Impostos injustos e não transparência
Tributar as grandes fortunas, património, heranças/doações e/ou os grandes rendimentos ?

Não sejamos ingénuos... nem aceitemos continuar a ser enganados.

1º- a ''oferta/benevolência'' destes RICOS é no interesse deles próprios, com medo que governos (pressionados ...) lhes 'ataquem' exactamente onde lhes pode fazer mossa... ou que a turba popular enfurecida lhes parta/incendeie/assalte bens e ...
Aliás, nesse sentido, os mais esclarecidos, já estão a ''pedir'' aos líderes sindicais e de outras organizações de trabalhadores e populares que controlem/conduzam 'ordeiramente' as manifestações que aí virão... servindo de ''válvula de escape'' da frustação e descontentamento mas não deixando ''descarrilar'' o povão.

2º- o que pode ser tributado (mais), segundo o que se conhece e com as regras existentes ... é através de IRS, do IRC, do IMI, Imposto sobre capitais/transações financeiras, ... para além do IVA, IA, ... 

2.1- IRS pagam os trabalhadores por conta de outrém (dependentes)... e em IRS deveriam ser criados novos escalões para os mais altos pagarem mais (impostos progressivos, como diz a Constituição)... mas o que se tem visto é precisamente ficarem no último escalão tanto os rendimentos mensais de 10.000 como os de 50.000 e mesmo 150.000 e mais...

2.2- IRC pagam as empresas, se obtiverem lucros e estiverem sedeadas em Portugal (com excepção para o 'offshore'/zona franca da Madeira)... e o que se vê é que:
 
2.2.1- A maioria das micro, pequenas e médias empresas aqui sedeadas, declaram que não têm lucros durante 2 anos e no terceiro têm lucros mínimos e vão repetindo o esquema (com algumas variantes de inclusão/dedução de todas as despesas pessoais e familiares dos sócios/administradores, facturas falsas, subfacturação, e falência ''fraudulenta legal'' - transferindo os activos/bens para um familiar ou para nova empresa e deixando o passivo/dívidas a fornecedores e os trabalhadores ''a arder''...), isto é, na prática as PME quase não pagam IRC (e fogem ao IVA, segurança social, ...IMI, derrama) e algumas ainda recebem subsídios vários... e eles e seus familiares recebem apoios do Estado, porque são 'importantíssimos empresários' mas, fiscalmente, vivem próximo do rendimento mínimo...

2.2.2- As grandes e lucrativas empresas têm a sua sede fiscal em offshores (Madeira, Holanda, Gibraltar, ilhas da Mancha e Caraíbas, ...Suiça, Liechenstein, Luxemburgo) e não pagam impostos/IRC aqui, nem lá (só uma pequena taxa/ comissão de gestão contabilística...).

2.2.3- Os 'trabalhadores' que são grande accionistas e/ou administradores (''excelências turbo-dourados'') também fogem aos impostos/IRS (e de capitais) através de empresas offshores onde lhes são depositados as participações nos lucros, dividendos, prémios, juros, reformas douradas, chorudas comissões por intermediação, ''fringe benefits'', ... e eles, ''simples cidadãos trabalhadores'', apenas declaram um salário mixuruca (pelo qual é tributado e de que fazem descontos obrigatórios mínimos, pois ''o grosso passa ao lado ou por baixo da mesa'').

2.2.4- Património- Os grandes accionistas/administradores e outros herdeiros de famílias ''muito bem'', gozam de excelentíssimos serviços e bens de RICOS  (moradias, herdades, carros topo de gama, aviões, férias, criados/empregados, almoços, festas, jóias, roupas, electrónica, ... cartões de crédito gold/platina e corporate, seguros de saúde, seguros de reforma, propinas de colégios e universidades, membros de clubes restritos, ... seguranças) ... mas, coitadinhos, esses serviços e bens NÃO são deles (legalmente, são de empresas ... ou de outros familiares que as 'cedem gratuitamente' ou a preço simbólico)... eles e os seus apenas os usufruem como BENEFÍCIO do seu alto cargo na empresa... as mais das vezes conseguido 'meritoriamente' por via sanguínea ou nepotismo cruzado entre a 'élite deste quintal'.
    Do património, o registado como mais valioso está em nome de empresas (em offshore), e os ricos apenas deixam em seu nome o mínimo e aquele que pouco ou quase nada paga (com registos inexistentes ou sub-avaliado para efeitos fiscais ...), como é o caso do imobiliário rural e antigo (herdades, quintas, mansões...) que nunca é actualizado decentemente, ... enquanto o IMI do urbano recente está elevadissimo, especialmente apartamentos e moradias que cresceram nas grande cidades e arredores... para as classes médias e trabalhadores.

3.- Resumindo.
   De facto, os duques oligarcas, mais os barões e baronetes da República de-faz-de-conta, mandam, legislam, usufruem e isentam-se de pagar impostos, seja de IRS, IRC, capitais, ... 
    Com honrosas excepções, quem paga a crise e os serviços que o Estado disponibiliza a todos os cidadãos são, principalmente, os TRABALHADORES por conta de outrém, especialmente a 'classe média' (pois os pobres são isentos, e os ricos e os trabalhadores por conta própria 'isentam-se a eles próprios').

- Até quando esta injustiça fiscal permanecerá?
- Para quando a harmonização fiscal na U.Europeia (e a verdadeira federação)?
e o fim dos offshores (paraísos fiscais e ninho de burlões e criminosos)?
e a tributação das transações financeiras ('taxa Tobin')?
e a revisão do valor patrimonial das propriedades rurais e prédios antigos urbanos?
e a actualização do cadastro predial ?
e a completa TRANSPARÊNCIA bancária, fiscal, accionista e orçamental (quem, o quê, quanto)?
 
Os cidadãos devem exigir justiça fiscal, pois se todos pagarem a sua quota parte, têm legitimidade para exigir melhor Estado/serviços públicos e menos impostos.
    (-por Zé T., adaptado)


Publicado por Xa2 às 19:50 de 31.08.11 | link do post | comentar |

17 comentários:
De .Cidadãos não contribuintes.!. a 2 de Setembro de 2011 às 13:37

Como posso enriquecer se só sei trabalhar?

É mesmo como diz Medeiros Ferreira:

«... a campanha para fazer tributar «os ricos» acabou às mãos do governo para ser aproveitada para aumentar os impostos dos que já mais pagam, normalmente quadros superiores cujas declarações de rendimentos já constam nas repartições das Finanças.»
Mais do mesmo, acrescento e melhoro substituindo "Repartições de Finanças" por "Serviços de Finanças" que é a designação correcta da coisa.

A questão não é, ao contrário do que ouvimos permanentemente, um acerto de redistribuição pelos que têm declarações de rendimentos mais altas, porque esses contribuintes já pagam bem e até prescindem frequentemente de receber o retorno do que pagam, usando minimamente o SNS, a escola pública e a Segurança Social.

Os mandantes julgam que «os ricos» são os que têm mais rendimentos do trabalho.
Não param para pensar e não querem saber se esses contribuintes têm mais rendimentos por trabalharem mais e melhor. Preferem pensar que só o conseguem porque são privilegiados.

Enquanto isso, não fazem o mínimo esforço para apanharem na malha todos os «ricos», que o sendo, se apresentam ao fisco como sendo pobres.

O problema é dos que NADA DECLARAM, dos que estão fora do circuito da contribuição, dos que tudo usufruem sem NADA CONTRIBUIREM.

É sobre esses que é necessário agir, mas isso dá trabalho, exige esforço, inteligência e criatividade e então é mais fácil fingir que eles não existem e acreditar nos fracos rendimentos que sujeitam a registo para fazer do esforço social mais uma regalia a seu favor.

É a esses que estão fora do sistema que todos nós, CUMPRIDORES ESPOLIADOS, pagamos a saúde, a educação dos filhos e possivelmente alguma pensão de sobrevivência, enquanto sobrevivemos com dificuldade
e ainda temos de aguentar os dislates com que se vangloriam da sua "esperteza saloia".

LNT , [0.340/2011], ABarbearia do sr.Luis


De .Vítimas vs Beneficiados p. Fisco. a 5 de Setembro de 2011 às 14:18
Um governo amigo da evasão fiscal (?)

Apesar do aumento brutal da carga fiscal não se ouve da parte do governo a mais pequena preocupação com a evasão fiscal, próprio ministro das Finanças desvalorizou o fenómeno na sua conferência de imprensa. Para aumentar a receita o governo consulta as bases de dos da DCGI, escolhe os contribuintes sem capacidade para se furtarem ao cumprimento das suas obrigações fiscais e manipula as taxas e benefícios fiscais para atingir o nível de receita que pretende. O governo comporta-se como um produtor de leite na sala de ordenha.

Em Portugal a evasão fiscal é visível ao olho nu, dezenas de negócios funcionam à margem da fiscalidade, numerosas actividades ignoram a lei fiscal e uma boa parte das empresas funcionam com duas contabilidades.

Não há uma única rua neste país onde não seja possível identificar o fenómeno da evasão fiscal, são
os barbeiros e as cabeleireiras que mal devolvem o iva,
os cafés e restaurantes que ficam com uma boa parte do iva que cobram aos seus clientes,
os condomínios que não estão sujeitos a qualquer controlo,
as pequenas obras de reparação que trabalham sem facturas,
o imenso negócio da reparação automóvel que funciona sem factura.

Há poucos dias foi notícia que muitos pequenos negócios estariam a abandonar a utilização de terminais do multibanco, a justificação dos jornalistas eram os seus elevados custos.
Pura ingenuidade, muitos dos pequenos negócios estão simplesmente a evitar que as suas receitas fiquem registadas sob a forma de movimentos bancários para que também possam ser ignorados pela contabilidade.

E o que faz o governo? Se não fizesse já era bom, mas infelizmente o pouco que faz vai no sentido de promover a evasão fiscal.

Um bom exemplo foi a forma extemporânea como decidiu acabar com benefícios fiscais nalguns escalões,
um verdadeiro incentivo ao fim da emissão de facturas no negócio da saúde, um dos poucos onde tal funcionava.
Com esta medida não será necessário muito empo para que quem se dirige a um serviço privado seja questionado com a pergunta mais portuguesa,
com ou sem factura?
Isto é, o que o governo ganha em receita de IRS dos doentes, perde em IRS e iva dos médicos.

Perante o aumento brutal dos impostos é evidente a tendência para o aumento da evasão fiscal, o que faz o governo?
Se fosse gente inteligente asseguraria a estabilidade da máquina fiscal, promovendo as reestruturações necessárias ao longo do tempo, mas a inteligência não abunda e em vez disso paralisou a máquina fiscal com a perspectiva de uma reestruturação abrupta. Para poupar meia dúzia de tostões em chefias paralisa e desorganiza a máquina fiscal, junto à desmotivação colectiva dos funcionários do fisco. Poupa cinco ou seis milhões de euros em despesa e perde centenas de milhões em rejeitas.

Sem cortes na despesa e desprezando o combate à evasão fiscal é evidente o risco de os níveis das receitas ficarem aquém do esperado,
restando saber qual o impacto que terá o efeito recessivo de sucessivas medidas de austeridade adiadas no tempo.

As vítimas deste favorecimento da evasão fiscal são os que não podem escapar ao aumento da carga fiscal,
os beneficiados serão a economia paralela que começa a beneficiar em todo o país das vantagens manhosas oferecidas pela zona franca da Madeira.

OJumento, 5.9.2011


De Fujões ao Fisco protegidos pelo Governo a 8 de Setembro de 2011 às 14:31

O Governo protege quem foge ao fisco?

[Publicado por AG, CausaNossa, 8.9.2011]
No meu comentário no Conselho Superior da ANTENA 1 esta semana, fiz referência a uma carta - ainda sem resposta - que enviei em Junho passado ao Ministro das Finanças, Dr. Vitor Gaspar, renovando um pedido que havia feito ao seu predecessor:

que o Ministério das Finanças torne publica a lista dos portugueses com depósitos nos bancos do Liechenstein, obtida pelas autoridades alemãs em 2008, através de uma fonte a quem pagaram para violar o secretismo usado para proteger as identidades dos depositantes.

Os dados permitiram ao Estado alemão recuperar fortunas que haviam fugido sem pagar impostos e levaram à demissão de diversos personagens responsáveis por fraude e evasão fiscal, incluindo empresários e gestores publicos, como o mais alto dirigente dos Correios Federais.

As autoridades alemãs, recorde-se, anunciaram na altura estar prontas a facultar a outros governos europeus os elementos respeitantes aos respectivos nacionais.
E o Ministério das Finanças do governo Sócrates anunciou que os ia solicitar. Mas nunca os divulgou, apesar dos públicos pedidos nesse sentido - designadamente meus.
Cheguei a ter uma conversa sobre o assunto com o Professor Teixeira dos Santos, logo antes ou durante a campanha para as eleições de 2009, mas ele considerou que o momento eleitoral não era politicamente adequado.
A conversa, no entanto, serviu para confirmar que as nossas autoridades financeiras estavam na posse dos dados cedidos pela Alemanha.

A divulgação publica seria hoje mais relevante do que nunca, estando os portugueses a sofrer novos e brutais aumentos de impostos por decisão do actual Governo, ao arrepio das promessas eleitorais, sendo por isso elementar ao menos garantir uma repartição equitativa dos sacrifícios.

O governo de Passos Coelho recusa fazer incidir impostos sobre os rendimentos de capitais, as mais-valias bolsistas, as transferências de capitais para off-shores e até um imposto extraordinario sobre o património para os mais ricos,

com o estafado argumento de que isso afugentaria investidores (e já que os não taxa, porque é que eles não vêm a galope e porque é que eles não investem na economia e na criação de emprego?).

