27 comentários:
De detectives privados a 29 de Novembro de 2011 às 01:56
boa noite muito obr! adorei ver aquela entrada é da moda, pachei a ser membroa 100% desse blog.. cumprs


De Afonso a 3 de Agosto de 2011 às 13:16
Mas então quem vai pagar agora a 14 anos?juros mais baixos mas com o dobro dos anos vai empenhar outra geração e no fim mais milhões para os agiotas!
E depois lá vem mais orçamentos a carregar no povinho para pagar aos abutres,isto vai ter de dar uma volta,ou a bem ou a mal!


De .Desagravar Juros e a Dívida Pública. a 14 de Julho de 2011 às 12:55
Portugal pode poupar mais de 500 milhões por ano

«Os líderes europeus abriram ontem a porta a um PERDÃO parcial da DÍVIDA PÚBLICA grega e à descida dos juros cobrados em parte do empréstimo da troika.

Estas medidas estabelecem um precedente para o caso de Portugal, o país visto na Europa e nos mercados como segundo elo mais fraco da zona euro.
Para Portugal, o corte da penalização sobre os juros cobrados pelo Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) poderia resultar numa diminuição anual máxima de 520 milhões de euros em encargos com a dívida contraída junto da troika, um valor praticamente equivalente aos cortes na Saúde exigidos para 2012.

"Isto suavizaria de forma significativa o serviço da dívida para a Grécia, a Irlanda e Portugal, melhorando a solvência sem custos adicionais para os contribuintes europeus", comentam três economistas do Barclays Capital, em Londres, numa nota enviada ontem aos jornais.
"As taxas do FEEF deveriam ser reduzidas para um valor próximo do custo de financiamento", adianta a instituição.

Se a redução dos juros eliminar quase totalmente a componente de punição que o FEEF impõe aos países resgatados - a margem de lucro acima do custo de financiamento - a taxa pode ser (no mínimo) 200 pontos base mais baixa do que a actual, salienta o Barclays Capital.
Segundo a Comissão Europeia, o FEEF cobra uma taxa média de 6,1% a Portugal pela tranche de 26 mil milhões de euros que empresta (um terço do pacote total, com outro fundo europeu e o FMI a assegurarem o resto).
Uma redução de 200 pontos levaria, grosso modo, a uma poupança de 520 milhões de euros por ano em juros desta dívida - cerca de 3,9 mil milhões de euros ao longo do horizonte de sete anos e meio do empréstimo da troika.
Este desagravamento, em termos anuais, equivaleria a um corte superior a 6% na factura total dos juros da República e criaria uma almofada orçamental de três décimas do PIB. » [i]

Parecer do Jumento: Trata-se da correcção de uma asneira.


De . Zé T. . a 14 de Julho de 2011 às 17:47

«O deficit de Portugal está a crescer 35,3 milhões por dia (INE).
Existe um desvio enorme em relação ao que Portugal se comprometeu com a troika. ...»

Que espanto !

Qualquer aprendiz de economia sabe que com juros a +de 5%
(e actualmente já andamos a pagar a mais do dobro!! juros de empréstimos para pagar empréstimos...!!)

e sem petróleo ou equivalente (ou escravatura) ...

NENHUMA ECONOMIA consegue crescer nem sequer estabilizar o seu défice !!

Mesmo que o Estado reduzisse a DESPESA de
funcionamento (nºtrabalhadores, salários, pensões, electricidade, rendas, segurança, justiça, saúde, ensino, ...)

e de investimento (ou até a simples reparação de equipamentos)...

-isto é, se de facto deixasse de existir Estado e Administração Pública ...(seria o caos da barbárie...) e não esqueçamos a maior fatia da 'Dívida soberana' não é pública mas privada e é esta que a arrasta...) -

a DÍVIDA (e os juros do seu custo), só por si e ao nível que está, continuaria a crescer, como está, e cada vez pior, pois ó seu crescimento já está num plano EXPONENCIAL ... até rebentar.

As acções de melhoria e racionalização de actividade pública e privada devem fazer-se ...
mas a solução deixou de ser simples economia contabilística interna

para ser um problemão de economia política internacional.

E aí, o que conta, é a capacidade de negociação/diplomacia/alianças e da força/peso do/s país/es e da União Europeia face aos adversários:

a alta FINANÇA
(nacional e internacional, os especuladores, a banca, os multimilionários, os credores de peso... )

e os outros grandes agentes no mercado global da moeda/divisa de referência internacional: (EUA, China, Árabes, Rússia, ...)


