Responsáveis! para quando?

História com final feliz

 

É só um mais caso mas ilustrativo dos labirintos políticos através dos quais, passando pelo Estado, os milhões fluem, em Portugal, do bolso dos contribuintes para o de certos grupos económicos, invariavelmente os mesmos.

Noticia a "Agência Financeira" que a reguladora do sector rodoviário denunciou em 2010 ao então secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, que a Estradas de Portugal estava a negociar um contrato ruinoso com o grupo Ascendi, referente às auto-estradas entre Barcelos e Guimarães e Famalicão e Vila Pouca e a várias ligações dos IC16, IC17 e IC30.

O trânsito era, pelos vistos, pouco e a concessionária perdia dinheiro pois se pagava apenas com portagens. O anterior Governo resolveu-lhe o problema: passou a pagar à Ascendi, por estradas que não custavam um cêntimo ao Estado, 1,864 milhões em rendas fixas, recebendo 1,267 milhões de portagens. Para isso mudou o Código da Contratação Pública e entregou depois (ou antes, não se sabe) a feitura do contrato a um escritório de advogados... ligado às construtoras.

O resultado foi um rombo de 597 milhões anuais na despesa pública que você, leitor, e eu estamos agora a pagar à Ascendi, isto é, à Mota-Engil de Jorge Coelho e ao BES.

O então presidente da Estradas de Portugal [Almerindo Marques] é hoje presidente da Opway, construtora do BES e accionista da Ascendi. E Paulo Campos figura de proa do "novo PS" de Seguro. Tudo está bem quando acaba em bem.

 

in JN



Publicado por Izanagi às 19:23 de 20.10.11 | link do post | comentar |

3 comentários:
De detectives privados portugal a 29 de Novembro de 2011 às 01:32
boa onda + obrgado disfrutei ler aquela entrada ficou fashion. agora já sou followera 100% do website cumprimentos


De eles "socialistas" comem tudo a 22 de Outubro de 2011 às 01:22
O Presidente do Instituto Nacional das Infra-estruturas Rodoviárias, regulador do sector, admitiu hoje ter sido alvo de "coacção" por parte do ex-secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, depois de ter enviado um relatório crítico sobre a renegociação dos contratos de concessões rodoviárias.


De Compensa pois! a 21 de Outubro de 2011 às 10:34
Eles são responsáveis , isso já é do conhecimento geral faz muito tempo. O que nunca foram e continuam a não ser é responsabilizados, criminalizados e condenados a exemplares penas, daí a ideia geral que se tornou prática é a de que "o crime compensa".


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