Quarta-feira, 6 de Julho de 2011

Para não cairmos no abismo

 

     A agência de 'rating' cortou em quatro níveis o 'rating' de Portugal para 'Ba2' devido ao risco de o País precisar de um segundo resgate. ... A Moody's explica esta revisão em baixa com dois factores. Por um lado, a casa de 'rating' argumenta que existe o risco crescente de Portugal precisar de um segundo pacote de empréstimos internacionais antes de conseguir regressar aos mercados com "taxas de juro sustentáveis" no segundo semestre de 2013.
    A Moody's indica também que existe uma "possibilidade crescente de a participação dos investidores privados [nesse segundo 'bailout'] ser imposta como pré-condição" de uma nova ronda de empréstimos internacionais, tal como está a ser estudado em relação à Grécia. (Notícia do DE)
    Os dirigentes europeus, incluindo o Banco Central Europeu, têm mais medo das agências de notação do que dos bancos. Estas dispõem de um enorme poder na zona euro que não dispõem em nenhum outro lugar. ... O Banco Central Europeu está a delegar as suas principais decisões políticas em agências de notação de risco (americanas), que têm um desempenho terrível e que continuam a não ser minimamente responsabilizadas.    (Paul De Grauwe no Expresso, 2 Julho 2011, p. 30)
       De facto, a austeridade não compensa, bem pelo contrário. E como não podemos ficar eternamente dependentes de sucessivos pacotes de financiamento, sob condição de austeridade contraproducente, salta à vista que o primeiro passo para a saída da crise não é um pedido à UE e ao FMI para que tenham a bondade de nos deixar iniciar uma renegociação da dívida pública com os nossos credores.
      O primeiro passo para não cairmos no abismo só pode vir de um governo que rompa com a política de austeridade e a ditadura dos mercados financeiros, suspenda o pagamento da dívida e faça uma auditoria para decidir o montante e as condições da dívida que o País pode pagar.
      As esquerdas têm o dever de começar a preparar uma plataforma política alargada que proponha ao País um governo de ruptura com esta política económica suicida.
      Com o agravamento da crise, o aparecimento dessa alternativa faria acelerar a perda de legitimidade da actual coligação e criaria condições favoráveis a uma fractura da coligação governamental e à convocação de novas eleições. Os portugueses não vão esperar quatro anos de austeridade e privatizações para, do fundo do abismo, dizerem o que pensam.


Publicado por Xa2 às 08:01 | link do post | comentar

27 comentários:
De AGIOTAS não 'respeitam' LIXO de DIREITA a 6 de Julho de 2011 às 11:16
De: DIREITA Tuga em CHOQUE d' AGIOTAS a 6 .7.2011

A direita está em estado de choque

Estava convencida que as agências de notação são também de direita e enganou-se.
Agora a direita vai ter de comer do mesmo veneno que foi servido ao governo de Sócrates, já não se excita nem deita foguetes com as más notícias do mercado financeiro.

Resta agora esperar que o grande defensor dos mercados mude de opinião e use o seu Facebook para criticar as mesmas agências de notação que em tempos beatificou.

A Moody's só se enganou numa coisa, não é a dívida portuguesa que é lixo.


De AGIOTAS não 'respeitam' LIXO de DIREITA a 6 de Julho de 2011 às 11:17
De: DIREITA Tuga em CHOQUE d' AGIOTAS a 6 .7.2011

A direita está em estado de choque

Estava convencida que as agências de notação são também de direita e enganou-se.
Agora a direita vai ter de comer do mesmo veneno que foi servido ao governo de Sócrates, já não se excita nem deita foguetes com as más notícias do mercado financeiro.

Resta agora esperar que o grande defensor dos mercados mude de opinião e use o seu Facebook para criticar as mesmas agências de notação que em tempos beatificou.

A Moody's só se enganou numa coisa, não é a dívida portuguesa que é lixo.


De Neo-Liberal ideologia de Vampiros Agiota a 6 de Julho de 2011 às 14:17
De
Governo Neo-Liberal Penaliza Trabalhador
a 5 de Julho de 2011 às 10:55

Juros e dividendos não pagam crise. Só os salários.

"Esta exclusão dos juros e dividendos do imposto especial [metade do subsídio de Natal] foi confirmada por Vítor Gaspar ao «Jornal de Negócios», depois de no Parlamento, Passos Coelho ter garantido que todos os rendimentos estariam abrangidos pelo novo imposto."

Por Nossa Senhora!... Caro Passos Coelho!
Não prometa, faxavor, mais coisa nenhuma. Que os seus ministros, académicos do mais alto gabarito, puxam dos galões da ciência e estamos fo feitos com eles. E consigo.

Aqui está uma medida - esta do ministro das Finanças - que os capitalistas, os que vivem de rendimentos, de dividendos e de juros, aplaudem.
- Então quem paga a crise?
- Quem vive do salário, dos rendimentos do trabalho.

É uma decisão que, a confirmar-se, penaliza o trabalho e favorece o capital. E contraria a promessa feita na AR dois dias antes pelo 1ºM.

Será uma decisão genuinamente neoliberal, do ministro que revelou aos media ser um grande admirador de Milton Friedman (“O economista que mais admiro é Milton Friedman”).

