Europa à beira do precipício

Nobel Krugman diz que crise se pode tornar real numa questão de dias 
                 'O euro está em risco de entrar em colapso '
Com a possibilidade de a Grécia entrar em incumprimento cada vez mais possível, pode ser o futuro da zona euro a estar em causa.
«Um desastre impecável». Este é o nome do artigo do prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, publicado no «New York Times», onde o economista defende que a crise financeira na Europa se tornou um problema de maior dimensão, não sendo apenas um problema de países pequenos e periféricos como a Grécia, e acusa os líderes europeus e o BCE de não estarem a reconhecer a verdadeira natureza do problema (nem parecem estar a tomar medidas adequadas).
    'A turbulência financeira na Europa já não é um problema de economias periféricas como a Grécia, uma vez que o que estamos a assistir neste momento é um ataque a grande escala a economias muito maiores, como a Espanha e a Itália', escreveu o Nobel da Economia. Segundo Krugman, a Europa ainda não percebeu a real gravidade do problema, não se esforçando para combater a crise de forma eficaz e olhando para a 'austeridade orçamental como a única resposta',
     'O BCE tem atuado de forma impecável no combate à inflação. É por isso que o euro está agora em risco de entrar em colapso', criticou, rematando: 'não estamos a falar de uma crise que se vai revelar em um ano ou dois, a situação pode resvalar numa questão de dias. E, se assim for, o mundo inteiro irá sofrer',
                 Grécia: Dinheiro só até Outubro
   No centro de todas as atenções e preocupações continua a Grécia. Ontem, numa entrevista a uma televisão local, o vice-ministro das Finanças da Grécia, Filippos Sachinidis, que Atenas só consegue assegurar os seus compromissos financeiros até outubro.
Amanhã, o FMI reúne-se para debater a transferência de mais 8 mil milhões, e no dia seguinte a reunião dos ministros das Finanças da zona euro promete girar essencialmente à volta da possibilidade cada vez mais real da Grécia entrar em incumprimento e poder sair da zona euro.
   Segundo o semanário Der Spiegel, a Alemanha deixou de confiar nos compromissos assumidos pela Grécia para receber ajuda externa e está a elaborar um plano B para o caso de falência deste país da zona euro. O Spiegel cita fontes do ministérios das finanças ligadas à elaboração do plano, mas oficialmente um porta-voz garantiu que 'se está a trabalhar intensivamente num plano A, e não num plano B', sem adiantar mais pormenores.
   Em caso de falência da Grécia, e da reestruturação da sua dívida pública, os bancos de outros países, como Portugal, Espanha ou Irlanda, deveriam ser assim postos a salvo. O plano alemão não prevê, no entanto, uma eventual saída da Grécia do euro, que também tem sido hipótese colocada.
   O economista chefe do banco dinamarquês Saxo, Steen Jakobsen, estima que as necessidades de recapitalização da banca europeia ascendam a 2 biliões de euros em caso de uma hipotética bancarrota da Grécia.
   Já o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, disse acreditar que Atenas vai conseguir cumprir os compromissos de ajustamento estrutural e de reestruturação definidos para o país receber o resgate financeiro.
                    'Alemanha tem mais a ganhar '
   Em Berlim, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse que o euro continua a ser uma mais-valia tanto para a União Europeia como para a Alemanha e sustentou que os alemães 'têm muito mais a ganhar do que a perder', na sua defesa.
Após um encontro em Berlim com a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente do executivo comunitário sublinhou que 'os alemães têm muito mais a ganhar do que a perder com a sua contribuição para o «Rettungsschirm»', o mecanismo europeu de estabilização financeira.
Após o encontro em Berlim, um porta-voz da chancelaria federal já havia indicado que Merkel e Barroso haviam sublinhado a 'extraordinária importância', do euro para a Europa e para a Alemanha.
                 DR, O 1ºJaneiro, 13.9.2011 



Publicado por Xa2 às 08:15 de 13.09.11 | link do post | comentar |

6 comentários:
De ..Espiral de MÁS medidas... a 14 de Setembro de 2011 às 12:00
"Angústia" sobre crise do euro leva governo a admitir "complicações"

por Bruno Faria Lopes, em 14 de Setembro de 2011, ionline.
Risco externo da crise entra no discurso oficial. Contágio é ameaça e causa nervos em São Bento


Colapso iminente da Grécia, risco sério de contágio a Portugal e descoordenação na resposta europeia. Como reage um governo que politicamente tem chamado a si a responsabilidade exclusiva da resolução da crise, assumindo que a Europa resolverá competentemente o resto?
Com muita "angústia", admite ao i um membro do executivo - e com as primeiras declarações políticas que integram o problema português no contexto de uma crise europeia sobre a qual o governo de Pedro Passos Coelho não tem qualquer poder.

Portugal "não é uma ilha", reconheceu ontem o primeiro-ministro, em Lisboa. Passos Coelho admitiu ver com "preocupação o que se está a passar na Europa", apontando que "isso pode complicar o processo de mudança" que Portugal está a fazer.
"Não posso fazer mais do que esta manifestação de confiança em que a Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e o próprio governo grego possam encontrar mecanismos que retirem esta incerteza e instabilidade do nosso horizonte", acrescentou.

A aceleração da crise europeia - que ameaça agravar ainda mais as condições de financiamento da banca e das empresas - é uma dificuldade a juntar-se a outras que a equipa de Passos Coelho tem encontrado.
A resposta lenta da máquina pública à rapidez exigida pela troika (como prova o atraso na entrega dos orçamentos), os desvios encontrados nas contas (Madeira, atrasos nos pagamentos, BPN) e as medidas com impacto abaixo do esperado (como as saídas de funcionários públicos) estão a aumentar a pressão sobre a equipa governativa.
A estrutura de organização escolhida - com concentração de pastas, como Economia/Obras Públicas/Emprego - está também a dificultar a progressão do trabalho, admitiu a mesma fonte governamental.

O primeiro-ministro manteve ontem que "o que Portugal pode fazer de melhor é concentrar-se no trabalho que sabe que tem de realizar de forma que as pessoas percebam que, aconteça o que acontecer lá fora, Portugal está a cumprir o seu programa com sucesso".
Até aqui, a troika aprovou a primeira etapa da execução do memorando, elogiando o anúncio rápido de medidas para tapar o desvio de 1,3% do PIB.

Mas a gestão política deste trabalho ameaça tornar-se mais difícil. Em primeiro lugar o contexto externo - que PSD e CDS até aqui desvalorizaram, identificando-o com as justificações utilizadas pelo anterior executivo - não tem por enquanto uma solução à vista, deixando o governo perante um ajustamento interno brutal e uma incerteza externa muito grande.
"Estamos a entrar em território virgem, desconhecido", admitiu esta semana ao i o economista Miguel Beleza. "É difícil fazer previsões, mas é possível que haja contágio."

O problema desta conjuntura é que somada aos desvios internos e à rigidez do Estado obriga ao lançamento de medidas de AUSTERIDADE SUCESSIVAS (ver texto ao lado), SEM FIM à vista para anunciar ao país,
e com efeitos RECESSIVOS mais GRAVES que o previsto, que podem gerar a necessidade de lançar MAIS MEDIDAS - um caminho politicamente PERIGOSO e desgastante, como demonstra a experiência do governo de maioria absoluta grego.

A mensagem do governo começa a insistir na preparação do caminho para tempos potencialmente mais difíceis que o previsto.
"Enfrentámos e enfrentaremos mais dificuldades" no âmbito do processo de ajustamento da economia portuguesa, avisou Carlos Moedas, o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, citado pelo site Dinheiro Vivo.
"Portugal tem hoje constrangimentos e dificuldades que não pesavam em 1983 [data do último programa do FMI]", disse à plateia da Ordem dos Economistas.


De .Engano e + Austeridade, ...desgraça a 14 de Setembro de 2011 às 13:08
Bloco defende que Governo "tem andado a enganar os portugueses"

O BE considerou hoje(ontem) que a actualização do memorando de entendimento assinado com a 'troika' é a confirmação de que o Governo "tem andado a ENGANAR os portugueses" e antecipou mais AUSTERIDADE no próximo ano.

"Acho que se confirma que o Governo, como nós temos dito, tem andado a enganar os portugueses", afirmou o deputado do BE João Semedo, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

Recordando que o governo "aumentou os impostos, aumentou o IVA, aumentou o gás, aumentou a electricidade para que não fossem necessárias no próximo ano novas medidas de austeridade", João Semedo resumiu a actualização do memorando de entendimento assinado com a 'troika' a mais austeridade.

