Os senhores do mundo : 'Dividir para reinar' e 'Os fins justificam os meios'
(logotipo usado nas cimeiras do euro)
Carta Aberta de Mikis Théodorakis (anti-fascista e compositor grego) aos povos da Europa:
«ao ritmo em que as coisas estão a evoluir os bancos implantarão o fascismo sobre o continente europeu» «Os seus programas de ajuda à Grécia só ajudam os bancos estrangeiros, aqueles que, precisamente, por intermédio dos políticos e governos ao seu serviço, impuseram o modelo político que nos levou à actual crise.(…)
A democracia nasceu em Atenas quando Sólon anulou as dívidas dos pobres para com os ricos. É tempo de não deixar agora os bancos destruírem a democracia europeia, a extorquir somas gigantescas que eles geraram sob a forma de dívidas. (…) Resistam ao totalitarismo dos mercados que ameaça desmantelar a Europa, transformando-a num novo Terceiro Mundo, que lança os povos europeus uns contra os outros, e que destrói o nosso continente preparando o terreno para o regresso do fascismo.»
O mundo ocidental está nas mãos de mafiosos financeiros globalistas, o que estamos a ver é a consequência disso.
“Deixem-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e eu não quero saber quem escreve as leis.”-Mayer Amschel Rothschild, 1790
Comissão Trilateral: - Uma organização privada fundada em 1973 por David Rockefeller e Zbigniew Brzezinski. Existem cerca de 300 membros, que são vitalícios e provenientes da Europa, Japão e América do Norte. Esses membros elitistas consistem de diretores de grandes empresas, acadêmicos e políticos de alto escalão.
''Toda a Verdade sobre o Clube Bilderberg'' (livro de Daniel Estulin diz-nos que:)
Por detrás de portas fechadas… … e passando os guardas armados, chega-nos a verdadeira história da poderosa elite mundial e dos seus planos secretos para o SEU futuro… Entre num mundo de intrigas e secretismo e passe a saber o que nunca antes foi revelado!
Desde que se reuniram pela primeira vez no Hotel Bilderberg, em 1954, os homens mais poderosos do mundo cumprem anualmente este ritual e durante um fim-de-semana planeiam os destinos da Humanidade, estejam eles relacionados com questões económicas e políticas ou com relações internacionais. Intitularam-se o Clube Bilderberg e este é constituído por nomes tão sonantes quanto Bill Clinton, Tony Blair, Paul Wolfowitz, Henry Kissinger, David Rockefeller, entre outros. Mais de 50 encontros foram realizados, mas a imprensa nunca teve acesso nem às conclusões nem à ordem de trabalhos destas reuniões.
De que falam os homens mais poderosos do mundo? Que influências têm estes sobre os nossos destinos? O autor responde-nos exactamente a estas questões, e a muitas mais, provando-nos que este Clube tem ramificações bem enraizadas por todo o planeta. Saiba toda a verdade sobre os planos secretos de um clube de elite que acredita que tem o direito de ditar os destinos do mundo!
De Crise, dívida e Soluções a 21 de Novembro de 2011 às 10:17
Crise da dívida pública e soluções
Num destes dias, li um artigo interessante de um economista francês situando as causas da dívida soberana em:
Ter confiado aos grandes especuladores e seus bancos privados, aquilo a que chamam de mercados financeiros, a concessão aos Estados em crise do essencial do crédito a taxas de juro de agiotas.
Desigualdades desmesuradas. O excesso de riqueza concentrada em poucos alimenta a especulação, porque permite-lhe emprestar aos Estados em dificuldade a juros altos e quando a dívida explode ainda ganham mais mediante a especulação de produtos financeiros feitos com essa finalidade. Estes detentores do capital vão jogando um país a seguir a outro (é o que está a acontecer na UE), numa sequência estratégica bem conseguida que passou pelo imobiliário americano, pela especulação sobre bens alimentares, petróleo e matérias primas.