De Pobre Europa sem líderes capazes. a 12 de Julho de 2011 às 14:09
Pobre Europa
(com 'chernes' e 'tubarões' em vez de líderes)

Assistir a uma entrevista dada por Durão Barroso a uma televisão é um exercício deprimente e ajuda a reconhecer as verdadeiras causas e a real dimensão da crise europeia.
O líder da Comissão Europeia fala de economia com linguagem de cavador (como uma vez Sousa Franco disse de Jorge Coelho), tem um discurso sem dimensão intelectual e cheio de banalidades, revela-se um político pequeno e mesquinho ao falar de assuntos domésticos ignorando a sua posição e tratando o país como um galinheiro.

Quando um líder da Comissão ignora o DESMORONAMENTO da ZONA EURO e concentra a sua atenção na austeridade num dos mais pequenos países da Europa percebemos que o mal não está nas agências de rating como os oportunistas tentam agora fazer crer.
O problema está na VULNERABILIDADE de uma Europa SEM LÌDERES à altura que perante as consequências da sua inércia reagem à Cavaco Silva, depois de terem imposto programas de austeridade a três países descobrem que o mal é de as agências de rating serem americanas, DISFARÇAM a INCOMPETÊNCIA com NACIONALISMOS, um velho truque usado por políticos sem estatura.

É fácil dizer agora que a nacionalização do BPN foi um erro posição que até deverá estar certa, mas quando a FRAUDE conduzida pelo núcleo do cavaquismo conduziu o banco à FALÊNCIA ninguém, além do PCP e do BE questionou tal decisão.

Foi benéfica para os BANQUEIROS que mais tarde se juntaram para recusar crédito ao Estado, foi uma bênção para os cavaquistas da SLN que assim transferiram para os CONTRIBUINTES os PREJUÌZOS provocados pelas suas tropelias
e foi do agrado de uma Europa que apelava ao investimento público para delimitar os prejuízos da crise do sub prime e até levantou o limite aos défices estabelecido na zona euro.

É a falta de visão de DIRIGENTES europeus, mais preocupados com o seu cargo ( ''TACHÂO'' dourado ) e em manter as MORDOMIAS que conquistaram, que está a conduzir a Europa à maior crise da história da União Europeia.
Gente pequena que não hesitou em EMPOBRECER os cidadãos de três ou quatro países que vergonhosamente chamam periféricos, que para não questionarem os grandes INTERESSES europeus destruíram décadas de esforços para aumentar a coesão social.

Durão Barroso não foi grande coisa enquanto militante do MRPP, da sua passagem como secretário de Estado só ficou para a história uma manta da TAP,
foi um primeiro-ministro incompetente e que acabou a esconder o défice com vendas de património e de dívidas fiscais à banca
e como presidente da Comissão Europeia não passa de um dano colateral da invasão do Iraque, operação militar que apoiou com base em factos que sabia ou tinha fortes razões para pensar que eram mentira e graças à qual conseguiu apoios para ultrapassar António Vitorino e ficar com o cargo de presidente da Comissão Europeia.

(- por Jumento , 12.7.2011)


De .a DIREITA passou-se ! Aplaudi ...mas... a 12 de Julho de 2011 às 14:14
A DIREITA PASSOU-SE !

A direita passou-se.
Doutores e engenheiros, empreendedores e seus colaboradores, escribas das mais variadas extracções, verdadeiras e falsas marquesas, comendadores e artistas de verbo ágil, jornalistas e donos de jornais,
alguns frades e um pouco de cardeais, três curas de aldeia e um verdadeiro bispo, um ex-primeiro ministro e o Presidente da República, t
odos se erguerem num relâmpago de patriotismo, para bombardearem ferozmente com uma chuva de impropérios as agências de "rating"que ousaram enxovalhar-nos chamando-nos lixo.
E logo agora, que o pupilo do senhor engenheiro está ao leme de um governo impecável, de uma direita legítima , integrada no PPE como mandam os cânones do pensamento afunilado.

Aplaudi.
Há meses e meses que aqui tenho escrito textos nesse mesmo sentido, pelo que só posso aplaudir e aplaudir.
Mas confesso que me surpreendi, já que as mesmas criaturas, que agora tanto gritam, quando o governo era do PS, perante cachorradas idênticas, praticadas pelas mesmas "ratinzanas", apontaram o dedo a Sócrates como causa única de todos os males, absolvendo assim ronronantemente as agência de "rating"que agora vituperam.
Enfim, mais vale tarde do que nunca...

É certo que se ficou a ver que afinal todo o alarido, todos os insultos lançados contra o anterior governo do PS, eram uma campanha de agressões gratuitas , lançada por essa mesma gente, agora tão nervosa.
E das duas uma :
ou eles sabiam que estavam a atacar quem realmente não era o culpado principal pelo agravamento da crise;
ou enganaram-se, atacando, como se fosse o principal culpado, quem hoje se vê com clareza que não o era.

