6 comentários:
De Um Coelho de Raspar a 31 de Agosto de 2011 às 17:14
Sempre que há más noticias a dar aos portugueses o primeiro-ministro raspa-se. Já em Agosto, quando decidiu o aumento do IVA para a electricidade e o gás e transportes, Pedro Passos Coelho foi a banhos para a Manta Rota e quem anunciou as nefastas notícias foi Vítor Gaspar.

Hoje foi o mesmo Victor Gaspar que voltou anunciar mais um pacote de, nefastos, sacrifícios aos portugueses, enquanto o mesmo Passos Coelho, primeiro-ministro se raspou para o estrangeiro.

Coincidências ou estratégias? O Gaspar sempre terá melhor postura comunicacional e não pertence ao aparelho social-democrata. Será isso?

Contudo o homem parece que não explicou o desvio agora encontrado de mais de 2,5 mil milhões de Euros (BPN, nomeações e ... ?)


De Palavras q.Odeio e interesses inversos.. a 31 de Agosto de 2011 às 12:39
Palavras que Odeio
...
passaram a haver palavras que há algum tempo não eram odientas mas que hoje criam aversão por terem perdido o seu sentido original e terem passado a ser a ganga com que se traveste a pouca vergonha daqueles que, depois de escolhidos para nos representarem, pensam ter sido eleitos para

exigirem mansidão perante a chibatada e transformarem gente valorosa numa multidão de mortos-vivos.

Três dessas palavras que hoje odeio, penso que todos os portugueses odeiam e delas têm medo, são:

Coragem – que antes queria dizer "Firmeza de ânimo ante o perigo, os reveses, os sofrimentos" e que hoje significa cobardia perante os poderosos e ânimo para esmifrar os mais fracos;

Histórico – que antes queria dizer "que existiu, que não é ficção" e que hoje significa esmagamento colossal de um povo com História;

Heróico – que antes queria dizer "de que se lança mão em caso desesperado" e que hoje quer dizer retornar uma Nação ao estado de miserável.

São palavras ditas sempre em desfavor do elo mais fraco desta cadeia de súbditos que, por sinal, até é o que sustenta e suporta a cambada incapaz de olhar para a frente abrindo fronteiras de esperança.

LNT , [0.334/2011]
(eu acrescentaria outras : governo, democracia, república, nacional, ... )

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A peneira que tapa o Sol

Já o disse anteriormente mas como agora voltou a moda jornaleira de contabilizar os nomeados para os gabinetes ministeriais, torno à vaca-fria.

Tal como saber o que cada político tinha antes de assumir o poder sem que posteriormente se fique a saber quanto passou a ter, andar nestas continhas de quantos entraram ou saíram dos gabinetes ministeriais é uma medida para desopilar os fantasmas mas não deixa de ser uma tontaria inventada pelos jovens PSD/PP para xingar o Sócrates e que agora serve de pedra de arremesso para pagar na mesma moeda.

É um entretém que deixa de parte as nomeações para os lugares que realmente são o apetite das clientelas mergulhadas nas empresas que estão fora da administração directa do Estado, dos grupos-de-trabalho e dos consultores e conselheiros avençados,
para já não falar da rapaziada que se vai espalhando por todos os níveis de chefia (e equiparados) da Administração Pública.

Serve de parangona mas nada tráz de valor e funciona como a peneira que tapa o Sol e deixa na penumbra
a verdadeira sangria conseguida pelas GORDURAS dos FAVORES.

Tudo isto se insere na mesma lógica que faz com que as receitas nunca cheguem,
mesmo cortando no que resta de social,
porque funciona na ordem INVERSA do INTERESSE dos CONTRIBUINTES e na ordem directa dos que vivem pendurados nas bordas do pote.

Não seria preferível contratar mais médicos para fazer medicina e reduzir o número de chefes de serviço?

Não seria preferível contratar mais professores para dar aulas e reduzir o número dos cargos hierárquicos nas escolas?

Não seria preferível contratar mais motoristas e maquinistas e reduzir o número de "gestores" das empresas transportadoras?

Não seria preferível arranjar mais remadores e menos timoneiros para esta canoa de fundo chato que insiste em naufragar?

LNT , [0.332/2011] A Barbearia , 30e 31.8.2011


De Zé T. a 31 de Agosto de 2011 às 12:08
Embora as contas digam que o dinheiro não chega e que o défice continua a aumentar ...
Ainda não será agora que os ricos irão contribuir para ajudar a pagar a crise...

