11 comentários:
De o detective privado a 29 de Novembro de 2011 às 01:55
bom dia mt thx! ler isto é extrmament mt bom. esse artigo é mesmo fantástico, agora sou guest frequente nato desse bloge... cumprs


De Ataque- Murro na Agência de rating... a 12 de Julho de 2011 às 15:36
Notícias do país da "imprensa suave" (4)
(-por Sérgio Lavos, Arrastão, 12.7.2011)

Hoje ocorreu um ataque concertado ao site da Moody's depois de várias iniciativas para esse efeito terem sido convocadas através do Facebook.

O site deixou de estar acessível em Portugal, e na Grã-Bretanha teve falhas.
Nos EUA, ficou muito mais lento. Em consequência deste ataque a cotação em bolsa da agência CAIU 3.81%.
Um êxito, portanto.
Será esta sucessão de acontecimentos notícia?
Ficamos com dúvidas, quando reparamos que apenas o Diário de Notícias on-line destaca na primeira página o que está a suceder.
Que tipo de interesse nacional pode estar em causa para os outros jornais não noticiarem isto?

*Para quem quiser colaborar, pode aceder a esta página do Facebook.

tags: liberdade expressão, media
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(atacar via internet e fazer cair em bolsa, de certeza, que lhes dói ! )

- Quem disse que as Agências e ''os mercados'' são intocáveis ?!!

- (proibir e concertadamente ignorar suas avaliações e) Cortar os contratos com as 3americanas (há 1 canadiana, 1 cinesa, ... porque não 1 da UE ?!) que lhes dão a ganhar MILHÕES, como já fizeram várias entidades públicas e privadas ... é outra forma de contra-atacar !!!

- Levar as agências de rating a Tribunal (nos países onde actuam e na sede) e pedir-lhes indemnizações por serem causadoras de prejuízos e danos graves contra a economia e os cidadãos com suas avaliações/opiniões subjectivas, erradas, detractoras do bom nome, por participação/favorecimento ilegal e participação em investimentos relativos a entidades sobre as quais opina/influencia o mercado, etc ...
é mais uma forma de CONTRA-ATACAR estas TERRORISTAS financeiras !!!



De Repetir: DIVIDOCRACIA e AUDITORIA. a 12 de Julho de 2011 às 14:45
'Xρεοκρατία' (Dividocracia), o documentário que passou ontem na SICn !
( http://blog.nunocosta.eu/ 11.7.2011)

Na Internet, toda a gente fala do documentário sobre a crise grega preparado pelos jornalistas Katerina Kitidi e Aris Hatzistefanou e que tem por título "Debtocracy".
Rodado com dinheiro próprio e com donativos de alguns amigos, o filme tem exibição gratuita em http://www.debtocracy.gr.
Em menos de dez dias, foi visto por 600 mil utilizadores. Todos os dias, defensores e adversários do documentário apresentam os respetivos pontos de vista no Facebook, no Twitter e em blogues.

Os principais atores do documentário (cerca de 200 pessoas) assinam um pedido de criação de uma comissão internacional de AUDITORIA, que teria por missão especificar os motivos da acumulação da dívida soberana e condenar os responsáveis.
No caso vertente, a Grécia tem direito a recusar o reembolso da sua "dívida injustificada", ou seja, da dívida criada através de atos de CORRUPÇÂO contra o interesse da sociedade.

"DEBTOCRACY" é uma ação política.
Apresenta um ponto de vista sobre a análise dos acontecimentos que arrastaram a Grécia para uma situação preocupante.
As opiniões vão todas no mesmo sentido, sem contraponto.
Foi essa a opção dos autores, que apresentam a sua maneira de ver as coisas, logo nos primeiros minutos:

"Em cerca de 40 anos, dois partidos, três famílias políticas e alguns grandes patrões levaram a Grécia à FALÊNCIA.
Deixaram de pagar aos cidadãos para salvar os credores".
Os "cúmplices" da falência perderam o direito à palavra.