Se agiram com má fé falta-lhes a ética que os tornaria críveis;
se agiram por erro, carecem da capacidade que os tornaria críveis.

De uma maneira ou de outra, à luz do que deveria ser um desígnio português e europeu de dignidade, liberdade e justiça para todos, estamos perante aves de fraco voo, mais próximas dos frangos de aviário do que das águias,
estamos perante verdadeiros amanuenses de uma política com letra pequena, aprisionada na teia das conveniências pequenas, das ideias anquilosadas , do conservadorismo pé-ante-pé.

Estamos perante as velhas sombras da direita portuguesa e europeia, melífluas e desleais, hipócritas e parciais, pusilânimes e perigosas.

(-por Rui Namorado, OGrandeZoo, 11.7.2011)


De .. Euro/s, des-União ou Federação .. a 14 de Julho de 2011 às 13:12
Notas do subterrâneo

«Quanto vale um euro? Depende de onde esse euro se encontra. Não acreditam? Leiam o resto.

1. Quando, em 2002, as notas de euro começaram a sair dos nossos ATM, eu não ignorava que a nova moeda era uma concretização deficiente de uma boa intenção. Confesso, porém, que não achava o euro uma ideia muito má - apenas um bocadinho má -, convicto como estava de que, com o tempo, as malformações seriam corrigidas.

2. Também os mercados financeiros acreditaram que, embora a arquitectura do euro não comportasse mecanismos de apoio às economias em dificuldades, chegada a hora eles apareceriam por vontade dos estados membros. Só isso explica, note-se, que a dívida portuguesa pagasse um juro quase idêntico ao da alemã. A expressão "moeda fiduciária" significa que a sua aceitação assenta na confiança de que ela desfruta. Enquanto persistisse a fé no euro, tudo correria normalmente.

3. À chegada da recessão, no final de 2008, a Alemanha pediu solidariedade no combate à crise. Não estaria certo que alguns países se furtassem ao esforço colectivo beneficiando do sacrifício financeiro dos outros. Logo aqui, porém, a Alemanha pressionou todos os estados membros a introduzirem um subsídio temporário à aquisição de carros novos. Depois, violou as normas comunitárias ao conceder apoios directos à sua indústria automóvel. Finalmente, fez batota ao condicionar essas ajudas à garantia de que os fabricantes eliminariam postos de trabalho na Bélgica, em Inglaterra e em Espanha, mas não na própria Alemanha.

4. A grande viragem veio no princípio de 2010, quando, convicta de que, para ela, o pior já passara, a Alemanha proclamou o princípio "cada um por si" e declarou que cada estado deveria tratar de reequilibrar rapidamente as suas contas públicas sem contar com a ajuda dos restantes. A solidariedade implícita entre os países da Zona Euro fora definitivamente revogada e os mercados entenderam o que isso significava. Os juros das dívidas soberanas dos países mais fragilizados começaram de imediato a divergir dos da alemã.

5. Considerada no seu conjunto, a Zona Euro tem uma situação financeira equilibrada, tanto interna como externamente. Mas isso torna-se irrelevante para os credores se a coesão deixa de preocupar as autoridades políticas e monetárias europeias, como é vontade assumida do Partido Popular Europeu que por agora comanda os destinos do Continente. Foram, pois, Merkel e o PPE os responsáveis pela quebra da confiança dos mercados financeiros na unidade da Zona Euro.

6. Esta política é, além do mais, tacanha. Na presente semana, cinco países da Zona Euro, incluindo a Espanha e a Itália, integravam o "top ten" dos países com maior probabilidade de entrarem em incumprimento, evidenciando o completo fracasso da tentativa de isolar os países "periféricos" numa leprosaria longe da vista e do coração.

7. É hoje evidente que o tratamento dispensado aos pacientes agrava o seu estado de saúde, empurrando-os para a insolvência. Os sacrifícios que os países assistidos pela UE e pelo FMI são obrigados a infligir aos seus povos não contribuem um iota para resolver o problema. Esta desoladora circunstância recorda irresistivelmente o desespero do homem do subterrâneo de Dostoievski: "O fim dos fins, meus senhores: o melhor é não fazer nada! O melhor é a inércia consciente! Pois bem, viva o subterrâneo! Embora eu tenha dito realmente que invejo o homem normal até à derradeira gota da minha bílis, não quero ser ele, nas condições em que o vejo (embora não cesse de invejá-lo. Não, não, em todo caso, o subterrâneo é mais vantajoso!) Ali, pelo menos, pode-se... mas estou agora também a mentir. Minto porque eu próprio sei, como dois e dois, que o melhor não é o subterrâneo, mas algo diverso, absolutamente diverso, pelo qual anseio, mas que de modo nenhum hei de encontrar! Para o diabo o subterrâneo!"

