6 comentários:
De ..Espiral de MÁS medidas... a 14 de Setembro de 2011 às 12:00
"Angústia" sobre crise do euro leva governo a admitir "complicações"

por Bruno Faria Lopes, em 14 de Setembro de 2011, ionline.
Risco externo da crise entra no discurso oficial. Contágio é ameaça e causa nervos em São Bento


Colapso iminente da Grécia, risco sério de contágio a Portugal e descoordenação na resposta europeia. Como reage um governo que politicamente tem chamado a si a responsabilidade exclusiva da resolução da crise, assumindo que a Europa resolverá competentemente o resto?
Com muita "angústia", admite ao i um membro do executivo - e com as primeiras declarações políticas que integram o problema português no contexto de uma crise europeia sobre a qual o governo de Pedro Passos Coelho não tem qualquer poder.

Portugal "não é uma ilha", reconheceu ontem o primeiro-ministro, em Lisboa. Passos Coelho admitiu ver com "preocupação o que se está a passar na Europa", apontando que "isso pode complicar o processo de mudança" que Portugal está a fazer.
"Não posso fazer mais do que esta manifestação de confiança em que a Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e o próprio governo grego possam encontrar mecanismos que retirem esta incerteza e instabilidade do nosso horizonte", acrescentou.

A aceleração da crise europeia - que ameaça agravar ainda mais as condições de financiamento da banca e das empresas - é uma dificuldade a juntar-se a outras que a equipa de Passos Coelho tem encontrado.
A resposta lenta da máquina pública à rapidez exigida pela troika (como prova o atraso na entrega dos orçamentos), os desvios encontrados nas contas (Madeira, atrasos nos pagamentos, BPN) e as medidas com impacto abaixo do esperado (como as saídas de funcionários públicos) estão a aumentar a pressão sobre a equipa governativa.
A estrutura de organização escolhida - com concentração de pastas, como Economia/Obras Públicas/Emprego - está também a dificultar a progressão do trabalho, admitiu a mesma fonte governamental.

O primeiro-ministro manteve ontem que "o que Portugal pode fazer de melhor é concentrar-se no trabalho que sabe que tem de realizar de forma que as pessoas percebam que, aconteça o que acontecer lá fora, Portugal está a cumprir o seu programa com sucesso".
Até aqui, a troika aprovou a primeira etapa da execução do memorando, elogiando o anúncio rápido de medidas para tapar o desvio de 1,3% do PIB.

Mas a gestão política deste trabalho ameaça tornar-se mais difícil. Em primeiro lugar o contexto externo - que PSD e CDS até aqui desvalorizaram, identificando-o com as justificações utilizadas pelo anterior executivo - não tem por enquanto uma solução à vista, deixando o governo perante um ajustamento interno brutal e uma incerteza externa muito grande.
"Estamos a entrar em território virgem, desconhecido", admitiu esta semana ao i o economista Miguel Beleza. "É difícil fazer previsões, mas é possível que haja contágio."

O problema desta conjuntura é que somada aos desvios internos e à rigidez do Estado obriga ao lançamento de medidas de AUSTERIDADE SUCESSIVAS (ver texto ao lado), SEM FIM à vista para anunciar ao país,
e com efeitos RECESSIVOS mais GRAVES que o previsto, que podem gerar a necessidade de lançar MAIS MEDIDAS - um caminho politicamente PERIGOSO e desgastante, como demonstra a experiência do governo de maioria absoluta grego.

A mensagem do governo começa a insistir na preparação do caminho para tempos potencialmente mais difíceis que o previsto.
"Enfrentámos e enfrentaremos mais dificuldades" no âmbito do processo de ajustamento da economia portuguesa, avisou Carlos Moedas, o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, citado pelo site Dinheiro Vivo.
"Portugal tem hoje constrangimentos e dificuldades que não pesavam em 1983 [data do último programa do FMI]", disse à plateia da Ordem dos Economistas.


De .Engano e + Austeridade, ...desgraça a 14 de Setembro de 2011 às 13:08
Bloco defende que Governo "tem andado a enganar os portugueses"

O BE considerou hoje(ontem) que a actualização do memorando de entendimento assinado com a 'troika' é a confirmação de que o Governo "tem andado a ENGANAR os portugueses" e antecipou mais AUSTERIDADE no próximo ano.

"Acho que se confirma que o Governo, como nós temos dito, tem andado a enganar os portugueses", afirmou o deputado do BE João Semedo, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

Recordando que o governo "aumentou os impostos, aumentou o IVA, aumentou o gás, aumentou a electricidade para que não fossem necessárias no próximo ano novas medidas de austeridade", João Semedo resumiu a actualização do memorando de entendimento assinado com a 'troika' a mais austeridade.

"O que hoje ficamos a saber é que no próximo ano os portugueses vão ainda sentir mais na pele, com mais violência, com mais brutalidade social, essas medidas de austeridade", declarou.

Além disso, acrescentou, a actualização do memorando de entendimento significa que "a política de austeridade e de recessão é um saco sem fundo", que está a "afundar" o país e os portugueses, sem solucionar o problema da economia ou das contas públicas.

Questionado se Portugal poderá ir pelo mesmo caminho da Grécia, caso este país entre em bancarrota, João Semedo recusou ser "pessimista", mas acabou por admitir que o país "já esteve mais longe do que está hoje" dessa situação.

O Ministério das Finanças vai apresentar nos próximos dias à 'troika' uma "avaliação actualizada da situação orçamental e as perspectivas" para 2012, incluindo a especificação dos cortes na despesa no valor de 0,6 por cento do PIB.

De acordo com a primeira actualização do Memorando de Entendimento, hoje divulgada no site do ministério das Finanças, o Governo terá de reduzir despesa até ao valor de 3 por cento do PIB em 2012, acrescentando mais medidas do lado da despesa no valor de 0,6% do PIB, que servirão para compensar a diferença do desvio de 2011.

"Medidas adicionais [às já definidas e que valem 3 por cento do PIB], principalmente no lado da despesa, vão ser tomadas para preencher a diferença que surge da derrapagem em 2011, e que podem ser cerca de 0,6 por cento", lê-se no documento.


De .Salvaguardar interesse nacional. a 14 de Setembro de 2011 às 13:17
PRIVATIZAÇÕES
Governo tem 3 meses para salvaguardar interesse nacional

13/09/2011 | 10:07 | Dinheiro Vivo

O Governo tem até meados de Dezembro para estabelecer um regime extraordinário que salvaguarde a privatização de empresas estratégicas em sectores fundamentais para o interesse nacional.

"O Governo deve, no prazo máximo de 90 dias, a partir da entrada em vigor da presente lei, estabelecer o regime extraordinário para salvaguarda de activos estratégicos em sectores fundamentais para o interesse nacional, em observância do direito comunitário», refere a alteração à Lei Quadro das Privatizações, hoje publicada em Diário da República.

Todas as alterações aplicam-se aos processos de reprivatização iniciados após a entrada em vigor, mas também aos que já tenham sido iniciados e ainda não tenham sido objectivo de decreto-lei de reprivatização à data da respectiva entrada em vigor, ou seja, até amanhã.

Outra das alterações à Lei Quadro consiste na definição dos objectivos das reprivatizações. A lista passa agora a ser mais restrita. Reforçar a capacidade empresarial nacional, contribuir para o desenvolvimento do mercado de capitais, ou preservar os interesses patrimoniais do Estado e valorizar os interesses nacionais deixam de contar num processo de privatização.

O Governo destaca agora apenas três objectivos: modernizar as unidades económicas e aumentar a sua competitividade e contribuir para as estratégias de reestruturação sectorial ou empresarial; promover a redução do peso do Estado na economia; e promover a redução do peso da dívida pública na economia.

O nova Lei Quadro das Privatizações avança ainda com mudanças ao nível do acompanhamento dos processos, mediante a criação de comissões especiais, bem como nos limites à participação de entidades estrangeiras no capital das empresas em privatização.

A reprivatização "dos meios de produção e de outros bens nacionalizados realizar-se-à, em regra e preferencialmente, através de concurso público", pode-se ler no decreto-lei. Todavia, "a título excepcional", quando "o interesse nacional ou a estratégia definida para o sector assim o exijam" ou quando "a situação económica da empresa assim o recomende", a privatização poderá ser feita por "concurso aberto a candidatos especialmente qualificados ou de ajuste directo".


De Barroso e CE: façam algo de jeito !! a 13 de Setembro de 2011 às 15:14

Presidente da CE: assuma-se, finalmente!

