11 comentários:
De 1ª Factura... a 2ª vem em Setembro... a 1 de Julho de 2011 às 14:20
Um pouco mais de isenção, sff.
[Publicado por Vital Moreira, CausaNossa, 1.7.2011]

Se este imposto extraordinário tivesse sido decidido por Sócrates, por mais que justificado fosse, cairia o Carmo e a Trindade, sendo cruxificado pelos comentadores da nossa praça.

Agora que foi criado pelo governo de direita, que antes das eleições nunca fez sequer menção de tal eventualidade e sem sequer estar previsto no exigente programa de ajustamento da UE e do FMI, os mandarins e valetes que tomaram conta do comentário político-económico entre nós -
- e que em egral alinhavam com a teoria do saneamento das contas públicas por via do corte na despesa e não por via de receitas fiscais adicionais -
- manifestam a maior compreensão, se não mesmo aplauso.

Uma vergonha, tanta incoerência e parcialidade política !


A FACTURA
[Publicado por Vital Moreira]

«Passos Coelho anuncia imposto de 50% no Subsídio de Natal».
Quatro observações:

1ª - Esta medida não se encontrava prevista no PEC IV, que o PSD rejeitou, nem se encontra incluída no programa de ajustamento UE-FMI, que o PSD subscreveu. E na campanha eleitoral Passos Coelho não fez a mínima menção à possibilidade de um imposto extraordinário.

2ª - Desta notícia não se percebe bem sobre que rendimentos vai incidir o imposto nem como será calculado. De facto, só os rendimentos do trabalho têm em regra subsídio de Natal e nem todos os rendimentos são de englobamento obrigatório no IRS, estando dispensados os rendimentos de capital, cuja isenção seria íníqua.

3ª - Tratando-se de uma sobretaxa IRS, o novo imposto deveria ser de incidência progressiva, para cumprir os ditames constitucionais. Ora, se vai ser equivalente a metade da subsídio de Natal, estamos perante um imposto proporcional.
A isenção na base do equivalente ao salário mínimo confere-lhe alguma progressividade, mas uma progressividade que é tanto menor quanto maiores forem os rendimentos, quando deveria ser o contrário.

4ª - Não podendo haver impostos retroactivos, este imposto extraordinário sobre os rendimentos só pode incidir sobre rendimentos futuros, ou seja sobre os recebidos entre a aplicação do imposto e o final do ano, o que deixará de fora os milhões de rendimento em dividendos, que ja foram pagos este ano.
Uma iniquidade. Por mais justificado que possa ser o imposto -- mas ainda não o foi --, exige-se um mínimo de equidade na sua definição.

Seja como for, o Governo PSD-CDS começa a apresentar a sua factura. E, como se vê, à bruta...
[revisto]


De Juros agiotas exponenciais pró Inferno ! a 1 de Julho de 2011 às 14:28

Espera-nos um Natal Negro

Tudo o que há cerca de dois meses era um paraíso celestial em termos de execução orçamental transformou-se num inferno vivo nas contas deste governo.

Era preciso encontrar argumentos para justificar aquilo que se escondeu durante o período eleitoral e eis um excelente argumento. A execução fiscal está a correr mal e o subsídio de Natal está ali à mão corta-se.

Este governo começa mal. O ataque ao défice excessivo também é atacado pelo lado das receitas. Para quem condenava Sócrates, quando na oposição, por assim proceder e com razão... não vale a pena perder tempo a concluir.

Mas vai haver cortes nas despesas públicas desde que os beneficiados sejam o grande patronato e os grandes grupos. É o que vislumbra.
Por outro lado, a baixa da TSU que beneficia o patronato e não a competitividade irá ser compensada pela subida do IVA.

Pagam sempre os mesmos, os contribuintes que já pagam ou os consumidores de forma indiscriminada.

Mais valias bolsistas, transacções financeiras, benefícios fiscais à Banca e a outros grandes grupos nada disso é para tocar.

E como isto ainda não chegará, porque de facto sem crescimento e exportação não vamos longe e sem uma mudança de políticas comunitárias também não,
no próximo verão teremos aí outros 50% de corte no subsídio de férias.

E certamente estejam atentos que ainda podem chegar os cortes de 100%.

Isto é mesmo assim? É porque subjacente a isto há aquela ideia grandemente apregoada
- e aceite sem crítica como sendo uma verdade absoluta -
a de que consumimos mais do que produzimos e, por conseguinte, há que desvalorizar o factor trabalho que não produz.

Por isso, meus caros amigos, mentalizem-se que estes cortes vêm para ficar. Nada voltará ao que era.


De Bando de carteiristas? a 1 de Julho de 2011 às 14:33
APRENDIZES DE CARTEIRISTAS ?

Diz a lenda que o Robin dos Bosques tirava aos ricos para dar aos pobres. O novo governo mostrou ser o seu avesso, uma vez que resolveu distribuir um bónus aos senhores do capital titulares de empresas, através da diminuição da taxa social única, à custa de uma boa parte do nosso subsídio de Natal.

Os papagaios de serviço dizem que a medida é corajosa. Coragem é o que é preciso ter para se dizer que tem alguma coisa a ver com coragem o facto de se encherem os bolsos de senhores com dinheiro com as notas saídas dos nossos. Isso não é coragem é desfaçatez. Isso nem os engomadinhos da “troika” exigiram.

Por isso, ó Sr. Engenheiro, diga lá ao seu irrequieto pupilo para tirar imediatamente a mão dos nossos bolsos, sob pena de podermos começar a recear que nos tenha saído na rifa não apenas um grupo de numerólogos alucinados ,mas um verdadeiro bando de aprendizes de carteiristas.
- por Rui Namorado, o GrandeZoo


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