7 comentários:
De Função Pública e Reg.Contr. em F.P. a 7 de Novembro de 2011 às 12:23

----- Manuel disse...
(resposta a comentário de Helena B., no 'post «Abstenção violenta», no Ladrões de Bicicletas, 7.11.2011):

Dou por bons todos os argumentos que apresenta em seu favor (trabalhadora esforçada no privado) e contra os funcionários públicos (dos que conhece), não costumo contestar o que não conheço.

Mas o seu texto suscita-me uma pergunta: - Nunca se candidatou ao El Dorado da Função Pública porquê? Por masoquismo ou por militância ideológica pelo privado?

Eu entrei para a Função Pública como professor em Outubro de 1974, com licenciatura, ganhava 5500$00 (27,5 euros), estava a 400 Km da casa dos meus pais e pagava 2200$00 (11 euros) de pensão completa, sobrava-me 3300$00 (16,5 euros) para tudo o resto.

Tentei alguns empregos privados (havia trabalhado num antes da malfadada tropa da altura, vários anos, com guerra pelo meio), mas nem sempre se consegue algo de que se goste e se adeqúe ao que sabemos fazer. Quando nos iniciamos e gostamos do que fazemos porquê andar sempre a mudar.
E no meu caso, os privados eram (e são) muito poucos comparativamente com o sector público da educação.
Assim andei vários anos por 17 escolas desde o Alentejo à Beira-Baixa, com a casa às costas (a mala de cartão na mão onde levava tudo o pouco que tinha), sem carro do serviço nem subsídio de casa nem férias nas Caraíbas.

Na altura tinha-se a segurança máxima no emprego desde que se pertencesse aos quadros, o que só se conseguia por vezes ao fim de 15, 20 anos ou mais, dependendo dos casos.
Sempre fui gozado pelos meus amigos pelo que ganhava, uma miséria comparativamente com o que eles ganhavam no privado.

Em 1988 ganhava apenas 86000$00 (430 euros), um amigo muito próximo, apenas com o secundário e a frequência do 1.º ano da Faculdade, vendedor comercial de uma média empresa, ganhava mais do dobro e (ele sim) tinha carro da empresa no qual íamos para a praia aos fins-de-semana.

Só o novo SRFP de Cavaco Silva melhorou a minha situação, e a de muitos outros. Passados estes 20 anos incomoda muita gente uma certa paridade com o privado, digo uma certa paridade porque não se pode comparar o incomparável:
na FP deixou de haver segurança (os contratados, cada vez mais, estão como os do privado;
os dos quadros têm o quadro de excedentários à espreita, logo, uma redução de 50% de salário e a rua a curto prazo, tal como os do privado que são indemnizados.
Portanto, calemo-nos com a ''segurança''.

A função Pública, com 575 mil (ver os números do INE,- não os 700 mil de que teimosamente se continua a falar nos «media», gostava de saber porquê), tem a mais elevada taxa de habilitações, licenciaturas, mestrados e doutoramentos (universidades e não só) por via de 145 mil professores, dos vários milhares de médicos, de enfermeiros e de quadros superiores, portanto não comparável com o privado.

Os vencimentos, pela via das reduções a que os privados se safaram, estão hoje abaixo dos privados, mas continua a narrativa da segurança e dos ordenados superiores.

Afinal, quem põe público contra privado Helena?
.


De .Vejam, pensem e façam qq coisa ... a 18 de Outubro de 2011 às 17:20
Vejam quanto ganham (é verdade!):

G.N.R..................€ 800,00 - Para arriscar a vida.

Bombeiro.............€ 960,00 - Para salvar vidas.

Professor.............€ 930,00 - Para preparar para a vida.

Médico................€ 2.260,00 - Para manter a vida.

Deputado..............€ 6.700,00 - Para nos lixar a vida.

ADMINISTRADOR (EP) .... € 35.000,00 – Para governar a sua própria vida

--------------------
*Carta aberta ao Sr. **Mário Soares**, Sr. **António José Seguro** e a todos
os políticos de Portugal*


Sr. Mário Soares,

*Sou um cidadão que trabalha, paga impostos, para que o Sr. e todos os
restantes políticos de Portugal andem na boa vida.*

*Há dias, ouvi o Sr, doutamente, nas TV's, a avisar o povo português para
que não se pusesse com greves, porque ainda ia ser pior. *

Depois ouvi o Sr. António José Seguro, revoltar-se contra os impostos e
colocar-se ao lado do povo.

Ouvi o Sr. perguntar onde estava a alternativa ao aumento de impostos, e
aqui estou eu para lhe dar a alternativa.

