Nas últimas semanas temos vindo a ser bombardeados com anúncios de subidas de impostos, aplicação de novas taxas, impostos especiais – tudo a recair quase exclusivamente sobre os rendimentos do trabalho. O Ministro das Finanças foi claro : é mais prático lançar novos impostos muito fáceis de cobrar porque são deduzidos nos vencimentos, do que tentar outras medidas mais difíceis.
Bem sei que o país está num aperto, bem sei que temos que tentar endireitar as contas, bem sei que o mundo mudou e nós todos, aqui neste rectângulo, só demos por isso tarde demais.
Mas também sei que durante década e meia foi um fartote de asneiras governamentais, vindas de vários quadrantes partidários, que muito contribuíram para o estado em que estamos. A megalomania tomou conta do país e tornou-se linha política.
Mas o que também sei é que, agora, na hora de pagar a factura, ela cai em cima dos mesmos de sempre e nada acontece aos que, verdadeiramente, pelos seus actos, foram responsáveis pelo que aconteceu.
Dir-me-ão – perderam as eleições, o Governo mudou, foram politicamente punidos. Pois. Mas não basta – os responsáveis políticos têm que ser punidos por má gestão, por delapidação dos dinheiros públicos, por políticas desastrosas e não estou a falar só de uma punição política.
Alguns responsáveis políticos dirão que esta posição é populista – acontece que na realidade foram medidas populistas em excesso, desses mesmos políticos, que nos levaram onde estamos. Irresponsabilidade conjugada com impunidade produziram aquilo que estamos agora a sentir.
Quem aumentou o endividamento do país, quem adoptou políticas que não tinham sustentabilidade, quem colocou o Estado a gastar acima das suas possibilidades foram os políticos, quer na administração central, quer na administração local. Em nome de promessas eleitorais delapidaram-se milhões, os milhões que hoje nos estão a tirar, imposto após imposto, taxa após taxa.
In Manuel Falcão
Este post também poderia ter o título seguinte:
E NINGUÉM VAI PRESO?
De .inIMPUTAVEIS e inTOCAVEIS até quando?. a 16 de Setembro de 2011 às 16:06
Pertinente questão.
Políticos (governantes, deputados, magistrados, e…) são inimputáveis (tal como as crianças e os destituídos de juízo…) e de facto são intocáveis (pela ‘justiça’/’estado de direito’, …) até que ponto ?!
Sou totalmente a favor da legítima liberdade de expressão sua opinião (mais ainda na A.R.)...
Os dirigentes e trabalhadores na Administração pública são/podem ser responsabilizados civil e criminalmente pelos seus actos/decisões ...
E os políticos também deveriam ser responsabilizados pelos seus actos/práticas como gestores do bem público ?
e se ultrapassarem/não cumprirem o seu programa eleitoral (com o qual e pelas promessas com que foram eleitos)? ou seu mandato ? ...
entre nós a destituição/ 'cassação' de mandato não tem exemplo prático e as autorizações da AR para deputados responderem civil ou criminalmente também não são ''escola''...
e os governantes do país nunca se sentam no banco dos réus...
Façam pouca ou muita asneira ... os nossos políticos, no 'nosso' «estado de direito», estão acima da Justiça ... ou não fossem/sejam licenciados em direito a maioria dos deputados ...
Será que as coisas mudam apenas quando se chegar ao limite da indignação e desespero ... e então os 'inimputáveis' deixarão de ser 'intocaveis' ...?
De Responsabilizar Políticos e Eleitores !! a 16 de Setembro de 2011 às 16:23
um exemplo, pela negativa, é a governação da Madeira (pelo PSD/Jardim) ... a já má-famosa e trágica ''Grécia do Atlântico'' !!
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...vai ser drástico e dramático o custo que os Madeirenses (e os continentais) vão ter de suportar para 'tapar' o buraco da péssima gestão...
8 mil milhões !! e a aumentar... !!
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Pois pela minha parte acho que devia ser drástico mesmo.
pois
Os eleitores madeirenses também devem ser responsabilizados por durante mais de 30 anos elegerem um corrupto para os representar e (des)governar.
De .. a 16 de Setembro de 2011 às 16:33
De
Justiça?: lenta, pouca ou injusta: não é !
(comentário ao 'post': «Justiça portuguesa: filhos e enteados ou ricos e pobres»)
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delimitada mas excelente visualização da inJUSTIÇA Portuguesa.
este pilar da nossa sociedade está PODRE e sem ele a funcionar não há Confiança nem Segurança na Sociedade nem na Economia.
o sector da Justiça (e legislação processual...) é um CANCRO
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Um pouco menos de cinismo político sff
[-por Vital Moreira, Causa-Nossa]
«Portugal é hoje um País "pouco justo"» -- diz Passos Coelho.
E é evidente que os gravosos aumentos de impostos lançados pelo Governo, que poupam justamennte os mais ricos, vão tornar Portugal mais justo!..
De ..Crime de (ir)RESPONSABILIDADE.. a 19 de Setembro de 2011 às 08:49
Madeira (2)
(-por Vital Moreira , Causa-Nossa)
A deliberada sonegação de reporte de importantes responsabilidades financeiras pelo governo
regional da Madeira, pondo em causa as contas públicas nacionais, não deveria ser considerado somente como uma INFRACÇÃO financeira, eventualmente punível com MULTA pelo Tribunal de Contas.
Deveria ser também punida penalmente a título de CRIME de RESPONSABILIDADE, incluindo a pena de PERDA de MANDATO.
Infelizmente, a lei vigente sobre os crimes de responsabilidade não inclui tal infracção no seu elenco.
Importa pôr fim a essa IMPUNIDADE para o futuro. Deve ser feita imediatamente uma revisão daquela lei, para incluir nela as infracções mais graves das regras de disciplina orçamental.
O País não pode ser outra vez apanhado numa humilhante situação como esta.
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 19 de Setembro de 2011 às 09:49
Tá bem tááááááá................
Se a «tal» lei não existe não é porque se tenham «esquecido» de prever estas, e outras situações semelhantes a estas, para os executores e agentes de cargos políticos e públicos que esbanjam e o dinheiro dos impostos de todos os que aqui trabalham.
(E uso o termo «que aqui trabalham» intencionalmente, porque já se provou que só os «estúpidos» que trabalham é que são taxados em impostos..., mas isso é outra história).
Essa «tal» lei não existe porque pura e simplesmente e salvo quem tenha outra e melhor explicação, para permitir a impunidade no esbanjar e «gamanço» de toda esta gentalha que invadiu o exercício de funções políticas e de cargos públicos. Na minha opinião, e posso estar enganado(?), os legisladores são cuniventes com estas escandalosas situações, quer da Madeira, quer de muitos outras.
E mais, tenho a ligeira impressão que vai tudo ficar em «águas de bacalhau» pois ninguém se atreverá a meter-se com este senhor agora apanhado com estas vigarices. E tenho essa impressão porque a «entarem-no» a este teriam a seguir de «entalar muitos, mas muitos mais, a ponto de, se calhar, terem que «aramar» o país e pôr uns «guardas» espanholes pelo lado de fora...
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