5 comentários:
De .BPN, Relvas e advogados-consultores a 21 de Novembro de 2011 às 10:51
Mais um homem do BPN

«Antes da nacionalização, o então deputado Miguel Relvas intermediou para o Banco Efisa, do grupo BPN, um negócio da ordem de 500 milhões de dólares, que envolveu o município do Rio de Janeiro.
Abdool Vakil, ex-presidente do Efisa, confirmou ao PÚBLICO que Relvas, na altura membro da bancada parlamentar do PSD, o ajudou "a abrir portas no Brasil", mas o actual ministro explica que a sua colaboração ocorreu sempre "no quadro" da Kapakonsult, onde era administrador, e que teve um único cliente: o banco de negócios do BPN - Efisa.

A Kapakonsult foi criada pelo gabinete de advocacia Barrocas, Sarmento e Neves, onde Relvas colaborava, em Março de 2007, ou seja, 19 meses antes da nacionalização do BPN/Efisa, com a finalidade de dar assessoria jurídica, comercial, fiscal, financeira e realizar "estudos de prospecção de mercados para produtos e serviços de toda a natureza" e ainda "mediar negócios".
Em Março de 2010, os advogados decidem encerrar a consultora, "dadas as fracas expectativas de negócio", divulgando um lucro de 27.944 euros e custos de 31.362 euros.
A decisão é tomada ano e meio depois de o BPN, gerido por Oliveira Costa, ter entrado em colapso, arrastando consigo o Efisa, o único cliente da Kapakonsult.» [Público]


Parecer do Jumento:
Quatro mil milhões deram para UNTAR as mãos de muito boa gente.
: «Pergunte-se ao Relvas quanto ganhou por conta do BPN.»


De .Nisto concordo c.VM. a 14 de Novembro de 2011 às 16:47
-------- Austeridade de esquerda
(-por Vital Moreira, CausaNossa, 12.11.2011)

Em vez de uma guerrilha inglória sobre alegados "almofadas" e "folgas" orçamentais -- mal do orçamento se não tivesse algumas --, o PS deveria encabeçar determinadamente a
luta contra a iniquidade da repartição da austeridade orçamental, obrigando o Governo na reparti-la por todos, a começar pelos mais abastados, que mal contribuem para ela.

-------- AUSTERIDADE de direita

O Governo vai cortar tanto no orçamento da Educação em comparação com outras despesas, que Portugal passará para último lugar na União Europeia na importância daquele no conjunto do orçamento,
apesar das carências educativas do País e do papel essencial das qualificações na competividade da nossa economia.

Não obstante essa radical dieta orçamental, o Governo conseguiu ser generoso no pagamento aos colégios privados "associados".
A austeridade é para a escola pública...

-------- BASTA !

«Banqueiros ameaçam levar Estado a tribunal por causa das regras de recapitalização».
Depois da inaceitável queixa a Bruxelas contra o Governo português, os banqueiros portugueses ameaçam agora pôr o Estado em tribunal,
por causa das condições postas caso recorram a financiamento público para se recapitalizarem.

É tempo de dizer basta à arrogância dos banqueiros.

Depois de terem, durante tantos anos, BENEFICIADO da complacência do Estado para ENRIQUECEREM os seus accionistas,
é tempo de os BANQUEIROS perceberem definitivamente que não são os DONOS do Estado.

Com os enormes sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses comuns, o Governo só pode ser FIRME com os bancos.
A sua atitude é uma provocação gratutita.

-------- PRIVILÉGIOS corporativos

Não podia ser mais oportuno o artigo de João Tiago Silveira no Expresso (ex-SEJustiça), zurzindo a intenção anunciada da Ministra da Justiça de restaurar a intervenção obrigatória dos notários em vários actos jurídicos, um caso manifesto de captura do Governo por um LÓBI corporativo.

Sucede, aliás, que o Memorando entre Portugal e a UE e o FMI refere, pertinentemente a necessidade de ir mais além (e não de recuar...) na remoção de barreiras desnecessárias nos serviços das profissões que mais interessam à actividade empresarial,
como os ADVOGADOS, os revisores oficiais de contas e os notários.
("Melhorar o funcionamento do sector das profissões reguladas (tais como TÈCNICOS oficiais de CONTAS, ADVOGADOS, NOTÀRIOS )
levando a cabo uma análise aprofundada dos requisitos que afectam o exercício da actividade e ELIMINANDO os que não sejam justificados ou proporcionais.")

Uma coisa é o exclusivo notarial de certos actos (como as escrituras públicas), outra coisa é torná-los obrigatórios.
Restaurar a intervenção obrigatória dos notários nos casos em que foi dispensada ou tornada facultativa seria ir manifestamente contra o Memorando...

--------- Prerrogativas da idade

Não consigo acompanhar as críticas inflamadas à intenção do Governo de acabar com o DESCONTO especial nos transportes públicos para idosos e estudantes.
Que quem tem MENOS RENDIMENTOS beneficie de descontos nos transportes colectivos -- entende-se e exige-se.
Que as pessoas gozem de descontos especiais SÓ por causa da IDADE, independentemente dos seus rendimentos -- nem se entende nem se justifica.

Por que é que eu, por exemplo, hei-de beneficiar de descontos só por causa da minha idade, seja nos transportes urbanos, seja nos bilhetes da CP ou outros operadores de transportes, quando tantas outras pessoas com menos rendimentos do que eu pagam a tarifa normal ?