Parece que a opção deste desGoverno neoLiberal é continuar a ''mimar os ricos''
e 'esmifrar' os TRABALHADORES por conta de outrém,
aqueles APENAS com rendimentos entre os miseráveis 500€ e os 'abonados' das classes médias até 2500€ ou ... vá lá, até aos 5000€ brutos.
acima disso ... estão os ''intocáveis''... duques barões e baronetes que sugam e desgovernam o país e o povo português.

Facturas:
RTP 250 milhões; Madeira, 250 milhões (para além do buracão de 6 mil milhões!!); BPN 5 mil milhões (menos os 40 milhhões da venda + as centenas de milhões que ainda faltam ...), etc etc

?! Solução ?!! ::

--fase 1 (em 3 meses)- cortar metade do subsídio de Natal dos trabalhadores, aumentar água, electricidade, combustíveis, transportes, portagens, ...
facilitar totalmente os DESPEDIMENTOS,
aumentar IVA,
vender ao desbarato acções nas jóias da coroa, PRIVATIZAR, privatizar...,
colocar 300 boys do PSD/CDS e + NEPOTISMO (tachos para familiares directos e cruzados)...

--fase 2 (2ºtrimestre de 'governação')- cortar nº trabalhadores na administração pública (DESPEDIMENTOS) ,
acabar com 'benefícios sociais' e serviços públicos ('substituindo'-os por + tretas de apoios aos pobrezinhos, caridadezinha, voluntariado, ...),
PIORAR as CONDIÇÔES de trabalho e de desenvolvimento das famílias pobres e classe média (aumentando o nº de alunos por turma, menos técnicos e trabalhadores públicos para fazer o serviço, menos menos...)
aumentar os IMPOSTOS, e custos/... dos serviços públicos,
cortar mais no salário , despedir mais e arbitrariamente, ...
...

Querem mais desGoverno de DIREITA ? não perdem pela demora ...



De chulos e hipócritas a 31 de Agosto de 2011 às 11:42
O governo diz que o corte nos salários da Função Pública não está a ter o efeito desejado, por isso decidiu que, até 2014, terão de sair do Estado dez mil funcionários por ano, o dobro do que ficara acordado com a "troika".
Tanta demagógica hipocrisia. Como queria o governo que os cortes resultassem se o numero de boys aumentaram de forma desmedida e sem um pingo de vergonha? Mais de 600 em dois meses, conforme já postado aqui no Luminária.
Continuam a deitar-nos areia aos olhos. E o povo continua manso que nem cordeirinhos.


De Hipócritas e PPP rebentam o Estado... a 5 de Setembro de 2011 às 18:33
""António Nogueira Leite publicou recentemente um livro com o titulo chamativo, nem mais nem menos do que «Uma Tragédia Portuguesa »– Toda a verdade sobre o Estado da nossa Economia. E uma saída possivel.
O livro é uma longa entrevista conduzida por Paulo Ferreira, editor de economia da RTP.
E explica em detalhe o trajecto e as propostas do professor de Economia, ex-secretário de Estado de um governo PS e actual dirigente do PSD .

Na página 25, apresenta-nos a sua filosofia: " Temos estado a viver acima das nossas possibilidades."
Uma das razões é esta :
É fácil chegar à ideia de que mais de metade dos portugueses vive á conta do Estado»,
contando os funcionários públicos , os pensionistas, os beneficiários de prestações sociais, os desempregados e as suas famílias.
A conta do Estado, acima das nossas possibilidades.

Na badana do livro, o autor apresenta-se como "quadro do grupo Mello, onde é responsável pelo planeamento estratégico e controlo de gestão.» sendo membro do Conselho de Administração da Efacec, a Cuf, da Comitur, da José de Mello Saúde, e ainda administrador da Brisa, da Edp Renováveis e, em nome do grupo Mello, da Reditus, e ainda presidente do Conselho de Administração da Opex.

