5 comentários:
De .Demagogo/populista quer GUERRA.! a 18 de Outubro de 2011 às 14:17

Os truques idiotas de Passos Coelho para justificar o injustificável

(por Daniel Oliveira, Arrastão)

Durante anos José Sócrates usou a mais velha táctica da cobardia política:
dividir para reinar.
Virar uns contra os outros e governar à custa do conflito.
Pais contra professores. Trabalhadores do privado contra funcionários públicos. Precários contra trabalhadores com vínculo. Novos contra velhos.

A estratégia funcionou durante uns tempos.
Até já todos terem sido vítimas do ódio.
E foi aí que todos se viraram contra ele e já não havia quase ninguém para o defender.
Colheu o clima social insuportável que semeou.

Sem argumentos morais, políticos e económicos para justificar as suas mentiras eleitorais e o roubo de funcionários públicos e reformados, Passos Coelho resolveu seguir pela mesma linha.
Porque assalta os trabalhadores do Estado - que ele despreza, porque despreza o papel do Estado - para cumprir um programa que nos afastará do fim da crise?
Por uma questão de justiça.
Sim, isso mesmo: Passos fala de justiça para explicar um ato de pilhagem.
Diz que os trabalhadores do Estado recebem 10% a 15% mais do que os trabalhadores do privado.

Não é apenas uma mentira. É uma mentira perigosa.

Passos Coelho esquece-se de dizer que entre estes trabalhadores estão, por exemplo, a maioria dos médicos e professores deste País (já para não falar de magistrados, diplomatas, enfermeiros, técnicos superiores da Administração Pública).

Ou seja, que o Estado, pelas suas obrigações, contrata muito mais trabalhadores qualificados e licenciados do que o privado.
É isto, e não qualquer desigualdade salarial, que explica esta diferença.
Não é o salário de cada um, é o conjunto da massa salarial.
Compara-se o que é comparável.
Comparem, só para dar um exemplo, o que ganha um médico no sector privado e no público e perceberão rapidamente que o Estado não paga bem.
E, por isso mesmo, assistimos a uma sangria de bons médicos do público para o privado, com prejuízo para todos nós.

Segundo um estudo de 2006, da consultora internacional Capgemini, encomendado pelo Ministério das Finanças, os funcionários públicos recebem, em média, salários mais baixos do que se estivessem a trabalhar no sector privado.

As diferenças vão dos 30% a 100%.
As diferenças maiores são nos trabalhadores licenciados.
As menores nos trabalhadores menos qualificados - mesmo estes com vantagem para o privado.

Ou seja, os funcionários públicos ganham menos quando comparados com trabalhadores do privado com as mesmas funções ou habilitações.
A não ser que Passos Coelho julgue que pode pôr pessoas sem formação superior a lecionar nas escolas ou a fazer cirurgias, está a fazer demagogia e populismo com um assunto muito sério e num momento demasiado grave para truques idiotas.

Dirão que o estudo tem cinco anos. Será pior agora.
Os funcionários públicos foram quem mais perdeu nesse período. De 2005 a 2013 (só com as medidas já anunciadas), terão perdido, em média, quinhentos euros de salário bruto.
Um terço do seu salário médio.

Quando tomou esta medida Passos Coelho fez uma declaração de guerra a funcionários públicos e reformados.
Mas depois destas declarações explicou que procura essa guerra.
E se é assim que lidará com a revolta de todos aqueles a quem tenciona roubar rendimentos de trabalho seria bom olhar com atenção para a Grécia.

Poderá descobrir que o mito dos "brandos costumes" nacionais é mesmo isso:
um mito.


De 'F..da p...'' fazem guerra aos Serv.Púb. a 18 de Outubro de 2011 às 11:36
Proposta do Governo é "declaração de guerra"

Económico com Lusa 18/10/11 08:35
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“Temo que o corte dos subsídios seja definitivo”
Quem ganha acima de 655€ perde mais que um subsídio
Altas figuras do Estado perdem até 20 mil euros com cortes.


.Orçamento do Estado para 2012 é uma "declaração de guerra", um "programa de agressão aos trabalhadores" que conduz ao "empobrecimento geral" do país, diz a CGTP.

"Este Orçamento do Estado constitui uma declaração de guerra e é um programa de agressão aos trabalhadores, ao povo e ao país.
Aposta na penalização daqueles que fizeram sempre sacrifícios: trabalhadores, pensionistas, desempregados e jovens",
disse hoje, em declarações à Lusa, Arménio Carlos, membro da comissão executiva da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP).

O sindicalista mostrou ainda preocupações com os micro e pequenos empresários, que vão ser "vítimas de uma redução brutal do poder de compra das pessoas".

Para Arménio Carlos, a proposta de lei de Orçamento do Estado para 2012 entregue na segunda-feira pelo Governo no Parlamento é pautada por
uma "linha desumanizadora" em que se vai "roubar aos pobres para enriquecer os ricos de sempre".

A CGTP pretende "aumentar o esclarecimento e a mobilização" dos trabalhadores e da população em geral " para
mostrarem a sua indignação e lutarem,
assumindo uma norma da Constituição da República Portuguesa, que estimula a resistência a todas as medidas que vão contra os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos".

O responsável da CGTP acredita que os portugueses vão "responder em força na luta contra estas medidas injustas e imorais, que levam ao empobrecimento geral do País".

De acordo com a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012, que foi na segunda-feira entregue na Assembleia da República, entre outras medidas,

será suspenso o pagamento dos subsídios de férias e de Natal ou quaisquer outras prestações correspondentes durante o período de vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira.