8. ...


De .Fora do Euro ou reforço da União ?.. a 14 de Julho de 2011 às 13:21
Notas do subterrâneo

«Quanto vale um euro? Depende de onde esse euro se encontra. Não acreditam? Leiam o resto.
...
8. Querem toda a verdade? Cá vai ela, mas não se queixem se doer. É certo que os países sob ataque não podem permanecer no euro nem podem sair dele. Aí reside a esperança germânica de que a Zona Euro não se desmoronará. Mas não é preciso que eles saiam do euro, basta que o euro saia deles. Um dia, todos entenderão que um euro depositado em Portugal, em Espanha ou na Itália não vale o mesmo que um euro depositado na Alemanha ou na Holanda. As multinacionais que ainda não o fizeram, todas as grandes empresas e os cidadãos titulares de um património significativo carregarão num botão e, de um dia para o outro, secarão as tesourarias dos bancos locais. Nesse momento, vários países estarão na verdade fora da Zona Euro.

9. Cá no subterrâneo ainda temos Internet, através da qual ultimamente nos chegaram motivos de regozijo. O processo de desintegração chegou agora à Itália e à Espanha. Na ausência de meios financeiros bastantes para socorrê-las, chegámos ao fim da linha. Ninguém pode pagar tudo o que deve: nem a Grécia, nem nós, nem ninguém. Resta o plano alternativo há muito congelado pelo receio de correntes de opinião chauvinistas.

10. Com atraso considerável, Merkel reconhecerá por fim que, seja qual for o nome que queiramos dar-lhes, as euro-obrigações são as melhores amigas do euro e da Alemanha. Depois, quando se reformar, poderá intitular as suas memórias: "Frau Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Eurobond".»
[i] João Pinto e Castro (via Jumento).


De .ANTi-Agiotas InJustiças e Burlões a 8 de Julho de 2011 às 11:06
Criemos o (Movimento ou) Partido Anti-Agiotagem e Injustiça ( MAAGI ) ou a União (de Europeus) Anti-Injustiça (UAI)


De Especul, inflac,Taxas d Juro ''euribor'' a 8 de Julho de 2011 às 10:39
O outro imposto sobre os portugueses

BCE sobe taxas de juro de referência para 1,5 por cento

Deixa lá ver se percebo.
Toda a Europa embarcou, de forma mais ou menos violenta, nas políticas de AUSTERIDADE, que envolvem REDUÇÃO, indirecta ou directa, dos SALÁRIOS.

Entretanto, devido à ESPECULAÇÃO nos MERCADOS de matérias-primas, o preço destas aumentou, dando origem a um ligeiro aumento da INFLAÇÃO na zona euro.

O BCE, com o quintal da zona euro a arder, toma este aumento da inflação como o maior risco que a economia europeia enfrenta, já que poderia dar origem a uma espiral inflacionista (não se percebe como, com os salários a cair).

AUMENTA, por isso, as TAXAS de JURO para reduzir o crédito na zona euro e refrear o crescimento económico (que crescimento económico?), reduzindo a procura e estabilizando os preços.

Os efeitos RECESSIVOS são agravados para os países onde as famílias e empresas estão fortemente ENDIVIDADOS, como Portugal.

Isto parece fazer tão pouco sentido que qualquer leitor duvidará do parágrafo anterior.
De certeza que existirão outros motivos para tal comportamento.
Motivos mais racionais. Tem razão.

O que o BCE está a fazer não é mais do que DEFENDER os interesses FINANCEIROS da zona euro, cujo principal inimigo é sempre a inflação - na medida que desvaloriza os activos financeiros -,
e proteger a sobrevalorização do euro nos mercados internacionais,
tornando os "investimentos" europeus em dólares mais baratos e protegendo o papel do euro enquanto moeda de reserva internacional concorrente do dólar.

Talvez nunca tenha sido tão clara a divergência entre os INTERESSES do capital FINANCEIRO e os do resto da ECONOMIA.

(-por Nuno Teles, Ladrões de Bicicletas, 8.7.2011)


De .BASTA de inacção sr.Barroso/ CE !!! a 7 de Julho de 2011 às 14:09
------------ Bemvindo ao clube... II
[-por AG, CausaNossa, 7.7.2011]

Ao PR Cavaco Silva, que hoje, finalmente, reconhece que as agëncias de rating merecem ser atacadas e reguladas, engulindo assim a indulgência que antes lhes prodigalizou.