Que defende o neoliberalismo? "Liberdade económica", "desregulamentação", "monetarização da economia", Estado fora da economia, Estado mínimo.
Frases bonitas. Que os media, os jornalistas e analistas por conta, tornaram muito simpáticas. Tão simpáticas que até dá mesmo vontade de votar nelas. O pior são as consequências. Com tais ideias, os muito ricos ficam muito mais ricos e os menos ricos muito mais pobres. Não é que os mais ricos desejem empobrecer as classes médias ou os trabalhadores mas para enriquecerem ainda mais têm de ir buscar o dinheiro a alguém. Que é que hão-de fazer, coitados?!

O guru da escola de Chicago, e um dos mais célebres economistas do sec XX, Milton Friedman, não era nenhum reaccionário, mas a sua teoria económica era muito apreciada pela mais alta finança e pelos políticos de extrema direita, seus representantes. Não foi por acaso que Friedman foi consultor económico de Barry Goldwater, o candidato da extrema direita republicana à presidência dos EUA, em 1964, que felizmente foi derrotado por Johnson. Não foi por acaso que Pinochet seguiu os seus conselhos quando, em 1975, Friedman foi ao Chile explicar como resolver a crise económica. E, seguindo a sua doutrina, Pinochet venceu a crise mas com um pequeno senão, lançou milhões de chilenos na miséria. Milton Friedman também foi muito estimado por Reagan o presidente norte-americano da viragem do sistema financeiro mundial para a desregulamentação que culminou na apoteose da grande crise mundial de 2008/2009, crise que continua, como os vulcões, em estado entre o larvar e o explosivo.

Com o tempo vamos todos ver melhor o que é o "neoliberalismo", bandeira que Passos Coelho, não sei se com plena consciência, ufano, iça a mãos ambas.

Etiquetas: Cortes de Passos Coelho, Milton Friedman, neoliberalismo., Vitor Gaspar
# posted by Raimundo Narciso, 4.7.2011,PuxaPalavra


De AE tem de agir contra Mercados e Agência a 6 de Julho de 2011 às 14:24
De
inacção da UE e 'Mercados são o Problema
a 5 de Julho de 2011 às 10:50

Até um economista percebe que "OS MERCADOS" NÃO SÃO a "nossa" SOLUÇÃO !

"Se a União Europeia não nos emprestar mais dinheiro, se continuar a acreditar que os mercados vão resolver o problema, estamos arrumados.
Eu não acredito que os mercados resolvam o problema, pelo contrário, vão agravá-lo",
acrescentou José Silva Lopes.

Estou estupefacto. Pasmado! Então um ex-ministro das Finanças e ex-governador do banco de Portugal não acredita n' Os Mercados ? Então acredita em quê? Na ciência?

Desculpe-me, caro Silva Lopes, mas permita-me que o aconselhe: fale com Pedro Passos Coelho e com Victor Gaspar ou até com "o Álvaro". Eles explicam. Eles sabem. Os mercados é que sabem. E que mandam. E se os rapazes não forem os rapazes dos mercados como é que eles se poderão aguentar?

"Portugal é diferente da Grécia?
Não é não. Só somos um bocadinho melhores que a Grécia nas finanças públicas.
Não tenhamos dúvidas. Se acontecer alguma coisa na Grécia, nós somos logo a seguir", disse.

«Silva Lopes disse ainda que, na sua opinião, os 78 mil milhões de euros que Bruxelas e o Fundo Monetário Internacional (FMI) acordaram emprestar a Portugal é "largamente insuficiente" e que
"a União Europeia tem de arranjar novos esquemas para apoiar países, nomeadamente Portugal",
caso contrário o problema só se vai agravar.»

«"A União Europeia até agora não tem estado a arranjar uma solução capaz, tem empurrado os problemas uns meses para a frente, e não mostra nenhuma vontade para o fazer", afirmou Silva Lopes,
considerando mesmo como um dos maiores riscos para Portugal a falta de apoio da parte da União Europeia ao esforço realizado nos países em dificuldades, como Portugal.»

Silva Lopes defendeu ainda que Portugal tem, para já, de "cumprir o acordo com a “troika”, por muito duro que ele seja",
que apesar de não garantir uma saída da crise, é uma "condição necessária".
____________
Nota: A insinuação do título é apenas uma torpe blague que pretende atingir apenas os "economistas por conta".

Etiquetas: a dívida, a Grécia, Silva Lopes
# posted by Raimundo Narciso , PuxaPalavra, 4.7.2011
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De
NÃO a 'Golpe d'Estado ultra-Neo-Liberal'
a 5 de Julho de 2011 às 11:51

O austeritarismo não passará !
[ DEMOCRACIA REAL, Ya ! ]

Um aspecto em aberto é o de saber se o liberalismo anti-igualitário e conservador deste Governo será ou não democrático.
Parece-me significativo que Passos Coelho tenha nomeado como seu assessor político alguém que considero ser o nosso mais talentoso crítico da democracia: o meu amigo e ex-aluno Miguel Morgado. Uma das ideias fortes do Miguel é a de que

"todos os Governos funcionantes são autoritários" e que, em democracia, não é possível a existência de autoridade.
Isso leva-me a pensar que a grande tentação do actual Governo, no seu afã de ser "funcionante", consistirá em invocar uma espécie de estado de emergência - a lembrar Carl Schmitt -
devido à ameaça de bancarrota, impondo autoritariamente à sociedade portuguesa uma liberalização radical da economia e das funções sociais do Estado, muito para além do memorando de entendimento e contra o espírito da Constituição.
Para isso não será necessário um golpe de Estado no sentido clássico.
A invocação da absoluta excepcionalidade do momento será suficiente, desde que os restantes órgãos de soberania, em especial o Presidente, deixem passar a procissão. (João Cardoso Rosas, DE)
(- por Jorge Bateira, Ladrões de Bicicletas, 4.7.2011)


De ''Mercados'' e neoLiberais ARRUINAM País a 6 de Julho de 2011 às 14:46
AS MALFEITORAS DO RATING E O DILEMA

Esta última malfeitoria de uma das "malfeitoras do rating", apresentada publicamente com a mesma ligeireza com que um borda-de-água de trazer por casa diria ", amanhã vai chover", reveste-se de uma singular exemplaridade.