Por outro lado, o congelamento nominal dos salários dos trabalhadores da função pública e das empresas públicas é para continuar no próximo ano,
bem como o impedimento de consequências financeiras associadas a promoções e progressões nas carreiras.
A redução média de cinco por cento dos salários do sector público aplicada em 2011 irá manter-se em 2012.

Além da redução de salários, o Orçamento para o próximo ano contempla ainda uma redução de trabalhadores na ordem dos dois por cento, o que irá permitir uma poupança de 0,3% do PIB.


De .Governo?!! de Cleptocratas Nepotistas. a 18 de Outubro de 2011 às 11:43
Filho da puta

Um governante que assume em privado que trama com austeridade um grupo social, neste caso os funcionários públicos,
porque não são a base eleitoral do seu governo
não pode ter outra designação do que a de filho da puta, é tão filho da puta que duvido que a dita não o seja mesmo, pelo que até me dispenso de pedir desculpa à pobre senhora.

Que um presidente da Junta leve os velhotes a passear a Fátima em sinal de agradecimento é uma coisa,
um governo concentrar quase toda uma austeridade brutal num pequeno grupo porque não conta com os seus votos é algo de inadmissível.
O ou os filhos da puta que se justificaram desta forma estão ao nível da formação ética de um sargento do exército do Idi Amin Dada.
...
Jumento


De Sentido de Serviço Público vs privados. a 14 de Novembro de 2011 às 15:07
O sentido do serviço público

Uma das imagens que mais me impressionaram e continuam a impressionar nos acontecimentos do 11 de Setembro foram os bombeiros a entrar com calma e determinação nas Twin Towers enquanto os empregados das empresas privadas sedeadas no edifício saíam das mesmas. Eram Johns, mas podiam ser Maneis, eram bombeiros mas poderiam ser médicos ou enfermeiros, eram profissionais a quem a troco de muito menos do que ganhavam os que saíam tinham a obrigação de servir o colectivo sem olhar a esforços.


Nas escadas as imagens repetiam-se, uns subiam em direcção à morte, outros desciam em direcção à salvação.

O que os diferia? Todos eram seres humanos com direito à vida, com familiares ansiosos por saberem se estavam bem e desejosos de os ver de novo em casa, uns eram servidores públicos, os outros empregados de empresas privadas, os primeiros tinham o dever de pensar primeiro no interesse colectivo, para os segundos as suas vidas estavam acima das suas empresas.

Todos os dias há quem tenha de trabalhar a pensar no colectivo, sem estabelecer qualquer relação entre o desempenho e qualquer participação nos lucros no fim do ano, apenas pensando no dever de servir o colectivo. Uns são bombeiros, outros professores, médicos, enfermeiros, polícias, médicos, uma infinidade de gente com as mais variadas profissões, a maioria dos quais dá o seu melhor sabendo que não receberão mais por isso.

A sua realização profissional não se mede em prémios, abraços do patrão, participação nos lucros, férias pagas em ilhas paradisíacas, carro de luxo pago pela empresa, mede-se apenas pela satisfação com que vão trabalhar e com que chegam ao fim de um dia. No seu contrato não há regras para horas extraordinárias, promessas de participações em lucros ou quaisquer incentivos, há apenas a obrigação de servir o país o melhor e o mais possível, é servir o bem colectivo.

Quem já teve um problema sério de saúde sabe quantos profissionais dão o seu melhor nos hospitais, quem teve um problema em casa sabe como os bombeiros ou as forças de segurança só não fazem o que não puderem para os ajudar. Comparem-se estas experiências com as muitas vezes que somos enganados por empresas privadas. Fala-se mal do Estado mas esquece-se as queixas no dia a dia, a banda larga que não corresponde ao contratado, as caixas de camarões cheias com gelo, e as muitas vezes que somos enganados sem direito a reclamação. Compare-se a resposta do Provedor de Justiça em relação às queixas do Estado com a dos reguladores em relação às empresas privadas.

Sou funcionário público e sempre tive orgulho em sê-lo apesar dos boys que tive de aturar, dos ministros incompetentes que conheci, dos sacanas que passaram pelo poder. Mas nunca como agora um governo quebrou todas as regras, nunca um governo me ofendeu como este, nunca um governo foi tão desonesto como o actual.

(-OJumento, 13.11.2011)


De .FALSOS argumentos para BOYS. a 14 de Novembro de 2011 às 15:17
Gorjeta?

Na semana em que o governo legislou sobre os BOYS somos surpreendidos por uma requisição (Despacho nº15296/2011 de 9.09.2011) de um funcionário da DGCI para o gabinete do SEAss.Fiscais que além do vencimento contempla uma gorgeta de 2.000 €.
Para além do sorriso que merece a promessa de subsídios fica-se sem perceber com que base o secretário de Estado fixou a gorjeta em 2.000 e apetece perguntar se outros funcionários do fisco requisitados pelo SEAF também direito a gorjeta.

Em relação aos ARGUMENTOS para que os boys dos gabinetes tenham um SUPLEMENTO de vencimento são FALSOS, nunca no Estado um assessor ou adjunto terá recebido horas extraordinárias.
Pior do que isso, no próprio ministério das Finanças há funcionários que todos os anos são forçados a directas consecutivas no período da preparação do OE sem que tenham qualquer compensação.

A verdade é que para não prejudicar as expectativas dos seus boys em consequência da pinochetada orçamental do Gaspar o governo criou um esquema para os compensar, poupando-os aos sacrifícios dos funcionários públicos.

«"E o regime pelo qual se optou é o regime de isenção de horário de trabalho, de não pagamento de horas extraordinárias nem pagamento de trabalho ao fim de semana e aos feriados.
Portanto, o regime remuneratório passa a ser um regime transparente, com uma remuneração base e um suplemento, que é o suplemento é da ISENÇÃO de HORÁRIO de trabalho", completou.» [DN]


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