Os autores do documentário não dão a palavra àqueles que consideram "cúmplices" da falência.
Os primeiros-ministros e ministros das Finanças gregos dos últimos dez anos são apresentados como elos de uma cadeia de CÚMPLICES que arrastaram o país para o abismo.

O diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que se apresentou aos gregos como o médico do país, é comparado ao ditador Georges Papadopoulos [primeiro-ministro sob o regime dos coronéis, de 1967 a 1974].
O paralelo é estabelecido com uma facilidade notável desde o início do documentário mas não é dado ao personagem relevante (DSK) o direito a usar da palavra.

À pergunta "Porque não fazer intervir as pessoas apontadas a dedo", um dos autores, Kateina Kitidi, responde que se trata de
"uma pergunta que deve ser feita a muitos órgãos de comunicação que, nos últimos tempos, difundem permanentemente um único ponto de vista sobre a situação.
Nós consideramos que estamos a apresentar uma abordagem diferente, que faz falta há muito tempo".
O público garante a independência do filme.

Para o seu colega Aris Hatzistefanou, o que conta é a independência do documentário.
"Não tínhamos outra hipótese", explica. "Para evitar as limitações quanto ao conteúdo do filme, que as empresas [de produção], as instituições ou os partidos teriam imposto, apelámos ao público para garantir as despesas de produção.
Portanto, o documentário pertence aos nossos 'produtores associados', que fizeram donativos na Internet e é por isso que não há problemas de direitos.
De qualquer modo, o nosso objetivo é difundi-lo o mais amplamente possível."

O documentário utiliza os exemplos do Equador e da Argentina para suportar o argumento segundo o qual o relatório de uma comissão de auditoria pode ser utilizado como instrumento de negociação, para eliminar uma parte da dívida e do congelamento dos salários e pensões de reforma.

"Tentamos pegar em exemplos de países como a Argentina e o Equador, que disseram NÃO ao FMI e aos credores estrangeiros que, ainda que parcialmente, puseram de joelhos os cidadãos.
Para tal, falámos com as pessoas que realizaram uma auditoria no Equador e provaram que uma grande parte da DÍVIDA era ILEGAL", acrescenta Katerina Kitidi.
Contudo, "Debtocracy" evita sublinhar algumas diferenças de peso e evidentes entre o Equador e a Grécia.
Entre elas, o facto de o Equador ter petróleo.
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Sobre esté assunto e este excelente Doc. (e tb sobre o filme INSIDE JOB )
vários blogs (Ladrões de Bicicletas, Arrastão, ...), revistas (LeMonde Diplomatic), movimentos (Liberdade Já, M12M, UNCUT.pt, ...), partidos (BE, PCP),autores e economistas de esquerda/não-do-costume, ... têm falado...


De Euro/CE ao serviço d indFinança alemã... a 12 de Julho de 2011 às 15:00
O euro acaba antes do convencimento?

Angela Merkel "convencida" de que Itália vai adoptar plano de austeridade.
Será?
A Itália, pela sua dimensão, pode bem mudar os dados do problema, indicando mais claramente a natureza sistémica da crise do euro
e a miopia das elites europeias,
as que impuseram a austeridade nos pequenos e desunidos países das periferias e as que aceitaram a "ajuda".

Repito o que escrevi, há um ano, quando colaborava com o i
- A política alemã enfrenta uma contradição insanável:
salvar os seus bancos impondo um brutal ajustamento estrutural na periferia,
ao mesmo tempo que pretende continuar um modelo exportador que requer défices comerciais nestes países.
Esta jogada alemã é arriscada e irrealista.
A perspectiva de uma década de deterioração económica na periferia, garantida por uma política económica errada,
cria as condições para o fim de um euro que tão bem tem servido a burguesia financeira e industrial alemã…

(-por João Rodrigues, Ladrões, 11.7.2011)


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 12 de Julho de 2011 às 11:32
Eu gostava de não pagar, também.
Ou melhor de não continuar a pagar, porque já ando a pagar essa dívida há «canos» e ela não pára de subir..
E já agora, sabe como se faz para não a pagar?
É que agora (dizem) que já não pode haver «revoluções» porque vivemos em democracia e a UE não deixa...
«Só não me atiro para o chão a rebolar de tanto rir, porque estou com o fatinho novo e o Sócrates agora já não me pode dar outro...»