De facto, desde a direita mais institucional , com os seus partidos à frente, até aos mercenários bem falantes dos poderes fácticos e aos economistas pernósticos estrangulados em números preconceituosamente seleccionados, todos com maior ou menor habilidade,
quando as "malfeitoras do rating", na vigência do governo do PS, com menor ou maior subtileza, diziam ou davam a entender que a culpa das agressões que estávamos a sofrer era apenas de um governo exangue e sem credibilidade, sem o prestígio suficiente para conquistar o apreço dos senhores mercados.

E permitiam-se até deixar fugir uma leve sugestão de que numa Europa regida pelo PPE só os seus braços portugueses ( ou seja, a direita, através do PSD e do CDS) reuniam condições para verdadeiramente serem acolhidos com carinho pelos irmãos de Berlim, Paris e Bruxelas.

E as eleições legislativas foram abordadas nesse registo de alarme.
Se o PS fosse o partido mais votado, seria um desastre. E o PS não foi o partido mais votado.
Se a direita não tivesse maioria absoluta, seria um desastre. E a direita teve maioria absoluta.
Se a direita se não entendesse facilmente para formar um Governo, seria um desastre.
E a direita entendeu-se facilmente para formar governo.
E mais do que isso, movida pelo narcisismo de quem se sente seduzida por si própria, a direita resolveu prestar vassalagem à "troika" da maneira mais solícita que julgou haver :
seguir a lógica da "troika" para ir além dela; ser submissa perante ela, excedendo-a.

E quando o afilhado do Sr. Engº Angelo Correia, rodeado dos seus engomados ministros e das suas escassas ministras, se aprestava a receber os doces agradecimentos e aplausos da finaça internacional, calorosa no apoio à prestação dos seus intérpretes, eis que uma "malfeitora do rating" rompe com tudo o que era esperado e zás:
assesta mais um golpe na economia portuguesa, mordendo-a com ligeireza e ferocidade.
As matilhas elogiosas que têm vindo a rodear o novo poder passaram por um arrepio de receio.
O Pedro, o Miguel, o Vítor e o Álvaro, olharam-se como jovens a quem roubaram um berlinde. O oráculo de Belém murmurou uma frase enigmática. Os periquitos telivisivos de serviço ficaram entupidos.

Um dilema novo instalou-se irremovivelmente no nosso quotidiano:
ou o nosso governo, de uma direita previsível, neoliberal e engomada, é considerado pelos seus congéneres europeus e pelos expoentes da finança internacional, uma circunstância irrelevante;

ou a causa dos ataques, que vinham sendo desferidos contra Portugal na vigência do governo anterior, não estava nesse governo, mas nos instintos predatórios das "malfeitoras do rating" e dos seus aliados.

(- por Rui Namorado , OGrandeZoo)


De GoldenShares, LIXO e TRAIDORES NeoLibera a 6 de Julho de 2011 às 15:00
Vampiros AGIOTAS Traidores NeoLiberais (tugas, da UE e internacionais) desmantelam/ ARRUINAM a economia e a sociedade Portuguesa e da UE.

-Sacrificámos as golden shares em troca de quê?

Que é que Portugal ganha com o harakiri que o Governo acaba de fazer na questão das golden shares?
Qual é a vantagem de termos um Ministro das Finanças que faz questão em aparecer como pau-mandado de Durão Barroso e do directório do Tribunal dos grandes?
E qual é a pressa, que raio de soberania é esta?
O Governo de Sócrates, ao menos, resistiu enquanto pôde. honra lhe seja.
Porque não vale a pena disfarçar:
a partir de agora, como logo destaca a agência chinesa Xinhua, without golden shares, any national or foreign investor would be able to buy these companies.

Esse é que é o problema, o resto é areia que se atira para os olhos das pessoas.
Não vale que o Tribunal Europeu decidiu está decidido. Que não é assim, por exemplo, com a França, a Alemanha, a Itália, e muito menos com o Reino Unido.
Em França, assisti a isso, nem são precisas golden shares:
sempre que se perfila a possibilidade de uma grande empresa francesa ser comprada por estrangeiros, o Ministro respectivo chama lá os interessados e diz-lhes:
"Não queremos, parece mal, bem sabemos que têm esse direito, mas nós não gostamos de Vocês se fizerem isso, acabou-se e livrem-se de insistir".

Os grandes da Europa, que o Tribunal Europeu protege,
os "padrinhos", de que Durão Barroso é o homem de confiança, resolvem assim o problema das suas empresas estratégicas:

com uma "proposta" que ninguém pode recusar".

Os pequenos, todos (Portugal estava até agora bem acompanhado) fazem resistência passiva, promovem a reestruturação desses direitos especiais, invocam um interesse estratégico fundamental.

