De .Nisto concordo c.VM. a 14 de Novembro de 2011 às 16:47
-------- Austeridade de esquerda
(-por Vital Moreira, CausaNossa, 12.11.2011)

Em vez de uma guerrilha inglória sobre alegados "almofadas" e "folgas" orçamentais -- mal do orçamento se não tivesse algumas --, o PS deveria encabeçar determinadamente a
luta contra a iniquidade da repartição da austeridade orçamental, obrigando o Governo na reparti-la por todos, a começar pelos mais abastados, que mal contribuem para ela.

-------- AUSTERIDADE de direita

O Governo vai cortar tanto no orçamento da Educação em comparação com outras despesas, que Portugal passará para último lugar na União Europeia na importância daquele no conjunto do orçamento,
apesar das carências educativas do País e do papel essencial das qualificações na competividade da nossa economia.

Não obstante essa radical dieta orçamental, o Governo conseguiu ser generoso no pagamento aos colégios privados "associados".
A austeridade é para a escola pública...

-------- BASTA !

«Banqueiros ameaçam levar Estado a tribunal por causa das regras de recapitalização».
Depois da inaceitável queixa a Bruxelas contra o Governo português, os banqueiros portugueses ameaçam agora pôr o Estado em tribunal,
por causa das condições postas caso recorram a financiamento público para se recapitalizarem.

É tempo de dizer basta à arrogância dos banqueiros.

Depois de terem, durante tantos anos, BENEFICIADO da complacência do Estado para ENRIQUECEREM os seus accionistas,
é tempo de os BANQUEIROS perceberem definitivamente que não são os DONOS do Estado.

Com os enormes sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses comuns, o Governo só pode ser FIRME com os bancos.
A sua atitude é uma provocação gratutita.

-------- PRIVILÉGIOS corporativos

Não podia ser mais oportuno o artigo de João Tiago Silveira no Expresso (ex-SEJustiça), zurzindo a intenção anunciada da Ministra da Justiça de restaurar a intervenção obrigatória dos notários em vários actos jurídicos, um caso manifesto de captura do Governo por um LÓBI corporativo.

Sucede, aliás, que o Memorando entre Portugal e a UE e o FMI refere, pertinentemente a necessidade de ir mais além (e não de recuar...) na remoção de barreiras desnecessárias nos serviços das profissões que mais interessam à actividade empresarial,
como os ADVOGADOS, os revisores oficiais de contas e os notários.
("Melhorar o funcionamento do sector das profissões reguladas (tais como TÈCNICOS oficiais de CONTAS, ADVOGADOS, NOTÀRIOS )
levando a cabo uma análise aprofundada dos requisitos que afectam o exercício da actividade e ELIMINANDO os que não sejam justificados ou proporcionais.")

Uma coisa é o exclusivo notarial de certos actos (como as escrituras públicas), outra coisa é torná-los obrigatórios.
Restaurar a intervenção obrigatória dos notários nos casos em que foi dispensada ou tornada facultativa seria ir manifestamente contra o Memorando...

--------- Prerrogativas da idade

Não consigo acompanhar as críticas inflamadas à intenção do Governo de acabar com o DESCONTO especial nos transportes públicos para idosos e estudantes.
Que quem tem MENOS RENDIMENTOS beneficie de descontos nos transportes colectivos -- entende-se e exige-se.
Que as pessoas gozem de descontos especiais SÓ por causa da IDADE, independentemente dos seus rendimentos -- nem se entende nem se justifica.

Por que é que eu, por exemplo, hei-de beneficiar de descontos só por causa da minha idade, seja nos transportes urbanos, seja nos bilhetes da CP ou outros operadores de transportes, quando tantas outras pessoas com menos rendimentos do que eu pagam a tarifa normal ?


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