Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011

A  economia :  seis pontos em dois minutos

    Robert Reich, «A verdade acerca da economia» (vídeo via Câmara Corporativa)

 1. A economia (americana) duplicou desde 1980, mas os salários da maioria (devido à inflação) pouco ou nada subiram. -  Para onde foi o dinheiro?

 2. Todos os ganhos da economia vão para os super ricos (1% da pop. tinha 10% do rendimento, agora tem mais de 20%...) - e ...

 3. Com dinheiro vem poder político. - Impostos nos super ricos foram cortados (de 70% para 35% e os lucros de capital só pagam 15%, os 400 americanos  mais ricos pagam apenas 17%), pelo que as receitas (do Estado) se evaporaram (só 15% da economia). Isto leva a ...

 4. Enormes défices orçamentais (com cortes nos serviços públicos, sacrificando a qualidade e a maioria dos cidadãos). - Classe média (com medo) agita-se, entra numa luta de competição pelas migalhas (em vez de se unir e lutar por melhores salários e empregos, lutam uns contra os outros)

 5. Classe média divide-se (e luta entre si). - E, sem o poder de compra necessário, e reduzidas as possibilidade de aceder a empréstimos, abrandam as compras e o crescimento da economia. Resultando em: 

 6. Recuperação (difícil e) anémica (com alto desemprego e muito lenta e baixa recuperação, podendo até passar por uma recessão ou depressão)

 

  A única maneira de se ter uma economia forte é através de uma grande classe média forte (em poder de compra e em abrangência da população).

               O que aprendemos com a grande  recessão ?  

  A edição de hoje do Jornal de Negócios (pela mão do jornalista Pedro Romano), sintetiza em 10 pontos o que a grande recessão que hoje vivemos nos ensina. Analisando esses pontos um por um, não é difícil identificar momentos vários em que a mesma mensagem - por essas ou outras palavras - foi transmitida neste blog (antes e depois da falência do Lehman Brothers). Ficam aqui as 10 lições (entre parêntesis, a minha interpretação das mesmas e das suas implicações):

  1. Os bancos centrais não podem olhar só para a inflação. (Em particular, não é sustentável que o BCE continue a sobrepôr o controlo do aumento dos preços a outros objectivos de política económica, desde logo o crescimento e o emprego).

  2. A eficácia da política monetária tem limites. (Não é possível esperar que uma UE sem instrumentos orçamentais de curto-prazo - leia-se, um orçamento europeu significativo - seja capaz de responder eficazmente às crises, muito menos a choques que afectam assimetricamente as economias dos países membros.)
  3. Não há consolidações orçamentais expansionistas. (Ou, como costuma dizer Krugman, a fada da confiança não existe. Promover a austeridade para resolver a crise só a agrava.)
  4. A moeda única não acaba com os problemas do défice externo. (Ao contrário dos defensores incondicionais de Maastricht afirmavam, o euro não diminui - pelo contrário, acentua - as diferenças entre as estruturas das economias participantes, tornando-as mais claramente distintas ao olhos dos especuladores financeiros. O resultado deste euro não é, como se vê, maior estabilidade financeira na Europa.)
  5. O controlo de capitais até pode ser útil. (Neste blog fomos mais além. Sempre afirmámos que a circulação irrestrita de capitais acentuava a instabilidade, penalizava o investimento produtivo e favorecia a desigualdade social. O FMI andou décadas a afirmar o contrário. parece que agora vai mudando de opinião.)
  6. O mundo não ficou mais seguro com a inovação financeira. (Nem tudo o que é inovador e moderno é bom. Aprendemos isto a custo.)
  7. É necessária mais regulação da banca. (Regressar à regulação que existia nos anos 80, antes da Terceira Via de Clinton e Blair ter aderido irresponsavelmente ao mito dos mercados eficientes, já seria um passo na direcção certa. Mas é preciso muito mais - é preciso reduzir o peso que o sector financeiro tem nas economias. Até lá, só podemos esperar mais do mesmo.)
  8. Os modelos económicos têm muito a melhorar. (Apesar de a sobranceria dos economistas que vivem de modelos formais ser hoje menos pronunciada do que já foi, continua-se a dar mais importância aos resultados dos modelos do que à sensibilidade das conclusões face às hipóteses incorporadas nos mesmos. A realidade será sempre mais complexa do que os modelos podem capturar. Quem passa a sua vida a brincar acriticamente com uma espécie de 'Jogo das Contas de Vidro' está condenado - tal como os geniais mestres descritos no livro de Hermann Hesse - a ser um completo ignorante acerca das coisas do mundo secular. E a conduzir o mundo para as consequências desastrosas das suas folias.)
  9. Os mercados têm desejos estranhos. (Grande parte dos economistas continua a ter dificuldade em viver com a noção de que as pequenas racionalidades individuais não conduzem forçosamente a racionalidades colectivas. E que a informação dispersa por uma miríade de actores não é necessariamente de melhor qualidade do que a informação que está disponível para todos ao mesmo tempo. É por isso que o 'livre funcionamento dos mercados' não pode ser o alfa e o ómega dos sistemas sociais.)
  10. O mundo que nos rodeia é mais rápido do que pensamos. (Ou, como alguém dizia há mais tempo, tudo o que é sólido dissolve-se no ar. A história não acabou. Mas não vale a pena pensarmos que a sua evolução tem um sentido único.)
 