E engulindo também as críticas injustas e paroquiais que dirigiu aos que, como o anterior governo socialista e muitas outras vozes, socialistas e não só (incluindo eu),
há muito exigiam controlo e responsabilização destes abutres da especulação.

---------- A receita neo-liberal só tem agravado a crise

Há dois dias de manhã, no Conselho Superior da ANTENA UM, expressei a esperança de que a presidência polaca da
UE ajude a contrabalançar o poder do eixo franco-alemão que NÃO tem contribuído para RESOLVER a crise.
Critiquei mais uma vez a forma como a União Europeia tem respondido à crise grega,
crise a que Portugal obviamente não poderia imunizar-se, por mais que se quisesse apresentar o nosso país como "bom aluno" da receita neo-liberal -
como o criminoso ataque da Moody's e outras agências contra o "rating" da Republica logo nesse mesmo dia fulminantemente demonstrou.

Igualmente concordei (com Jorge Sampaio e outras figuras europeias) que
a SOLUÇÃO para a crise europeia passa por um “ NEW DEAL ” que inclua um esquema de mutualização da dívida europeia. ...

( e + um orçamento comum, + um imposto sobre as transações financeiras, + a criação de uma Agência de rating europeia, + responsabilização e criminalização da actuação das Agências de rating americanas, + ... )


De .ou BASTA ou é a CATÁSTROFE da UE e Port a 8 de Julho de 2011 às 10:10
Sendo Políticamente Incorrecto

Portugal caminha para a bancarrota ... E dela não se pode livrar sozinho.

Podem chorar, gritar agora todos os "nossos" políticos contra a Moody's e congéneres.
O Primeiro Ministro pode dizer que levou um murro no estômago.
Barroso pode também espernear em Bruxelas, que nada parará o nosso deslizar para o abismo, certamente juntos com a Grécia e outros mais em breve.

É terrível a situação.
Pode este governo continuar a cortar mais rendimentos salariais, enviar mais gente para o desemprego e para a miséria que não é, deste modo, que se estanca a situação, dando-lhe novo rumo.
Pode continuar com mais planos com a Tróica que diz vai cumprir à risca e até acelerar no pedal.
Não é por aí.

Como escreve hoje V.S.Marques no DN
"Censurar a Moody's pelas suas notas, é a mesma coisa que criticar o lacrau por inocular veneno.
Ambos fazem aquilo que está na sua natureza."

O Problema de Fundo, como aqui já escrevi, é que
não temos uma Europa com políticas, medidas e actuação
sobretudo no domínio financeiro que contrariem esta situação DIZENDO aos ''MERCADOS'' financeiros BASTA.


Etiquetas: mercados financeiros., políticos nacionais e europeus
# posted by Joao Abel de Freitas , PuxaPalavra

Também li o artigo do V.S.M que chama a atenção para que nesta altura
precisaríamos de "lucidez e coragem à frente do Governo de Portugal,
para dizer a Berlim e a Bruxelas, que
"os remédios" e "as regras do jogo" que estão a ser seguidos conduzem a União Europeia e não apenas Portugal, a uma catástrofe".


De Recomendações do Parlam.Europeu a 8 de Julho de 2011 às 10:20
Crise: EVITAR que a Europa MORRA da cura

[Publicado por AG, CausaNossa, 8.7.2011]

Procurei alertar contra a receita perversa da Comissão e Conselho, esta semana, em debate no plenário do Parlamento Europeu .
Discutiamos o importante 'relatório da socialista francesa Pervenche Berès', intitulado
"A crise financeira, económica e social – recomendações referentes às medidas e iniciativas a tomar",
que aponta caminhos e faz propostas para um NEW DEAL para salvar a Europa da crise.

O Governo português fazia bem em estudar, de fio a pavio, este fundamental relatório, ontem aprovado por larga convergência no Parlamento Europeu,

para nele se amparar a fim de melhor defender os interesses portugueses e da União Europeia,

face às desastrosas prescrições da Comissão Europeia e dos seus parceiros no Conselho.


De União contra a Matilha d'Agiotas e Agenc a 8 de Julho de 2011 às 10:55
Felizmente Sócrates foi embora

«Passos Coelho reagiu: "Um murro no estômago."
Também Cavaco Silva sentiu que não havia "a mínima justificação" para a classificação dada a Portugal.

Aleluia, assinale-se que se alargou o leque dos que ficam sem fôlego com as intenções ínvias de uma agência de rating.
"Lixo!", é o que a Moody's diz que somos.
Anote-se, não porque a Moody's seja séria, mas porque é muito influente.
Vamos ter de viver com ela, e as da MATILHA.