Nogueira Leite representa assim, como ele próprio assinala, um dos principais grupos participantes nas PARCERIAS PUBLICO PRIVADAS, seja na concessão de hospitais como de auto-estradas.
À conta do Estado e seguramente acima das nossas possibilidades. ""

Conclusão do Zé:

Quando um rico vai a correr " Deixem passar que está com pressa "

Quando um pobre vai a correr " Apanha que é ladrão "


De Apertos aos quase POBRES + tretas. a 31 de Agosto de 2011 às 11:25
Portugal tem de existir

«O Verão acabou. O Governo aprova hoje a estratégia orçamental. É o primeiro passo formal para as medidas que vão reduzir substancialmente o poder de compra da classe média, através de preços mais elevados dos serviços públicos e de rendimentos mais reduzidos pelos impostos para quem tem emprego.

Setembro será o mês de todas as más notícias, mas também o tempo da clarificação que nos permitirá antecipar um futuro melhor, mesmo com menos soberania, ou concluir que a União Monetária como a conhecemos não tem futuro. Portugal vai piorar para melhorar se a Zona Euro conseguir ultrapassar, também em Setembro, a crise política em que está mergulhada e, claro, se o Governo conseguir executar as medidas consagradas no plano imposto pelos financiadores internacionais, a União Europeia e o FMI. [ Link]

O documento de estratégia orçamental vai consagrar, no quadro do acordo assinado com a troika a 17 de Maio, "as previsões económicas e orçamentais" a quatro anos. Chegará depois a subida da electricidade e do gás por antecipação do aumento do IVA; as medidas na área da saúde, que vão aumentar a factura suportada pelos cidadãos; o corte no subsídio de Natal; e no início do ano, com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2012, mais impostos - ou cortes nos benefícios fiscais - e os efeitos da redução da despesa pública não só no Estado (como, por exemplo, na saúde), mas também nas autarquias, nas regiões e nas empresas públicas, municipais e regionais.

Não tenhamos ilusões. O Estado gastar menos significa para cada um de nós gastar mais com menos rendimento, já que não se verifica no curto prazo aquela promessa de menos impostos. E será a classe de rendimentos médios que mais vai sentir o impacto da violenta austeridade que agora se vai iniciar.

O "Passe Social+", ou preços dos transportes mais baixos para quem tem rendimentos abaixo dos 545 euros mensais, ontem anunciados, é apenas um exemplo do que vai acontecer à classe média em muitas outras áreas, como as da saúde e da Segurança Social. A condição de recurso, como se designa a regra de acesso aos serviços fornecidos pelo Estado em função do rendimento, vai provocar um significativo aumento dos preços para rendimentos pouco superiores aos 700 ou 800 euros. Corremos o risco de passar do excesso de gratuitidade para uma situação em que só quem estiver muito perto da pobreza terá acesso a serviços subsidiados pelo Estado.

É um mundo de relação com o Estado completamente diferente do que conhecemos desde praticamente o 25 de Abril de 1974. Passar de um mundo de estado social para quase todos para assistência social apenas aos desfavorecidos dos desfavorecidos, ao mesmo tempo que se aumenta os impostos e se corta salários, é extremamente perigoso para a coesão do País.

O caminho que Portugal tem de percorrer até aos primeiros meses do próximo ano é muito estreito e repleto de perigos bastante mais graves do que os puramente financeiros. A classe média endividada, e sobre a qual estão a cair os impostos e os cortes de despesa, pode não aguentar. E nunca ninguém sabe qual é a gota de água que faz transbordar o copo. Na Tunísia, tudo começou com um jovem licenciado que se imolou pelo fogo quando a polícia lhe confiscou a fruta que tentava vender na rua.

O Governo e as elites portuguesas têm de pensar menos em finanças e mais em economia e política. O que quer isso dizer? Há medidas que dão receitas de tostões mas valem milhões em paz social. Chegou a hora de vermos se temos Portugal ou apenas um grupo de pessoas desunidas que por acaso vivem no mesmo espaço.» [Jornal de Negócios], Helena Garrido.
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Ajuda da treta

«Governo está disponível para dar descontos sociais aos utentes de transportes públicos mais pobres que usem o sistema de passes intermodais (a série L de Lisboa e o Andante do Porto, por exemplo), mas não fará o mesmo no caso dos passes combinados, assinaturas ou dos passes próprios (emitidos pela empresa transportadora).

Aos passes que combinam o transporte por autocarro, barco e comboio - , modalidades que são usadas diariamente por milhões de pessoas nas grandes áreas urbanas - a nova tarifa social, designada de "Passe Social +", não se aplica.» [DN]

Jumento


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