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De ... a 5 de Julho de 2011 às 12:53
Assis e Seguro fazem três debates antes das eleições para liderança do PS
, dois para militantes e um numa televisão, antes da eleição para secretário-geral do PS.

Segundo António Galamba, director de campanha de António José Seguro, o primeiro frente-a-frente deverá ocorrer no próximo dia 12 na SIC-Notícias, seguindo-se debates em Lisboa (dia 13) e no Porto (dia 19), antes das eleições directas neste partido, que se realizarão nos dias 22 e 23 neste mês.

Em declarações à Agência Lusa, a deputada socialista Ana Catarina Mendes, directora da candidatura de Francisco Assis, lamentou o resultado alcançado.

«Dada a total indisponibilidade da candidatura de António José Seguro para a realização de um debate alargado no partido, entendemos que mal por mal mais vale haver poucos debates do que nenhum. Lamentamos que não haja a possibilidade de haver debates com os militantes nas federações de Braga e de Coimbra», afirmou Ana Catarina Mendes.

Já da parte da candidatura de António José Seguro, António Galamba considerou à Agência Lusa que o modelo de debate alcançado «está em sintonia com a tradição do partido e com o objectivo de fazer o debate» com os militantes.
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Assis admite que propõe «rupturas» que mexem com o PS
26 JUN 11 às 09:38Francisco Assis considerou «natural» o apoio da maioria dos presidentes de câmaras do PS a Seguro, reconhecendo que a sua candidatura «envolve rupturas» que mexem com o partido.
A candidatura de António José Seguro a secretário-geral do PS é apoiada pelos autarcas de 83 das 132 câmaras socialistas existentes no país, disse à agência Lusa um porta-voz oficial.

«Esta é uma candidatura de projecto que envolve algumas rupturas. É por isso natural que alguns dirigentes intermédios e autarcas, alguns deles há muito tempo no desempenho das suas funções, não se reconheçam inteiramente numa candidatura que visa modificar e alterar», afirmou.

Francisco Assis falava aos jornalistas à margem da apresentação da sua candidatura a secretário-geral do PS, que decorreu numa sala da Arena d'Évora, com a presença de cerca de 60 militantes do partido.

Para o candidato à liderança dos socialistas, a revisão programática que preconiza, nomeadamente, as alterações no processo de escolha dos candidatos às próximas eleições autárquicas, «mexe com alguns sectores do PS que queriam que tudo continuasse na mesma».

«É uma candidatura de mudança. Não pode ter como referências fundamentais elementos que apostam muito na continuidade», acrescentou.
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Moção de Assis propõe racionalizar serviços do Estado

«Há muita racionalização que é possível fazer, há muita eficiência que se pode ganhar em todos os domínios do Estado Social» com a concentração de recursos, defendeu o sociólogo Rui Pena Pires, coordenador da moção, em conferência de imprensa.

Francisco Assis concorda com a extinção dos governadores civis. «É preciso fazer uma reforma, que estava aliás a ser feita e que tem de continuar, e o PS tem de ter disponibilidade para entendimentos com a actual maioria governativa para prosseguir esse esforço», defendeu.

Na moção, o candidato à liderança socialista assume que reconquistar a confiança das classes médias é um desafio que se apresenta ao agora maior partido da oposição.

«Algumas classes médias têm vindo a empobrecer nos últimos anos e de certa forma se afastaram eleitoralmente do PS», reconheceu.

Ao nível do funcionamento do partido, Assis propõe a realização de primárias com a participação de não militantes para a escolha dos candidatos do PS.

«Há uma certa relação de desconfiança dos cidadãos nos partidos e os partidos vivem um pouco afastados da sociedade», diagnosticou o ex-líder parlamentar socialista.

A proposta seria para aplicar já nas próximas autárquicas, daqui a dois anos.

António José Seguro, o outro candidato à sucessão de José Sócrates, também entregou esta quarta-feira a moção que vai levar ao próximo congresso do PS, mas não falou com os jornalistas.


De Falar, prometer e ... fazer ?! Como?Quan a 5 de Julho de 2011 às 14:21
Militantes não podem ser exército silencioso a que se recorre apenas nas eleições, diz Assis
- Sol, 5 de Julho, 2011

O candidato à liderança do PS defendeu que os partidos devem abrir-se a uma maior participação independente e os próprios militantes socialistas não podem ser encarados como um exército silencioso a que se recorre apenas nas eleições.

Na sua primeira intervenção pública de sempre em Santa Maria da Feira, na segunda-feira, Francisco Assis afirmou que «estão enganados os que pensam que tudo mudará se se mudar apenas o secretário-geral do partido».

Referindo que nos últimos dois anos contactou de perto com as estruturas socialistas da generalidade do país, o candidato a líder do PS defende que «há uma mudança completa a fazer em quase todo o lado, porque há federações fechadas ao debate dos militantes e concelhias que só funcionam nas eleições».

Francisco Assis afirmou que os partidos devem funcionar como «grandes centros de debate político» e garantiu:
«Os militantes não podem ser vistos como um exército silencioso a que se recorre apenas em momentos de campanha eleitoral».

«Só seremos de novo respeitados se as pessoas virem o PS a discutir soluções concretas para os seus problemas», continuou o candidato.
«Só assim se pode contrariar a progressiva desconfiança dos cidadãos em relação à política em geral e aos partidos em particular».

Para Francisco Assis, as próximas eleições internas serão também uma oportunidade para escolher o «futuro eleitoral» dos socialistas.

«Vamos ter que renovar a maioria dos candidatos às autárquicas, fazer uma ampla revisão das nossas listas e é bom que o PS se prepare para essas eleições», explicou.

Um dos primeiros passos a tomar nesse sentido é defender o crescimento económico com base na investigação científica, recuperando as «décadas de atraso estrutural» que o país revela na sequência do desinteresse demonstrado para com as principais revoluções industriais;
a medida seguinte é «retomar a liderança do debate parlamentar» agora que «vem aí uma onda de ataque ao estado social» e que se impõe uma mudança para «evitar o seu desmantelamento».

Nesse contexto, Francisco Assis considera que a sanidade financeira nacional não obriga à extinção de municípios – o que «geraria uma reacção popular muito forte» tendo em conta que «o país não tem um número excessivo de concelhos» – e passará antes por valorizar a administração intermunicipal, «sobretudo no caso de autarquias com apenas 3.000 a 6.000 habitantes».

«Temos de facto que fazer um trabalho profundo a esse nível, mas assegurando que esse não se faz sem a intervenção dos autarcas», realçou o candidato.
«A agregação de freguesias é uma boa solução, mas devemos também resistir no apelo à intermunicipalidade».

Admitindo possuir «uma perspectiva muito negativa sobre a forma como as áreas metropolitanas se têm regido no plano nacional, dado que não há uma lógica verdadeiramente metropolitana subjacente à sua gestão»,
Francisco Assis reconhece, contudo, que «não estão criadas condições para realizar um referendo sobre o tema».
«Mas até isso é absurdo», acrescenta, a propósito da actual inviabilidade constitucional dessa consulta popular.
«No limite, podíamos restaurar a pena de morte sem referendo, mas instaurar a regionalização não podemos», concluiu.

Lusa/SOL


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