muito estranho que possa parecer, também não bastou o acordo com a Trindade.

Agora montados na besta do poder, depois de tudo terem argumentado para fazer desmontar os que a cavalgavam, parece não haver fardo de palha que lhes baste.

Já conseguiram meter cá os estrangeiros para se poderem desculpar das malfeitorias que pretendem fazer enquanto continuam a ir aos "mercados"
independentemente de terem justificado que a Trindade tinha de cá se instalar para não terem de lhes recorrer
(até dizem que estamos "fora dos mercados" ao mesmo tempo que neles continuam a comprar ao preço de quem ainda não sabe que Cavaco Silva foi eleito à primeira volta e há mais de cinco meses).

Hoje irão além. Além da Trindade, da Troika, do Triunvirato, ou lá como lhe queiram chamar. Irão, tal como os antigos, além do Bojador – além da dor.

LNT [0.245/2011], A Barbearia


De 1ª Factura... a 2ª vem em Setembro... a 1 de Julho de 2011 às 14:20
Um pouco mais de isenção, sff.
[Publicado por Vital Moreira, CausaNossa, 1.7.2011]

Se este imposto extraordinário tivesse sido decidido por Sócrates, por mais que justificado fosse, cairia o Carmo e a Trindade, sendo cruxificado pelos comentadores da nossa praça.

Agora que foi criado pelo governo de direita, que antes das eleições nunca fez sequer menção de tal eventualidade e sem sequer estar previsto no exigente programa de ajustamento da UE e do FMI, os mandarins e valetes que tomaram conta do comentário político-económico entre nós -
- e que em egral alinhavam com a teoria do saneamento das contas públicas por via do corte na despesa e não por via de receitas fiscais adicionais -
- manifestam a maior compreensão, se não mesmo aplauso.

Uma vergonha, tanta incoerência e parcialidade política !


A FACTURA
[Publicado por Vital Moreira]

«Passos Coelho anuncia imposto de 50% no Subsídio de Natal».
Quatro observações:

1ª - Esta medida não se encontrava prevista no PEC IV, que o PSD rejeitou, nem se encontra incluída no programa de ajustamento UE-FMI, que o PSD subscreveu. E na campanha eleitoral Passos Coelho não fez a mínima menção à possibilidade de um imposto extraordinário.

2ª - Desta notícia não se percebe bem sobre que rendimentos vai incidir o imposto nem como será calculado. De facto, só os rendimentos do trabalho têm em regra subsídio de Natal e nem todos os rendimentos são de englobamento obrigatório no IRS, estando dispensados os rendimentos de capital, cuja isenção seria íníqua.

3ª - Tratando-se de uma sobretaxa IRS, o novo imposto deveria ser de incidência progressiva, para cumprir os ditames constitucionais. Ora, se vai ser equivalente a metade da subsídio de Natal, estamos perante um imposto proporcional.
A isenção na base do equivalente ao salário mínimo confere-lhe alguma progressividade, mas uma progressividade que é tanto menor quanto maiores forem os rendimentos, quando deveria ser o contrário.

4ª - Não podendo haver impostos retroactivos, este imposto extraordinário sobre os rendimentos só pode incidir sobre rendimentos futuros, ou seja sobre os recebidos entre a aplicação do imposto e o final do ano, o que deixará de fora os milhões de rendimento em dividendos, que ja foram pagos este ano.
Uma iniquidade. Por mais justificado que possa ser o imposto -- mas ainda não o foi --, exige-se um mínimo de equidade na sua definição.

Seja como for, o Governo PSD-CDS começa a apresentar a sua factura. E, como se vê, à bruta...
[revisto]


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