De "Ajuda"=comiss+juros+emprést=113.665Milh a 15 de Novembro de 2011 às 10:25
Merkel, Passos e Seguro
... [Troika cobra até 2013, para vigiar o governo e nos “ajudar”, 665 milhões de euros e nos obriga a pagar 35 mil milhões de euros, em juros, pela “ajuda” dos 78.
"Ajuda"= 78.000+35.000+665 milhões=113.665 milhões de Euros]

E que se passa cá por casa?
Passa, que este governo é o governo que defende os interesses dos “mercados” (ou da “troica” que, por ora, é a mesma coisa) e não o governo que defende os interesses dos portugueses como aliás é hoje já voz corrente.

Não é nenhuma acusação de traição, ou de vendido ao estrangeiro ou coisa do género, ao “simpático” PPC, ou ao dr. Gaspar, técnico do BCE, é apenas no sentido de que
por fé, muita fé, demasiada fé, na escola de Chicago, aquela que levou Milton Friedman ao Chile, a explicar a Pinochet, como é que a teoria se aplicava, sem olhar a chilenos,
este governo está convencido que pondo a contabilidade em dia, em três tempos e a juros insuportáveis, como manda a “troica” tudo se resolverá, mesmo, no limite, dando cabo da vida dos portugueses e da economia do país.

Apontar a meta “Vamos empobrecer os portugueses”, ou convidar os desempregados a deixarem o “conforto” do seu desemprego para emigrarem, é todo um programa.

Não se trata de artificiosamente agarrar em deslizes de linguagem dos governantes, de demagógica instrumentalizá-los.
Não, não é isso, é que tais desconchavos de linguagem colam-se que nem uma luva à orientação para Portugal de um governo perigoso pela irresponsabilidade dos seus principais protagonistas e cola-se que nem uma luva também ao estilo, aos tiques e às maneiras dos principais figurantes desta comédia de pesadelo.

A nossa troica - PPC-Gaspar-Pereira – comporta-se como uma executora, perigosamente ébria de brio, da outra, da que
cobra até 2013, para vigiar o governo e nos “ajudar”, 665 milhões de euros e nos obriga a pagar 35 mil milhões de euros, em juros, pela “ajuda” dos 78.

O governo português tem o dever de usar todos os meios ao seu dispor para salvar Portugal e os portugueses do excesso de “cura” que o pode deixar arruinado por muitos anos.

Tem a obrigação de ser, junto de Merkel, o nosso advogado, não por causa de erros que cometemos (o âmago da questão não é de “erros” nem de gente mandriona)
mas para evitar a catástrofe anunciada. Mas PPC teima em ser o bom aluno da agenda política da Srª Merkel e dos interesses especulativos, do sistema financeiro internacional.

O governo ainda só tem uns meses de vida e já está muito isolado no plano político.
Só não está mais porque o PS parece comportar-se como se estivesse no governo, oferecendo a PPC um bloco central sui generis.

O PS não percebe que nesta linha os eleitores não o vão distinguir do governo, ou não o vão distinguir o suficiente, para surgir como alternativa?

A abstenção do PS no OE de 2012 é um erro sério que os portugueses não esquecerão facilmente e o PS vai pagar caro.

# posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra


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