Voltar à Agricultura. Para quê?

Agricultores pedem estado de calamidade pública para a região.

A Federação dos Agricultores do Distrito de Santarém (FADS) e a Associação de Produtores de Tomate do Ribatejo (APTR) vão pedir que o governo decrete o estado de calamidade pública para a região, em virtude dos prejuízos causados pelas intempéries de Maio e Junho.

Correio do Ribatejo

 

Voltar à Agricultura para quê?
Para continuarmos todos a pagar as quebras de um negócio particular?
Então temos de pagar porque chove? E porque não choveu?
Porque faz calor? E porque fez frio?

Porque tiveram uma quebra na produção quando comparada ao ano anterior de 60%?

E quando aconteceu o contrário e tiveram uma produção maior em «x»% comparativamente ao ano anterior?
Ou ainda, porque o tempo esteve excelente e foi um ano de boas colheitas?
Reportaram o excesso desses «lucros» ao estado?

Como se poderá chamar um negócio que quando dá prejuízo «pagamos todos» e quando dá lucro é só deles?

Vamos voltar à Agricultura? Ou à «mama»?

 



Publicado por [FV] às 12:18 de 20.07.11 | link do post | comentar |

2 comentários:
De Xa2 a 21 de Julho de 2011 às 15:49
Valorizar a produção e o trabalho

Eu acredito na Agricultura ...
mas sei que assim não está bem ...
e empurrar pessoas para lá só porque estão desempregadas, ... e quando não têm meios técnicos, financeiros, nem terra disponível, nem segurança/condições de vida decente, ...

é ostracizar concidadãos, atirando-os para a miséria, pobreza, exploração, ... ( é dizer: ''vão morrer longe da minha vista...'')
é tratá-las como cidadãos de 2ª ou 3ª categoria, como servos (da gleba/ herdade do financeiro), a quem se recusam direitos nem se lhes permite aproximar-se dos centros de poder, da sombra dos excelentíssimos senhores que se apropriam do que é público e des-mandam em Portugal.

Reconhece-se que muitas muitas actividades privadas (com alguns bancos e seguradoras à cabeça) são um sorvedouro de fundos públicos, isto é: há demasiadas empresas a viver/'mamar' demasiados subsídios do Estado, sem capacidade para existirem autonomamente ou, tendo-a, enganam burlam abusam delapidam (com a incompetência e/ou a conivência e partilha de benesses de alguns corruptos)
o património/ orçamento do Estado, furtando/roubando bens/ dinheiro daqueles que não fogem/pagam impostos e não ''mamam'' do Estado.

Mas há formas de incentivar e valorizar a Agricultura (e a agro-pecuária, as pescas, a aquacultura, as indústrias, os sectores e recursos considerados BEM fundamental, estratégico e prioritário para a nação).

- uma é através de subsídios aos que se dedicam a essa actividade (assegurando-lhes um rendimento decente), como fazem os franceses (através da PAC da UE), os japoneses (para o arroz), ...

- outra é através de uma revolução na verdadeira defesa da RAN, no redimensionmento da propriedade (seja através de incentivos à compra-venda-troca, emparcelamento, seja através da penalização tributária das parcelas não exploradas, ...), no aproveitamento da água, energia, novas tecnologias, selecção de sementes, acompanhamento fito-sanitário, ...
e na armazenagem, transformação (agro-alimentar, ...) e escoamento dos produtos (preservando a qualidade, dando-lhe valor acrescentado, favorecendo a união/cooperação de produtores, ...).

- esta valorização da produção nacional/local de bens transacionáveis deve ser acompanhada com uma outra revolução de mentalidades, nomeadamente para:
ser menos consumista/acumulador de bens materiais, ser menos seguidor de modas e de produtos/marcas estrangeiras/importadas (especialmente quando vêm de países que usam e abusam de ''dumping'' ambiental, social e comercial), e ser mais ecológico/ amigo do Ambiente ( RRR : Reduzir, Reutilizar, Reciclar).

Zé T.


De Mamões a 21 de Julho de 2011 às 12:57
Somos um país de mamões, seja na agricultura, na industria ou nos bancos.

Somos um país de mamões, seja no estado, nas autarquias ou no privados.

Somos um país de mamões, nascemos a mamar e morremos mamando. esperemos que as tetas nunca sequem, para todos, visto que para alguns nunca chegaram a ter leite.


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