5 comentários:
De Bombardeam. económico .. a 16 de Setembro de 2011 às 09:01

MUDAR

Yanis Varoufakis resume numa frase a bizarra abordagem convencional à crise na Grécia:
“a economia grega, ou o que resta dela, deve ser arrasada para que possa ser salva da bancarrota”.

Não resulta, claro, mas é a abordagem que também está ser seguida em Portugal, perante a passividade bovina das nossas elites, as que ainda designam por ajuda este crime económico.
O que deve o governo grego fazer?
Usar a arma dos fracos e declarar que, na ausência de uma solução decente para a espiral depressiva concebida entre Bruxelas e Frankfurt,
todos os PAGAMENTOS aos CREDORES (financeiro-especulativos) terão de ser SUSPENSOS (entre pagar salários e pagar aos credores, não há como hesitar…), preparando assim uma reestruturação da dívida por sua iniciativa.

Assim que um governo deixar de participar no bombardeamento económico do seu próprio povo, a crise muda de figura.

(-por João Rodrigues, Ladrões de B.)


De o Exemplo da Islândia ... a 16 de Setembro de 2011 às 09:09
---Anónimo disse...
“a economia grega, ou o que resta dela, deve ser arrasada para que possa ser salva da bancarrota”

Como o João Rodrigues sabe há demasiada gente em portugal que acredita que um país sem economia é viável, quando não há argumentas o que resta são declarações de fé.

"...se o governo grego fizer aquilo que o João Rodrigues lhe recomenda, no dia seguinte a troica corta o financiamento à Grécia"

Mas o financiamento da troika não era um plano de ajuda? Penso que o Luis Lavoura ou está a ser demasiado pessimista ou não acredita no discurso dos lideres europeus.

-----Anónimo disse...
A Grécia pode sempre emitir moeda para pagar aos funcionários e negociar com o FMI um programa de ajustamento (fora da zona euro, como é óbvio).

---- José M. Castro Caldas disse...
Defice primário = défice sem pagamento de juros. Actualmente cerca 2,4% do PIB Grego. Se tiver de suspender o pagamento dos juros a Grécia tem de tratar de 2,4% do PIB - a diferença entre as despesas (sem juros) e respectivas receitas. A "ajuda" tem servido sobretudo para servir os credores.

Esta é a realidade para lá do "não há massa para os salários nem nada".

---- João Saldanha disse...
Joao,

A dicotomia 'pagar salários ou pagar aos credores' não é correcta, pela simples razão que sem credores não há dinheiro para pagar salários. Por isso, tens de explicar o que fazes a um défice superior a 5% do PIB sem acesso a financiamento externo. Sem essa explicação, a tua posição não tem pernas para andar.

Abraço,
Joao Galamba

---- Lowlander disse...
"Pois, mas se o governo grego fizer aquilo que o João Rodrigues lhe recomenda, no dia seguinte a troica corta o financiamento à Grécia."

Claro que sim, alias a historia confirma isso mesmo: quando os credores foram bater a porta da Islandia no pos-apocalipse 2007/08 para esta lhes pagar o que devia, os Islandeses referendaram a coisa. Decidiram nao pagar.
Em resposta, os credores, empertigaram-se, encheram o peito e muito zangados regressaram para lhes dizer que... estavam dispostos a receber a divida num prazo mais alargado e com juros menos onerosos... tambem esta segunda "ameaca" foi referendada. Decidiram nao pagar.

E obvio que tiveram de re-estruturar a divida e os mercados internacionais de credito foram temporariamente fechados na Islandia, mas (e o Luis Lavoura que leia os relatorios do FMI para confirmar), a realidade e que a "irresponsabilidade fiscal" e "comportamento desonroso" dos Islandeses face aos seus credores resultou numa recessao menos profunda, menos desemprego, uma retoma mais rapida e forte e, sem surpresas, menos divida publica acumulada - isto e, nao foram "incapazes de pagar salarios aos funcionarios publicos" nem houve "ruina economica".
Como cereja no topo do bolo ao fim de 2 anos ainda ocorre uma re-abertura dos mercados de credito muitissimo mais cedo que noutros paises com altos principios morais de fiscalidade que se viram a bracos com semelhantes problemas de divida - leia-se PI(I?)G(S?) - onde, os mercados de dinheiro estao, de facto, fechados e a malta como o Luis Lavoura, continua a espera que a fada da confianca apareca com crescimento economico.
O problema nao e a divida, e crescimento economico (pelo menos para a economia real).