A pressa do Governo Passos Coelho em agradar a Bruxelas chega a parecer obscena. E sobretudo não serve para nada.

Horas depois do anúncio de Víctor Gaspar e das justificações esfarrapadas que arranjou estava uma agência de rating a atirar-nos para o lixo.

Roma não paga a traidores.


-por José Teles em ''ABoiada'', 2011.7.6. Etiquetas: "apagada e vil tristeza", golden shares, Governo, UE


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 6 de Julho de 2011 às 12:15
O problema, o verdadeiro problema, está se as tais Agências têm razão... e o risco, de quem agora empresta o dinheiro não o vir a receber, é real...
Porque com as políticas e políticas económicas-financeiras que têm vindo a ser implementadas, quer em Portugal quer na Europa, quer por este governo quer pelo anterior, que são políticas acéfalas e de submissão aos grandes especuladores da finança mundial, o mais certo é a porcaria das Agências até terem razão.
Quando não se produz riqueza (mais valias) é impossivel crescer... E nunca ninguém conseguiu pagar o que deve pedindo dinheiro emprestado a juros ainda mais altos do que os anteriores empréstimos... E se ninguém conseguiu pagar usanda este anormal e suícida sistema de endividamento, Portugal também não vai conseguir pagar o que deve. Não basta querer pagar, é preciso ter com que pagar... E os nossos credores não aceitam pagamentos «em géneros» querem tudo, os bens que temos e os que não temos e ainda o nosso «corpinho»...
Temos que dizer basta. Por um travão a este definhar.
E não o podemos fazer sózinhos. Tem que ser numa única voz. A Europeia. Mas a Europa como um todo não existe. Só quando convém aos «ricos» da Europa, a que podemos simbólicamente chamar de «Alemanha». Mas por este andar a Europa (UE) está condenada e a Alemanha irá por arrasto pois não terá quem lhe queira comprar os «Mercedes» e as «Telefunkens»...
Só a riqueza dos nossos parceiros poderá garantir a nossa prosperidade futura porque ninguém é nada sózinho, nem mesmo a «Alemanha».


De Abuso do Poder Financeiro neoLiberal a 6 de Julho de 2011 às 15:12
PODER

O governo tenta agora discutir com as agências de notação, argumentando que está a desenhar políticas consensuais a pensar nos melhores interesses dos chamados mercados.
Esforço inglório porque não estamos no domínio de qualquer racionalidade comunicativa, mas sim no domínio do puro exercício de poder.

Quem aceita e até naturaliza uma configuração institucional que potencia a afirmação do poder financeiro, quem se deixa submeter e isolar, perde sempre.
Como sublinha José Reis,
as agências de rating “são insaciáveis porque o que preconizam é pôr mais crise em cima da crise”.
Fica a lição:
“Espero que o Governo veja que não vale a pena apostar só na austeridade.
Tomou uma medida tão violenta, como o imposto extraordinário, e a agência de rating marimbou-se nisso.
Foi um balde de água fria para o Governo”.

-por João Rodrigues, 6.7.11, Ladrões de Bicicletas
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Erro vital

Vital Moreira, em plena versão ordoliberal da “economia zumbi”, repete pela enésima vez o mesmo erro:
pensar que a “crise das finanças públicas” é causa do nosso problema económico, quando é precisamente sua consequência, como já aqui argumentei.
Está tudo trocado e por isso Vital tem de recorrer à versão hiper-voluntarista da confiança, que partilha com o governo das direitas, o governo do destrutivo “programa robusto e sistémico de ajustamento” feito a pensar nos mercados, verdadeiro pensamento mágico, sem qualquer base empírica, de que o PS se terá de livrar.
O LIXO é este consenso político.

Pede-se então um pouco mais de rigor, se faz favor:
baseado em inquéritos às empresas, o próprio Banco de Portugal tem indicado que é a perspectiva de evolução da procura que condiciona o investimento e, secundariamente, o acesso ao crédito.
A austeridade, em nome de um suposto saneamento das finanças públicas, deprime a procura interna, e não há exportações que a compensem num contexto em que os países com excedentes se mantêm apostados em tentar mantê-los.
Assim se promove a quebra de rendimentos, o desemprego e a fragilização financeira dos agentes económicos,
gerando, em círculo vicioso, novos problemas nas finanças públicas e cada vez maior relutância na concessão do crédito.

É preciso que sejam os poderes públicos nacionais e europeus a promover a retoma, claro, estimulando a procura e logo a confiança.
A fase ascendente do ciclo económico e um pouco de inflação, o sal do crescimento, associadas a um combate ao “Estado fiscal de classe”, permitirão tratar das finanças públicas.
A experiência das economias desenvolvidas com as dívidas de guerra, pagas na medida do crescimento que resultou da instituição de economias mistas no pós-guerra, indica isso mesmo.

Nos raros casos em que a austeridade resultou nos termos de Vital, as economias dispunham da possibilidade de desvalorização cambial e/ou de reduzir as taxas de juro, o que não está ao nosso alcance.
Pelo contrário, os sinais dados pelo BCE nesta matéria são terríveis.
Precisamos de tempo. Para ganharmos tempo, precisamos de enfrentar o constrangimento europeu com a arma das periferias, a ameaça de reestruturação da dívida liderada pelos devedores, e obter uma reconfiguração da forma de financiamento dos Estados periféricos: euro-obrigações.

Sem reformas deste tipo, estamos condenados a mais uma década perdida em termos de crescimento e a assistir à abertura de fracturas sociais cada vez maiores.
As consequências da economia zumbi são selectivamente letais.

Postado por João Rodrigues


De Neo-indignados a 7 de Julho de 2011 às 11:29
Pouca vergonha

Quem hoje viu televisões ou leu jornais constatou que muita gente que no passado pregava o respeito pelas agências de rating
chama-lhes agora bastardos, os que diziam que com Sócrates Portugal ia à bancarrota descobrem agora que a bancarrota até pode ser uma bênção para a economia,
os que dantes se excitavam com a descida do rating queixam-se agora de terem levado um murro no estômago, os que acusavam Sócrates de todos os males e condenavam a sua estratégia europeia
acham agora que o problema é da Europa, já só falta mesmo vermos Cavaco Silva vir
questionar os mercados, os mesmos que ele santificava quando o PSD não estava no poder.

É mais do que óbvio que o que move muita desta gente é o poder pessoal,
não são os interesses do país nem qualquer preocupação com os portugueses.


De .P.Santo Guerreiro, Jornal Negócios!! a 7 de Julho de 2011 às 11:34
You bastards

«Choque. Escândalo. Lixo. Resignação? Não. Mas sim, lixo, somos lixo. Os mercados são um pagode, e nós as escamas dos seus despojos.

Isto não é uma reacção emotiva. Nem um dichote à humilhação. São os factos. Os argumentos. A Moody's não tem razão. A Moody's não tem o direito. A Moody's está-se nas tintas. A Moody's pôs-nos a render. E a Europa rendeu-se.

As causas da descida do "rating" de Portugal não fazem sentido. Factualmente. Houve um erro de cálculo gigantesco de Sócrates e Passos Coelho quando atiraram o Governo ao chão sem cuidar de uma solução à irlandesa. Aqui escrevi nesse dia que esta era "a crise política mais estúpida de sempre". Foi. Levámos uma caterva de cortes de "rating" que nos puseram à beira do lixo. Mas depois tudo mudou. Mudou o Governo, veio uma maioria estável, um empréstimo de 78 mil milhões, um plano da troika, um Governo comprometido, um primeiro-ministro obcecado em cumprir. Custe o que custar. Doa o que doer. Nem uma semana nos deram: somos lixo.

As causas do corte do "rating" não fazem sentido: a dificuldade de reduzir o défice, a necessidade de mais dinheiro e a dificuldade de regressar aos mercados em 2013 estão a ser atacadas pelo Governo. Pelo País. Este corte de "rating" não diagnostica, precipita essas condenações. Portugal até está fora dos mercados, merecia tempo para descolar da Grécia. Seis meses, um ano.

Só que não é uma questão de tempo, é uma questão de lucro, é uma guerra de poder. Esta decisão tem consequências graves e imediatas. Não apenas porque o Estado fica mais longe de regressar aos mercados. Mas porque muitos investidores venderão muitos activos portugueses. Porque é preciso reforçar colaterais das nossas dívidas. Porque hoje todos os nossos activos se desvalorizam. As nossas empresas, bancos, tudo hoje vale menos que ontem. Numa altura de privatizações. De testes de "stress". Já dei para o peditório da ingenuidade: não há coincidências. Hoje milhares de investidores que andaram a "shortar" acções e dívidas portuguesas estão ricos. Comprar as EDP e REN será mais barato. Não estamos em saldos, estamos a ser saldados. Salteados.

Portugal foi um indómito louco, atirou-se para um precipício, agarrou-se à corda que lhe atiraram. Está a trepar com todas as forças, lúcido e humilde como só alguém que se arruína fica lúcido e humilde. Veio a Moody's, cuspiu para o chão e disse: subir a corda é difícil - e portanto cortou a corda.

Tudo isto não é por causa de Portugal, é por causa da guerra entre os EUA e a Europa, é por causa dos lucros dos accionistas privados e nunca escrutinados das "rating". Há duas semanas, um monumental artigo da jornalista Cristina Ferreira no "Público" descreveu a corrosão. Outra jornalista, Myret Zaki, escreveu o notável livro "La fin du Dollar" que documenta o "sistema" de que se alimentam estas agências e da guerra dólar/euro que subjaz.

Ontem, Angela Merkel criticou o poderio das agências e prometeu-lhes guerra. Não foi preciso 24 horas para a resposta: o aviso da Standard & Poors de que a renovação das dívidas à Grécia será considerado "default" selectivo; a descida de "rating" da Moody's para Portugal.

Estamos a assistir a um embuste vitorioso e a União Europeia não é uma potência, é uma impotência. Quatro anos depois da crise que estas agências validaram, a Europa foi incapaz de produzir uma recomendação, uma ameaça, uma validação aos conflitos de interesse, uma agência de "rating" europeia. Que fez a China? Criou uma agência. Que diz essa agência? Que a dívida portuguesa é A-. Que a dívida americana já não é AAA. Os chineses têm poder e coragem, a Europa deixou-se pendurar na Loja dos Trezentos... dos americanos.

Anda a "troika" preocupada com a falta de concorrência em Portugal... E a concorrência ente as agências de "rating"? Há dois dias, Stuart Holland, que assinou o texto apoiado por Mário Soares e Jorge Sampaio por um "New Deal" europeu, disse a este jornal: é preciso ter os governos a governar em vez das agências de 'rating' a mandar.