Mas não pode continuar a proteger quem, confirmadamente, procurou defraudar o Estado, fugindo aos impostos com depósitos secretos no Liechenstein, uma vez que está na posse desses dados.
Sob pena de perder totalmente a legitimidade para sobrecarregar quem cumpre com os seus impostos.

Publicar a lista dos depositantes no Liechenstein que o fisco confirmou como infractores, mesmo que já tenham entretanto pago o que era devido, é o mínimo que o Governo pode fazer para significar aos portugueses - aos cumpridores e aos incumpridores - que actua com seriedade, isenção, determinação e justiça.

Não publicar a lista é dar sinal aos infractores de que podem continuar alegremente a defraudar o Estado e a roubar os seus concidadãos pagadores de impostos.
E um imoral incentivo para que o mau exemplo frutifique...


De AUDITORIA às contas Regionais e Nacionai a 8 de Setembro de 2011 às 14:45
Auditoria às contas da Região Autonoma da Madeira

Ponto prévio. Deveria ser feita, em meu entender, uma auditoria igualmente às contas dos Açores.

Não confundo as situações. Madeira e Açores são realidades diferentes e pela informação que tenho os Açores não atravessam o sufoco financeiro da Madeira, mas também nem tudo corre às mil maravilhas. E se as duas regiões autónomas são candidatas "a apoio" devem ser alvo de igual tratamento.

Sou sincero. Sentir-me-ia mais confortado se as duas auditorias ocorressem em simultâneo e até pela mesma equipa de auditores. Métodos iguais, comportamentos iguais, resultados mais equiparáveis.

Quanto à auditoria das contas da Madeira, temo que o governo central, ou melhor dito, o Ministério das Finanças na conjuntura actual e pressionado como foi, realize algo pela rama, o que seria mau para todas as partes: País e Região.

Ou então que seja executado algo limitado só a parcelas. Por exemplo, só se faça o levantamento da dívida directamente ligada ao governo regional, deixando de fora por exemplo a saúde, as empresas públicas ou as parcerias, etc.

Caso se vá por este caminho, não se estaria perante uma auditoria de facto, mas perante um simulacro só para encher o olho num período de eleições.

A auditoria real deve incluir tudo, inclusive as autarquias e empresas autárquicas, bem como as contas do governo regional, das empresas públicas regionais, das sociedades de desenvolvimento, tecnicamente falidas, as parcerias público-privadas, os avales, a situação perante a banca, os credores, etc.

Seria exigir muito, seria. Seria pôr o governo regional a "descoberto". Por outro lado, para uma melhor compreensão da situação económica e dos gastos perdulários que foram decorrendo durante muitos anos, era necessário relacionar empréstimos/dívidas/aplicações.

Se algo de muito próximo disto fizer o Ministério das Finanças rendo-lhe a minha homenagem.

Depois disto fica muito para debate em termos de equidade e lá estaremos, porque face à dimensão catastrófica em que julgo estar a situação financeira e económica da Madeira, as soluções a apontar serão dramáticas para a população.

Com uma dívida actual de, no mínimo seis mil milhões de euros, quanto terá de crescer a riqueza/ano na Madeira e quantas gerações para a poder pagar?

Etiquetas: Auditoria; Governo Central, Dívida da Madeira
# posted by Joao Abel de Freitas, PuxaPalavra


De ultraLiberais 'brincalhões'... e Riqueza a 1 de Setembro de 2011 às 12:03
''Solidariedade" de quem para quem?
(-por Daniel Oliveira, Arrastão, 1.9.2011)

350 milhões para o BPN. 500 milhões para a Madeira. A impunidade do gangue do BPN, dominado pela tralha cavaquista, e o desvario de inaugurações do senhor Jardim, para se manter eternamente no poder, são os principais RESPONSÁVEIS pelo famoso "desvio colossal".

Não são os funcionários públicos ou os reformados.
Não é o passe social, as creches ou o subsídio de desemprego.
São desvios colossais como este que quem vive do seu trabalho continua a pagar.

Não, a "taxa adicional" para o escalão mais alto do IRS não é para ricos.
Taxar o património acima de um valor muito razoável talvez fosse. Mas isso, claro está, seria irresponsável.

É sobre a classe média alta, os profissionais liberais de topo e os quadros superiores que vai cair mais esta factura. Ganham bem? Claro que sim.
Mas os ricos são outros. E ficam de fora.

Porque a RIQUEZA não se taxa em sede de IRS.

Não, a "taxa adicional" não é de "solidariedade".
Porque os pobres não escapam à RAPINA:
no IVA, nos transportes, na eletricidade, no gás, na saúde, na educação e nas prestações sociais.
Este dinheiro vai servir, quanto muito, para pagar uma parte do BPN e das campanhas de Jardim.

Aquilo a que temos assistido é a um SAQUE.
Um saque a quem vive dos rendimentos do TRABALHO.
Para pagar crimes, propaganda e desigualdade no tratamento fiscal.
Isto, enquanto vemos antigos RESPONSÁVEIS da SLN a ser NOMEADOS para o conselho de ADMINISTRAção da CGD
e comparamos a moderação com que o ministro das Finanças se refere à situação na Madeira com a violência que tem sido usada contra todos nós.

Que o governo tenha a suprema lata de chamar a tudo isto de "solidariedade" e de dizer que este dinheiro vai para ajudar a pagar apoios sociais que estão a ser devastados só nos pode agoniar.
Mas já sabemos que este governo tem um dicionário muito seu.

Não sou abrangido por esta taxa e acho normal e aconselhável que quem recebe mais pague mais.
O que acho anormal é que esta regra se aplique SEMPRE aos trabalhadores, ganhem bem ou ganhem mal.
O que acho ANORMAL é que isto sirva para pagar ABUSOS e CRIMES sem que nunca haja consequências para os abusadores e os criminosos.
---------------------------
Melhores dias virão
por Sérgio Lavos

Confesso que está-me a dar um certo gozo ver o defraudar diário das expectativas criadas por este Governo nos nossos blogues de direita. Os avençados dos gabinetes ministeriais retiraram-se de cena, mas as hordas de abnegados ultraliberais - e alguns conservadores de direita - que exultaram com a subida ao poder da trupe PSD/CDS, começam a não ter paciência para tanto "corte na despesa", e chegam a ameaçar com "tabefes" e "adesões ao partido comunista" como retaliação à DESORIENTAÇÃO governativa.

A rábula protagonizada, à vez, pela dupla de economistas estrangeirados Álvaro e Vítor "Astromar" - um titilante anúncio, em forma de comunicado de imprensa, de brutais cortes na despesa, que redunda, alguns dias depois, em conferência de imprensa na qual são anunciados aumentos de impostos - é um tratado de governação como nunca se tinha visto em Portugal.