 (-por Ricardo Paes Mamede, Ladrões de bicicletas)


Publicado por Xa2 às 07:14 | link do post | comentar

6 comentários:
De 'Erro crato' destrói Escola Pública eR&D a 7 de Outubro de 2011 às 11:50
Mais um erro Crato
(-por Daniel Oliveira, Expresso online)

Diz-se que é a troika. Que não temos outro remédio.
Pois ficámos ontem a saber que os cortes no orçamento da educação para 2012 são o triplo do que foi recomendado pela troika.
Em vez dos 195 milhões, cerca de 600 milhões. E o governo parece sentir orgulho da façanha.

Passos Coelho bem avisou que queria ir mais longe. Cá está a sua ambição: destruir a Escola Pública.
Deveria ser, com a saúde, o sector que o Estado mais deveria proteger. Parece ser o principal alvo a abater.

De notar que entre os cortes não estão os apoios aos colégios privados. Esses viram o corte do governo anterior corrigido. Para gastar mais.
Aqui está o "direito à liberdade de escolha" de que tanto falavam.
Uma escola pública miserável e uma escola privada para elites subsidiada pelos contribuintes.

Bom trabalho, ministro Nuno Crato! As gerações futuras poderão agradecer-lhes as ruinas que deixará depois da sua passagem.
------------------------------------------

O fim da investigação: garantir décadas de pobreza

(-por Daniel Oliveira, Arrastão)
Segundo notícias recentes, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa vai suspender, a partir de Outubro, o pagamento das bolsas e contratos de trabalho associado aos projetos de investigação em curso na faculdade. Ou seja, deixará de fazer investigação.

A razão é simples: a dívida da FCT para com a faculdade é superior a 2 milhões de euros (há dívidas semelhantes a outras instituições universitárias).
E aqui está mais um efeito dos cortes nas "gorduras do Estado".

Claro que os ideólogos do Estado mínimo, que nos governam e que dominam o discurso mediático e económico, continuarão a maldizer o investimento público e santificar a iniciativa privada.

Acontece que, como se sabe, em Portugal, é o Estado, e não as empresas, que garante a quase totalidade do investimento em investigação e desenvolvimento.
E sem esse investimento não haverá empresas competitivas. E sem empresas competitivas não temos qualquer futuro.

Portugal porta-se como aqueles pais que, perante as dificuldades, a primeira coisa que decidem fazer é tirar os filhos da escola e pô-los a trabalhar, garantido a perpetuação da sua própria pobreza.
...


De .+ Dinheiro púb. para Privadas. !! a 13 de Outubro de 2011 às 15:33
Lisboa, 13 out (Lusa) --
O GOVERNO aumentou em mais de cinco mil euros por turma o FINANCIAmento público das escolas PRIVADAS com contrato de associação e facilitou as condições de acesso a esse financiamento, segundo uma portaria hoje publicada.


De Para 1 economia com futuro... a 10 de Outubro de 2011 às 17:25

A Conferência, os media, o crédito, os bancos e a democracia

(- por Manuel Brandão Alves em: http://areiadosdias.blogspot.com/2011/10/conferencia-os-media-o-credito-os.html )

Estranha associação, esta! O que é que têm a ver a Conferência com o crédito e os media com os bancos? E todos eles com democracia? Parece que pouco têm a ver umas coisas com as outras e, no entanto, têm tudo.