Não queremos pena, queremos justiça. A Europa fica-se, não nos fiquemos nós. O Banco Central Europeu tem de se rebelar contra esta ditadura. Em Outubro, o relatório do Financial Stability Board, que era liderado por Mário Draghi, aconselhava os ban


De Economia-políticas ALTERNATIVAs a 7 de Julho de 2011 às 11:58
Recordar é viver

[ Moody Swings (imagem de gui castro felga)]

Agora que os que dirigem o cortejo fúnebre da economia portuguesa falam de imoralidade e de ABUSO por parte das agências de notação, quando antes nos aconselhavam, liderados pelo cangalheiro Cavaco, a não discutir com os "MERCADOS", é tempo de recordar:

Neste momento, as três mais importantes agências de notação financeira, precisamente as aqui denunciadas, noticiam e divulgam, diariamente, classificações de rating que, com manifesto exagero e sem bases rigorosamente objectivas, PENALIZAM os interesses portugueses, originando uma subida constante, dos juros da dívida soberana.

---- José Reis, José Manuel Pureza, Manuela Silva e Manuel Brandão Alves, ''Introdução ao texto da DENÚNCIA facultativa (entregue na PGR e petição pública) CONTRA três agências de rating'', Abril de 2011 (http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2011/04/agencias-de-rating-texto-da-denuncia.html )

É notável que as avaliações de agências que se celebrizaram por cometer erros do tamanho desta crise sejam agora utilizadas para justificar o regresso às políticas que nos trouxeram ao Estado actual.

---- José Gusmão, ''AAA em descaramento'', Janeiro de 2010. ( http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2010/01/aaa-em-descaramento.html )

No momento em que os Estados se endividam na tentativa de resolver os problemas criados, em parte, por estas agências, estas cortam, ou ameaçam cortar, a sua notação, dificultando a resposta à crise.

---- Nuno Teles, ''O opaco preço da liberalização financeira'', Janeiro de 2009. ( http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2009/01/o-opaco-preo-da-liberalizao-financeira.html )

É INACEITÁVEL que o Governo de Portugal continue a tomar decisões como se as empresas financeiras que "dão notas" aos Estados ainda tivessem, elas próprias, alguma credibilidade.
Como se tudo estivesse a funcionar segundo a normalidade NEOLIBERAL e a auto-regulação em que Greenspan acreditava não nos tivesse levado ao DESASTRE.

---- Jorge Bateira, ''O país tem fraca reputação, diz o ministro'', Outubro de 2008. ( http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2008/10/o-pas-tem-fraca-reputao-diz-o-ministro.html )

(-por João Rodrigues, Ladrões de Bicicletas, 7.7.2011)


De Mov. NEO-Liberais INDIGNADOS ... a 7 de Julho de 2011 às 12:10
O movimento dos neo-indignados

Nasceu ontem, desde que se soube que a Moody’s nos reduziu a lixo, um novo movimento: o dos neo-indignados. ( só agora ? !!! )

Ele é o Presidente, ele é Passos Coelho, ele são os banqueiros, eles são os comentadores da TV… São todos.
Até a madrinha alemã e as suas primas da Europa fazem chegar postaizinhos de PÊSAMES.
Todos achavam ontem que as agências de rating desempenhavam uma função, ou pelo menos que faziam parte da paisagem.
Pedro Guerreiro falou por todos eles, escreveu em bom português o manifesto dos neo-INDIGNADOS.

A reacção lembra a do cônjuge traído – “dei-lhe tudo e agora isto?”
Pois é, eu compreendo, ela é uma megera: foram anéis, contas bancárias, casas de férias e agora que acha que não vais conseguir pagar as dívidas vai-se embora – oh mercados ingratos!

Mas agora falando a sério para os neo-indignados. Digam lá:
não chega já de BRINCAR ao bom aluno
para de passagem nos fazer ENGOLIR como terapia de choque o vosso PROGRAMA
de (privatização) abertura aos NEGÓCIOS do espaço da provisão PÚBLICA,
de DESTRUIÇÃO do direito do TRABALHO e
dos direitos dos trabalhadores,
de consolidação dos PRIVILÉGIOS (duma minoria élitista nas grandes empresas e partidos do centrão... e tachos/reformas DOURADAS) com a reconstrução das barreiras de classe no acesso aos cargos públicos e privados, à escola, aos melhores espaços na cidade, a paraísos artificiais de férias permanentes na natureza?

(por José M. Castro Caldas, Ladrões de Bicicletas)


De Solução passa pela UE. a 7 de Julho de 2011 às 12:30
Bifurcação
(-por Miguel Cardina, Arrastão)

Tem graça:
depois de ter sido eleito um governo que não só promete cumprir o programa da "troika" mas "ir mais longe",
depois de nos terem dito que o melhor era não apontar as críticas aos mercados e às agências de rating porque isso escalava o nervosismo,
depois disso tudo e de mais umas quantas frases de antologia,
Portugal chega ao patamar do "lixo".

Ainda esta semana pude ver o Inside Job e dá bem para perceber como os critérios de cotação das agências de ratings são, no mínimo, duvidosos - e no máximo, CRIMINOSOS.
E é assim que cada vez mais temos pela frente um caminho que se bifurca:
ou aceitamos a AUSTERIDADE do modo como está ser imposta na Grécia
ou dizemos, como se escreveu num manifesto há uns meses atrás, que "o inevitável é INVIÁVEL".

tags: austeridade, criminalidade violenta, direita, futuros, portugal, vampirismo
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Ou somos mesmo europeus ou saímos do euro
(-por Daniel Oliveira, Arrastão, 6.7.2011)

...
Silva Lopes explicou, esta semana, que o único CAMINHO para as economias periféricas PASSA PELA EUROPA.
E avançou com duas propostas há muito defendidas por gente mais realista do que aqueles que acreditam que se fizermos muito esforço para destruir a nossa economia talvez nos safemos:
- a emissão de "eurobonds" e
- o aumento do orçamento da União, tratando ela mesma dos seus problemas.
Esta é a via de quem ainda tem ESPERANÇA que haja algum LÍDER europeu que QUEIRA realmente SALVAR a União Europeia.

João Ferreira do Amaral não tem grande fé nesta solução e defende a SAÍDA organizada de Portugal do EURO - foi uma das poucas vozes contra a nossa entrada que, de facto, tão desastrosa se revelou.
Se lermos o que escreveu então parece que estamos perante um visionário.

Podemos concordar com um ou com outro.
Mas são dos poucos economistas portugueses que se têm centrado, com seriedade, no debate que interessa fazer.
Gente que sabe que, mesmo com todos os erros que cometemos, NÂO È AQUI que as coisas estão a acontecer nem é aqui que elas serão resolvidas.
Não, não proponho que nos desresponsabilizemos da procura de soluções. É exactamente o contrário.

Proponho que assumamos, de uma vez por todas, que somos EUROPEUS, que esta crise é europeia e que temos o direito e o dever de dizer o que queremos da Europa.
Ou temos propostas à escala europeia ou nos preparemos para, de uma forma ou de outra, sair dela.
Já devíamos ter percebido que, se nos limitarmos a ser um "bom aluno", as coisas não nos correrão melhor do que até agora.



Estamos a tentar caminhar sobre a água. Mas nem com muita vontade, nem se corrermos o mais depressa que podermos, a água se transformará em coisa sólida. Só poderemos ficar no euro se o euro for uma coisa diferente. E para ser uma coisa diferente temos de abandonar este estúpido servilismo, procurar aliados e ir à luta. Se for para continuar como está, é para sair da moeda europeia que temos de nos preparar. Porque sair será bom para nós? Claro que não. Será uma tragédia dificil de imaginar. Mas pelo menos poderemos decidir alguma coisa sobre o que fazer no dia seguinte.


De .BASTA de inacção sr.Barroso/ CE !!! a 7 de Julho de 2011 às 14:09
------------ Bemvindo ao clube... II
[-por AG, CausaNossa, 7.7.2011]

Ao PR Cavaco Silva, que hoje, finalmente, reconhece que as agëncias de rating merecem ser atacadas e reguladas, engulindo assim a indulgência que antes lhes prodigalizou.

E engulindo também as críticas injustas e paroquiais que dirigiu aos que, como o anterior governo socialista e muitas outras vozes, socialistas e não só (incluindo eu),
há muito exigiam controlo e responsabilização destes abutres da especulação.

---------- A receita neo-liberal só tem agravado a crise

Há dois dias de manhã, no Conselho Superior da ANTENA UM, expressei a esperança de que a presidência polaca da
UE ajude a contrabalançar o poder do eixo franco-alemão que NÃO tem contribuído para RESOLVER a crise.
Critiquei mais uma vez a forma como a União Europeia tem respondido à crise grega,
crise a que Portugal obviamente não poderia imunizar-se, por mais que se quisesse apresentar o nosso país como "bom aluno" da receita neo-liberal -
como o criminoso ataque da Moody's e outras agências contra o "rating" da Republica logo nesse mesmo dia fulminantemente demonstrou.

Igualmente concordei (com Jorge Sampaio e outras figuras europeias) que
a SOLUÇÃO para a crise europeia passa por um “ NEW DEAL ” que inclua um esquema de mutualização da dívida europeia. ...

( e + um orçamento comum, + um imposto sobre as transações financeiras, + a criação de uma Agência de rating europeia, + responsabilização e criminalização da actuação das Agências de rating americanas, + ... )


De .ou BASTA ou é a CATÁSTROFE da UE e Port a 8 de Julho de 2011 às 10:10
Sendo Políticamente Incorrecto

Portugal caminha para a bancarrota ... E dela não se pode livrar sozinho.

Podem chorar, gritar agora todos os "nossos" políticos contra a Moody's e congéneres.
O Primeiro Ministro pode dizer que levou um murro no estômago.
Barroso pode também espernear em Bruxelas, que nada parará o nosso deslizar para o abismo, certamente juntos com a Grécia e outros mais em breve.

É terrível a situação.
Pode este governo continuar a cortar mais rendimentos salariais, enviar mais gente para o desemprego e para a miséria que não é, deste modo, que se estanca a situação, dando-lhe novo rumo.
Pode continuar com mais planos com a Tróica que diz vai cumprir à risca e até acelerar no pedal.
Não é por aí.

Como escreve hoje V.S.Marques no DN
"Censurar a Moody's pelas suas notas, é a mesma coisa que criticar o lacrau por inocular veneno.
Ambos fazem aquilo que está na sua natureza."

O Problema de Fundo, como aqui já escrevi, é que
não temos uma Europa com políticas, medidas e actuação
sobretudo no domínio financeiro que contrariem esta situação DIZENDO aos ''MERCADOS'' financeiros BASTA.


