Cavacadas

O poder político enterrado até à ponta dos cabelos mas, quem paga?

O Sr. Facebook, leia-se Dr. Cavaco Silva, Presidente da República comunicou ao país que é a favor da taxação da riqueza, incluindo a patrimonial.

O PÚBLICO diz saber que foi recebida com agrado, em Belém, a notícia de que o executivo pondera suscitar o debate sobre o assunto quando for analisado o Documento de Estratégia Orçamental, na Assembleia da Republica.

Já agora, seria interessante que o PÚBLICO procurasse saber como poderá e deverá ser taxado o empréstimo não pago feito pelo BPN à Amorim Energia para comprar a participação desta na Galp.

Segundo o que foi noticiado e conforme requerimento, recentemente, feito pelo BE na Assembleia da Republica ao respectivo previdente, os mil e seiscentos milhões de Euros (€1.600.000.000,00) emprestados pela entidade bancária gerida pelos amigos do Dr. Cavaco Silva não foram pagos.

Estas artimanhas financeiras não deveriam ser objecto de processo de investigação criminal? O Ministério Público e os senhores procuradores gerais  não deveriam, ex-oficio, meter as mãos na massa destas falcatruas?

Esperamos (sentados esta claro) respostas a estas e a muitas outras perguntas que continuam com as interrogações de pé.

 

 



Publicado por Zé Pessoa às 15:00 de 26.08.11 | link do post | comentar |

9 comentários:
De .Poupar ?! e Nomenklatura a Esbanjar !?! a 26 de Agosto de 2011 às 16:30
A presidente da Assembleia da República acaba de atribuir a Mota Amaral, na qualidade de ex-presidente do Parlamento, um gabinete, uma secretária, um BMW 320 e um motorista.

O despacho é assinado por Assunção Esteves, e remete para o articulado que regulamenta o funcionamento dos serviços da Assembleia da República, a Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março.

O facto está a ser divulgado na Internet, e está a ser apresentado como uma prova de que a Assembleia da República não aplica a si mesma os cortes que, na atual crise, o governo tem vindo a impor aos portugueses.

Os e-mails que já correm na Internet sobre este assunto apresentam como título "Poupar????? É só para alguns....."

Creio que o pior problema é a aplicação das " leis " ...pelos juizes ... e neste caso pela Presidente da Assembleia da República e seus pares ...
Afinal ... todos aqueles foram eleitos para zelar pelos interesses colectivos...
Só que depois de " lá estarem " esquecem-se dos fins para que foram eleitos e ...pensam mais nos próprios interesses !!!
Isto de servir a " res publica " não é coisa fácil e requer uma grande capacidade de entrega e disponibilidade para os outros.
Falta de " cultura cívica " é o que mais se vê ...por todo o lado.
23.7.2011
----------------------------
Uma VERGONHA NACIONAL
Não será muito devido à crise, mas sempre dá para as meias solas …para ir á reunião!!! ou confraternização?

Folha salarial, da responsabilidade da Câmara Municipal de Guimarães, dos administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:

- Jorge Sampaio - Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 350 € por reunião
- Carla Morais - Administradora Executiva
12.500 € (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- João B. Serra - Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião

Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se
destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 350 €.

Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano (dinheiro injectado pelo Estado Português) em salários. Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros !!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM !

Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!
Alguém acredita em leis anti-corrupção feita por corruptos?
---------------------
Sociedade do "cunhacimento".

Impressiona a leitura do artigo do Correio da Manhã sobre a quantidade de políticos, ex-políticos, filhos e parentes que estão hoje alojados nos quadros da PT-Portugal Telecom. Um autêntico viveiro !!!
E faz ainda mais impressão pensar que a amostra é de uma investigação superficial; mais se aprofundasse, e muito mais se encontraria.
E o pior é se nos lembrarmos que esta não é a única bolsa de empregos da nomenklatura do regime; fosse feito o mesmo exercício na CGD e noutras prateleiras douradas, e o resultado seria estarrecedor.