Se juntarmos a esta brincadeira as patuscas medidas da facção CDS do Governo - ora se promove a informalidade nos gabinetes ora se anuncia um aumento do número de VAGAS nas creches reduzindo o espaço das salas, medidas de fundo que irão mudar a sociedade e o mundo - temos e teremos REGABOFE quase diário.
E o desespero crescente dos alucinados que sonhavam com um risonho futuro, um capitalismo em roda livre, com impostos ao nível do Liechtenstein e áreas fundamentais da economia entregues aos empresários corporativistas do nosso canto, parece não ter fim, como a tristeza.

Contudo, deixo aqui uma palavra de esperança neste momento difícil:
nada está perdido. Pois se hoje o Governo aumenta os impostos - sacanas, 2.5% para os pobres que ganham mais de 5 mil euros! Onde já se viu? -

há uma promessa de novos amanhãs que cantam:
a RTP, as Águas de Portugal, a EDP, a CP, a TAP e tantos outros TESOUROS serão os PRÉMIOS para quem souber resistir a estes tempos difíceis.
Erguei os braços ao céu, e o céu vos responderá. É tudo uma questão de tempo.
E paciência.


De . a 1 de Setembro de 2011 às 18:37

Os ricos nunca pagam as crises

Pelos resumos que pude observar ontem da apresentação do documento de Estratégia Orçamental 2011/2015 (em conformidade com o Acordo Ortográfico) feita pelo Ministro das Finanças,
continuamos no caminho habitual de
fazer recair sobre os que produzem toda a carga de esforços até que nada mais lhes sobre para que, com os rendimentos da sua produção, continuem a sustentar a fraca economia do País.

Chama-se a isto caminhar para o precipício.

Mais impostos para os do costume, igualdade de tratamento fiscal para os de maiores e menores rendimentos,
mais desemprego somando-lhe agora uma multidão de trabalhadores da Administração Pública
a quem já se tinham reduzido o vencimento e congelado todas as perspectivas de progressão de carreira e remuneração,
corte das prestações sociais e manutenção do estado de favor da obesidade nos gastos públicos.

Nada de novo, a não ser o reconhecimento actual de que a crise europeia e mundial são factores de insucesso da recuperação portuguesa.

Dado que o impossível só existe enquanto não se descobrir a possibilidade e que a criatividade para a atingir anda longe destes senhores que nunca vão além das useiras e vezeiras receitas,
não será desta que nos afastaremos do caminho do mal e o sistema em que estamos mergulhados continuará a impedir que sejam os ricos (os únicos que beneficiam) a pagar a crise.

LNT , [0.337/2011] A Barbearia do sr.Luis


De Privatizar Monopólios naturais ? desastr a 2 de Setembro de 2011 às 10:25

Privatizar património sem lucros pode ser desastroso

(-por Manuel CaldeiraCabral, Jornal de Negócios, via OJumento, 2.9.2011)

«Qual é o valor de mercado de uma empresa que nos últimos 20 anos nunca apresentou lucros? Pode ser muito próximo de zero, mesmo que a empresa tenha um património de milhares de milhões de euros.

O Governo prepara-se para privatizar empresas com um enorme património, que vão actuar em situação de monopólio, que são responsáveis por bens e serviços de primeira necessidade, mas que, em muitos casos, por decisão de vários governos sobre a sua política de preços nunca tiveram lucros.

Quanto é que vale cada uma destas empresas?

O que os privados vão pagar por estas empresas depende do valor esperado dos lucros futuros, que depende principalmente de alterações radicais ao quadro de regulação. Ou seja, será a forma como forem feitas e interpretadas as leis, que irá determinar os lucros.

Serão, assim, o presente e os futuros Governos e reguladores a decidir os lucros dos privados que agora vão comprar estas empresas. Por esta razão, o valor de mercado destas empresas é tudo menos claro e transparente, dependendo, em grande medida, da capacidade que os grupos que as compram venham a ter de influenciar as decisões políticas.

O que é bastante claro é o volume de património que está nas mãos das Águas de Portugal, da RTP, da CP, ANA ou REN. Podemos estar a passar para as mãos dos privados infra-estruturas impossíveis de reproduzir, onde o Estado investiu milhares de milhões, que são essenciais ao funcionamento de muitas actividades económicas e ao bem-estar de todos os cidadãos.

Apesar de, em muitos casos, estas empresas terem acumulado prejuízos e dívidas, é fácil perceber que se estiverem em mãos privadas, a regra de fecharem se não conseguirem ter lucros não poderá ser aplicada. Quem ficar detentor destas infra-estruturas ficará com um enorme poder de chantagem sobre a sociedade e sobre o Estado. É difícil que estas empresas consigam ser lucrativas apenas com melhorias de eficiência. No entanto, muitas delas actuam em monopólio, pelo que será possível ter elevados lucros com base em preços mais altos e menor qualidade de serviço e de segurança de abastecimento.

Privatizar de forma apressada é sempre um problema. No caso de empresas como a Galp ou a EDP, é claro que o facto de se estar em crise económica e financeira vai afectar negativamente o encaixe que o Estado conseguirá obter. No caso destas empresas deve também ser acrescentado que há riscos importantes de retirar um instrumento importante ao Estado num sector tão sensível e estratégico como a energia. No entanto, nestes dois casos é possível estabelecer um preço e um valor de mercado de empresas que estão cotadas e cuja actividade é conhecida. Neste caso, o preço reflecte razoavelmente o valor do património destas empresas.

Noutros casos, a menos que se proceda a aumentos brutais dos preços dos serviços que prestam, o valor do património das empresas é muito superior ao valor actualizado dos lucros futuros, o que sugere que as empresas acabem por comprar este património ao Estado por uma pequena fracção do valor que nestes foi investido, ou uma fracção do valor que estes têm para a sociedade.

Em todos estes casos, é importante que as regras de regulação sejam claras desde o início. O valor e a importância estratégia das infra-estruturas envolvidas recomendaria que se mantivesse estes sectores na esfera pública. Mantendo a decisão de privatizar seria desejável que tal seja realizado através de concessões, evitando a alienação do património a preços tão baixos. Mas, mesmo neste caso é importante que a regulação seja clara, garantindo preços justos aos consumidores e um quadro claro aos investidores.

Admitindo que a regulação consegue garantir preços justos nos casos dos monopólios naturais que estão em vias de ser privatizados,...


De .. a 2 de Setembro de 2011 às 10:27

Privatizar património sem lucros pode ser desastroso
...

Admitindo que a regulação consegue garantir preços justos nos casos dos monopólios naturais que estão em vias de ser privatizados, terá também de ter o cuidado de garantir a qualidade e segurança dos abastecimentos. Perante preços fixos, a tentação de reduzir a qualidade para reduzir custos será muito forte, assim como a tentação de cobrar reparações ou os custos de acesso à rede a preços mais elevados, com consequências para os consumidores. Em sectores em que a garantia de abastecimento em condições extremas requer investimentos em excesso de capacidade que dificilmente serão interessantes para os privados, é importante que a regulação obrigue as empresas a garantir abastecimento ou poderemos vir a pagar água, voos ou electricidade mais caros, e ter interrupções de abastecimento em anos de seca, apagões e ainda maiores atrasos nos aeroportos. A ideia de que a gestão privada nas "utilities" consegue melhor serviço com menores custos, não se verificou em muitos casos.

