De Palavras q.Odeio e interesses inversos.. a 31 de Agosto de 2011 às 12:39
Palavras que Odeio
...
passaram a haver palavras que há algum tempo não eram odientas mas que hoje criam aversão por terem perdido o seu sentido original e terem passado a ser a ganga com que se traveste a pouca vergonha daqueles que, depois de escolhidos para nos representarem, pensam ter sido eleitos para

exigirem mansidão perante a chibatada e transformarem gente valorosa numa multidão de mortos-vivos.

Três dessas palavras que hoje odeio, penso que todos os portugueses odeiam e delas têm medo, são:

Coragem – que antes queria dizer "Firmeza de ânimo ante o perigo, os reveses, os sofrimentos" e que hoje significa cobardia perante os poderosos e ânimo para esmifrar os mais fracos;

Histórico – que antes queria dizer "que existiu, que não é ficção" e que hoje significa esmagamento colossal de um povo com História;

Heróico – que antes queria dizer "de que se lança mão em caso desesperado" e que hoje quer dizer retornar uma Nação ao estado de miserável.

São palavras ditas sempre em desfavor do elo mais fraco desta cadeia de súbditos que, por sinal, até é o que sustenta e suporta a cambada incapaz de olhar para a frente abrindo fronteiras de esperança.

LNT , [0.334/2011]
(eu acrescentaria outras : governo, democracia, república, nacional, ... )

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A peneira que tapa o Sol

Já o disse anteriormente mas como agora voltou a moda jornaleira de contabilizar os nomeados para os gabinetes ministeriais, torno à vaca-fria.

Tal como saber o que cada político tinha antes de assumir o poder sem que posteriormente se fique a saber quanto passou a ter, andar nestas continhas de quantos entraram ou saíram dos gabinetes ministeriais é uma medida para desopilar os fantasmas mas não deixa de ser uma tontaria inventada pelos jovens PSD/PP para xingar o Sócrates e que agora serve de pedra de arremesso para pagar na mesma moeda.

É um entretém que deixa de parte as nomeações para os lugares que realmente são o apetite das clientelas mergulhadas nas empresas que estão fora da administração directa do Estado, dos grupos-de-trabalho e dos consultores e conselheiros avençados,
para já não falar da rapaziada que se vai espalhando por todos os níveis de chefia (e equiparados) da Administração Pública.

Serve de parangona mas nada tráz de valor e funciona como a peneira que tapa o Sol e deixa na penumbra
a verdadeira sangria conseguida pelas GORDURAS dos FAVORES.

Tudo isto se insere na mesma lógica que faz com que as receitas nunca cheguem,
mesmo cortando no que resta de social,
porque funciona na ordem INVERSA do INTERESSE dos CONTRIBUINTES e na ordem directa dos que vivem pendurados nas bordas do pote.

Não seria preferível contratar mais médicos para fazer medicina e reduzir o número de chefes de serviço?

Não seria preferível contratar mais professores para dar aulas e reduzir o número dos cargos hierárquicos nas escolas?

Não seria preferível contratar mais motoristas e maquinistas e reduzir o número de "gestores" das empresas transportadoras?

Não seria preferível arranjar mais remadores e menos timoneiros para esta canoa de fundo chato que insiste em naufragar?

LNT , [0.332/2011] A Barbearia , 30e 31.8.2011


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