De .Elite corrupta, mercados/finança Rouba. a 11 de Novembro de 2011 às 11:13
"Os Mercados" essa coisa transcendente e misteriosa

A partir dos anos 70 do séc.xx, muitos Governos decidiram entregar aos bancos "a gestão do dinheiro" do seu país.
Os banqueiros explicaram aos governantes que o assunto era demasiado sério para estar entregue a gentinha eleita - os governos -
que tem tendência, em períodos eleitorais, a colocar o seu banco central a fabricar moeda sem a ponderação dos banqueiros, e a fazer obras ou, pior ainda, a aumentar o salário mínimo, ou gastar mais dinheiro com o serviço de saúde, com a educação e outros dislates do género.

Os Governos, em geral, acharam (ou tiveram de achar) sábias tais palavras e desde então o banco central, o banco emissor de moeda de cada país submetido aos "mercados" passou a fabricar moeda de acordo com o novo critério dos banqueiros.

O banco central fabrica moeda (moeda central) que empresta aos bancos a um jurozinho baixo e depois os bancos emprestam esse dinheiro a um juro mais alto ao Governo, às empresas e aos particulares.

Isto é, o Governo se necessitar, como sempre necessita, de investir em melhor saúde, melhor educação, melhor segurança, melhores comunicações, etc. em tudo aquilo que é obrigação do estado fazer para bem administrar um país, incluindo (se não pertencer à seita talibã ou à corrente neo-liberal) redistribuir a riqueza criada,
tem de pagar um jurozinho razoável, aos bancos privados, que devido a uma criteriosa "governança", aumentaram fabulosamente os seus lucros, os dos seus grandes accionistas e dos excelentes administradores.

É o que sucede com o Banco Central Europeu, como ficou estabelecido no artigo 123 do Tratado de Lisboa, para os países do euro.
O BCE empresta à banca privada a um juro de 1 ou 2 % e depois esta muito criteriosamente empresta a Portugal, à Grécia, ou à Itália a 5 a 7 ou 10%.

Num vídeo que procura revelar, simplificadamente, como é que, hoje em dia, o sistemas financeiro internacional, governa os governos de quase todo o mundo, diz-se que
desde 1973, em França, quando o poder político entregou o "governo " do dinheiro dos franceses aos banqueiros, a dívida acumulada pelo estado francês desde então e até 2011 corresponde "curiosamente", mais ou menos, à soma dos juros pagos pelo estado à banca privada, desde então.
Os contribuintes (da função pública, pensionistas e assalariados em geral) pagarão.

# posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra


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