A boa notícia é que José Sócrates já se foi embora. Ajuda muito. Até agora ele era aquela árvore que tapava a floresta das Moody's. A culpa era dele, só dele, dizia-se, e boa parte de Portugal andava encandeado com essa culpa.

Agora já quase todos conseguimos ver a rataria das agências - é um passo em frente.
O perigo seria que o PS, ressabiado pela animosidade anterior dos adversários, quisesse pagar com a mesma moeda. Felizmente, isso, que seria uma estupidez, não parece ser intenção do PS.

Podemos ter, agora, uma opinião nacional, que deve ser transformada em vontade comum.
Ter uma causa comum contra as agências de rating (como tem sido, em Espanha, desde o Rei, passando pelos dois maiores partidos, até aos jornais de direita e de esquerda) é bom.

Não que sirva de grande coisa, de tal modo a teia nos é exterior.
Mas é sempre bom quando o óbvio se torna universal e poupamos em falsos combates.
Desde esta semana, Portugal está mais adulto.»

[DN, Ferreira Fernandes]via OJumento


De Solução passa pela UE. a 7 de Julho de 2011 às 12:30
Bifurcação
(-por Miguel Cardina, Arrastão)

Tem graça:
depois de ter sido eleito um governo que não só promete cumprir o programa da "troika" mas "ir mais longe",
depois de nos terem dito que o melhor era não apontar as críticas aos mercados e às agências de rating porque isso escalava o nervosismo,
depois disso tudo e de mais umas quantas frases de antologia,
Portugal chega ao patamar do "lixo".

Ainda esta semana pude ver o Inside Job e dá bem para perceber como os critérios de cotação das agências de ratings são, no mínimo, duvidosos - e no máximo, CRIMINOSOS.
E é assim que cada vez mais temos pela frente um caminho que se bifurca:
ou aceitamos a AUSTERIDADE do modo como está ser imposta na Grécia
ou dizemos, como se escreveu num manifesto há uns meses atrás, que "o inevitável é INVIÁVEL".

tags: austeridade, criminalidade violenta, direita, futuros, portugal, vampirismo
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Ou somos mesmo europeus ou saímos do euro
(-por Daniel Oliveira, Arrastão, 6.7.2011)

...
Silva Lopes explicou, esta semana, que o único CAMINHO para as economias periféricas PASSA PELA EUROPA.
E avançou com duas propostas há muito defendidas por gente mais realista do que aqueles que acreditam que se fizermos muito esforço para destruir a nossa economia talvez nos safemos:
- a emissão de "eurobonds" e
- o aumento do orçamento da União, tratando ela mesma dos seus problemas.
Esta é a via de quem ainda tem ESPERANÇA que haja algum LÍDER europeu que QUEIRA realmente SALVAR a União Europeia.

João Ferreira do Amaral não tem grande fé nesta solução e defende a SAÍDA organizada de Portugal do EURO - foi uma das poucas vozes contra a nossa entrada que, de facto, tão desastrosa se revelou.
Se lermos o que escreveu então parece que estamos perante um visionário.

Podemos concordar com um ou com outro.
Mas são dos poucos economistas portugueses que se têm centrado, com seriedade, no debate que interessa fazer.
Gente que sabe que, mesmo com todos os erros que cometemos, NÂO È AQUI que as coisas estão a acontecer nem é aqui que elas serão resolvidas.
Não, não proponho que nos desresponsabilizemos da procura de soluções. É exactamente o contrário.

Proponho que assumamos, de uma vez por todas, que somos EUROPEUS, que esta crise é europeia e que temos o direito e o dever de dizer o que queremos da Europa.
Ou temos propostas à escala europeia ou nos preparemos para, de uma forma ou de outra, sair dela.
Já devíamos ter percebido que, se nos limitarmos a ser um "bom aluno", as coisas não nos correrão melhor do que até agora.



Estamos a tentar caminhar sobre a água. Mas nem com muita vontade, nem se corrermos o mais depressa que podermos, a água se transformará em coisa sólida. Só poderemos ficar no euro se o euro for uma coisa diferente. E para ser uma coisa diferente temos de abandonar este estúpido servilismo, procurar aliados e ir à luta. Se for para continuar como está, é para sair da moeda europeia que temos de nos preparar. Porque sair será bom para nós? Claro que não. Será uma tragédia dificil de imaginar. Mas pelo menos poderemos decidir alguma coisa sobre o que fazer no dia seguinte.