*Como o Sr. Mário Soares pediu que alguém lhe desse a alternativa à subida
de impostos, aqui lhe deixo 10 medidas que me vieram à mente assim, de
repente:*

1 - Acabar com as pensões vitalícias e restantes mordomias de todos os
ex-presidentes da República (os senhores foram PR's, receberam os seus
salários pelo serviço prestado à Pátria, não têm de ter benesses por esse
facto);

2 - Acabar com as pensões vitalícias e / ou pensões em vigor dos
primeiros-ministros, ministros, deputados e outros quadros (os Srs deputados
receberam o seu ordenado aquando da sua actividade como deputado, não têm
nada que ter pensões vitalícias nem serem reformados ao fim de 12 anos;
quando muito recebem uma percentagem na reforma, mas aos 65 anos de idade
como os restantes portugueses - veja-se o caso do Sr. António Seguro que na
casa dos 40 anos de idade já tem direito a reforma da Assembleia da
República);

3 - Reduzir o nº de deputados para 100;

*4 - Reduzir o nº de ministérios e secretarias de estado, institutos e
outras entidades criadas artificialmente, algumas desnecessárias e muitas
vezes até redundantes, apenas para dar emprego aos "boys";*

5 - Acabar com as mordomias na Assembleia da República e no Governo, e ao
invés de andarem em carros de luxo, andarem em viaturas mais baratas, ou de
transportes públicos, como nos países ricos do Norte da Europa (no dia em
que se anunciou o aumento dos impostos por falta de dinheiro, o Estado
adquiriu uma viatura na ordem dos 140 mil ? para os VIP's que nos
visitarão);

*6 - Acabar com os subsídios de reintegração social atribuídos aos
vereadores, aos presidentes de Câmara, e outras entidades (multiplique-se o
número de vereadores existentes pelo número de municípios e veja-se a
enormidade e imoralidade que por aí grassa);*

7 - Acabar com as reformas múltiplas, sendo que um cidadão só poderá ter uma
única reforma (ao invés de duas e três, como muitos têm);

8 - Criar um tecto para as reformas, nenhuma poderá ser maior que três vezes
o ordenado mínimo nacional, quem ganha mais deve fazer poupança;

9 - Acabar com o sigilo bancário;

*10 - Criar um quadro da administração do Estado, de modo a que quando um
governo mude, não mudem centenas de lugares na administração d*o Estado;



Com estas simples 10 medidas, a classe política que vai desgraçando o nosso
amado Portugal, daria o exemplo e deixaria um sinal inequívoco de que
afinal, vale a pena fazer sacrifícios, e que o dinheiro dos portugueses não
é esbanjado em Fundações duvidosas, em TGV's, em aeroportos, em obras
sumptuosas.

Enquanto isso não acontecer, eu não acredito no Sr. Mário Soares, não
acredito no Sr. António Seguro, e não acredito em nenhum político desde o
Bloco de Esquerda ao CDS, nem lhes reconheço autoridade moral para dizerem
ao povo o que deve fazer.

*Em último caso, têm a palavra as Forças Armadas, que têm o ónus de defender
o povo português de qualquer agressão externa e / ou interna e que
paradoxalmente têm estado em silêncio perante o afundamento de Portugal.*


Zé do Povo
Portugal


De Barões e demagogos ( SACANAS ). a 18 de Outubro de 2011 às 17:27

O que faz ou para que serve um administrador não executivo?
E porque lhes pagam tão despudoradamente tanto?

E são estes indivíduos que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de
sacrifícios e de redução de salários...

ora vejamos:

------António Lobo Xavier

Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado
(não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado
presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.

------- José Pedro Aguiar-Branco

O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco e agora ministro da defesa é outro dos "campeões"
dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado),
da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8 080 euros, ou seja, 4 040 por reunião.
E agora é Ministro da Defesa.
-

--------- António Nogueira Leite

Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5 300 euros por reunião.
-
---------- João Vieira Castro

O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria.
-
---------Daniel Proença de Carvalho

Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.
-
---------Convém recordar:
Gestores não executivos recebem 7 400 euros por reunião!!!

Embora não desempenhem cargos de gestão, administradores são bem pagos.
Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI--20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros.
Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.
-
Estes são alguns dos indivíduos que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

POR ESTAS E POR OUTRAS ESTE " SÍTIO " NUNCA MAIS É UM PAÍS.


De Continuem Mansos... e alienados!! a 18 de Outubro de 2011 às 17:32
Cá vai um importante contributo, que o Ministro das Finanças não continue a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabe em que mais cortar.

Acabou o recreio e o receio!

Este e-mail vai circular hoje e será lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra a chulisse, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.

Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três ex-Presidentes da República.

2. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode.

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? e se não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821.

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades.

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;.

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.

14. Controlar o pessoal da Função Pública. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO DA COISA PÚBLICA.

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder.

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.
...


De - O que fazer ? !! ... Campo Pequeno! a 18 de Outubro de 2011 às 17:35
...
19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma, Sr. Ministro das Finanças, recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado.

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privado), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem".

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar rigorosamente toda a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise".

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida.

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.


POR TODOS NÓS E PELOS NOSSOS FILHOS.


De http://www.ConvergênciaeAlternativa.com a 17 de Outubro de 2011 às 18:49
Editorial de Outubro de 2011

O anúncio das principais medidas para o OE de 2012 e para as GOP dos próximos anos, constitui o mais forte ataque às condições de vida e de trabalho da maioria da população desde a restauração da democracia em 74.
Mas não só, ao impor e somar ainda mais austeridade à que já existia (por força de todos os PEC e pelo Acordo com a troika), decreta o acentuar irreversível das recessões (económica, social e política), que esmagará, a curto prazo, os direitos, as liberdades e as garantias que estão consignadas na nossa Constituição.

O que já foi anunciado como a "única forma" de o País ser considerado credível junto dos credores, não é mais do que um retrocesso civilizacional realizado através de um profundo abalo nos fundamentos do regime democrático, tal como o conhecemos e construímos nas últimas décadas:
são fortemente diminuídos os três pilares da função social do Estado (Saúde, Educação e Segurança Social) e é drasticamente limitado o direito à justa remuneração do trabalho , uma vez que os subsídios de férias e natal, para a larga maioria dos trabalhadores da função pública, constituíam a única forma de compensação pelos baixos salários que auferem.

Simultaneamente, vão ser imediata e irremediavelmente lançados no desemprego, na emigração e na economia clandestina, muitos milhares de cidadãos, pelo efeito conjugado da subida disparatada do IVA (da taxa intermédia de 13%, para o valor máximo de 23%,) com o aumento (não pago) da jornada de trabalho diário.

Irresponsavelmente, o nosso actual governo demonstra nada ter aprendido com o processo grego, onde está a ficar demonstrado que a austeridade não só agravou a crise económica como contribuiu para a desagregação do Estado e para o rompimento do contrato social.

Face à gravidade do momento que estamos a viver, as manifestações de 15 de Outubro constituíram uma primeira resposta política deliberada e expressiva na travagem deste processo.
Mas não basta!
É agora necessário e urgente dar corpo ao desafio que os manifestantes lançaram às duas centrais sindicais (CGTP e UGT), bem como aos sindicatos independentes, às comissões de trabalhadores e a todas as associações que convocaram as manifestações, para que organizem em unidade um dia de greve geral que constitua um forte sinal de repúdio da proposta de Orçamento para 2012.

Na mesma perspectiva, e consciente da necessidade de unir esforços e acções, a CeA apela a todos partidos de esquerda com representação parlamentar para que chumbem este orçamento e, em alternativa, apresentem uma proposta comum de um Plano de Emergência para o Crescimento e o Emprego.

A CeA entende que a gravidade da presente situação exige dos partidos de esquerda a capacidade de diálogo e de compromisso necessários à apresentação de propostas políticas comuns que possam constituir um sinal de esperança para os portugueses.
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Educação, um campo de luta ideológica e política
Ana Benavente

Desde a sua criação que a Escola, enquanto instituição social, assume diferentes significados para as ideologias que se cruzam nas sociedades.
Trata-se, na minha perspectiva, baseada em saberes das ciências sociais e humanas e na concepção de uma cidadania plena, da “instituição mais generosa” da democracia.
Basta ver como os regimes autoritários dominam a escola e dela privam a maioria da população para que se perceba a importância da escola na “produção e reprodução” da sociedade.
Antes de Abril (sorry, acordo ortográfico), o regime fez da instituição escolar um instrumento de dominação ideológica e cultivou um país obediente e iletrado.
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Que respostas da Esquerda?
Hélder Costa

O que se verifica de há uns anos a esta parte? Uma ofensiva ideológica da direita, bem planificada, com recursos vários desde participações individuais a equilibrado e diversificado massacre mediático.

Do lado da esquerda – num sentido geral e de visão de um campo aberto – desde o catolicismo progressista ( ou seja, o único real e verdadeiro), passando pelos socialismos democráticos, representativos e/ou populares, até aos movimentos libertários e anarquistas, parece estarmos numa situação de expectativa e hesitação.

Discurso de Sonia ...


De ... a 17 de Outubro de 2011 às 18:51
Discurso de Sonia Mitralia na Conferência de Londres contra a Austeridade

Venho da Grécia – um país que está a ser sangrado e destruído por aqueles que pretensamente querem salvá-lo:
o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia.

Após a adopção, a aplicação e sobretudo... o falhanço dos quatro tratamentos de choque denominados Memoranda, e a aplicação actualmente do quinto, que é o mais duro e desumano, a Grécia já não é o país que conhecíamos.

Agora as ruas ficam vazias depois do pôr-do-sol; os restaurantes esperam desesperadamente por clientes; e as lojas das ruas de comércio, desertas, caem na ruína.

Ler aqui

http://www.convergenciaealternativa.com


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