---- Luís Lavoura disse...
José M. Castro Caldas,

não acredito que o défice primário da Grécia seja de apenas 2,4% do PIB. Repare: a Grécia tem uma dívida total de cerca de 100% do PIB, e paga por essa dívida, calculo eu, um juro médio que não deve exceder os 5%; pelo que, aquilo que a Grécia paga em juros deve ser cerca de 5% do PIB, não mais. Ora, o défice do Estado grego está bem acima dos 7,4% do PIB. Pelo que, o défice primário não pode ser apenas 2,4% do PIB.

Mas mesmo que fosse, 2,4% do PIB corresponde a aproximadamente 5% daquilo que o Estado grego gasta. Não é assim tão pouco como isso.

Luís Lavoura
...


De Propaganda e Élites servem Finança.. a 16 de Setembro de 2011 às 09:15
--- João Carlos Graça disse...
Caro António Carlos
Nenhum país, nenhuma instituição no mundo "alimenta" indefinidamente outro país...

O que o gregos têm, tal como nós, é de sair do Euro, desvalorizar e pagar a dívida externa na nova moeda, isto é, de forma desvalorizada.
É isso, aliás, o que os "mercados" estão há muito a antecipar que eles farão, daí os juros exorbitantemente elevados...

Depois disso, com exportações relançadas e importações inibidas, obtêm graças à desvalorização um equilíbrio de contas externas QUE SUPRIME A PRÓPRIA NECESSIDADE DE FINANCIAMENTOS EXTERNOS!
Sem desvalorização é que nada feito. É levar o filho-família a comprar demais, e depois emprestar-lhe a juro usurário, mas impedido-o de fazer precisamente o que ele precisa de fazer para deixar de ser esbanjador.

O problema não está em os gregos serem uns madraços, ao contrário do que diz a PROPAGANDA "europeísta" - a qual, curiosamente, procede de forma sistemática com recurso a RETÓRICA "anti-europeísta", isto é, virando os povos europeus UNS CONTRA os OUTROS, e tudo sempre em nome da tal de "Europa"...

O problema não é esse. O problema é, de facto, serem um bocado "BOVINOS" (demasiado PASSIVOS), de resto tal como nós, portugueses, aceitando ÉLITES que os condenam a ser BOMBARDEADOS pela "UE" (espécie de NATO económica) porque isso as deixa a elas (elites) ISENTAS da RESPONSABILIDADE de controlar a maralha em eleições, etc.
Assim é muito mais fácil:
desloca-se a atenção para os tais "compromissos europeus", e a manada continua a aceitar MANSAMENTE a caminhada RUMO ao AÇOUGUE ...


De Famílias electrocutadas pelo Governo/ERS a 16 de Setembro de 2011 às 15:22
1. Na altura em que aproxima o agravamento significativo da factura doméstica de gás e electricidade por efeito do colossal agravamento do respectivo IVA, importa recordar um outro escândalo.

2. Actualmente, por cada 100 EUR de electricidade que adquirem, as famílias portuguesas têm que pagar mais 65 EUR por “Redes”, ainda mais 129 EUR por chamados “Custos de Interesse Económico Geral” (CIEG) e ainda mais 18 EUR de IVA, num total de 312 EUR. Note-se que o IVA recai sobre todas estas parcelas.
Isto quer dizer que, por cada 100 EUR de electricidade, que efectivamente adquirem, consomem e pagam, as famílias portuguesas têm que pagar mais do triplo desse valor. Dito por outras palavras: em cada factura doméstica de electricidade, aquilo que efectivamente corresponde ao consumo efectivo das famílias e, portanto, à sua responsabilidade pessoal e gestão familiar, é menos de um terço do que lhes é imposto pagar.

3. Tudo isto acontece com a bênção de um organismo da República (a quem os portugueses pagam através dos seus impostos) designado por “Entidade Reguladora do Serviço de Electricidade” (ERSE).

4. Este esbulho escandaloso foi, em devido tempo, denunciado pela DECO, que tomou a iniciativa de lançar uma petição < http://www.deco.proteste.pt/servicos-basicos/peticao-nas-maos-da-assembleia-da-republica-s628881.htm >, petição essa que, em apenas 15 dias, ultrapassou o número de 150.000 subscritores.
Esta iniciativa teve o claro aplauso do Parlamento < http://www.deco.proteste.pt/servicos-basicos/eletricidade-sem-extras-com-novo-impulso-s628711/dos/649241.htm >.

5. Porém, infelizmente, como tantas vezes acontece… nada aconteceu.
Neste caso, em virtude de, entretanto, a Assembleia da República ter sido dissolvida, o processo relativo a essa petição acabou por não ter o seguimento desejado.

6. Passadas as eleições, estamos, contudo, ainda pior.
Na verdade, pouco tempo passado sobre aquele “aplauso” parlamentar às justas denúncias da DECO, eis que os portugueses são surpreendidos pela aprovação pelo Governo e Parlamento da República do aumento do IVA da electricidade para 23%, sem qualquer exoneração dos outros custos exorbitantes que pesam, mês a mês, nas facturas domésticas de electricidade.
Isto é, recorrendo ao mesmo exemplo de 100 EUR de electricidade, a parcela do IVA passará de 18 EUR para 68 EUR, fazendo com que uma factura de 100 EUR de electricidade passe dos actuais 312 EUR para 362 EUR!!!! Noutra óptica: a electricidade efectivamente consumida e gerida pelas famílias vai corresponder a menos de três vezes e meia daquilo que lhes vais ser imposto pagar!
O lema não é o conhecido “pague um e leve dois”, mas “leve um, pague três e meio”.

7. A pergunta que importa fazer é esta: Estão a brincar?
A facturação da electricidade, em Portugal, constitui um verdadeiro assalto às famílias portuguesas, já de si fortemente sacrificadas pelas medidas que têm vindo a ser postas em prática para o saneamento das finanças públicas do tal “Estado gordo”, que carrega sem emagrecer, uma República gorda, anafada, que teima em fugir à dieta.
Em que é que a continuação deste assalto se enquadra no programa do Governo, aprovado há pouco mais de 2 meses? E onde estava no programa eleitoral?

8. Neste quadro de contínuo agravamento das condições de vida e dos encargos das famílias portuguesas, tanto mais grave quanto maior o número de dependentes a cargo, a Associação Portuguesa das Famílias Numerosas (APFN) apresenta as seguintes questões:
· Face ao escândalo que exposto e denunciado pela DECO, não é imperativo eliminar (ou reduzir substancialmente) a violenta e abusiva parcela dos tais “CIEG”?
· Essa eliminação (ou redução substancial) não é um elementar imperativo moral na mesma altura em que o Governo aumenta o IVA da electricidade em 17 pontos percentuais, agravando-o em 283%?
· E o que justifica o aumento do IVA em todas e cada uma das referidas três parcelas?
o A electricidade não é um bem de primeiríssima necessidade, de tal forma que é considerado sinal de atraso o número de lares ainda sem electricidade?
o E não é de primeiríssima necessidade a utilização da rede?
o E os famigerados “CIEG”? Porquê agravar o IVA também sobre estes múltiplos e variados “CIEG”, ...


De Justiça: lenta, pouca ou injusta: não é! a 16 de Setembro de 2011 às 16:30
(comentário ao 'post': «Justiça portuguesa: filhos e enteados ou ricos e pobres»)
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delimitada mas excelente visualização da inJUSTIÇA Portuguesa.
este pilar da nossa sociedade está PODRE e sem ele a funcionar não há Confiança nem Segurança na Sociedade nem na Economia.

o sector da Justiça (e legislação processual...) é um CANCRO

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Um pouco menos de cinismo político sff

[-por Vital Moreira, Causa-Nossa]

«Portugal é hoje um País "pouco justo"» -- diz Passos Coelho.

E é evidente que os gravosos aumentos de impostos lançados pelo Governo, que poupam justamennte os mais ricos, vão tornar Portugal mais justo!...


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