Não há democracia sem informação transparente, do mesmo modo que não há eficiência económica e mercados perfeitos com reservas de informação. É a este propósito que, a seguir, abordo as relações da Conferência com os media e do crédito com os bancos.

Realizou-se no passado dia 30 de Setembro, nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian uma Conferência, em cuja convocação havia o propósito de demonstrar que a Economia Portuguesa é uma Economia com Futuro. O propósito foi alcançado. Para tal bastou chamar a atenção que era necessário olhar para o outro lado da montanha e começar a fazer o caminho.

Foi dado conhecimento da iniciativa aos media, quer antes, quer durante a Conferência.

Pela parte do público houve um número de inscrições, superiores a 500 e muitas outras pessoas participaram, mesmo sem inscrição. A reflexão e o debate que se desenvolveu durante todo o dia 30, teve a novidade, o rigor e a pontaria certeira, como há muito já não víamos entre nós.

Apesar da reconhecida valia da temática em discussão e do entusiasmo da participação, a quase totalidade dos media entenderam, escorados, certamente, em “critérios jornalísticos”, de que o facto não era suficientemente relevante para poder ser tido em conta, para dele dar conhecimento aos leitores, aos ouvintes e aos telespectadores.

Os “critérios jornalísticos” são, com frequência, invocados para justificar a não cobertura de factos considerados relevantes. São critérios que tem mais a ver com orientações das Direcções dos jornais do que com as livres opções dos jornalistas, não suportados por qualquer escrutínio democrático. Constituindo os media instrumentos relevantes de transmissão da informação, é inquestionável que a informação que por eles circula, e de que são meros instrumentos, é imprescindível à formação da consciência democrática dos cidadãos. A cidadania ao ver-se, assim, amputada de uma das suas componentes fundamentais fica mais pobre, senão mesmo inviabilizada.

Do mesmo modo que os media servem para fazer chegar a informação aos cidadãos, também os bancos têm como sua maior vocação proporcionar financiamento às famílias e às actividades produtivas. Mas o exercício dessa sua vocação é o que não temos visto acontecer nos últimos tempos. E todos se perguntarão, porque é que isso está a acontecer?

São muitos os factores explicativos mas há, pelo menos, dois que são centrais. O primeiro é o de que, a partir de certa altura, as aplicações financeiras, realizadas fora da economia real, começaram a tornar-se mais rentáveis do que as que poderiam realizar-se nesta última. Como os governos não querem, ou não têm sido capazes de regular os mercados financeiros, os bancos não fazem mais do que o que faria qualquer outra pessoa ou instituição movida pela preocupação da obtenção do máximo de rentabilidade: investem em produtos financeiros

O segundo é uma consequência das tropelias que desde há alguns anos têm sido praticadas pelas instituições financeiras em seu benefício ou em benefício do que consideram ser os seus melhores clientes. Como o fruto era, aparentemente, apetecido, foram-se correndo cada vez maiores riscos em aplicações que se revelaram estarem assentes em suportes virtuais e sem garantias sustentáveis.

Bastou que uma pequena areia para desequilibrar a estrutura que estava montada; para que a fantasia do dominó se começasse a desmoronar ( e aí está a crise que não é só local, mas global). Por isso, o dinheiro que hoje chega aos bancos tem como aplicação privilegiada tapar os buracos que entretanto foram descobertos e ficaram a descoberto.

Há cerca de um mês ...


De Conf«Economia Portuguesa: ...»Gulbenkian a 10 de Outubro de 2011 às 17:30
...
Há cerca de um mês foi conhecido que se encontrava em Lisboa uma delegação da troika com vista a avaliar a robustez dos 50 melhores clientes de cada um dos principais bancos. Não se voltou a falar do assunto mas, certamente, que o exercício de avaliação já terminou. Pena é, que à semelhança do que tem sido revelado acerca de outras varáveis económicas, também aqui não tenha sido feita a publicitação dos resultados a que se chegou.

Com a estrutura bancária que temos não surpreende, por isso, que o financiamento não chegue ao (para o) sistema produtivo. E, no entanto, não há sistema democrático que subsista sem que o sistema produtivo seja permanentemente alimentado com sangue novo (financiamento).

Assim, do mesmo modo que os média funcionam como vasos indispensáveis de alimentação da cidadania e do sistema democrático, também os bancos constituem instrumento imprescindível de revivificação da economia real, sem a qual a democracia também pode ser posta em causa.

Uns e outros necessitam de regulação ou controle para que possamos continuar a aspirar a viver numa sociedade, mais solidária, mais justa, mais cidadã e mais democrática.

Temos, aqui, dois excelentes pontos de partida para a discussão dos fundamentos para a existência de bens e serviços públicos. O que é essencial para a sociedade não pode ser deixado, exclusivamente, à iniciativa privada. Dir-me-ão que que a concorrência induz a qualidade dos serviços. Respondo que o resultado está à vista e que muito gostaria eu de saber onde é que está essa invocada concorrência.

(- por Manuel Brandão Alves em: http://areiadosdias.blogspot.com/2011/10/conferencia-os-media-o-credito-os.html )
Etiquetas:
Acordo com a Troika, Actualidade, Crise, Democracia, Desregulação, Economia com Futuro, Globalização, Intervenção Estatal



De Não há isenção nem Liberdade jornalístic a 10 de Outubro de 2011 às 17:47
Silêncios

É impressão minha, ou os meios de comunicação social em geral (e as televisões em particular), ignoraram olimpicamente a conferência «Economia Portuguesa: uma economia com futuro», realizada há uma semana na Fundação Calouste Gulbenkian e a que o Ricardo Paes Mamede e o Alexandre Abreu já se referiram, aqui e aqui?

Façam um exercício. Num qualquer motor de busca da internet, coloquem o título da conferência. Depois comparem os resultados obtidos, em termos de cobertura noticiosa, com os que resultam da pesquisa por «Compromisso Portugal» ou «Mais sociedade». Espantoso, não é?

Num momento em que se acumulam as evidências do fracasso da solução austeritária (e em que se assiste a um esforço gradual de reorientação do discurso por parte de alguns dos que a defendiam há um ano atrás), os meios de comunicação social - deliberada ou levianamente - decidem ignorar um encontro que juntou mais de quatrocentas pessoas a discutir caminhos alternativos para a economia portuguesa.

A crise, como dizia o Miguel Cardina, também há um ano atrás, continua a começar aqui.

(-por Nuno Serra às 7.10.11, Ladrões de bicicletas)


De Coragem e unificação política da UE. a 11 de Outubro de 2011 às 09:36
Euro/Crise:
É preciso unificação política para evitar mais crises de dívida - Paul De Grauwe

Lisboa, 11 out (Lusa) --
O Banco Central Europeu (BCE) deve ser o credor de última instância no mercado de dívida pública da Zona Euro, mas isso é insuficiente para evitar crises, sendo precisa mais unificação política, defende o economista Paul De Grauwe.

"Para a governação da Zona Euro é necessário que o BCE se assuma como credor de última instância no mercado de dívida soberana, mas isso não é suficiente. Para prevenir crises na Zona Euro, serão necessários passos significativos no sentido da unificação política", escreve o economista belga, num artigo recentemente divulgado pelo CESifo, um centro de investigação económica.

No artigo 'The European Central Bank: Lender of Last Resort in the Government Bond Markets?', De Grauwe reconhece que "foram dados passos nessa direção quando o Conselho Europeu decidiu reforçar o controlo nos processos orçamentais nacionais e nas políticas macroeconómicas dos países". No entanto, considera, essas decisões "são insuficientes e são precisas mudanças mais fundamentais no governo da Zona Euro".

-------- "Medo infundado" da inflação afeta políticas do BCE - Paul De Grauwe

O economista Paul De Grauwe critica o "medo infundado" de um aumento da inflação, caso o Banco Central Europeu (BCE) se assuma como credor de última instância no mercado de dívida soberana, num documento de trabalho agora divulgado.

"Quando o BCE recentemente decidiu comprar obrigações de Espanha e Itália, anunciou que iria esterilizar o efeito destas compras na base monetária [grosso modo, notas e moedas em circulação], retirando liquidez do mercado", exemplifica De Grauwe.

No texto, publicado pelo CESifo, um instituto alemão de investigação económica, o professor da Universidade Católica de Lovaina considera que "esta foi uma decisão infeliz", uma vez que "não havia necessidade absolutamente nenhuma de o fazer."


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