"O que hoje ficamos a saber é que no próximo ano os portugueses vão ainda sentir mais na pele, com mais violência, com mais brutalidade social, essas medidas de austeridade", declarou.

Além disso, acrescentou, a actualização do memorando de entendimento significa que "a política de austeridade e de recessão é um saco sem fundo", que está a "afundar" o país e os portugueses, sem solucionar o problema da economia ou das contas públicas.

Questionado se Portugal poderá ir pelo mesmo caminho da Grécia, caso este país entre em bancarrota, João Semedo recusou ser "pessimista", mas acabou por admitir que o país "já esteve mais longe do que está hoje" dessa situação.

O Ministério das Finanças vai apresentar nos próximos dias à 'troika' uma "avaliação actualizada da situação orçamental e as perspectivas" para 2012, incluindo a especificação dos cortes na despesa no valor de 0,6 por cento do PIB.

De acordo com a primeira actualização do Memorando de Entendimento, hoje divulgada no site do ministério das Finanças, o Governo terá de reduzir despesa até ao valor de 3 por cento do PIB em 2012, acrescentando mais medidas do lado da despesa no valor de 0,6% do PIB, que servirão para compensar a diferença do desvio de 2011.

"Medidas adicionais [às já definidas e que valem 3 por cento do PIB], principalmente no lado da despesa, vão ser tomadas para preencher a diferença que surge da derrapagem em 2011, e que podem ser cerca de 0,6 por cento", lê-se no documento.


De .Salvaguardar interesse nacional. a 14 de Setembro de 2011 às 13:17
PRIVATIZAÇÕES
Governo tem 3 meses para salvaguardar interesse nacional

13/09/2011 | 10:07 | Dinheiro Vivo

O Governo tem até meados de Dezembro para estabelecer um regime extraordinário que salvaguarde a privatização de empresas estratégicas em sectores fundamentais para o interesse nacional.

"O Governo deve, no prazo máximo de 90 dias, a partir da entrada em vigor da presente lei, estabelecer o regime extraordinário para salvaguarda de activos estratégicos em sectores fundamentais para o interesse nacional, em observância do direito comunitário», refere a alteração à Lei Quadro das Privatizações, hoje publicada em Diário da República.

Todas as alterações aplicam-se aos processos de reprivatização iniciados após a entrada em vigor, mas também aos que já tenham sido iniciados e ainda não tenham sido objectivo de decreto-lei de reprivatização à data da respectiva entrada em vigor, ou seja, até amanhã.

Outra das alterações à Lei Quadro consiste na definição dos objectivos das reprivatizações. A lista passa agora a ser mais restrita. Reforçar a capacidade empresarial nacional, contribuir para o desenvolvimento do mercado de capitais, ou preservar os interesses patrimoniais do Estado e valorizar os interesses nacionais deixam de contar num processo de privatização.

O Governo destaca agora apenas três objectivos: modernizar as unidades económicas e aumentar a sua competitividade e contribuir para as estratégias de reestruturação sectorial ou empresarial; promover a redução do peso do Estado na economia; e promover a redução do peso da dívida pública na economia.

O nova Lei Quadro das Privatizações avança ainda com mudanças ao nível do acompanhamento dos processos, mediante a criação de comissões especiais, bem como nos limites à participação de entidades estrangeiras no capital das empresas em privatização.

A reprivatização "dos meios de produção e de outros bens nacionalizados realizar-se-à, em regra e preferencialmente, através de concurso público", pode-se ler no decreto-lei. Todavia, "a título excepcional", quando "o interesse nacional ou a estratégia definida para o sector assim o exijam" ou quando "a situação económica da empresa assim o recomende", a privatização poderá ser feita por "concurso aberto a candidatos especialmente qualificados ou de ajuste directo".


De Barroso e CE: façam algo de jeito !! a 13 de Setembro de 2011 às 15:14

Presidente da CE: assuma-se, finalmente!

[Publicado por AG, Causa-Nossa]

O Presidente Barroso tem uma oportunidade imperdível para mostrar que ainda há União Europeia, que ele é Presidente da Comissão Europeia a sério e que a Comissão Europeia faz mesmo aquilo para que foi criada: ser o motor da UE, defensora do interesse comum europeu e guardiã dos Tratados.

