De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 27 de Outubro de 2011 às 17:15
Importa-se de me explicar como se faz o «contra-ataque»?
Se possível de uma forma simples e prática... como se eu fosse «burro», muito «burro» mesmo!


De - Como se faz o Contra-Ataque ? a 28 de Outubro de 2011 às 11:03
Essa resposta até eu sei...
O contra-ataque às «potências privadas» pode fazer-se de várias formas:

- desde a ilegal, e mais perigosa acção revolucionária, com ...(loucuras, desespero, justiça directa, heroísmo...), contra as empresas, estabelecimentos, bens, 'sites internet', agentes, ... locais, nacionais e internacionais/ transnacionais;

- até à mais pacífica (mas mais paciente e consolidada), como escrever nos jornais, blogs, falar com amigos, tertúlias, clubes, conferências, ...

- pelo meio, há o envolvimento/ participação em manifestações, acampamentos, ''sittings-in', 'flash-mobs', colagem de cartazes, escrever cartas e e-mails, assinar petições, publicitar fotos e documentos ... dinamizar, criar ou dirigir movimentos, associações, ... interligar-se a outros grupos e movimentos, unir, cooperar e coordenar acções conjuntas, ...

- também a inscrição e participação em sindicatos e partidos ...
com apresentação de candidaturas, moções, propostas, elaboração de textos, cartazes, ... recrutamento de outros militantes, criação de correntes de opinião, ... a participação em eleições (com voto e não nulo), ...
e a informação, interrogação e crítica aos dirigentes/representantes sobre as suas propostas e acções, exigindo-lhes que os ouçam/referendam, antes de decidirem, que apresentem propostas concretas e mensuráveis (e não apenas intenções vagas, discursos 'redondos', acusações aos adversários, e 'loas' aos seus a si próprio e à história/passado do partido...), que representem de facto a maioria e sejam responsabilizados pelo seu mandato.

... tudo isso está nos manuais ... ou na internet.

O problema é a vontade, a disponibilidade, a importância e prioridade que lhe damos, o suporte/apoio que temos (ou não) ... a coragem (e a loucura) de cada um.

E a ''alternativa'' ao 'Contra-Ataque' qual é ?
- Ficar no sofá a ver TV (tlenovelas, futebol, filmes, concursos, noticiários e debates enviesados...), ir à praia, ...
- aguentar com ''cortes e + cortes'', aumentos de impostos taxas e comissões, aumento do custo de vida, submeter-se ao assédio no trabalho e à incompetência de dirigentes/patrões, trabalhar mais horas, ter salários indecentes e desemprego, ...
- emigrar (o próprio ou os filhos, muitos dos quais com formação superior, obtida com o esforço das famílias e participação do Estado... que agora perdem o investimento...);
- ou ...

«
Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga,
besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um
mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...
»

Sabemos que as forças contrárias são poderosas, dividem para reinar, criam apatias/alienação, incentivam o individualismo, compram ou abatem os líderes, ...
Mas, mesmo assim, porque é que o povo português não se une e mobiliza em causa própria ?


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 28 de Outubro de 2011 às 11:32
E então?
Qual é que acha que deve ser feita?
A ilegal? A pacíca? Ou a «assim-assim»?
É que eu perguntei na «prática» como quer fazer ou como acha que deviam os portugueses fazer o «contra-ataque»... não perguntei como se teoriza a «coisa». Blá-blá... percebe?
Continuo à espera da resposta.


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