De Suplementos Alimentares a 11 de Novembro de 2011 às 12:24
Estamos presos a uma série de gente poderosa, que como não lhes bastasse já as fortunas que têm ainda são corruptos de forma a aumentar o seu grande e poderoso império e desta forma deixar cair na pobreza o povo! É triste, como é que ser humano pode ser individualista, invejoso e sem princípios.


De .Elite Corrupta, Finança/Mercados Ladrõe a 11 de Novembro de 2011 às 11:23
Leituras

«Na narrativa neoliberal as coisas são simples:
gastámos de mais, a culpa é nossa e é preciso pagar em dinheiro e contrição.
Quem nos empresta é nosso amo e devemos-lhe a nossa alma, uma libra de carne viva e a suspensão da democracia.

Precisamos de menos serviços públicos para gastar menos, de privatizações porque o Estado precisa de dinheiro e não sabe gerir, de mais desemprego para poder baixar salários e de reduzir as regalias dos pobres porque incentivam a preguiça.

Depois, se fizermos isso tudo, os deuses apiedam-se de nós, as empresas começam a ganhar dinheiro a sério e recomeçam a contratar trabalhadores e podemos viver um bocadinho melhor
- mas não tão bem como antes, nem com tanta educação e saúde pública porque era um desperdício.

No fim, os serviços públicos ficam reduzidos à sua ínfima expressão e os ricos podem viver felizes para sempre.

E não há nenhuma injustiça social nisto porque se um pobre quiser ser rico só tem de trabalhar muito e pronto.»

José Vítor Malheiros (via Ladrões de Bicicletas)


De .Não sabem Governar, mas amedrontar. a 14 de Novembro de 2011 às 17:45
Consenso? Qual consenso?

«1. Enquanto no Parlamento português Passos Coelho se mostrava contra uma intervenção mais alargada do Banco Central Europeu com afirmações do género
"o BCE não deve pagar o preço da indisciplina de alguns países com mais inflação e financiamento monetário", conseguindo ser mais merkeliana que a própria sra. Merkel,
David Cameron reclamava um papel muito mais activo para o banco através da atribuição de capacidade suficiente para resgatar as economias da região.

O primeiro-ministro britânico está longe de ser o único a reclamar mais poderes para essa instituição. Editoriais de órgãos de informação insuspeitos de esquerdismo ou de serem particularmente adeptos de fórmulas que excluam medidas de austeridade ou de defenderem a manutenção da espirais de endividamento até aqui prosseguidas, como o Economist ou o Financial Times, vêm repetindo número após número que
a solução passa por atribuir ao BCE poderes para comprar quantidades ilimitadas de dívida. No limite, emitir moeda.
A estes somam-se cada vez mais vozes dos mais diversos quadrantes políticos, empresariais e académicos. Em Portugal destaca-se Cavaco Silva, que vem defendendo esta posição desde o seu célebre discurso em Florença e que repetiu na última sexta-feira em entrevista à Bloomberg.
Também ele não rejeita, como é patente e notório, medidas de austeridade ou defende qualquer tipo de indisciplina orçamental.

Temos assim dum lado Passos, Merkel e Sarkozy e do outro, entre muitos, o Presidente da República portuguesa.
...
Não será comparável sequer à diferença de pontos de vista quanto à equidade na distribuição dos sacrifícios.
Não, numa questão em que se decide o futuro de Portugal e de gerações de portugueses, a vida ou morte do euro e do projecto europeu, há duas opções diametralmente opostas
e os nossos dois maiores responsáveis políticos portugueses estão em campos opostos.
Mais, não hesitam em defender de forma intransigente as suas tão díspares visões e apregoam-nos aos quatro ventos.

...
Se o Presidente da República e o primeiro-ministro não se entendem numa questão desta magnitude para que servem os desesperados apelos ao CONSENSO e DISPARATES do género com destaque para a enorme PATETICE do Governo de união nacional?

Insisto, estamos perante, de longe, o maior e mais grave conflito institucional da democracia portuguesa.

2. "A intervenção do BCE não deve ser feita para garantir que os indisciplinados obriguem, com inflação e com financiamento monetário, o BCE a pagar o preço da indisciplina e da irresponsabilidade", enfatizou o primeiro-ministro.

Sabendo que um dos países indisciplinados e irresponsáveis é Portugal, Passos Coelho, no fundo, diz-nos que se não fosse obrigado a impor uma austeridade violenta manteria o catastrófico anterior rumo.
Ou seja, não se julga capaz de mudar antigos hábitos despesistas, acabar com parcerias público-privadas ruinosas, o Estado, dar mais relevância à iniciativa privada ou mudar por completo as empresas públicas. Numa palavra:
NÃO SABEria GOVERNAR.

O tempo, a travagem do crescimento do desemprego, o aumento das exportações, a estabilidade dos mercados
(a inflação que certamente ocorreria seria o preço a pagar, mas face ao perigo iminente da desagregação do euro e da Europa é um risco que vale bem a pena correr)
que se ganharia com a possibilidade de o BCE comprar ilimitadamente dívida não seriam aproveitadas, segundo a sua própria doutrina, para fazer as reformas de que tanto necessitamos - e que ninguém tenha dúvidas:
não é possível, em dois anos, corrigir décadas de incompetência e irresponsabilidade.
Não, continuaria o despautério.
Com semelhante admissão de INCAPACIDADE o melhor mesmo é seguir à risca, ou mesmo extravasar, as receitas da sra. Merkel.
Melhor ainda, pedir a um enviado alemão para tomar conta disto. Vendo bem, é o que está a acontecer.»

[DN], Perdro Marques Lopes.


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