De BigMoney é q. manda no Mundo, não os Gov a 28 de Setembro de 2011 às 10:10
Um corretor muito sincero

«A emissora pública britânica BBC entrevistou ontem um corretor independente que se manifestou totalmente incrédulo sobre a eficácia do novo acordo que estará a ser preparado na zona euro para aumentar a capacidade de resposta à crise das dívidas nalguns países europeus e que profetizou o desaparecimento das poupanças de milhões de pessoas.

Alessio Rastani, operador do mercado de capitais afirmou peremptoriamente que
“os governos não mandam no mundo. Quem manda no mundo é a Goldman Sachs”
– o principal banco de investimento dos Estados Unidos, onde são recrutados muitos presidentes de empresas e membros do Governo norte-americano, deixando os apresentadores do programa em que participava estupefactos com a sua candura.

Disse que o problema da zona euro não pode ser resolvido com o dinheiro que os políticos europeus querem aplicar (ontem foi noticiado que está a ser preparado o aumento do FEEF para dois biliões de euros), e considerou mesmo que o problema das dívidas soberanas não pode ser resolvido.

“Estou bastante confiante em que o euro se vai espatifar e que vai cair com bastante dureza, porque de momento os mercados são regidos pelo medo”, disse também Rastani, que confessou sonhar há três anos com este momento, que vai para a cama e sonha com outra recessão, “com outro momento como este” – numa espécie de declaração de interesses quanto à estratégia que recomenda.

Porquê? Porque a Depressão dos anos 1930 não foi só sobre o crash do mercado. Houve algumas pessoas que estavam preparadas para fazer dinheiro a partir desse crash. Pensa que qualquer pessoa pode fazer isso, e que não têm de ser apenas “algumas pessoas da elite” a aproveitar. “Quando o mercado afundar. Quando o euro e os grandes mercados de capitais afundarem, se souber o que fazer, se tiver preparado o plano certo, pode fazer muito dinheiro com isso”, explicou, deixando a audiência de queixo caído.

Rastani explicou que
“o grande capital” (BIG MONEY), como fundos e instituições, não compra este plano e sabe que o mercado de capitais está “acabado” e que já não confia no euro, estando a mudar o seu dinheiro para activos mais seguros, como obrigações do Tesouro dos EUA, obrigações a 30 anos e dólares americanos.

O que é que os políticos poderiam fazer para que os investidores se sentissem mais confortáveis? “Essa é difícil”, respondeu, acrescentando que pessoalmente isso não lhe interessa. Porque é corretor e só lhe interessam as oportunidades para fazer dinheiro, tal como aos seus colegas.

Como a Goldman Sachs e os grandes fundos, não querem saber deste novo plano para o euro, o que as pessoas têm de fazer é aprender a fazer dinheiro com o mercado em baixa, protegendo os seus activos.
“Porque a minha previsão é que em menos de 12 meses
as poupanças de milhões de pessoas vão desaparecer. E isto é apenas o princípio”,
profetizou.» [Público]

Parecer do Jumento:
-Onde é que já ouvi falar da Goldman Sachs?
: «Não era aquela que tinha cá uns negócios com o Estado a que Manuel Pinho pôs fim e depois se ouviram alguns protestos de gente do PSD?
Não era também aquela de que António Borges se dizia ser vice-presidente?»


De .+Recessão + juros + delapida/privatiz.. a 28 de Setembro de 2011 às 10:22
-----D.H:

''Afinal são mais 2%”.

O porta-voz hoje de serviço refugia-se na conjuntura internacional. Desencanta-se sempre qualquer coisa para mais 2%.
A economia e o emprego afundam, por mais que os mais avisados… avisassem;
os credores anseiam para que o bom aluno cumpra o plano.
(Só mais um bocadinho, vocês aguentam!)
Sem esquecer o doce das privatizações, mesmo que sejam coisa pouca para “tanta ajuda”.

Isto é uma tristeza, quais forças vivas, qual quê!
Bombom foi a visita de cortesia que o secretário do PS fez ao Primeiro, com direito a declarações em directo, a querer sinalizar-nos que a “oposição mexe”.

---------- Nuno disse...

2,5% de recessão enquanto pagamos um empréstimo que supostamente suporta o país com 5% de juros,
esperando-se pagar tudo isto com a delapidação total do património público
e um crescimento bombástico de 10% ao ano nas exportações.

É demencial e só dura uns meses, como se vê pela Grécia.

---------Anónimo disse...

O problema é que tudo indica que a recessão será bastante pior que 2,5%.
Isto até ao próximo Verão estará resolvido. Portugal entrará em default e sairá do Euro.


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