De Economia-políticas ALTERNATIVAs a 7 de Julho de 2011 às 11:58
Recordar é viver

[ Moody Swings (imagem de gui castro felga)]

Agora que os que dirigem o cortejo fúnebre da economia portuguesa falam de imoralidade e de ABUSO por parte das agências de notação, quando antes nos aconselhavam, liderados pelo cangalheiro Cavaco, a não discutir com os "MERCADOS", é tempo de recordar:

Neste momento, as três mais importantes agências de notação financeira, precisamente as aqui denunciadas, noticiam e divulgam, diariamente, classificações de rating que, com manifesto exagero e sem bases rigorosamente objectivas, PENALIZAM os interesses portugueses, originando uma subida constante, dos juros da dívida soberana.

---- José Reis, José Manuel Pureza, Manuela Silva e Manuel Brandão Alves, ''Introdução ao texto da DENÚNCIA facultativa (entregue na PGR e petição pública) CONTRA três agências de rating'', Abril de 2011 (http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2011/04/agencias-de-rating-texto-da-denuncia.html )

É notável que as avaliações de agências que se celebrizaram por cometer erros do tamanho desta crise sejam agora utilizadas para justificar o regresso às políticas que nos trouxeram ao Estado actual.

---- José Gusmão, ''AAA em descaramento'', Janeiro de 2010. ( http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2010/01/aaa-em-descaramento.html )

No momento em que os Estados se endividam na tentativa de resolver os problemas criados, em parte, por estas agências, estas cortam, ou ameaçam cortar, a sua notação, dificultando a resposta à crise.

---- Nuno Teles, ''O opaco preço da liberalização financeira'', Janeiro de 2009. ( http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2009/01/o-opaco-preo-da-liberalizao-financeira.html )

É INACEITÁVEL que o Governo de Portugal continue a tomar decisões como se as empresas financeiras que "dão notas" aos Estados ainda tivessem, elas próprias, alguma credibilidade.
Como se tudo estivesse a funcionar segundo a normalidade NEOLIBERAL e a auto-regulação em que Greenspan acreditava não nos tivesse levado ao DESASTRE.

---- Jorge Bateira, ''O país tem fraca reputação, diz o ministro'', Outubro de 2008. ( http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2008/10/o-pas-tem-fraca-reputao-diz-o-ministro.html )

(-por João Rodrigues, Ladrões de Bicicletas, 7.7.2011)


De Mov. NEO-Liberais INDIGNADOS ... a 7 de Julho de 2011 às 12:10
O movimento dos neo-indignados

Nasceu ontem, desde que se soube que a Moody’s nos reduziu a lixo, um novo movimento: o dos neo-indignados. ( só agora ? !!! )

Ele é o Presidente, ele é Passos Coelho, ele são os banqueiros, eles são os comentadores da TV… São todos.
Até a madrinha alemã e as suas primas da Europa fazem chegar postaizinhos de PÊSAMES.
Todos achavam ontem que as agências de rating desempenhavam uma função, ou pelo menos que faziam parte da paisagem.
Pedro Guerreiro falou por todos eles, escreveu em bom português o manifesto dos neo-INDIGNADOS.

A reacção lembra a do cônjuge traído – “dei-lhe tudo e agora isto?”
Pois é, eu compreendo, ela é uma megera: foram anéis, contas bancárias, casas de férias e agora que acha que não vais conseguir pagar as dívidas vai-se embora – oh mercados ingratos!

Mas agora falando a sério para os neo-indignados. Digam lá:
não chega já de BRINCAR ao bom aluno
para de passagem nos fazer ENGOLIR como terapia de choque o vosso PROGRAMA
de (privatização) abertura aos NEGÓCIOS do espaço da provisão PÚBLICA,
de DESTRUIÇÃO do direito do TRABALHO e
dos direitos dos trabalhadores,
de consolidação dos PRIVILÉGIOS (duma minoria élitista nas grandes empresas e partidos do centrão... e tachos/reformas DOURADAS) com a reconstrução das barreiras de classe no acesso aos cargos públicos e privados, à escola, aos melhores espaços na cidade, a paraísos artificiais de férias permanentes na natureza?

(por José M. Castro Caldas, Ladrões de Bicicletas)


De Neo-indignados a 7 de Julho de 2011 às 11:29
Pouca vergonha

Quem hoje viu televisões ou leu jornais constatou que muita gente que no passado pregava o respeito pelas agências de rating
chama-lhes agora bastardos, os que diziam que com Sócrates Portugal ia à bancarrota descobrem agora que a bancarrota até pode ser uma bênção para a economia,
os que dantes se excitavam com a descida do rating queixam-se agora de terem levado um murro no estômago, os que acusavam Sócrates de todos os males e condenavam a sua estratégia europeia
acham agora que o problema é da Europa, já só falta mesmo vermos Cavaco Silva vir
questionar os mercados, os mesmos que ele santificava quando o PSD não estava no poder.

É mais do que óbvio que o que move muita desta gente é o poder pessoal,
não são os interesses do país nem qualquer preocupação com os portugueses.