Estas causas ligadas sustentam a plutocracia a nível mundial, a liberalização da finança e a privatização do crédito aos Estados alimentando assim a grande riqueza.
Estas desigualdades foram deliberadamente construídas pelos governos e pelo patronato neoliberais sustentadas numa fiscalidade de classe em que os muitos ricos são duplamente ganhadores: menos impostos , mas lucros especulativos sobre a dívida soberana.
Há causas complementares como os paraísos fiscais, a concorrência entre territórios,etc.
A titulo de exemplo, segundo esse artigo o montante de receitas que a UE não recebe pela existência de paraísos fiscais ascende a 1500/2000 milhares de milhões de euros.
Como sair da crise?
No curto prazo, BCE emprestar directamente aos Estados; reforma fiscal; taxar as transacções financeiras a começar pela UE; interditar produtos financeiros de riscos sistémicos.
No médio/longo prazo há questão da regulação do sistema financeiro controlo dos movimentos de capitais entre a UE e o resto do mundo; acabar com os paraísos fiscais e uma política de partilha do trabalho e a criação de emprego de utilidade social e ecológica
Estas algumas das ideias de Jean Gadrey que merecem reflexão e acção porque vão numa óptica diferente.
Etiquetas: Dívida Soberana, medidas
# posted by Joao Abel de Freitas, PuxaPalavra, 2011.2011
De BCE fomenta a Roubalheira dos privados a 21 de Novembro de 2011 às 15:09
o BCE (Banco Central Europeu), explicado de FORMA INFANTIL.
-O Que é o BCE?
- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.
-E donde veio o dinheiro do BCE?
- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país.
Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuiram com 30%.
-E é muito, esse dinheiro?
- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases.
No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.
-Então, se o BCE é o banco destes Estados pode emprestar dinheiro a Portugal, ou não? Como qualquer banco pode emprestar dinheiro a um ou outro dos seus accionistas.
- Não, não pode.
-Porquê?!
- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.
-Então, a quem pode o BCE emprestar dinheiro?
- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.
-Ah percebo, então Portugal, ou a Alemanha, quando precisa de dinheiro emprestado não vai ao BCE, vai aos outros bancos que por sua vez vão ao BCE.
- Pois.
-Mas para quê complicar? Não era melhor Portugal ou a Grécia ou a Alemanha irem directamente ao BCE?
- Bom... sim.... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!
Agora não percebi!!..
- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.
Mas isso assim é um "negócio da China" ! Só para irem a Bruxelas buscar o dinheiro!
- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. (e podem ''ir buscar'' o dinheiro via internet). Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.
-Isso é um verdadeiro roubo... com esse dinheiro escusava-se até de cortar nas pensões, no subsídio de desemprego ou de nos tirarem parte do 13º mês.
As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.
-Mas quem é que manda no BCE e permite um escândalo destes?
- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.
-Então, os Governos dão o nosso dinheiro ao BCE para eles emprestarem aos bancos a 1%, para depois estes emprestarem a 5 e a 7% aos Governos que são donos do BCE?
- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%.
A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6%, a 7 ou mais.
-Então nós somos os donos do dinheiro e não podemos pedir ao nosso próprio banco!...
- Nós, qual nós?!
O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós.
Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.
-Mas, e os nossos Governos ...
De . BCE: Perdemos e calamos ?!!. a 21 de Novembro de 2011 às 15:13
O BCE (Banco Central Europeu)
...
-Mas, e os nossos Governos aceitam uma coisa dessas?
- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.
-Mas então eles não estão lá eleitos por nós?
- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois.... quem tem a massa é quem manda.
É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século para cá.
Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína.
É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios.
Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.
-E onde o foram buscar?
- Onde havia de ser!?
Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...
-Mas meteram os responsáveis na cadeia?
- Na cadeia? Que disparate!
Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa.
É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma.
Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.
-E então como é? Comemos e calamos?
- Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...
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