Não tendo eu nenhum preconceito contra as privatizações, que em muitos casos, como a banca, os seguros, as telecomunicações, etc., trouxeram importantes melhorias ao funcionamento da economia, saliento apenas que, neste momento e à pressa, se está a alargar a esfera privada a áreas com importantes falhas de mercado, e onde a falta de experiência e a complexidade da regulação necessária criam riscos de que se incorra em falhas de regulação com graves consequências. É assim importante pensar bem antes de avançar com privatizações das redes de água, ou eléctrica, dos aeroportos, da TAP ou da RTP. É também importante, nos casos em que se avance para a privatização, que, antes de colocar à venda um património tão importante e estratégico por valores eventualmente tão baixos, se estabeleçam regras claras e transparentes, que garantam que os privados vão trazer o desejado aumento de eficiência.

Por fim devemos ainda garantir que estas privatizações não correspondem a mais um desvio dos limitados fundos que os privados conseguem mobilizar neste momento para sectores não transaccionáveis sob protecção do Estado.»

[Jornal de Negócios] Manuel Caldeira Cabral.


De .Cosmética fiscal de IRS e IRC... a 1 de Setembro de 2011 às 11:43
Austeridade assimétrica permanente

Tratando-se de um expediente de última hora para tentar legitimar um programa recessivo e regressivo, o governo nem sequer deu dignidade estratégica à
cosmética fiscal em sede de IRS e de IRC, que nem sequer consta do documento de estratégia orçamental.
Como sublinha o jornalista João Ramos de Almeida no Público, a assimetria fiscal é gritante:

as alterações progressivas em sede de IRS e IRC gerarão supostamente 100 milhões de euros em 2012, num conjunto de 2700 milhões de receitas adicionais,
onde pontificam 1200 milhões adicionais no regressivo IVA para tentar almofadar a ineficaz descida da TSU para patrões medíocres.

Subir a taxa no último escalão de IRS para 49% significa então que só aquela parte dos rendimentos colectáveis anuais dos pensionistas e assalariados ricos acima de 153 300 euros é taxada a este valor.

Não se mexe no regime fiscal de favor para os rendimentos do capital em sede de IRS, taxados, quando o são, a pouco mais de 20%. Imposto sobre as grandes concentrações de riqueza nem pensar.

A cosmética não esconde assim as alterações fiscais que contam e os brutais cortes, sempre regressivos e sempre recessivos, que se efectuarão nos serviços públicos, ou seja, numa das fontes de riqueza da comunidade.

(- por João Rodrigues, Ladrões de B., 1.9.2011)
-----------------------------------
Os impostos dos ricos

Os ricos são tão poucos que faze-los pagar imposto não dá nada, não é?
Ora experimentem lá regressar à ideia original do IRS e englobar todos os rendimentos,
acabando com as taxas liberatórias e as taxas especiais, como sugere o fiscalista António Carlos Santos no Público de hoje, e vejam lá se não dá nada?

Já agora façam qualquer coisa para acabar com a pouca vergonha dos paraísos fiscais.

E sobretudo não venham agora com a ameaça de fuga de capitais que os tempos começam a não estar de feição para esse tipo de incivilidade.

(- por José M. Castro Caldas, Ladrões de B., 1.9.2011)


De . PS . a 1 de Setembro de 2011 às 14:31
Declaração do Secretário-Geral do PS, António José Seguro

Nos dois meses de governação, este Governo já tem uma marca:
trata os ricos como pobres e os mais desfavorecidos como ricos.

Os ricos ficam imunes aos sacrifícios. Aos que têm pouco, os trabalhadores e pensionistas, a esses o Governo exige o exclusivo dos sacrifícios.

Todos os dias conhecemos novas medidas que pioram o nível de vida dos trabalhadores e pensionistas.
A sobretaxa de IRS, equivalente a metade do subsídio de natal, criada por este governo veio impor mais sacrifícios aos portugueses que vivem do seu salário, ao mesmo tempo que salvaguardou os que obtêm uma parte significativa do seu rendimento na forma de dividendos e juros.

No momento certo, o Partido Socialista apresentou propostas para que, uma vez havendo aumento de impostos, esse aumento fosse o mais equitativo possível.
As nossas propostas foram chumbadas pela maioria de direita por pura insensibilidade social e radicalismo ideológico.
É óbvio que uma distribuição injusta dos sacrifícios não é socialmente sustentável, nem aceitável. Por isso, o debate sobre a repartição dos sacrifícios está de novo em cima da mesa.

É de notar que o memorando de entendimento com a Troika não impede medidas de equidade nem limita a capacidade do Governo em executar políticas de crescimento económico que compensem os sacrifícios inevitáveis e que assegurem a sua justa repartição.

O PSD só diz "não" e impede a partilha de sacrifícios. Esta política não pode continuar. O Governo tem de ter sentido de justiça social.

É neste sentido que vão as propostas do PS. Mais justiça social, mais equidade. Com uma postura construtiva.
O Secretário-Geral do Partido Socialista, António José Seguro, deu hoje uma conferência de imprensa em que foi possível apresentar as seguintes propostas:

4 Propostas para 2011
O Grupo Parlamentar do PS vai voltar a apresentar a proposta no sentido de a sobretaxa extraordinário de IRS de 2011 recaia também sobre rendimentos de juros, dividendos e mais valias.

O Grupo Parlamentar do PS vai voltar a apresentar a proposta no sentido de aumentar o limiar de isenção do imposto extraordinário de Dezembro para 1,5 salários mínimos.

O Grupo Parlamentar do PS vai propor que este ano de 2011 haja uma taxa adicional de IRC de 3,5% para as empresas com lucros superiores a 2 Milhões de Euros.
Admite-se a redução da taxa a aplicar no caso de empresas com a criação líquida de emprego durante o ano de 2011.

Exige-se que o Governo apresente uma estratégia de luta contra a evasão e fraude fiscal.

2 Questões fiscais de carácter estrutural

O PS estuda propostas como a do englobamento obrigatório de todos os rendimentos de capitais e mais-valias mobiliárias em sede de IRS.
Esta medida está a ser desenvolvida tendo em consideração a fiscalidade comparada e tendo como pressuposto que as pequenas poupanças não serão afectadas.

Na linha do desafio do Senhor Presidente da República, o PS manifesta abertura para apreciar a aplicação de um imposto sucessório a partir de determinado limite.

2 Questões de carácter internacional

O PS interpela também o Primeiro Ministro no sentido de que no âmbito dos contactos com outros membros da União Europeia sejam encontradas medidas que dêem resposta aos movimentos de capitais para off-shores

Também se fazem votos para que no seu périplo internacional o Primeiro Ministro dê um contributo positivo para a criação de regras claras e eficazes na tributação dos movimentos financeiros.