De Papagaios e mandaretes Neo-Lib =fdp. a 11 de Julho de 2011 às 16:24
Os verdadeiros fdp

Os verdadeiros filhos da dita não são os técnicos da Moddy's, são os muitos que andam a dizer há muito e tudo fizeram para que as agências de notação convertessem os seus desejos em rating.
Os verdadeiros filhos da dita são os que tudo fizeram para descredibilizar o país para que este se afundasse numa crise política para que agora que já têm o poder e podem fazer negócios com o que restam do Estado decidem atirar idiotas contra o inimigo externo.

Este é um truque de todos os fdp, portugueses ou de outros países, deste tempo ou de outros tempos, quando estão em dificuldades, neste caso por sua própria culpa, inventam um inimigo externo para desviarem as atenções das suas responsabilidades.
Sempre foi assim, para Hitler foram os judeus, para a ditadura da Argentina foram as Malvinas, para estes fdp é a Moddy's.
OJumento


De Xa2 a 11 de Julho de 2011 às 16:47
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Já percebi como Cavaco (o mísero professor de economia que nunca se engana... ) ganhou tanto dinheiro com acções da SLN

É porque aplicou os seus grandes conhecimentos de análise económica.
(- O Jumento)
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Vale a pena
Já muitas vezes sugeri o filme « INSIDE JOB », ou Segredo da Crise.
Agências de rating é aí que são bem explicadas. Vejam mesmo que vale a pena.
(- PedroSantanaLopes )

----------- o cusco....... disse...
Tão inacreditável como a famosa agência americana que paga por especuladores vomita os ratings que melhor sirva os interesses de quem os enche de dólares ( ou será euros? é que o dólar não vale nada.. ) foi hoje a “mensagem” do PR.

Durante os últimos 2 anos deixou Portugal chegar à bancarrota só porque queria ser reeleito.
Sócrates, outro marginal da política e do estado de direito, mentiu-nos até à exaustão com a bênção do mesmo que não mexeu uma palha para acabar com aquela inquietante fraude.

Hoje e de repente acordou e começou a atacar as agências americanas. Chamou-lhes de tudo.
Como no último respiro de “La Traviata” na famosa Ópera de Verdi, eu grito:
É TARDE !!!!!!!!
Devia ter dito isso há pelo menos 5 anos e metido o marginal no olho da rua !!!!
Mas como só nasceu uma vez…pois foi o que deu…..
Ele há cada descaramento que até estremeço …………..
E depois o ar sério que põem os "pseudó-jornalistas" quando dizem “ o Senhor PR disse que”…….???
Disse? E o que é que nós andamos a dizer há meia década???

----------Demo Gra Pia disse...
não é assim que funcionou todo este país durante décadas
os amigos que dão dicas a amigos
os grupos de interesse que protegem esses amigos
na realidade não são amigos porque é fisicamente e temporalmente impossível alguém ter dezenas ou centenas de amigos
são redes de conhecidos que se entre ajudam

como aconteceu entre grupos de interesses entre universidades com cursos de cariz agrícola e os lugares disponíveis nas indústrias de concentrado de tomate e na nascente agro-indústria do sorraia nos anos 80

ou entre os cursos de engenharia civil e a cimentação dos solos já pobrezitos deste pedaçinho
ou dos interesses entre o LNETTI ou o LNEC tanto faz e...
há tanta coisa
hoje mais um caso de NEPOTISMO foi cuspido para o jornal
inside trading de influências políticas ou económicas
qual é o grande espanto

e depois admiram-se da classe média e dos emigrantes esvaziarem pouco a pouco o IGCP
a confiança não se conquista com golpes de mão ...


