9 comentários:
De anónimo a 29 de Agosto de 2011 às 00:10
A Professora reformada que vive à custa do marido

*Uma reformada com 800 euros de pensão que vive à custa do marido*
A casinha no Algarve e a reforma, são dados pessoais e ninguém teria que
meter o bedelho, não fosse o caso do seu esposo e reeleito Presidente da
República ter explicitamente referido a situação de que a sua esposa "só"
auferia 800? de reforma...(tadinha...)
Houve difamação, dizem os seus apaniguados, mas então, atentem no caso
estranho da ...

*DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS DE **MARIA CAVACO SILVA*

*- BCP: **Conta à ordem nº 882022 (1ª Titular) - 21.297,61 Euros;*
* Depósito a prazo: 350.000,00 Euros (vencimento
04/04/2011);*
*- BPI: **Conta à ordem nº 60933.5 - 6.557 Euros;*
* Depósito a Prazo: 140.000,00 Euros (juro 2,355%,
vencimento em 21/02/2011);*
* Depósito a Prazo: 70.000.00 Euros (juro 2.355%,
vencimento em 20/03/2011).*
*- PPR: ** 52.588,65 Euros;*

*- Acções detidas: *
* BPI - 6287;*
* BCP - 70.475;*
* BRISA - 500;*
* COMUNDO - 12;*
* ZON - 436;*
* Jerónimo Martins - 15.000;*
*- Obrigações BCP FINANCE: **330 unidades (Juro Perpétuo 4.239%);*

*- FUNDOS DE INVESTIMENTO:*
* **Fundo AVACÇÕES DE PORTUGAL - 2.340 unidades;*
* Milenium EURO CARTEIRA - 4.324.138 unidades;*
* POJRMF FUNDES EURO BAND EQUITY FUND - 118.841.510 unidades;*

*Para uma "professora reformada" com 800 euros, esta poupança é bestial...!!!*
*AQUI ESTÁ UMA VERDADEIRA INVESTIDORA ...!!!!* a srª 1ª dama da República do Faz-de-conta. !!!


De .Enriquecer... à custa de... a 30 de Agosto de 2011 às 10:38
COMO O BELMIRO COMEÇOU A ENRIQUECER...

...NADAVA NAS áGUAS DA UDP...
«
Quando, em 14 de Março de 1975, o governo de Vasco Gonçalves nacionalizou a banca _COM O APOIO DE TODOS OS PARTIDOS QUE NELE PARTICIPAVAM_ (PS, PPD e PCP), todo o património dos bancos passou a propriedade pública.
O Banco Pinto de Magalhães (BPM) detinha a SONAE, a única produtora de termolaminados, material muito usado na indústria de móveis e como revestimento na construção civil.
Dada a sua posição MONOPOLISTA, a SONAE constituía a verdadeira tesouraria do BPM, pois as encomendas eram pagas a pronto e, por vezes, entregues 60, 90 e até 180 dias depois.
Belmiro de Azevedo trabalhava lá como agente técnico (agora engenheiro técnico) e, nessa altura, vogava nas águas da UDP.
Em plenário, pôs os trabalhadores em greve com a reclamação de a propriedade da empresa reverter a favor destes.
A União dos Sindicatos do Porto e a Comissão Sindical do BPM (ainda não havia CTs na banca) procuraram intervir junto dos trabalhadores alertando-os para a situação política delicada e para a necessidade de se garantir o fornecimento dos termolaminados às actividades produtoras.
Eram recebidas por Belmiro que se intitulava "/chefe da comissão de trabalhadores/", mas a greve só parou mais de uma semana depois quando o governo tomou a decisão de distribuir as acções da SONAE aos trabalhadores proporcionalmente à antiguidade de cada um.

É fácil imaginar o panorama. A bolsa estava encerrada e o pessoal da SONAE detinha uns papéis que, de tão feios, não serviam sequer para forrar as paredes de casa.
Meses depois, aparece um salvador na figura do /chefe da CT/ que se dispõe a trocar por dinheiro aqueles horrorosos papéis.

Assim se torna Belmiro de Azevedo dono da SONAE. E leva a mesma técnica de tesouraria para a rede de supermercados Continente depois criada onde recebe a pronto e paga a 90, 120 e 180 dias.

Há meia dúzia de anos, no edifício da Alfândega do Porto, tive oportunidade de intervir num daqueles debates promovidos pelo Rui Rio com antigos primeiros-ministros e fiz este relato.
Vasco Gonçalves não tinha ideia desta decisão do seu governo, mas não a refutou, claro.
Com o salão pleno de gente e de jornalistas, nenhum órgão da comunicação social noticiou a minha intervenção.

Este relato foi-me feito por colegas do então BPM entre eles um membro da comissão sindical (Manuel Pires Duque) que por várias vezes se deslocou na altura à SONAE para falar aos trabalhadores.
Enviei-o para os jornais e, salvo o já extinto "Tal & Qual", nenhum o publicou.

Gaspar Martins, bancário reformado, ex-deputado
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(texto recebido por e-mail)


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