É nos momentos mais difíceis que se exige determinação.
É nos tempos de dificuldades que mais se exige justiça social.
O PS luta por um Portugal solidário.


De . a 1 de Setembro de 2011 às 10:21
Pois é...
entre grandes mandantes, mandaretes, administradores dourados, legisladores e governantes, gabinetes de advogados, economistas passados, agências de imagem e comunicação, ... este país está submetido e manso ...

enquanto alguns espertos, de mansinho, lá vão conduzindo a sua vidinha,... sacando do Estado e fugindo aos impostos o mais que podem, apropriando-se e degradando o bem público, ludibriando os incautos consumidores e utentes, ...

e gozando com os palermas que vão cumprindo as suas obrigações de cidadania...
e acusando os trabalhadores (especialmente os da administração pública) de que são eles os culpados por não produzirem, não serem ''competitivos'', ganharem ''bem'', só quererem ''direitos adquiridos'', de fazerem greves e manifestações...

e vociferando contra o Estado ''despesista'' e cheio de ''gorduras'' e boys, que os carrega de impostos, ... que não faz nada, que os privados é que gerem bem, ...

Realmente, este é o «país do faz-de-conta» ou do «faz-o-que-eu-digo- não-olhes-ao-que-eu-faço»... está todo ''minado de esquemas'', com uma (in)justiça que não funciona para o cidadão comum, com demasiadas leis, complexas e cheio de 'buracos' alçapões contradições, ... com uma complexidade de impostos, licenças e regulamentação kafkiana...

por tudo isso, os portugueses válidos (e com ''espinha'' mas sem cunhas nem ligações sanguíneas ou horizontais ao poder), só têm duas opções :
- ou emigram (e tantos jovens, que continuam a fazê-lo, tal como nos anos '60 e antes o fizeram as gerações de seus pais, avós, bisavós ... indo para a Europa, África, Brasil, Américas, ...)
- ou revoltam-se !


De Zé T. a 1 de Setembro de 2011 às 10:49

Embora as contas digam que o dinheiro não chega e que o défice continua a aumentar ...
Ainda não será agora que os ricos irão contribuir para ajudar a pagar a crise...

Parece que a opção deste desGoverno neoLiberal é continuar a ''mimar os ricos''
- e 'esmifrar' os TRABALHADORES por conta de outrém, (aqueles APENAS com rendimentos entre os miseráveis 500€ e os 'abonados' das classes médias até 2500€ ou ... vá lá, até aos 5000€ brutos).
- acima ... estão os ''intocáveis''... duques barões e baronetes que sugam e desgovernam o país e o povo português.

---- Deslizes e Facturas:
RTP 250 milhões; Madeira, 500 milhões (para além do buracão de 6 mil milhões!!); BPN 5 mil milhões (menos os 40 milhhões da venda + as centenas de milhões que ainda faltam ...), etc etc

?! Solução ?!! ::

----fase 1 (em 3 meses):
- cortar metade do subsídio de Natal dos trabalhadores,
-facilitar/ liberalizar os DESPEDIMENTOS,
-aumentar água, electricidade, combustíveis, transportes, portagens, ... IVA, IMI, ...
-vender ao desbarato acções nas jóias da coroa, PRIVATIZAR, privatizar... bens e serviços estratégicos,
-continuar o sistema rentista e explorador dos monopólios/carteis e das PPP que engordam os ''amigos'' e arrombam os cofres públicos,
-colocar 300/600 boys do PSD/CDS e + NEPOTISMO (tachos para familiares directos e cruzados)...

----fase 2 (2ºtrimestre de 'governação'):
- cortar nº trabalhadores na administração pública (DESPEDIMENTOS, rescisões forçadas e reformas penalizadas) ,
-acabar com 'benefícios sociais' e serviços públicos ('substituindo'-os por + tretas de apoio aos pobrezinhos, caridadezinha, voluntariado, ...),
- PIORAR as CONDIÇÔES de trabalho e de vida das famílias pobres e classe média (aumentando o nº de alunos por turma, aumentar propinas e gastos com educação e saúde, menos técnicos e trabalhadores públicos para prestar serviços, menos menos...)
- aumentar os IMPOSTOS, e custos/... dos serviços públicos,
- cortar mais no salário, despedir mais e arbitrariamente, ...
...
---- Querem mais desGoverno de DIREITA ? não perdem pela demora ...


De Mais impostos e ... fugas dos ricos. a 1 de Setembro de 2011 às 11:05
Mais impostos (3)
[-por Vital Moreira, CausaNossa, 1.9.2011]

É um sofisma pretender que a nova sobretaxa sobre o último escalão do IRS -- que vai elevar a taxa marginal para os 45% -- constitui um "imposto sobre os ricos". Longe disso!
Primeiro, não de trata de um imposto sobre o património global, como existe em alguns países, única forma de tributar a riqueza em si mesma (descontando a dificuldade de apuramento da matéria colectável...). Portanto, não faz sentido dizer que agora as grandes fortunas também vão pagar.

Mas a nova sobretaxa tampouco incide, como devia, sobre os rendimentos realmente mais elevados, dos quais de faz a riqueza.
De facto, ficam de fora os rendimentos de capital, nomeadamente os dividendos, que constituem a principal fonte de rendimento dos mais ricos, entre nós e lá fora.
Mesmo entre os rendimentos sujeitos a IRS, é manifesto que alguns dos mais altos fogem maciçamente ao imposto, como sucede com os rendimentos profissionais (que cada vez mais emigram para as vantagens do IRC através do mecanismo das sociedades em nome individual)
e os rendimentos prediais, pois é ínfima a proporção de rendas declaradas para efeitos de IRS.

Portanto, dizer que esta nova sobrecarga fiscal recai sobre os que mais ganham é um insulto aos titulares de salários mais elevados, únicos que vão apanhar em cheio com mais este agravamento tributário, o segundo infligido por este Governo em dois meses.

Mais impostos (2)

Qualificados pelo Governo como "impostos de solidariedade", os dois novos agravamentos fiscais hoje anunciados, que incidem sobre altos rendimentos das pessoas e das empresas, pretendem manifestamente atenuar o sentido de iniquidade fiscal associado ao chamado imposto sobre o 13º mês, que suscitou justificadamente reacções muito negativas.

Mas se esse objectivo pode ser associado à nova sobretaxa sobre as empresas com grandes lucros -- que o PS vinha defendendo --, já assim não sucede com a nova sobretaxa sobre o último escalão do IRS,
que não somente não corrige a iniquidade do chamado imposto sobre o 13º mês como as repete.

Em vez de ter estendido este imposto aos rendimentos de capital (juros, dividendos, etc.), como o PS exigia, o Governo repetiu a aplicação de uma nova sobrecarga fiscal apenas sobre os mesmos rendimentos sujeitos a IRS,
que excluem justamente os rendimentos de capital, incidindo essencialmente sobre os rendimentos por conta de outrem.
Iniquidade fiscal agravada, portanto!