Basta começar por exigir à Alemanha que substitua o Comissário Guenther Oettinger.
Vai ver como a Chanceler Merkel, a Alemanha e outros fundamentalistas da austeridade recessiva começavam a compreender umas coisinhas mais.

Oettinger não tem mais condições para exercer o cargo de Comissário por manifesta e ofensiva incapacidade de compreender o que é o processo de construção democrática da Europa e o que é a UE, apesar de todos os problemas e falhanços (devidos porventura a incapacidades semelhantes, embora certamente menos insultantes).

Tudo porque o Comissário europeu para a Energia, Guenther Oettinger, sugeriu numa entrevista ao diário "Bild" que teria "grande força dissuasora" a sugestão de colocar as bandeiras dos países "pecadores" a meia haste nas fachadas dos edifícios comunitários.

Já conhecemos a perigosa narrativa para que há tanta tendência na Alemanha:
começa-se por apontar a dedo os países "pecadores", aplicando-se-lhes depois contraproducentes punições (austeridade que só os afundará mais).
Seguem-se bandeiras a meia haste, para pública humilhação.
O que virá a seguir? faixa negra no braço ou estrela amarela ao peito, para preparar a expiação individual?

Oettinger para a rua já!
Presidente Barroso, presida lá!
----------------

Testes de stress


O que se está a passar em Portugal é em tudo semelhante a um teste de stress. Quem já os fez na informática ou na pilotagem sabe muito bem daquilo que estou a falar.

Há um número de procedimentos que tem de ser executado em cada situação de risco e há o desencadear de emergências sucessivas para testar se esses procedimentos são eficazes. No entanto, a maior parte das situações de ruptura que ocorrem nesses testes não se fica a dever à eficácia dos procedimentos, mas sim à sua má execução, seja por deficiência de entendimento das causas o que faz escolher o procedimento errado, seja por não executar o procedimento certo no tempo correcto o que provoca o acumular de erros e os torna inultrapassáveis.

Quando se atingem estes estados, colapsa-se na informática e morre-se na pilotagem.

Se se for português, o finar é antecedido do recurso ao "desenrasca". Pelo menos "ganha-se algum tempo" dizem os mais eruditos que gostam de morrer com a esperança nos lábios.

LNT [0.373/2011]Barbearia


De .Só pagar o Défice Primário... a 14 de Setembro de 2011 às 10:09
José M. Castro Caldas disse...

Defice primário = défice sem pagamento de juros.
Actualmente cerca 2,4% do PIB Grego.

Se tiver de suspender o pagamento dos juros a Grécia tem de tratar de 2,4% do PIB - a diferença entre as despesas (sem juros) e respectivas receitas.

A "ajuda" tem servido sobretudo para servir os credores.

Esta é a realidade para lá do "não há massa para os salários nem nada".


De +Federação e solidariedade Europeia.. a 14 de Setembro de 2011 às 11:46
A Comissão Europeia defendeu hoje perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, uma maior integração europeia para fazer face à crise, no que classificou como um “momento federador” que deve começar desde já.

A defesa deste “momento federador” enquanto forma de tornar mais efetiva a implementação de medidas acordadas entre os 27 foi feita pelo próprio presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, na intervenção inicial, e reforçada no final do debate pelo comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn.

“A única forma de travar o ciclo negativo e reforçar o euro é aprofundar a integração, nomeadamente na Zona Euro, com base no metido comunitário (…) O que nós precisamos agora é de um novo impulso, unificador, um novo momento federador. Não tenhamos medo da palavra: um momento federador é indispensável”, afirmou Durão Barroso na abertura do debate no hemiciclo.

Depois de cerca de duas horas de debate durante o qual a tónica das intervenções das principais bancadas parlamentares foi a necessidade de uma maior coordenação económica e de uma ação mais concertada, também o comissário Olli Rehn defendeu a necessidade de se abrir um amplo debate nos Estados-membros com vista a lançar esse “novo momento federador” na Europa para tornar a UE mais rápida e eficaz na implementação de decisões.

“Precisamos de um novo momento federador e esse momento deve começar hoje”, disse.


Comentar post

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO