Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA – COMEMORAÇÕES POPULARES

 

Implantação da República – Comemorações Populares em Lisboa
ORGANIZAÇÃO: Comissão Coordenadora dos Centros Escolares Republicanos [c/ apoio da Associação 25 de Abril, Grande Oriente Lusitano, Grande Loja Feminina de Portugal]
9,30 horas - Homenagem/Manifestação a António José de Almeida [junto à sua estátua]
10,15 horas - Romagem ao Cemitério do Alto de S. João [discursos a pronunciar junto ao Mausoléu de Cândido dos Reis e Miguel Bombarda; visita ao Túmulo de Machado de Santos, com deposição de uma palma de flores e deposição de uma palma de flores junto ao Monumento aos Heróis da República].
14 horas - Almoço de Confraternização Republicana
ler TUDO AQUI .     J.M.M. (-p

Às barricadas, cidadãos !

um blogue à esquerda, independente dos partidos mas não de valores e causas, republicano, laicista, democrata e plural.



Publicado por Xa2 às 00:01 | link do post | comentar

2 comentários:
De Vantagens da República a 7 de Outubro de 2011 às 08:55
Surdinas [ III ]

(baixinho para que ninguém nos ouça)

Outra das vantagens da República é não termos de aturar indefinidamente alguém a quem não reconhecemos capacidade para nos representar.

Olhando o panorama presente e sabendo, com alívio, de que Cavaco já está de malas aviadas, imaginem o doloroso que seria saber Duarte Nuno (pretendente a rei) instalado para sempre.

LNT, [0.424/2011], A barbearia




De Jumento a 7 de Outubro de 2011 às 09:21
C.S. (para mal do país) P.R.

É muito duvidoso que algum português se dê ao trabalho de ler um discurso de Cavaco Silva do princípio ao fim, que algum comentador os leve a sério ou que algum jornalista os noticie sem uma sensação de tédio. Os discursos de Cavaco não são coerentes com o que disse no passado, evidenciam que está mais preocupado e interessado em reparar a sua imagem do que com qualquer outra coisa, estão cheios de banalidades. Destinam-se apenas a arquivar no site de Belém e para um dia escrever um livro que ninguém comprará.

Mas Cavaco é mesmo Presidente, ainda que um presidente com uma letra cada vez mais pequena temos que fazer de conta que o respeitamos não porque o mereça mas porque devemos proteger a instituição que tão mal representa e porque a lei penal nos impede de dizer o que pensamos dele.

Vejamos o que disse Cavaco neste 5 de Outubro:

Na sua posse ignorou a crise internacional ao ponto do presidente da sua comissão de honra o ter criticado em público, agora emergem sinais preocupantes de que a crise que ignorou se pode agravar:

«Neste novo século republicano, os Portugueses vivem tempos de incerteza perante o que o futuro lhes trará. No plano internacional, emergem sinais preocupantes de que a situação económica e financeira se poderá agravar de novo. Num mundo cada vez mais globalizado e interdependente, o mau desempenho das economias desenvolvidas irá reflectir-se inevitavelmente sobre as outras economias.»

Agora já não respeita os mercados e a crise é tão grave que até põe em perigo a Europa:

«Vivemos dias que são um teste decisivo para a vitalidade da União Europeia e compete-nos a todos nós, povos deste Continente antigo, decidir se queremos uma União que seja um mero aglomerado de mercados ou se, pelo contrário, desejamos concretizar a aspiração de uma Europa coesa e solidária, unida tanto nos bons como nos maus momentos. Só dessa forma a Europa será fiel às suas raízes e conseguirá satisfazer os anseios de bem-estar partilhado que estiveram na génese das Comunidades.»

O mesmo senhor que ignorava a crise internacional e que afirmava que existiam limites para a austeridade defende agora que reconhecer a crise é uma questão de bom senso e já dá a sua ajuda aos sacrifícios, vindo mais uma vez com a lenga lenga dos avisos para se ilibar a si próprio das responsabilidades nesta crise:

«Vivemos tempos muito difíceis. Essa é uma realidade que ninguém de bom senso poderá negar. Durante alguns anos, foi possível iludir o que era óbvio, pese os avisos que foram feitos dos mais diversos quadrantes. Agora, estamos confrontados com uma situação que irá exigir grandes sacrifícios aos Portugueses, provavelmente os maiores sacrifícios que esta geração conheceu.»

Ninguém sugere ao senhor que tão facilmente comprou uma rica mansão na Quinta da Coelho que não tem autoridade para criticar o consumismo dos outros?

«Perdemos muitos anos na letargia do consumo fácil e na ilusão do despesismo público e privado. Acomodámo-nos em excesso. Agora, temos de aprender a viver de acordo com as nossas possibilidades e a tirar partido das nossas potencialidades.»

Se Cavaco está tão preocupado com o despesismo porque razão levou uma comitiva aos Açores que faziam lembrar a visita de D. Manuel I ao papa, não faltando sequer um mordomo para lhe calçar as pantufas?

«Em momentos como o presente, diminui de forma substancial a tolerância dos cidadãos perante o despesismo público e o gasto improdutivo, o que constitui um efeito positivo da situação que atravessamos.»

Numa altura em que os amigos do presidente envolvidos com a justiça quase davam para habitar o resort do Pinheiro da Cruz quase não se consegue ouvir Cavaco falar de justiça:

«Os cidadãos da República centenária são mais exigentes quanto à necessidade de uma mudança profunda da acção política e têm plena consciência de que a Justiça do seu país tem de ser um factor de desenvolvimento e não um elemento de paralisia da actividade económica e da vida social.»

O problema deste presidente (sim com letra muito pequena) é que lhe falta a memória, excepto par o que terá escrito ou dito em tempos, porque isso lhe dá jeito. Só que disse e fez muitas outras coisas que agora lhe retiram autoridade e credibilidade.


Comentar post

MARCADORES

administração pública

alternativas

ambiente

análise

austeridade

autarquias

banca

bancocracia

bancos

bangsters

capitalismo

cavaco silva

cidadania

classe média

comunicação social

corrupção

crime

crise

crise?

cultura

democracia

desemprego

desgoverno

desigualdade

direita

direitos

direitos humanos

ditadura

dívida

economia

educação

eleições

empresas

esquerda

estado

estado social

estado-capturado

euro

europa

exploração

fascismo

finança

fisco

globalização

governo

grécia

humor

impostos

interesses obscuros

internacional

jornalismo

justiça

legislação

legislativas

liberdade

lisboa

lobbies

manifestação

manipulação

medo

mercados

mfl

mídia

multinacionais

neoliberal

offshores

oligarquia

orçamento

parlamento

partido socialista

partidos

pobreza

poder

política

politica

políticos

portugal

precariedade

presidente da república

privados

privatização

privatizações

propaganda

ps

psd

público

saúde

segurança

sindicalismo

soberania

sociedade

sócrates

solidariedade

trabalhadores

trabalho

transnacionais

transparência

troika

união europeia

valores

todas as tags

ARQUIVO

Novembro 2019

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS