NA MADEIRA É ASSIM, UM OÁSIS DE IMPUNIDADE?

 

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No próximo domingo dia 9 de Outubro os madeirenses vão a votos. Provavelmente (ao contrario do sucedido no continente) tudo ficará como dantes, ou talvez não.

Há uns tempos atrás veio a publico, a propósito dos desastres ocorridos, na ilha, pelos temporais, que o coordenador do Ministério Público na Madeira quereria apurar eventuais responsabilidades pelo que se passou e abriu um inquérito para investigar se houve crime de ordenamento de território. Afinal havia outros (buracos, não crimes já se vê!) que só agora foram destapados. Aqueles nunca chegaram (e algum dia serão?) a ser do conhecimento público.

A reacção imediata do presidente da Região Autónoma (agora a proclamar independência como um qualquer menino mimado e chantagista), Alberto João Jardim, veio dizer que se tratam de «declarações absolutamente extemporâneas, fora de contexto, sem qualquer instrução». Alias, como sempre, tudo o que lhe desagrade é descontextualizado. O Rei tem a sua contextualidade própria que até um tal de Sr. Silva muito respeita e parece até venerar venealmente.

Alberto João chegou mesmo a afirmar que o que o procurador-geral da República transmitiu ao coordenador do Ministério Público na Madeira foi que «facilitasse tudo ao máximo». Pelos vistos tem sido com tantas facilidades proporcionadas por certos “cubanos do contenente” é que o Senhor Adamastor se tem governado e se dado a luxos de esbanjamento e esbulho dos dinheiros publicos extorquidos a contribuintes continentais.

Que houve e há erros graves de ordenamento do território, como de desvios e má gestão de dinheiros publicos, ninguém duvida. Perante as imagens que se puderam/podem observar não só nas regiões autónomas como em todo o país também ninguém tem duvidas de que as maiores responsabilidades são dos respectivos municípios, respectivos serviços técnicos e titulares dos respectivos cargos publicos.

O que os inquéritos devem identificar é, em concreto, quem são as pessoas a responsabilizar e a sancionar de forma inequívoca, exemplarmente e criminalmente. O Ministério Publico terá de ser mais consequente na conclusão dos referidos inquéritos e tornar as suas respectivas conclusões (quando essa divulgação já não colida com o interesse investigatório com vista às respectivas punições) do conhecimento dos cidadãos sob pena de não ser feita justiça e continuar alimentar-se a dúvida e a suspeição de que a mesma é uma miragem só aplicável a “pés descalços”.



Publicado por DC às 09:32 de 06.10.11 | link do post | comentar |

1 comentário:
De Vivemos nessa sociedade, hoje! a 6 de Outubro de 2011 às 12:30
Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa.

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia, não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais do que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”




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