[Publicado por AG, Causa-Nossa]

O Presidente Barroso tem uma oportunidade imperdível para mostrar que ainda há União Europeia, que ele é Presidente da Comissão Europeia a sério e que a Comissão Europeia faz mesmo aquilo para que foi criada: ser o motor da UE, defensora do interesse comum europeu e guardiã dos Tratados.

Basta começar por exigir à Alemanha que substitua o Comissário Guenther Oettinger.
Vai ver como a Chanceler Merkel, a Alemanha e outros fundamentalistas da austeridade recessiva começavam a compreender umas coisinhas mais.

Oettinger não tem mais condições para exercer o cargo de Comissário por manifesta e ofensiva incapacidade de compreender o que é o processo de construção democrática da Europa e o que é a UE, apesar de todos os problemas e falhanços (devidos porventura a incapacidades semelhantes, embora certamente menos insultantes).

Tudo porque o Comissário europeu para a Energia, Guenther Oettinger, sugeriu numa entrevista ao diário "Bild" que teria "grande força dissuasora" a sugestão de colocar as bandeiras dos países "pecadores" a meia haste nas fachadas dos edifícios comunitários.

Já conhecemos a perigosa narrativa para que há tanta tendência na Alemanha:
começa-se por apontar a dedo os países "pecadores", aplicando-se-lhes depois contraproducentes punições (austeridade que só os afundará mais).
Seguem-se bandeiras a meia haste, para pública humilhação.
O que virá a seguir? faixa negra no braço ou estrela amarela ao peito, para preparar a expiação individual?

Oettinger para a rua já!
Presidente Barroso, presida lá!
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Testes de stress


O que se está a passar em Portugal é em tudo semelhante a um teste de stress. Quem já os fez na informática ou na pilotagem sabe muito bem daquilo que estou a falar.

Há um número de procedimentos que tem de ser executado em cada situação de risco e há o desencadear de emergências sucessivas para testar se esses procedimentos são eficazes. No entanto, a maior parte das situações de ruptura que ocorrem nesses testes não se fica a dever à eficácia dos procedimentos, mas sim à sua má execução, seja por deficiência de entendimento das causas o que faz escolher o procedimento errado, seja por não executar o procedimento certo no tempo correcto o que provoca o acumular de erros e os torna inultrapassáveis.

Quando se atingem estes estados, colapsa-se na informática e morre-se na pilotagem.

Se se for português, o finar é antecedido do recurso ao "desenrasca". Pelo menos "ganha-se algum tempo" dizem os mais eruditos que gostam de morrer com a esperança nos lábios.

LNT [0.373/2011]Barbearia


De .Só pagar o Défice Primário... a 14 de Setembro de 2011 às 10:09
José M. Castro Caldas disse...

Defice primário = défice sem pagamento de juros.
Actualmente cerca 2,4% do PIB Grego.

Se tiver de suspender o pagamento dos juros a Grécia tem de tratar de 2,4% do PIB - a diferença entre as despesas (sem juros) e respectivas receitas.

A "ajuda" tem servido sobretudo para servir os credores.

Esta é a realidade para lá do "não há massa para os salários nem nada".


De +Federação e solidariedade Europeia.. a 14 de Setembro de 2011 às 11:46
A Comissão Europeia defendeu hoje perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, uma maior integração europeia para fazer face à crise, no que classificou como um “momento federador” que deve começar desde já.

A defesa deste “momento federador” enquanto forma de tornar mais efetiva a implementação de medidas acordadas entre os 27 foi feita pelo próprio presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, na intervenção inicial, e reforçada no final do debate pelo comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn.

“A única forma de travar o ciclo negativo e reforçar o euro é aprofundar a integração, nomeadamente na Zona Euro, com base no metido comunitário (…) O que nós precisamos agora é de um novo impulso, unificador, um novo momento federador. Não tenhamos medo da palavra: um momento federador é indispensável”, afirmou Durão Barroso na abertura do debate no hemiciclo.

Depois de cerca de duas horas de debate durante o qual a tónica das intervenções das principais bancadas parlamentares foi a necessidade de uma maior coordenação económica e de uma ação mais concertada, também o comissário Olli Rehn defendeu a necessidade de se abrir um amplo debate nos Estados-membros com vista a lançar esse “novo momento federador” na Europa para tornar a UE mais rápida e eficaz na implementação de decisões.

“Precisamos de um novo momento federador e esse momento deve começar hoje”, disse.


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