De Pelas Primárias e pelo Debate/responsabi a 4 de Julho de 2011 às 11:33
O NÓ DO PROBLEMA DO PS

As duas narrativas implícitas nas moções de Assis e de Seguro podem ser semelhantes.
Mas quando se trata de tentar surpreender diferenças, quanto à vontade efectiva de uma mudança profunda no partido, temos que procurar para além dos textos.

Pelo menos nalguns distritos, é tal o peso dos pequenos poderes locais instalados,
entre os apoiantes de Seguro, que só uma fé inexplicável nos pode fazer acreditar que por essa via se chegue a qualquer mudança de fundo no PS.

Mas este é, ainda assim, um aspecto secundário, se o compararmos com o que está a ocorrer quanto às ELEIÇÔES PRIMÀRIAS como método de escolha dos candidatos do PS.
De facto, elas implicam um conjunto de metamorfoses tão profundas que, por si sós, deixam muito para trás o conjunto dos sinais de renovação, dados pelas duas candidaturas em todos os outros campos.

E, no caso das PRIMÀRIAS, enquanto Assis as trouxe decididamente para o centro do debate, COMPROMETENDO-se irreversivelmente com esse caminho,
Seguro limitou-se a algumas fugidias promessas de que no futuro se preocuparia com isso.

Podem ser muitas as razões que levem cada militante a optar por um por outro candidato, mas quem der centralidade ao imperativo de refundação do partido ( como preconizou Mário Soares) não pode deixar de escolher Assis.

Postado por Rui Namorado


De ... a 5 de Julho de 2011 às 12:53
Assis e Seguro fazem três debates antes das eleições para liderança do PS
, dois para militantes e um numa televisão, antes da eleição para secretário-geral do PS.

Segundo António Galamba, director de campanha de António José Seguro, o primeiro frente-a-frente deverá ocorrer no próximo dia 12 na SIC-Notícias, seguindo-se debates em Lisboa (dia 13) e no Porto (dia 19), antes das eleições directas neste partido, que se realizarão nos dias 22 e 23 neste mês.

Em declarações à Agência Lusa, a deputada socialista Ana Catarina Mendes, directora da candidatura de Francisco Assis, lamentou o resultado alcançado.

«Dada a total indisponibilidade da candidatura de António José Seguro para a realização de um debate alargado no partido, entendemos que mal por mal mais vale haver poucos debates do que nenhum. Lamentamos que não haja a possibilidade de haver debates com os militantes nas federações de Braga e de Coimbra», afirmou Ana Catarina Mendes.

Já da parte da candidatura de António José Seguro, António Galamba considerou à Agência Lusa que o modelo de debate alcançado «está em sintonia com a tradição do partido e com o objectivo de fazer o debate» com os militantes.
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Assis admite que propõe «rupturas» que mexem com o PS
26 JUN 11 às 09:38Francisco Assis considerou «natural» o apoio da maioria dos presidentes de câmaras do PS a Seguro, reconhecendo que a sua candidatura «envolve rupturas» que mexem com o partido.
A candidatura de António José Seguro a secretário-geral do PS é apoiada pelos autarcas de 83 das 132 câmaras socialistas existentes no país, disse à agência Lusa um porta-voz oficial.

«Esta é uma candidatura de projecto que envolve algumas rupturas. É por isso natural que alguns dirigentes intermédios e autarcas, alguns deles há muito tempo no desempenho das suas funções, não se reconheçam inteiramente numa candidatura que visa modificar e alterar», afirmou.

Francisco Assis falava aos jornalistas à margem da apresentação da sua candidatura a secretário-geral do PS, que decorreu numa sala da Arena d'Évora, com a presença de cerca de 60 militantes do partido.

Para o candidato à liderança dos socialistas, a revisão programática que preconiza, nomeadamente, as alterações no processo de escolha dos candidatos às próximas eleições autárquicas, «mexe com alguns sectores do PS que queriam que tudo continuasse na mesma».

«É uma candidatura de mudança. Não pode ter como referências fundamentais elementos que apostam muito na continuidade», acrescentou.
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Moção de Assis propõe racionalizar serviços do Estado

«Há muita racionalização que é possível fazer, há muita eficiência que se pode ganhar em todos os domínios do Estado Social» com a concentração de recursos, defendeu o sociólogo Rui Pena Pires, coordenador da moção, em conferência de imprensa.

Francisco Assis concorda com a extinção dos governadores civis. «É preciso fazer uma reforma, que estava aliás a ser feita e que tem de continuar, e o PS tem de ter disponibilidade para entendimentos com a actual maioria governativa para prosseguir esse esforço», defendeu.

Na moção, o candidato à liderança socialista assume que reconquistar a confiança das classes médias é um desafio que se apresenta ao agora maior partido da oposição.

«Algumas classes médias têm vindo a empobrecer nos últimos anos e de certa forma se afastaram eleitoralmente do PS», reconheceu.

Ao nível do funcionamento do partido, Assis propõe a realização de primárias com a participação de não militantes para a escolha dos candidatos do PS.

«Há uma certa relação de desconfiança dos cidadãos nos partidos e os partidos vivem um pouco afastados da sociedade», diagnosticou o ex-líder parlamentar socialista.

A proposta seria para aplicar já nas próximas autárquicas, daqui a dois anos.

António José Seguro, o outro candidato à sucessão de José Sócrates, também entregou esta quarta-feira a moção que vai levar ao próximo congresso do PS, mas não falou com os jornalistas.


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