Mais impostos (1)

É evidente que o ajustamento orçamental tem de ser feito também pelo aumento da receita, como aqui sempre se defendeu.
Mas não deixa de surpreender que um partido como o PSD que na oposição defendia irresponsavelmente a consolidação orçamental apenas pela redução da despesa pública
e se rebelava contra qualquer aumento de impostos tenha procedido em apenas dois meses de governo a nada menos de
quatro aumentos de impostos (taxa sobre o 13º mês, aumento do IVA sobre gás e electricidade e, hoje, uma sobretaxa sobre o IRS e outra sobre o IRC).

E ainda faltam os novos aumentos do IVA...
Lamentável embuste político!

----------------------
O "desvio colossal" existia mesmo!

«O défice público nacional deste ano vai sofrer um desvio por causa da Madeira, não de 277 milhões de euros como disse a troika a 12 de Agosto, mas sim de 500 milhões». (http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/cieco012853.html)

É mesmo de loucos. É caso para dizer:
nem mais um cêntimoa para a Madeira!
---------------------------
Equidade fiscal (2)

São acertadas as duas propostas apresentadas por A J Seguro para tornar mais equitativa a repartição dos sacrifícios do ajuste orçamental, a saber,
a extensão do imposto extraordinário aos rendimentos do capital (juros, dividendos, etc.)
e a crição de uma sobretaca do IRC para as empresas com maiores lucros.
O PS voltou a fazer-se ouvir!

Só faltou propor o renascimento do imposto sobre sucessões e doações sobre as trasnmissões de valor elevado...


De .República da Mamadeira. a 1 de Setembro de 2011 às 11:31
A República Prostituta da Madeira

A estratégia de utilizar a ameaça da independência como forma de os governantes da Madeira
conseguir mais dinheiro dos contribuintes do resto do país
é tão velhinha quanto a autonomia regional, mas desta vez o Alberto João não acenou com o perigo do independentismo, ele próprio fez a ameaça, ou permitimos que a Madeira
ganhe dinheiro com os esquemas de EVASÃO FISCAL do Continente ou coloca-se a questão da independência.

Em qualquer país civilizado este político seria banido, mas como Portugal é o país que é o senhor continua a exibir a sua bazófia e ainda se permite USAR os DINHEIROS PÚBLICOS para perseguir judicialmente jornalistas e quaisquer políticos adversários ou cidadãos comuns que o critiquem.
Como para este senhor os dinheiros públicos abundam ainda os usa para ter um jornal privativo onde pode perseguir todos os que se lhe atravessem no caminho, sejam os “ingleses” ou os “colonialistas do contenente”.

Isto é possível devido a duas razões,
a cobardia do PSD nacional que não só lhes permite os desvarios como ainda o exibe como modelo de virtudes nacionais
e o OPORTUNISMO social de uma CLASSE média madeirense enriquecida pelo poder
graças aos dinheiros que os esquemas do Alberto conseguem.

Não admira que sejam poucos os madeirenses que ousem vir a público questionar o seu discurso,
uns por COBARDIA e outros por CONIVÊNCIA preferem o silêncio.
Quanto à cobardia pouco há a dizer, o fenómeno não é novo no país, foi essa cobardia que levou a que a ditadura se prolongasse por quase cinquenta anos.
Já quanto aos que são coniventes com o Alberto João a questão roça o indigno.

Quando Alberto João acena com a independência caso não sejam mantidos os privilégios da zona franca está a dizer que para os madeirenses que o seguem a independência não é uma questão de PRINCÍPIOS, é uma questão de PREÇOS.
Enfim, talvez um dia tenhamos o mais original dos países independentes, a República Prostituta da Madeira.

OJumento
-------------------------------
(-por Carlosaraujo291@gmail.com , em OJumento)

Tudo isto é a consequencia da total ausência de espirito critico dos madeirenses (e continentais)
que continua a votar na criatura, do total abandono e inação dos orgão de soberania, do ministério publico
que tinha até á pouco tempo um homem que arquivava tudo e acima de tudo da total incapacidade para governar do proprio "alberto jão".

Não hove politico no mundo com tanto dinheiro, tanto poder e com tanto tempo para apresentar trabalho.
Neste momento o que sobra na madeira são tuneis que não levam a lado nenhum, piscina ás moscas, centros civicos, centros de saude que ficam a 5 minutos uns dos outros, uma gigantesca teia de interesses particular.

A zona franca é apenas um deles, porque o que está em causa para o PSD do alberto são os NEGÓCIOS privados dos DEPUTADOS / ADVOGADOS do partido que depois canalizam o "dizimo" (uma parte da roubalheira) para a fundação Social Democrata que assim obtem receitas para olear a maquina eleitoral.

Segundo se diz o tesoureiro da mesma pirou-se para o Brasil com 32 MILHÕES de aerios. terá ido para abrir caminho para os outros que lhe seguiram.

A ser verdade como se acumulou tal quantia.
O problema é que nada se investiga. nada se pergunta e o arraial segue em frente.

Vamos ter uma campanha de jantaradas á borla
para enganar o povo e para que a criatura volte a dizer que o dinheiro gasto foi para derrotar a esquerda, para ganhar eleições,
não deveria ser para potenciar o desenvolvimento sustentado ?.


De . Ocultar Beneméritos consigo mesmo... a 1 de Setembro de 2011 às 19:09
Os nomes dos políticos que recebem do Estado a pensão mensal vitalícia ... passaram a ser secretos.

Comissão Nacional de Protecção de Dados cujo presidente é eleito pelos deputados, considera que "a pensão mensal vitalícia não é uma informação pública...."
"in Correio da Manhã"

Os partidos políticos criaram em Portugal, um sistema de roubo legal para os seus membros (de topo, os eleitos e nomeados para tachos), baseado na acumulação de reformas e pensões vitalícias.

Só o número de ex deputados com pensão para toda a vida (de todas as cores e para todos os gostos) já ultrapassa os 400 beneficiários. O valor dessa regalia rondará os oitocentos mil Euros por mês.

Mário Soares "papa de reformas" mais 500.000 Euros por ano.

Alberto João Jardim, tem uma reforma do Estado de 4.124 Euros, obtida num serviço público onde nunca trabalhou (Secretaria Regional de Turismo), recebe um ordenado por inteiro de 84 mil Euros. Acresce a este valor mais 40% de despesas de representação, o que dá 94.467 Euros, ganha mais do que o primeiro-ministro Espanhol.

Cavaco Silva recebe do Banco de Portugal 4.152 Euros, da Universidade Nova de Lisboa 2.328 Euros e de primeiro-ministro 2.876 Euros.

Manuel Alegre recebe um valor de 3.219,95 Euros por ter trabalhado um ano RDP num cargo que nem ele sabe qual era (1974/1975).

