4 comentários:
De Colossal discriminação contributiva a 14 de Julho de 2011 às 14:55
O Sol e a colossal sombra


Da série dos chavões para o injustificável, o de hoje vai ser:
"Exceptuam-se os capitais para evitar que eles fujam"

Como todos os chavões justificativos para a pouca vergonha e para o roubo aos que tudo pagam em benefício dos que se julgam com direito a tudo, também este ignora a existência da Lei e a máxima de que, num Estado de Direito, ninguém está acima dela.

Sabemos que os capitais são apátridas. Por o serem não fogem. Movimentam-se sem preconceitos de fronteira e de Nação e funcionam onde lhes é mais rentável. Se ainda existem no nosso território é porque têm interesse em cá estar.

O Ministro das Finanças vai fazer a sua primeira "colossal" acção de propaganda e vai-nos tentar convencer que os poucos capitais que permanecem em Portugal estão na mão de beneméritos que, por o serem, têm de ser poupados aos sacrifícios impostos a todos os restantes cidadãos. Vai explicar, para justificar mais um assalto, a colossal incompetência da "trindade" que nos auditou deixando-se ludibriar pelo Governo cessante, como se ela não tivesse os instrumentos para não se deixar enganar e não os soubesse usar.

Esta colossal conferência de imprensa encriptada em economicês irá deixar marcas. Não se destina a quem vai pagar, porque a esses está garantida a retenção na fonte, mas sim aos que detêm a chave da desencriptação da mensagem que lhes garante haver ainda lugar a muito saque para seu proveito.

Quando o Ministro anunciar logo que quem trabalha ou trabalhou toda a vida vai ser chamado, de novo, para sustentar os lucros de uns quantos, confirmará a esses quantos que os seus direitos são intocáveis. Vai anunciar-lhes que não se devem preocupar, com a mesma calma com que um destes dias anunciará, colossalmente, que não se devem investigar e prosseguir os assassinos em série porque eles poderão fugir para voltar a matar.

O Sol quando nasce é para todos mas a sombra que dele protege só está reservada para alguns.

LNT [0.276/2011]
Temas: Desigualdade, Fisco, Impostos, Roubos


De Zé T. a 14 de Julho de 2011 às 12:07
«O deficit de Portugal está a crescer 35,3 milhões por dia (INE).
Existe um desvio enorme em relação ao que Portugal se comprometeu com a troika. ...»

Que espanto !

Qualquer aprendiz de economia sabe que com juros a +de 5%
(e actualmente já andamos a pagar a mais do dobro!! juros de emprétimos para pagar empréstimos...!!) e sem petróleo ou equivalente (ou escravatura) ...
NENHUMA ECONOMIA consegue crescer nem sequer estabilizar o seu défice !!

Mesmo que o Estado reduzisse a DESPESA de funcionamento
(nºtrabalhadores, salários, pensões, electricidade, rendas, segurança, justiça, saúde, ensino, ...)
e de investimento
(ou até a simples reparação de equipamentos)...
-isto é, se de facto deixasse de existir Estado e Administração Pública ...(seria o caos da barbárie...) e não esqueçamos a maior fatia da 'Dívida soberana' não é pública mas privada e é esta que a arrasta...) -

a DÍVIDA (e os juros do seu custo), só por si e ao nível que está, continuaria a crescer, como está, e cada vez pior, pois ó seu crescimento já está num plano EXPONENCIAL ... até rebentar.

As acções de melhoria e racionalização de actividade pública e privada devem fazer-se ...
mas a solução deixou de ser simples economia contabilística interna
para ser um problemão de economia política internacional.

E aí, o que conta, é a capacidade de negociação/diplomacia/alianças e da força/peso do/s país/es e da União Europeia face aos adversários:
a alta FINANÇA
(nacional e internacional, os especuladores, a banca, os multimilionários, os credores de peso...
e os outros grandes agentes no mercado global da moeda/divisa de referência internacional:
EUA, China, Árabes, Rússia, ...)


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 14 de Julho de 2011 às 12:18
Então se é assim (e eu concordo), porque é que o anterior e o actual governo comprometeram Portugal a esse contínuo endividamento?
Porque toda a gentinha sabe que pagar dívidas contraindo dívidas a juros ainda maiores só serve para abrir caminho para o maior bancarrota.
Sbe porque é que estamos a negociar a bancarrota? Ou um maior endividamente?
Será que há comissões?


De ..'' Pornografia Dourada '' .. a 15 de Julho de 2011 às 15:23
''PORNOGRAFIA DOURADA'' das ''nossas'' élites

ECONÓMICA-FINANCEIRA-SOCIAL das ''nossas'' élites GESTORAS, DIRIGENTES, ADMINISTRADORES, ...

Agora digam que há crise!! (ou porque é que ... )

Alguns dos que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e da implementação das reformas estruturais de que Portugal precisa para responder aos desafios de uma economia cada vez mais globalizada:

Diário de Notícias - 16.04.2010

Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI-20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.

Daniel Proença de Carvalho

Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.

António Nogueira Leite

O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria. Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.

José Pedro Aguiar-Branco

O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.

António Lobo Xavier

Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.

Vítor Gonçalves

Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves, recebeu mais de 200 mil euros no ano passado. Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião.

... e por aí há muito mais ...


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