Fazem parte dos QUADROS da PT os filhos/as de:
- Teixeira dos Santos.
- António Guterres.
- Jorge Sampaio.
- Marcelo Rebelo de Sousa.
- Edite Estrela.
- Jorge Jardim Gonçalves.
- Otelo Saraiva de Carvalho.
- Irmão de Pedro Santana Lopes.
Estão também nos quadros da empresa, ou da subsidiária TMN:
- João de Deus Pinheiro.
- Briosa e Gala.
- Jaime Gama.
- José Lamego.
- Luis Todo Bom.
- Álvaro Amaro.
- Manuel Frexes.
- Isabel Damasceno.
Para efeitos de "pareceres jurídicos" a PT recorre habitualmente aos serviços de:
- Freitas do Amaral.
- Vasco Vieira de Almeida.
- Galvão Telles.
.... e
semelhante para CGD, Metro, REFER, CP, ANA, ...etc


De Desgraçado e burlado povo a 26 de Agosto de 2011 às 16:44
À rica e à portuguesa

Não é à francesa mas, é muito mais à rica que a nossa “casa real” (da PR, Belém) vive a avaliar pelo orçamento.
Como o “nosso Rei” deixou de ter ordenado, face às exigências impostas pelo “governo de cubanos lisboetas”, segundo palavras do outro rei que, não sendo das Berlengas, se fixou , “ad eternum” na Madeira mas manda as gigantescas facturas para os amigaços governantes do contnente pagarem, provavelmente, em jeito de compensação foi-lhe aumentada a “ração orçamental”.

Na verdade nem a casa real espanhola ou inglesa têm um tão abastado orçamento como a do “nosso” Palácio de Belém.
Este valor orçamental, dava para 90 famílias que ganham o salário mínimo, viverem durante um mês. Estas contudo, são aconselhadas à coabitação social e se possível as IPSS normalmente ligadas à igreja e a outras instituições de gente de bem coisa de que se duvida o Estado esteja em tal consideração.

Deve viver-se bem num Palácio, ali mesmo ao pé dos pastelinhos de Belém com um orçamento de 45 mil euros por dia.

São 16 milhões por ano de orçamento para a Presidência da República, mais que o dobro daquilo a que tem direito a Casa Real Espanha que se fica pelos 7 milhões.

Como diria o António, o de Santa Comba, somos todos portugueses mas há uns que são mais portugueses que os outros. Assim era, assim continua e viva a democracia que os sacrifícios nunca são iguais para todos.


De Izanagi a 27 de Agosto de 2011 às 12:35
Só quero lembrar que os deputados são eleitos por nós. As suas capacidades ( uma grande facilidade discursiva e os seus defeitos ( imensos, em quase todos eles) têm o nosso aval. De que se queixam? Chegam a votar em pessoas que até ao momento de votar desconheceiam que existiam e outros que conhecem e reconhecem incompetência, votam igualmente neles. De que se queixam?


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 27 de Agosto de 2011 às 17:35
Então agora já não devíamos ter ido votar?
Como não «conhecíamos» os deputados...
Mas se não tivessemos votado, estaria agora um qualquer comentador, a dizer, pois a culpa é dos que se abstiveram...
É o chamado »preso por ter cão e preso por não o ter...»
Este sistema eleitoral que a «democrácia» nos arranjou tem este handicaps...
Está feito para serem eleitos por todos, os que votam e os que não votam, quem eles querem que vá a votos. E dizendo que todos «somos iguais» e portanto que podemos também ser candidatos e eleitos, é uma mera falácia.
É como nos dizerem - trabalha, meu filho, que um dia podes ser alguém...
Quando os «alguéns» deste nosso actual mundo, chegaram ao exercício do poder, não pelo trabalho, mas outros critérios e percursos, que me coíbo de nomear.
Ms são os da dialética, como aqui os do Luminária são exemplo, que perpetuam o sistema que os come... Anjinhos destes comem «eles» todos os dias ao pequeno almoço.