Santana Lopes obteve uma reforma de primeiro-ministro após seis meses de trabalho, que acumulou depois com a reforma de deputado.

Marques Mendes mal fez 50 anos de idade, tratou de logo de requerer uma pensão de 2.905 Euros.

Freitas do Amaral, ao saber que lhe faltava pouco tempo para obter a reforma vitalícia de deputado, desligou-se do CDS, mas não da Assembleia da Republica enquanto não completou o tempo necessário para a obter.

Carlos Brito, quando obteve a sua reforma, mandou "passear" o PCP, onde durante décadas militou.

Fernando Rosas, dirigente do Bloco de Esquerda, quando atingiu os 8 anos necessários para solicitar a sua reforma de deputado, mandou a Assembleia às urtigas.

Mira Amaral, antigo ministro de Cavaco Silva depois de obter uma reforma de deputado, em 21 meses obteve uma reforma da Caixa Geral de Depósitos no valor de 18.000 Euros mensais.

Campos e Cunha, ministro das finanças de Sócrates, após ter trabalhado 6 anos no Banco de Portugal, e com apenas 49 anos, obteve uma reforma de 114.784 Euros.

Diogo Leite Campos, do PSD. À semelhança de outros camaradas de partido, bastaram-lhe 6 anos no Banco de Portugal para obter mais uma reforma do Estado.

Vasco Franco, figura de proa do PS, obteve uma reforma de deputado de 3.035 Euros. Recebe ainda uma outra como deficiente de guerra por ter sido ferido em Moçambique depois de 1974.
Centenas de governantes e deputados de todas as cores políticas, independentemente da sua idade ou da sua competência, têm sido contemplados e nós, os nossos filhos e os nossos netos iremos suportar por muitos e bons anos estas reformas douradas.

Será que estes (e outros) também vão pagar 50% do 14º mês?????????


De .Reformados especiais e dOURados.. a 1 de Setembro de 2011 às 19:13
ORA TOMA LÁ! .....mais um pensionista prematuro ...!! e DOURADO ...

Não me incomoda em nada os clubes que serviu, mas sim a imoralidade.
Só que no mundo do futebol muita gente come e bebe e ganha votos.

Era bom saber quanto contribuiu para a segurança social e durante quanto tempo.
E também saber se está inválido para trabalhar.

Nuno Gomes - Novo Pensionista!

Aos 34 anos de idade e com 16 anos de empregado do Benfica, Nuno Gomes acaba de requerer a Pensão a que tem direito,
no valor mensal vitalício de 12.905 euros mensais. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.
Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...'


"OU VIVEMOS TODOS JUNTOS COMO IRMÃOS
OU MORREREMOS TODOS JUNTOS COMO IDIOTAS!"
(Martin Luther King)


De M.Soares: Revolução a sério a 8 de Setembro de 2011 às 16:35
''Limites'' à austeridade
Soares diz que Vítor Gaspar é "político ocasional"

(- http://ww1.rtp.pt/noticias/?t=Soares-diz-que-Vitor-Gaspar-e-politico-ocasional.rtp&article=476780&visual=3&layout=10&tm=9)

Mário Soares confessa-se “relativamente preocupado” com a linha de austeridade seguida pelo Governo de Pedro Passos Coelho e dá nota negativa ao ministro das Finanças, que classifica de “político ocasional”.

Inquieto com o que entende ser uma excessiva valorização do “dinheiro”, em prejuízo das “pessoas”, o antigo Presidente da República não exclui uma “revolução a sério”.
Isto “se os mercados continuarem a mandar”.Soares diz que Vítor Gaspar é "político ocasional"

O atual ministro das Finanças poderá ser “um grande técnico da economia”. Mas “é um político ocasional”. É assim que Mário Soares avalia o desempenho de Vítor Gaspar. Reparos que o antigo Chefe de Estado quis partilhar na noite de quarta-feira durante uma tertúlia no Casino da Figueira da Foz.

Num comentário à última entrevista de Vítor Gaspar ao jornal Público, o fundador do PS admitiu que ficou sem perceber o rumo que o Executivo quer prosseguir para o acerto das contas públicas do país:
“Para dizer a verdade, não percebi. Acho que é confusa. Acho que não sou destituído. Tenho provado que não sou completamente destituído. Portanto, li aquilo com atenção mas realmente não percebi. Não sei onde é que ele quer chegar, nem onde vai e o que pretende”.

O ministro das Finanças, insistiu Mário Soares, “é um bom técnico” de economia. Contudo, sustentou o antigo Presidente, “é preciso que estejam políticos a dirigir isto e não técnicos, porque os técnicos só veem números”.

Soares defendeu que as medidas de austeridade devem ter “alguns limites”. A começar pelo Serviço Nacional de Saúde, que “não se pode entregar a um bom contabilista”.

“Um bom contabilista é que diz agora vamos cortar, cortar, cortar.
E a saúde dos doentes? E os transplantes? Então as pessoas vão morrer, vão deixar-se morrer?
Não pode ser”, afirmou.

“Uma revolução a sério”

Mário Soares, que participou nas Tertúlias do Casino a par de Teresa de Sousa, coautora do livro “Portugal tem Saída”, não hesita em situar a raiz da crise económica e financeira nos mercados.
E faz uma advertência:
“Se esses mercados continuarem a mandar, nós vamos para o fundo e então tem que haver outra revolução, mas uma revolução a sério”.

“Nós temos que valorizar, em primeiro lugar, as pessoas e só depois o dinheiro.
Ora, se nós considerarmos o dinheiro como o único valor, evidentemente que depois não nos admiremos que toda a gente vá assaltar ourivesarias e roube de lá o ouro e outras coisas, porque estão desesperados, não têm dinheiro”, disse Soares.

Parte das críticas do antigo Presidente da República recai sobre a troika do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia. Sobretudo no que diz respeito à avaliação da banca. Para Mário Soares, trata-se de “subserviência”.

“Quer dizer, então eles agora vêm aqui escrutinar tudo e eles é que são os donos do país?
Como é que é isso? Porquê? Quem são aqueles senhores?”, questionou-se.

Falta “audácia” à Zona Euro

Soares fez também uma leitura do atual momento do projeto europeu, argumentando que é “fundamental” manter o euro e a abertura de fronteiras consagrada no Acordo de Schengen.
“Demos dois grandes pulos, que foram a moeda única e o espaço Schengen, que nos tirou as fronteiras.
O que nos resta de contacto? Como nos vamos entender uns com os outros?”, perguntou.

“Devemos tentar tudo para defender o euro e não deixar que o projeto europeu vá abaixo.
Isto para mim é fundamental”, frisou Mário Soares, que defenderia ainda uma via de desvalorização da moeda única, embora para tal fosse “preciso audácia”.

O antigo inquilino de Belém alertou também para o que considerou ser o perigo de um recrudescimento dos movimentos nacionalistas, “que pode chegar até uma terceira guerra mundial”.


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