De Reforma d Estado e Espiões sem sentido.. a 8 de Setembro de 2011 às 14:48
Para quê "os espiões"?

Porque não começar por aí a reforma de Estado, se...?
Se quê?

Se, como leio na comunicação social, contra o que diz a lei, espiam jornalistas.
Se, contra os fins que todos pensávamos importantes, recolha de informação para defesa do Estado, colhem informações para empresas privadas.
Se, até se chega ao cúmulo dos espiões pagos por dinheiros públicos, andarem a recolher informações sobre pessoas para resolver/alimentar questões de ciúmes de "amigos"?

Faz isto algum sentido?

Acredito que os espiões, assim, tenham boa vida, nada lhes é exigido, não têm que prestar contas a ninguém. Que rica profissão!!!


Etiquetas: Embora, Espiões
# posted by Joao Abel de Freitas, PuxaPalavra


De Lei e Liberdade nas mãos de 'gangs'.?!. a 8 de Setembro de 2011 às 15:17
O mais grave caso de polícia é tratado como fait divers de verão

(-por Daniel Oliveira, ~Expresso online)

Imaginemos que os SERVIÇOS de INFORMAÇÂO do Estado foram mesmo usados para investigar jornalistas incómodos, contornando todas as regras internas.
Imaginemos que os serviços de informação do Estado foram mesmo usados para recolher informação útil para empresas privadas.
Imaginemos que os serviços de informação do Estado foram mesmo usados para investigar o marido de uma ex-mulher de um empresário, tendo sido assim transformados num reles detetive particular para questões pessoais.
Imaginemos que os serviços de informação do Estado vivem mesmo paredes meias com sociedades secretas e grupos empresariais.

Ou seja, imaginemos que uma quadrilha de criminosos - tudo isto são crimes graves - usou meios do Estado para violar a Constituição da República.

Não, isto não é um fait divers de verão. Não é uma brincadeira.

Os serviços secretos existem para proteger os cidadãos e o Estado.
Se eles se transformam em instrumento contra os cidadãos, o Estado e a legalidade democrática; se eles foram tomados por bandidos; são um perigo para todos nós.
Se os serviços de inrformação podem ser usados para perseguições pessoais como podemos ter a certeza que a PSP, a GNR, o SEF, a PJ, as Finanças ou o Ministério Público não o são?
Que confiança podemos ter nós no Estado?

Se se confirmarem as gravíssimas acusações que têm saído na imprensa, os responsáveis têm de ser julgados e, caso se prove a sua culpa, passarem uns bons anos atrás das grades.
Não se limitaram a violar de forma sistemática e consciente a lei.
Usaram os meios excecionais do Estado - e o mais sensível de todos, que são as secretas - para o fazer.

O que se diria se a polícia fosse usada pelas suas chefias para fazer assaltos ou as forças armadas para pôr em causa a segurança do País?

O que assusta neste processo é a bonomia com que a Nação olha para o que aconteceu (e pode continuar a acontecer).
O Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações, já se percebeu, não serve para nada.
As instituições da justiça parecem não dar grande importância ao caso.
O Presidente da República, primeiro garante do regular funcionamento das instituições, nada tem a dizer.
O Parlamento aceita o segredo de Estado como álibi - como se não fosse possível, como noutros casos, manter confidencial o que não se pode saber - para nada fazer.
E os cidadãos parecem não se preocupar muito com assunto.

Um país onde tudo isto é possível é um país perigoso.
Ninguém está a salvo de ver a sua privacidade violada sem que qualquer razão de Estado sequer o justifique.
Como cidadão, exijo que se vá até às últimas consequências.
E caso se confirmem as acusações quero esta gente numa cadeia.
Caso contrário, concluo que não há lei e que o Estado, em vez de ser o seu garante, está nas mãos de criminosos.
Isto é sério.
É, talvez, o mais grave atentado aos direitos, liberdades e garantias a que assistimos desde a aprovação da atual Constituição.
E tudo segue como se nada fosse.


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres