11 comentários:
De . Ladrões comandam governação. a 1 de Julho de 2011 às 17:28
O Estado (governo) ladrão
...

- se Passos Coelho promete reduzir o Estado ao mínimo, privatizar tudo o que mexe, que argumento moral pode usar para pedir aos portugueses para pagarem impostos?

- Quando uma parte razoável do empréstimo que pedimos vai direito para o reforço da banca, como se convencem os contribuintes a serem cumpridores?

- Se vai privatizar empresas que dão lucro, que argumento tem na manga para nos pedir sacrifícios?

- Se o seu papel se resume a leiloar o Estado e a cobrar impostos, como espera pedir sacrifícios aos portugueses.?

(-por Daniel Oliveira, Arrastão, 1.7.2011)


De Política fiscal... corte de 50% no Natal a 1 de Julho de 2011 às 17:32
Manuel António Pina, sempre certo, sempre bem escrito.
Um lúcido num país de papalvos e chico-espertos.

(-por Sérgio Lavos, no Jornal de Notícias, via Vias de Facto).

"Há um provérbio popular que, devidamente adaptado, se pode aplicar com proveito a governos:
"Pelo andar da política fiscal se vê quem vai lá dentro".

Porque, sendo a política fiscal um instrumento de redistribuição da riqueza e do rendimento, ela espelha, mais do que nenhuma outra, o rosto de uma governação.

Como se propõe um governo obter recursos?;
como se propõe redistribui-los?,
são questões cujas respostas dizem quase tudo o que quisermos saber sobre esse governo mas tivermos vergonha de perguntar.

Com o corte de 50% dos subsídios de Natal, o novo Governo tenciona obter 800 milhões de euros, saídos (na verdade nem lá chegarão a entrar) dos bolsos de trabalhadores e reformados.

E para onde irá tanto dinheiro?
Com mais 800 milhões poupados em "acomodações" na despesa do Estado que "o senhor ministro das Finanças detalhará nas próximas semanas"
(preparemo-nos para o pior, designadamente para mais cortes nos apoios sociais e na saúde),
servirá para compensar os 1 600 milhões que o Estado deixará de cobrar com a redução de 4% da TSU das empresas.

O que é o mesmo que dizer que 50% dos subsídios de Natal dos trabalhadores e reformados, mais as "acomodações" ainda a anunciar, irão parar às contas bancárias dos empresários.

Será reconfortante ver passar um Ferrari (pelo menos em regiões deprimidas como a do Vale do Ave) e imaginar que talvez uma porca de um daqueles pneus seja o nosso subsídio de Natal."

tags: chegaram os hooligans, crise, governo


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