De anónimo a 29 de Agosto de 2011 às 00:10
A Professora reformada que vive à custa do marido

*Uma reformada com 800 euros de pensão que vive à custa do marido*
A casinha no Algarve e a reforma, são dados pessoais e ninguém teria que
meter o bedelho, não fosse o caso do seu esposo e reeleito Presidente da
República ter explicitamente referido a situação de que a sua esposa "só"
auferia 800? de reforma...(tadinha...)
Houve difamação, dizem os seus apaniguados, mas então, atentem no caso
estranho da ...

*DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS DE **MARIA CAVACO SILVA*

*- BCP: **Conta à ordem nº 882022 (1ª Titular) - 21.297,61 Euros;*
* Depósito a prazo: 350.000,00 Euros (vencimento
04/04/2011);*
*- BPI: **Conta à ordem nº 60933.5 - 6.557 Euros;*
* Depósito a Prazo: 140.000,00 Euros (juro 2,355%,
vencimento em 21/02/2011);*
* Depósito a Prazo: 70.000.00 Euros (juro 2.355%,
vencimento em 20/03/2011).*
*- PPR: ** 52.588,65 Euros;*

*- Acções detidas: *
* BPI - 6287;*
* BCP - 70.475;*
* BRISA - 500;*
* COMUNDO - 12;*
* ZON - 436;*
* Jerónimo Martins - 15.000;*
*- Obrigações BCP FINANCE: **330 unidades (Juro Perpétuo 4.239%);*

*- FUNDOS DE INVESTIMENTO:*
* **Fundo AVACÇÕES DE PORTUGAL - 2.340 unidades;*
* Milenium EURO CARTEIRA - 4.324.138 unidades;*
* POJRMF FUNDES EURO BAND EQUITY FUND - 118.841.510 unidades;*

*Para uma "professora reformada" com 800 euros, esta poupança é bestial...!!!*
*AQUI ESTÁ UMA VERDADEIRA INVESTIDORA ...!!!!* a srª 1ª dama da República do Faz-de-conta. !!!


De .Enriquecer... à custa de... a 30 de Agosto de 2011 às 10:38
COMO O BELMIRO COMEÇOU A ENRIQUECER...

...NADAVA NAS áGUAS DA UDP...
«
Quando, em 14 de Março de 1975, o governo de Vasco Gonçalves nacionalizou a banca _COM O APOIO DE TODOS OS PARTIDOS QUE NELE PARTICIPAVAM_ (PS, PPD e PCP), todo o património dos bancos passou a propriedade pública.
O Banco Pinto de Magalhães (BPM) detinha a SONAE, a única produtora de termolaminados, material muito usado na indústria de móveis e como revestimento na construção civil.
Dada a sua posição MONOPOLISTA, a SONAE constituía a verdadeira tesouraria do BPM, pois as encomendas eram pagas a pronto e, por vezes, entregues 60, 90 e até 180 dias depois.
Belmiro de Azevedo trabalhava lá como agente técnico (agora engenheiro técnico) e, nessa altura, vogava nas águas da UDP.
Em plenário, pôs os trabalhadores em greve com a reclamação de a propriedade da empresa reverter a favor destes.
A União dos Sindicatos do Porto e a Comissão Sindical do BPM (ainda não havia CTs na banca) procuraram intervir junto dos trabalhadores alertando-os para a situação política delicada e para a necessidade de se garantir o fornecimento dos termolaminados às actividades produtoras.
Eram recebidas por Belmiro que se intitulava "/chefe da comissão de trabalhadores/", mas a greve só parou mais de uma semana depois quando o governo tomou a decisão de distribuir as acções da SONAE aos trabalhadores proporcionalmente à antiguidade de cada um.

É fácil imaginar o panorama. A bolsa estava encerrada e o pessoal da SONAE detinha uns papéis que, de tão feios, não serviam sequer para forrar as paredes de casa.
Meses depois, aparece um salvador na figura do /chefe da CT/ que se dispõe a trocar por dinheiro aqueles horrorosos papéis.

Assim se torna Belmiro de Azevedo dono da SONAE. E leva a mesma técnica de tesouraria para a rede de supermercados Continente depois criada onde recebe a pronto e paga a 90, 120 e 180 dias.

Há meia dúzia de anos, no edifício da Alfândega do Porto, tive oportunidade de intervir num daqueles debates promovidos pelo Rui Rio com antigos primeiros-ministros e fiz este relato.
Vasco Gonçalves não tinha ideia desta decisão do seu governo, mas não a refutou, claro.
Com o salão pleno de gente e de jornalistas, nenhum órgão da comunicação social noticiou a minha intervenção.

Este relato foi-me feito por colegas do então BPM entre eles um membro da comissão sindical (Manuel Pires Duque) que por várias vezes se deslocou na altura à SONAE para falar aos trabalhadores.
Enviei-o para os jornais e, salvo o já extinto "Tal & Qual", nenhum o publicou.

Gaspar Martins, bancário reformado, ex-deputado
»
(texto recebido por e-mail)


De Legal !!?!! receber 2 ordenados chorudos a 30 de Agosto de 2011 às 11:09
Presidente dos CTT recebia dois ordenados

COMPRENDE-SE POR QUE É PORTUGAL ESTÁ NAS LONAS.
OU PRECISA-SE DE MAIS EXPLICAÇÕES ??????!!!!!!!!!!!!!!!???'


O Presidente do Conselho de Administração dos CTT, Estanislau Mata da Costa - que se demitiu no final do mês passado, sem ter terminado o mandato - recebeu, durante cerca de dois anos, dois vencimentos em simultâneo:
um pelo cargo nesta empresa, de cerca de 15 mil euros,
e outro correspondente às suas anteriores funções na PT, de 23 mil euros. E isto apesar de ter suspendido o vínculo laboral com a PT.

A descoberta foi feita pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF), na sequência de uma auditoria realizada após denúncias da comissão de trabalhadores dos CTT sobre actos de alegada MÁ GESTÃO na empresa.

Segundo soube o SOL, o Conselho de Administração da empresa terá recebido o relatório preliminar desta auditoria no dia 29. A demissão de Mata da Costa foi anunciada no dia seguinte e justificada pelo próprio com «razões exclusivamente do foro pessoal e familiar».
A IGF classifica esta acumulação de vencimentos por parte de Mata da Costa - num valor mensal de cerca de 40 mil euros (ao todo, um milhão e 575,6 mil euros recebidos entre Junho de 2005 e Agosto de 2007) -
como «eticamente reprovável, ainda que possível do ponto de vista legal».
Ainda assim, a IGF decidiu encaminhar o caso para a Procuradoria-Geral da República, por ter «dúvidas quanto à legalidade» da situação.

Segundo o relatório preliminar da IGF, a que o SOL teve acesso, Mata da Costa, que era quadro da PT, foi nomeado para presidir aos CTT em Junho de 2005. Mas, em vez de se desligar desta empresa, fez um acordo de «suspensão do contrato de trabalho, embora estranhamente sem perda de remuneração

Por estas e outras como estas é que nós vamos ficar sem metade do Subsídio de Natal

Por favor dar conhecimento aos Portugueses porque os media andam distraídos(?)


De . Indignados ou mansos...?! até... a 31 de Agosto de 2011 às 13:11
Isto ainda vai acabar por provocar uma REVOLUÇÃO a Sério...

Mais uma golpada (e nós a pasgar ! Mansos !!)-

Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente
de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços
Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem,
poucos devem saber para o que serve.

Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo
porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem
maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e
risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos,
subsídios ou outros quaisquer benefícios.

Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa
com 12 mil euros por mês durante o máximo de dois
anos, até encontrar um novo emprego.
Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas
você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».

E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade
própria!».

E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais
12 000 por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador
que se despede e fica a receber seja o que for?».

Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já
respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração
da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos
Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao
estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».

Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE forem mais vantajosos para os seus
gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.

Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde
a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a benção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.

Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público.
Mas, voltemos à nossa história...

O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo.

Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o
sector energético.

E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.

A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.

Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos
aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte, estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.


JÁ AGORA FAÇAM LÁ O FAVORZINHO DE REENVIAR PARA A V/ LISTA DE AMIGOS, COM A FOTO DO CHULO,
PARA QUE FIQUE BEM CONHECIDO !


De lourenço a 26 de Agosto de 2011 às 16:16
Não há dúvida. Somos um país que não consegue cortar despesa. A prova tivemo-la hoje quando o ministro das Finanças convocou a Imprensa para uma declaração (sem direito a perguntas) para anunciar mais… um aumento de impostos.


Desta vez, a passagem do IVA do gáselectricidade da taxa de 6 para 23%. Tudo porque o governo precisa de mais 100 milhões de euros para ajudar a quadrar as contas deste ano (o défice de 5,9%, como referiu a Troika logo a seguir, é intocável!).

Mas maior que a desilusão de mais um aumento de impostos (Vítor Gaspar dir-me-ia, no final da conferência de imprensa que cortes de despesa ficam para a apresentação do OE 2012), foi a conferência de imprensa da Troika. Não que não tivessem sido (espantosamente) detalhados quanto aos problemas da economia portuguesa (até conseguiram especificar onde ocorreram os desvios orçamentais deste ano, coisa que devia ter sido feita pelo Governo). Não que não tivessem confirmado que seguem a implementação do programa de ajustamento ao milímetro; não que tivessem feito novos avisos à Banca (a desalavancagem não pode prejudicar o financiamento das empresas e os bancos precisam de aumentar o capital, mesmo que isso implique novos accionistas, Estado inclusivé); não que não tivessem repetido que o Estado tem de sair de uma série de sectores da economia; não que não tivessem reiterado que a União vai garantir o financiamento de Portugal se o país não conseguir regressar aos mercados, desde que implementemos o plano acordado com a Troika (vamos ver se os parlamentos alemão, finlandês e holandês não tiram o tapete às decisões da cimeira de 21 de Julho); não que não tenham feito finca-pé na redução da Taxa Social Única, em 6 a 7% e para todos os sectores (num “aviso” àqueles que no governo e Banco de Portugal preferiam uma versão minimalista do corte da TSU); não que não tivessem “sugerido” um novo programa de “governance” na Madeira (pena que não tivessem dito o mesmo para as autarquias…); não que não tenha reiterado que o ajustamento orçamental se não for acompanhado de reformas estruturais só resolve parte do problema (a economia estagna)…

Mas se eles fizeram tantos avisos, perguntará o leitor, porque estou tão desiludido? É simples: não foram suficientemente assertivos na questão do corte de despesa. Quando perguntei à Troika se não estavam desapontados com o facto de o Governo, até agora, ter feito “mais do mesmo”, a resposta foi: o governo tomou posse há pouco tempo, há que compreender isso. “Mas não é verdade que não fez nada: estabilizou o ritmo de crescimento da despesa”. Como analista a “força” desta declaração não chega. É verdade que Poul Thomsen, mais à frente, ainda disse que em 2012 terá de haver “cortes substanciais de despesa”. Mas a Troika tinha obrigação de ter posto mais pressão sobre o Governo. Para bem do próprio Governo (a opinião pública teria mais uma prova de que Portugal não tem saída senão o corte de despesa) e por respeito pelo contribuinte, que acaba sempre por pagar as correcções dos desvios orçamentais.

Mais: ontem ficámos a saber que parte do desvio das despesas de 2011 (provocado pelo BPN, em 320 milhões, e pela Madeira, em 277 milhões) será coberto pela transferência do fundo de pensões da banca para a Segurança Social. Só que este “pormaior” foi divulgado pela Troika, quando devia ter sido pelo Governo. Inadmissível!


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