De .. a 11 de Julho de 2011 às 17:05
O que se vai dizendo por aí
----------Ricardo Costa, hoje no Expresso:

"Não tomei nota de todos os que estão agora dispostos a pegar em armas prontos a marchar sobre Washington.
Mas a esmagadora maioria não se indignou quando, em Abril, a Fitch cortou o rathing de Portugal em cinco níveis em apenas uma semana. E riu-se de todos os que nos últimos anos prostestaram contra o poder não regulados dessas agências"

---------- Miguel Sousa Tavares, hoje no Expresso:

"A agência de notação de crédito Moody's desceu a notação da dívida pública portuguesa para o nível de lixo. Fê-lo numa terça-feira ao final da tarde, mesmo a tempo de tentar agravar as condições de financiamento do leilão do dia seguinte, onde Portugal ia negociar novo empréstimo intercalar de mil milhões".
Foi a quinta vez no prazo de um ano, que a Moody's nos atacou e quatro delas na véspera de um leilão da dívida portuguesa.
Óbviamente que não é por acaso: é de propósito.

"Esta foi a pior maneira de o novo Governo entrar em funções e começar a perceber o que é tentar governar num ambiente de crise terrível, interna e externa, com o país a viver dia a dia sob a ameaça do contágio grego, à mercê dos ataques especulativos das agências de notação e sob um fundo de paralisia, indecisão e irresponsabilidade de uma Europa onde estão de regresso todos os egoísmos nacionais.

Para aqueles que, ainda há pouco tempo, acolhiam com mal-disfarçada satisfação as notícias dos sucessivos downgradings que as agências nos aplicavam, vendo nisso mais um sinal da má governação de José Sócrates e Teixeira dos Santos...
eis uma amarga lição."

-----Nicolau Santos, hoje no Expresso:
"...Ao colocar a notação da dívida da República em "lixo" a Moody's desvaloriza em milhares de milhões as empresas que o Estado se comprometeu a privatizar.
E assim as privatizações em vez de renderem um valor estimado de 5,5 mil milhões de euros, como está previsto no acordo com a troica, valerão agora entre 4,5 e 5 mil milhões."
# Raimundo Narciso



De . À mercê dos mercados . a 11 de Julho de 2011 às 17:10

À mercê dos mercados

Como se tem visto e ouvido por aí, as opiniões são muito contraditórias quanto aos efeitos que se pretende alcançar com a aplicação do programa imposto pela troica a Portugal.
Oficialmente trata-se de uma receita para:

1) diminuir o défice das contas do Estado. Este ano para 5,9% do PIB e depois até 3% do PIB em 2013.

2) Promover o crescimento da economia e assim tornar sustentável ( pagável ) a dívida acumulada pelo Estado, cerca de 150.109 € .

Mas a troica, em representação dos mercados, impôe também a metodologia. O como se deve fazer. E aí é que o gato escondido fica com o rabo de fora.

É que a troica ao impôr que o Estado privatize depressa, em dois ou três meses, grandes empresas públicas está a obrigar o Estado a vender aos privados, isto é ao grande capital financeiro, estrangeiro seguramente, porque internamente há pouco dinheiro, a preço de saldo, empresas estratégicas para a soberania e que no fundo são propriedade de todos nós.

Constrangidos a vender à pressa pelos patrões da troica, com o apoio entusiástico e saloio de Pedro Passos Coelho, Cavaco e Ciª, faz-se a transferência de centenas de milhões de euros do património dos Portugueses para o bolso dos grandes capitalistas.

É, de facto, um roubo descarado a todos nós.
Mas há uma outra consequência escondida muito importante para os bancos e fundos a quem hoje o Estado Português deve o dinheiro.
É que, praticamente, o dinheiro que a UE, o BCE e o FMI nos vão emprestar, 78 mil milhões de euros, a um juro alto mas menor do que o conseguiríamos no mercado, mas de curto prazo,
não nos permite diminuir a dívida mas permite-nos neste meio tempo pagar aos mercados financeiros (ao capital privado)
livrando-os assim de dívidas mal paradas que são transferidas para o bolso dos contribuintes dos países que sustentam e financiam o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, o BCE e o FMI.
Eis o milagre.

Com o seu plano a troica salva os banqueiros milionários das dívidas malparadas dos países em dificuldade e atira para o bolso do comum cidadão europeu (e, em parte, de outros continentes, no caso do FMI) o perigo de dívidas que não há a certeza de poderem ser pagas ou que quase certamente não serão pagas na totalidade.

