1 comentário:
De . DIREITA: técnicas e práticas... a 6 de Setembro de 2011 às 17:48
Ridículo, se não fosse perigoso e anti-democrático
(-por Sérgio Lavos)

A resposta do Governo em funções à prevista contestação social e aos previsíveis "tumultos" é acenar, uma vez mais, o espantalho da estabilidade.

Por esta altura do campeonato, e a continuar pelo caminho que tem seguido, muita razão tem o Governo para se preocupar.
Até porque os retrocessos são de uma magnitude tal que, mais cedo ou mais tarde, a tampa vai saltar ao povo.
E aí, não vai haver "suspensão democrática" nem ameaças que consigam conter a força das águas.

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Mais esquerda
(-por Miguel Cardina)

António Barreto defendeu há dias uma «profunda renovação» da Constituição, tão profunda que exigiria ser inconstitucionalmente referendada.

Este fim-de-semana foi a vez de Passos Coelho tentar criar com pouca habilidade uma nuvem de fumo sobre as redes sociais e a perspectiva do país a arder.

Hoje calhou a Paulo Portas vir falar das greves como causadoras de pobreza.

A direita no poder mostra assim o seu programa real:
a austeridade como oportunidade de refundar o regime;
o recurso à ideologia da inevitabilidade para denunciar as movimentações sociais contra o plano de saque em curso;
a conversão da solidariedade em caridade, de preferência voluntária e confessional;
a demonização dos serviços públicos e
a abertura de espaços para a iniciativa privada em enlace por vezes obsceno com interesses instalados na área do Estado.

No fundo, quando Manuela Ferreira Leite falou da necessidade em «suspender a democracia por seis meses» não estava só a expressar um desejo.

Desenhava sem saber o futuro do qual nos aproximamos.
Precisamos, definitivamente, de mais esquerda.


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