Etiquetas: mercados financeiros., políticos nacionais e europeus
# posted by Joao Abel de Freitas , PuxaPalavra

Também li o artigo do V.S.M que chama a atenção para que nesta altura
precisaríamos de "lucidez e coragem à frente do Governo de Portugal,
para dizer a Berlim e a Bruxelas, que
"os remédios" e "as regras do jogo" que estão a ser seguidos conduzem a União Europeia e não apenas Portugal, a uma catástrofe".


De Recomendações do Parlam.Europeu a 8 de Julho de 2011 às 10:20
Crise: EVITAR que a Europa MORRA da cura

[Publicado por AG, CausaNossa, 8.7.2011]

Procurei alertar contra a receita perversa da Comissão e Conselho, esta semana, em debate no plenário do Parlamento Europeu .
Discutiamos o importante 'relatório da socialista francesa Pervenche Berès', intitulado
"A crise financeira, económica e social – recomendações referentes às medidas e iniciativas a tomar",
que aponta caminhos e faz propostas para um NEW DEAL para salvar a Europa da crise.

O Governo português fazia bem em estudar, de fio a pavio, este fundamental relatório, ontem aprovado por larga convergência no Parlamento Europeu,

para nele se amparar a fim de melhor defender os interesses portugueses e da União Europeia,

face às desastrosas prescrições da Comissão Europeia e dos seus parceiros no Conselho.


De União contra a Matilha d'Agiotas e Agenc a 8 de Julho de 2011 às 10:55
Felizmente Sócrates foi embora

«Passos Coelho reagiu: "Um murro no estômago."
Também Cavaco Silva sentiu que não havia "a mínima justificação" para a classificação dada a Portugal.

Aleluia, assinale-se que se alargou o leque dos que ficam sem fôlego com as intenções ínvias de uma agência de rating.
"Lixo!", é o que a Moody's diz que somos.
Anote-se, não porque a Moody's seja séria, mas porque é muito influente.
Vamos ter de viver com ela, e as da MATILHA.

A boa notícia é que José Sócrates já se foi embora. Ajuda muito. Até agora ele era aquela árvore que tapava a floresta das Moody's. A culpa era dele, só dele, dizia-se, e boa parte de Portugal andava encandeado com essa culpa.

Agora já quase todos conseguimos ver a rataria das agências - é um passo em frente.
O perigo seria que o PS, ressabiado pela animosidade anterior dos adversários, quisesse pagar com a mesma moeda. Felizmente, isso, que seria uma estupidez, não parece ser intenção do PS.

Podemos ter, agora, uma opinião nacional, que deve ser transformada em vontade comum.
Ter uma causa comum contra as agências de rating (como tem sido, em Espanha, desde o Rei, passando pelos dois maiores partidos, até aos jornais de direita e de esquerda) é bom.

Não que sirva de grande coisa, de tal modo a teia nos é exterior.
Mas é sempre bom quando o óbvio se torna universal e poupamos em falsos combates.
Desde esta semana, Portugal está mais adulto.»

[DN, Ferreira Fernandes]via OJumento


De Especul, inflac,Taxas d Juro ''euribor'' a 8 de Julho de 2011 às 10:39
O outro imposto sobre os portugueses

BCE sobe taxas de juro de referência para 1,5 por cento

Deixa lá ver se percebo.
Toda a Europa embarcou, de forma mais ou menos violenta, nas políticas de AUSTERIDADE, que envolvem REDUÇÃO, indirecta ou directa, dos SALÁRIOS.

Entretanto, devido à ESPECULAÇÃO nos MERCADOS de matérias-primas, o preço destas aumentou, dando origem a um ligeiro aumento da INFLAÇÃO na zona euro.

O BCE, com o quintal da zona euro a arder, toma este aumento da inflação como o maior risco que a economia europeia enfrenta, já que poderia dar origem a uma espiral inflacionista (não se percebe como, com os salários a cair).

AUMENTA, por isso, as TAXAS de JURO para reduzir o crédito na zona euro e refrear o crescimento económico (que crescimento económico?), reduzindo a procura e estabilizando os preços.

Os efeitos RECESSIVOS são agravados para os países onde as famílias e empresas estão fortemente ENDIVIDADOS, como Portugal.

Isto parece fazer tão pouco sentido que qualquer leitor duvidará do parágrafo anterior.
De certeza que existirão outros motivos para tal comportamento.
Motivos mais racionais. Tem razão.

O que o BCE está a fazer não é mais do que DEFENDER os interesses FINANCEIROS da zona euro, cujo principal inimigo é sempre a inflação - na medida que desvaloriza os activos financeiros -,
e proteger a sobrevalorização do euro nos mercados internacionais,
tornando os "investimentos" europeus em dólares mais baratos e protegendo o papel do euro enquanto moeda de reserva internacional concorrente do dólar.

Talvez nunca tenha sido tão clara a divergência entre os INTERESSES do capital FINANCEIRO e os do resto da ECONOMIA.

(-por Nuno Teles, Ladrões de Bicicletas, 8.7.2011)


De .ANTi-Agiotas InJustiças e Burlões a 8 de Julho de 2011 às 11:06
Criemos o (Movimento ou) Partido Anti-Agiotagem e Injustiça ( MAAGI ) ou a União (de Europeus) Anti-Injustiça (UAI)


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