Que fazer então?
Havia outras medidas.
Potenciar a nossa capacidade de negociar concertando (ou ao menos tentar) posições com a Grécia, a Irlanda e a Espanha, para mudar o paradigma:
"somos muito diferentes da Grécia",
ou a Espanha:
"somos muito diferentes de Portugal".

Cumprir a diminuição do défice, mas fazendo recair nas camadas mais ricas uma muito maior e significativa contribuição.
Não privatizar as empresas mais importantes e rentáveis.
Exigir renegociação dos juros e dos prazos.
Porque uma coisa é sabida de toda a gente: com as medidas recessivas impostas pela troica não é possível conseguir o essencial, o crescimento da economia.
Por isso esta meta não passa de uma demonstração de cinismo.

Há alguma capacidade de êxito da imposição de renegociação porque o que está em causa e isso vai ficando cada dia mais claro é o ataque ao euro, como o demonstram as Moody's.
E se a UE não tomar as medidade indispensáveis e conhecidas da defesa de cada um dos seus membros quer o euro quer a UE terão os dias contados.

# posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra


De PR quer ESTADO a pagar + aos Privados !! a 12 de Julho de 2011 às 09:45
Falácia
[Publicado por Vital Moreira, CausaNossa, 11.7.2011]

«O Presidente defendeu hoje que todos os cidadãos têm direito a cuidados de saúde de qualidade, mas considerou que o Estado deve delegá-los se não conseguir custeá-los.»

Mas então se o Estado delegar a sua prestação não tem de os pagar à entidade prestadora?!

E se não tiver dinheiro para os custear no SNS, onde irá buscar o dinheiro para os custear a outras entidades prestadoras?

A afã ideológico da privatização do SNS leva a comprometedoras falácias como estas, como se os privados trabalhassem "à borla" ou fizessem "jeitos" ao Estado...

E insiste

As declarações do Presidente da República sobre o SNS -- uma sobre a delegação de tarefas às misericórdias e outra sobre pagamento diferenciado dos cuidados de saúde de acordo com os rendimentos --
não confirmam somente que ele insiste em invadir a esfera governativa, defendendo propostas e iniciativas que só ao Governo compete fazer.

Revelam também o seu total alinhamento com o projecto do Governo para esta área,
abandonando qualquer preocupação de distanciamento em relação ao executivo em funções, que qualquer Presidente da República sempre deveria resguardar.


De -Esperançado -Quem é o teu inimigo? a 12 de Julho de 2011 às 14:54
QUEM É O TEU INIMIGO ?

"Quem é o teu inimigo?".
Boa pergunta, neste tempo de sombras e embustes, neste entardecer de labirintos e ilusões, nesta manhã de espantos.
Na versão portuguesa de Paulo Quintela, ouçamos mais uma vez, alguém que nos ajude a responder, o poeta BERTOLT BRECHT:


QUEM É O TEU INIMIGO ?

Ao faminto que te tirou
O último pão, olha-lo como inimigo.

Mas ao ladrão que nunca passou fome
Não lhe saltas às goelas.

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A MIRAGEM DOS ESPERANÇADOS

Viajar através da versão portuguesa de Paulo Quintela dos Poemas de Bertolt Brecht, abre sempre a porta a novas surpresas e a novas lições. Ajuda-nos muitas vezes a pensar, a proscrever uma eventual letargia, a compreender o que parece estranho.
Ontem, quando um zumbido insalubre de numerologia financeira e predatória pairava no espaço mediático português, empreendi uma dessas viagens. Não posso deixar de partilhar com todos vós um poema então encontrado.


OS ESPERANÇADOS

Porque é que esperais?
Que os surdos vos ouçam

E que os nunca-fartos
Vos dêem alguma coisa!

Que os lobos vos alimentem em vez de vos devorarem!

Que por gentileza
Os tigres vos convidarão

Pra lhes arrancardes os dentes!
É por isso que esperais!

[Bertolt Brecht]
(- por Rui Namorado, OGrandeZoo)


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