De .P.Santo Guerreiro, Jornal Negócios!! a 7 de Julho de 2011 às 11:34
You bastards

«Choque. Escândalo. Lixo. Resignação? Não. Mas sim, lixo, somos lixo. Os mercados são um pagode, e nós as escamas dos seus despojos.

Isto não é uma reacção emotiva. Nem um dichote à humilhação. São os factos. Os argumentos. A Moody's não tem razão. A Moody's não tem o direito. A Moody's está-se nas tintas. A Moody's pôs-nos a render. E a Europa rendeu-se.

As causas da descida do "rating" de Portugal não fazem sentido. Factualmente. Houve um erro de cálculo gigantesco de Sócrates e Passos Coelho quando atiraram o Governo ao chão sem cuidar de uma solução à irlandesa. Aqui escrevi nesse dia que esta era "a crise política mais estúpida de sempre". Foi. Levámos uma caterva de cortes de "rating" que nos puseram à beira do lixo. Mas depois tudo mudou. Mudou o Governo, veio uma maioria estável, um empréstimo de 78 mil milhões, um plano da troika, um Governo comprometido, um primeiro-ministro obcecado em cumprir. Custe o que custar. Doa o que doer. Nem uma semana nos deram: somos lixo.

As causas do corte do "rating" não fazem sentido: a dificuldade de reduzir o défice, a necessidade de mais dinheiro e a dificuldade de regressar aos mercados em 2013 estão a ser atacadas pelo Governo. Pelo País. Este corte de "rating" não diagnostica, precipita essas condenações. Portugal até está fora dos mercados, merecia tempo para descolar da Grécia. Seis meses, um ano.

Só que não é uma questão de tempo, é uma questão de lucro, é uma guerra de poder. Esta decisão tem consequências graves e imediatas. Não apenas porque o Estado fica mais longe de regressar aos mercados. Mas porque muitos investidores venderão muitos activos portugueses. Porque é preciso reforçar colaterais das nossas dívidas. Porque hoje todos os nossos activos se desvalorizam. As nossas empresas, bancos, tudo hoje vale menos que ontem. Numa altura de privatizações. De testes de "stress". Já dei para o peditório da ingenuidade: não há coincidências. Hoje milhares de investidores que andaram a "shortar" acções e dívidas portuguesas estão ricos. Comprar as EDP e REN será mais barato. Não estamos em saldos, estamos a ser saldados. Salteados.

Portugal foi um indómito louco, atirou-se para um precipício, agarrou-se à corda que lhe atiraram. Está a trepar com todas as forças, lúcido e humilde como só alguém que se arruína fica lúcido e humilde. Veio a Moody's, cuspiu para o chão e disse: subir a corda é difícil - e portanto cortou a corda.

Tudo isto não é por causa de Portugal, é por causa da guerra entre os EUA e a Europa, é por causa dos lucros dos accionistas privados e nunca escrutinados das "rating". Há duas semanas, um monumental artigo da jornalista Cristina Ferreira no "Público" descreveu a corrosão. Outra jornalista, Myret Zaki, escreveu o notável livro "La fin du Dollar" que documenta o "sistema" de que se alimentam estas agências e da guerra dólar/euro que subjaz.

Ontem, Angela Merkel criticou o poderio das agências e prometeu-lhes guerra. Não foi preciso 24 horas para a resposta: o aviso da Standard & Poors de que a renovação das dívidas à Grécia será considerado "default" selectivo; a descida de "rating" da Moody's para Portugal.

Estamos a assistir a um embuste vitorioso e a União Europeia não é uma potência, é uma impotência. Quatro anos depois da crise que estas agências validaram, a Europa foi incapaz de produzir uma recomendação, uma ameaça, uma validação aos conflitos de interesse, uma agência de "rating" europeia. Que fez a China? Criou uma agência. Que diz essa agência? Que a dívida portuguesa é A-. Que a dívida americana já não é AAA. Os chineses têm poder e coragem, a Europa deixou-se pendurar na Loja dos Trezentos... dos americanos.

Anda a "troika" preocupada com a falta de concorrência em Portugal... E a concorrência ente as agências de "rating"? Há dois dias, Stuart Holland, que assinou o texto apoiado por Mário Soares e Jorge Sampaio por um "New Deal" europeu, disse a este jornal: é preciso ter os governos a governar em vez das agências de 'rating' a mandar.

Não queremos pena, queremos justiça. A Europa fica-se, não nos fiquemos nós. O Banco Central Europeu tem de se rebelar contra esta ditadura. Em Outubro, o relatório do Financial Stability Board, que era liderado por Mário Draghi, aconselhava os ban


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