De Élites e Líderes INDIGNOS, subservientes a 16 de Setembro de 2011 às 14:40
A humilhação
...
Sem uma liderança europeia à altura das circunstâncias, de que o Durão Barros é o exemplo mais patético, resta-nos o sentido da dignidade enquanto Nação,
mas se isso implica fazer sacrifícios colectivos em nome do país implica um modelo de governação diferente,
capaz de mobilizar a maioria dos portugueses e que tenha por base um contrato social que assegure não só uma repartição dos sacrifícios por todos os portugueses,
como uma distribuição equitativa dos resultados.

Infelizmente não da disto está sucedendo, as elites empresariais estão aproveitando a crise para conseguir o modelo de relações laborais do tempo em que tinham uma POLÍCIA POLÍTICA para assegurar a submissão dos trabalhadores,
alguns dos que mais lições de moral dão ao país empanturram os tribunais com recursos para adiarem o PAGAMENTO de impostos e como se isso não bastasse ainda instalam as suas HOLDINGS noutros países onde pagam menos impostos, a autonomia permitiu que uma região pratique um autêntico proxenetismo financeiro.

Por onde andam os bem PENSANTES que em tempos promoveram um manifesto defendendo um governo de unidade?
Conquistada a maioria absoluta remeteram-se ao silêncio e agora concluíram que tal á não é necessário e que os problemas se resolvem com BORDOADA.
Um deles até já defende uma constituição por referendo, se calhar até já tem uns livrecos preparados para serem publicitados nos altifalantes do Pingo Doce, como sucedeu durante as legislativas quando os velhinhos que iam às compras ouviam todos os dias um empregado do Soares dos Santos perguntar-lhes se sabiam se iriam ter pensão de reforma ao mesmo tempo que lhes sugeria a compra de um borda d’agua da sua fundação.

O país está transformado numa SELVA onde a regra é o salve-se quem puder,
uns pagam mais impostos e recebem menos salários,
outros aguardam ansiosos pela redução da TSU e já fazem contas a quanto vão GANHAR com as águas PRIVATIZADAS ao preço da uva mijona.
A troco do ENRIQUECIMENTO fácil proporcionado pela crise financeira está a perder-se o sentido da VERGONHA, troca-se a soberania por uma redução da TSU ou por um lote de acções da GALP, troa-se o sentido de Nação por uma conta numa qualquer OFF-SHORE.

Deveríamos ter vergonha enquanto portugueses, somos COBARDES como nunca fomos, somos SUBSERVIENTES como nunca sucedeu na nossa história, somos demasiado pequeninos para sermos dignos do povo que fomos.

OJumento, 16.9.2011


De Fracassados e subalternos a 16 de Setembro de 2011 às 14:51
O capital da troika

A austeridade fracassou. O que propõe a troika?
Austeridade reforçada, mas com a redução dos juros cobrados para tentar ALIVIAR a PRESSÃO financeira.

Tenta-se desta última forma evitar o destino grego, ao mesmo tempo que se insiste na economia de austeridade que o torna cada dia mais provável.
No meio desta flagrante contradição, o “acordo” com a troika, tão celebrado na altura pela BRIGADA do REUMÁTICO em que se transformou a “ÉLITE” económica, política e intelectual nacional dominante,
já não vale o papel em que está escrito, não pode comprometer ninguém passado menos de meio ano da sua assinatura, tantas foram as mudanças.

No fundo, confirma-se que pouco se aprendeu com todos os fracassos dos programas de ajustamento estrutural no “Sul global”.
Estamos perante instituições que foram desenhadas para não aprenderem. CE, BCE e FMI são instituições políticas com muito poder, mas que prescindem de um dos poucos mecanismos, a DEMOCRACIA e os seus ingredientes – debate e escrutínio públicos, sociedade civil activa, participação e eleição. Por muito fragilizados que estejam, estes mecanismos, de base ainda essencialmente nacional, são a nossa melhor esperança para reconhecer e corrigir os erros colectivos e, elemento crucial deste processo, para que possam emergir e afirmar-se contrapoderes às facções do capital com escala internacional e com toda a influência nestas instituições.

Sem este elemento de economia política, não se compreende o sistemático enviesamento de classe das políticas que são prescritas pelas troikas:
da PILHAGEM dos bens públicos através de ruinosos processos de PRIVATIZAÇÂO
às políticas regressivas de concorrência internacional pela DESVALORIZAÇÂO directa e indirecta do TRABALHO, reduzido a um custo,
e pela taxação cada vez mais baseada nos IMPOSTOS sobre o consumo, os impostos que penalizam mais os que não podem deixar de consumir todo o seu cada dia mais parco rendimento.

Os austeritários não precisam de estudos sérios para tomar decisões que afectam a economia política dos países.
Precisam apenas de manter o seu PODER, tarefa facilitada quando têm à sua frente um governo SUBALTERNO, formado por crentes INGÈNUOS no romance de mercado ou por realistas TESTAS-de-FERRO do capitalismo internacional,
um governo que exprime a extensão da crise da democracia, a extensão do seu esvaziamento pela ressurgência política de um certo tipo de capital (financeiro, rentista, agiota, ...) nas duas últimas décadas.

(-por João Rodrigues, Ladrões de B., 16.9.2011)


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