4 comentários:
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 5 de Novembro de 2011 às 08:47
Parlamento português gastou, em 2010, cerca de três milhões de euros em ajudas de custo.
Quem é que é ultra-liberal?
Deixemo-nos de nomes, etiquetas e outras pseudeo-intelectualizações para tentar classificar a classe política portuguesa. São todos uma cambada de mamões. Mamam todos da teta da porca.


De . Ideias para ... Tugas. a 4 de Novembro de 2011 às 16:58
Ideias lebres para salvar Portugal (6)
(-por Sérgio Lavos, Arrastão)

Aumentar impostos às classes baixa e média.
Cortar-lhes os subsídios de férias e de Natal.
Aumentar impostos sobre o consumo.
Cortar nas compartições de medicamentos.
Deixar que a Galp e a Petrogal continuem a chafurdar no seu desmando monopolista, fazendo com que Portugal tenha os preços de combustíveis mais altos da União Europeia (em relação ao ordenado médio).

Cortar nas ligações dos subúrbios à capital e na rede de transportes públicos citadina, depois de anos de investimento nessa mesma rede.
Aumentar brutalmente o preço dos transportes públicos.
Daqui a uns tempos, nem de carro, nem de autocarro; vamos todos a pé para o trabalho - até porque ciclovias, nem vê-las.
Pelo menos, decretando o recolher obrigatório na cidade de Lisboa (com a supressão das carreiras nocturnas e o encerramento do metro às 23, em algumas linhas às 21), iremos poupar uns bons cobres em copos
(Garanto-lhe que se entrar no metro à meia-noita dificilmente encontra lugar sentado. E não, não é gente que vai para os copos, é gente que vai ou vem do trabalho. Já pensou que enfermeiros, empregados dos centros comerciais, vigilantes e tantos outros profissionais não vivem nos locais de trabalho?).
Está certo.

tags: criminalidade violenta, crise
--------------------
(- O que eles estão a fazer já sabemos.
Gostava era de ver as suas ideias alternativas
para atingir essas metas do défice em vez de enumerar as do governo. )

É muito fácil :

quase 40% das nossas importações são relativas a automóveis e combustíveis para transportes e quase 1/4 do orçamento familiar médio vai também para os transportes, no qual o automóvel é rei.

Se conseguirmos reduzir todos estes factores com melhoria do transporte público, política agressiva comercial e de tarifário e cancelamento de mais incentivos aos automóveis e eliminarmos 50% dos kM percorridos em automóvel a nossa balança comercial fica POSITIVA.

Isto se não contar sequer a maior poupança das famílias, a redução de uma sinistralidade que mata 900 pessoas e fere outras 40.000 todos os anos e os ganhos em termos de ambiente urbano.

Não precisa agradecer


De . P'S' e Direita : logro colossal. a 4 de Novembro de 2011 às 16:30
Derrotas seguras da esquerda

A abstenção na votação do OE 2012,
o orçamento do empobrecimento desigual, da desvalorização salarial e social, a antítese da social-democracia,
indica que a nova direcção do PS já desistiu de dizer qualquer coisa de esquerda, qualquer coisa civilizada, qualquer coisa.
Já desistiu do país. O definhamento é seguro.

Num outro plano, personalidades de esquerda subscreveram uma petição que, independentemente das intenções, aceita um enquadramento do debate que garante estruturalmente a derrota de qualquer projecto progressista.
As convergências são mais do que nunca necessárias, mas o problema é a hipótese de partida, que desgraçadamente se aprofunda no texto:
"Os signatários reconhecem a necessidade de medidas de austeridade, mas aquelas medidas são excessivas e iníquas".
Pela minha parte, não tenho razões para alterar o que aqui escrevi há um ano atrás:

É preciso recusar a lógica da austeridade, mesmo que esta pudesse ser mais simétrica na distribuição dos fardos entre os diferentes grupos sociais.
Esta opção de política económica amputa o mercado interno, uma das pernas necessárias ao crescimento,
acentua a desindustrialização,
mina as possibilidades de crescimento qualificado no longo prazo e
atola duradouramente o país numa taxa de desemprego de dois dígitos (...)

Perante esta catástrofe, o discurso das esquerdas sobre a política económica não pode ficar exclusivamente amarrado a propostas de justiça social focadas nas questões estruturais dos défices de equidade do sistema fiscal,
traduzidos nos favores fiscais à banca e ao restante capital financeiro,
ou na predação dos recursos públicos, por exemplo, através de ruinosas privatizações ou parcerias público-privadas,
promotoras do controlo privado de serviços e infra-estruturas públicas.

(-por João Rodrigues às 4.11.11 , Ladrões de B.)
--------------------

O logro colossal
...
Este pensamento errático de Passos Coelho coloca dois problemas:
o da legitimidade política e o de saber quem manda em Portugal. É evidente que é Passos Coelho que se reúne semanalmente com Cavaco Silva, que aparece nas fotos de família dos Conselhos Europeus ou que faz as comunicações dramáticas a
informar os portugueses de que vai tirar o escalpe aos burgueses dos funcionários públicos,
mas também é cada vez mais evidente que num governo que vive para a dívida e para o orçamento quem manda mesmo é o ministro das Finanças.

O fundamentalismo liberal que preside à política económica é de Vítor Gaspar,
é o ministro das Finanças que inventa desvios para justificar os seus exageros,
é ele que decidiu desvalorizar os trabalhadores portugueses,
é ele que decide a quem se corta direitos e rendimentos.

Passos Coelho serve apenas para dar a cara no pressuposto de que é ele que consegue os votos.

Vítor Gaspar está para o governo de Passos Coelho como Salazar estava para o governo saído das eleições de Carmona em 1928,
tal como sucedeu na ocasião Gaspar quer superar a crise em dois anos
e detém o controlo sobre a despesa de todos os ministérios, uma exigência que Salazar também fez a Carmona.

Isto coloca um problema de legitimidade,
o país está a ser governado com base numa política que foi escondida dos cidadãos quando estes foram chamados a pronunciar-se em eleições legislativas,
e está a ser mandado por alguém que nem conhecia nem foi proposto para primeiro-ministro.


De Substitui-los! mas como? a 4 de Novembro de 2011 às 14:24
Pois é, até que estou de acordo com Manuel Alegra mas, onde andam esses socialistas?
Que evolução tem trilhado o próprio PS no âmago do debate interno, na dinamização da sua estrutura, supostamente, de funcionamento democratico desde as bases (leia-se secções) até ao topo?
Quais são, efectivamente, os espaços de debate, abertos e sem calculismos, sobre a ocupação de um qualquer pelouro na própria estrutura e de defesa dos que já estão agarrados?
Será convocando, com duas horas de antecedência, os militantes para um qualquer debate sobre o momento político que o país atravessa, que se mobilizam os socialistas?
Quando, como e quem debate a situação interna partidária e o respectivo exercício da democratico, com exigências de funcionamento transparente, a todos os níveis?
Como são obtidos os dinheiros gastos em campanhas internas?
A “ausência de democracia e de solidariedade” na Europa começou/nasceu dessa mesma ausência no interior dos próprios partidos e em quem os controla. Assim, a cura de tal doença só será conseguida quando e na medida em que se resolva dentro desses partidos a menos que surja algo que os substitua.


Comentar post