Poder de 'criar', controlar e ganhar dinheiro .vs. dívida de escravidão

 Biliões para os banqueiros = Dívidas para as populações. As manipulações financeiras que hoje conduzem Portugal à miséria, magnificamente explicadas por Sheldon Emry

    Uma descrição excepcionalmente bem conseguida da "Crise da Dívida", que coloca a nu a ingenuidade de indivíduos que se consideram «doutorados em Economia» isto, quando são cada vez mais as vozes a considerar a economia como uma não-ciência. Quanto à Finança, uma cienciazita para a qual basta uma calculadora barata, é extraordinariamente simples mas extremamente traiçoeira e manipulável. Os povos do mundo que o digam! 

    I - Biliões para os banqueiros = Dívidas para as populações

    Os americanos, vivendo naquela que é considerada a nação mais rica do planeta, parecem estar sempre com falta de dinheiro. É impossível a muitas famílias subsistir a não ser que os dois progenitores trabalhem. Homens e mulheres anseiam por horas extraordinárias ou arranjar trabalhos em part-time è noite ou aos fins-de-semana; as crianças procuram biscates para terem algum dinheiro, a dívida da família continua a aumentar.

   Psicólogos dizem que uma das principais causas das quezílias familiares e das separações são resultado de "discussões sobre dinheiro". Muita desta confusão pode remontar ao nosso sistema actual de "dinheiro como dívida".

   Muito poucos americanos sabem porque é que os Fundadores da América escreveram no Artigo I da Constituição Americana:

  "O Congresso terá o poder de cunhar moeda e regular o seu valor". - Thomas Jefferson

 Fizeram-no, como veremos, na esperança de que evitaria que o "amor ao dinheiro" destruísse a República que eles fundaram.

       "Criar" Dinheiro é muito Lucrativo!

 Um bocado de papel de pouco valor é impresso de forma a valer tanto como uma tábua. Com números diferentes pode servir para comprar um automóvel ou até uma casa. O seu valor foi "criado" no verdadeiro sentido da palavra. Fazer dinheiro é muito barato, e quem quer que proceda à "criação" de dinheiro numa nação pode obter um lucro fabuloso.

Os construtores trabalham arduamente para terem um lucro de 5 por cento acima do custo de construção de uma casa. Os construtores de automóveis vendem os seus carros 1 a 2 por cento acima do custo de fabrico e é considerado um bom negócio. Mas os "fabricantes" de dinheiro não têm limite para os seus lucros, porque com alguns cêntimos imprimem uma nota de 1 dólar ou uma nota de 10.000 dólares.

    Esse lucro é parte da nossa história, mas primeiro vamos examinar outra característica única do dinheiro:

       Numa Economia é necessária uma adequada Disponibilidade de Moeda

 Uma disponibilidade de moeda adequada é indispensável a uma sociedade civilizada. Podemos privar-nos de muitas outras coisa, mas sem dinheiro, a indústria paralisava, as propriedades rurais tornar-se-iam unidades auto-sustentadas, excedentes de alimentos desapareceriam, trabalhos que precisem mais do que um homem ou uma família ficariam por fazer, remessas e grandes movimentos de produtos cessariam, pessoas com fome dedicar-se-iam à pilhagem e matariam para permanecer vivas, e todo o governo, excepto a família ou a tribo, deixaria de funcionar.

   O dinheiro é o meio pelo qual são feitas todas as transacções comerciais excepto a simples troca directa. É a medida e o instrumento pelo qual um produto é vendido e outro comprado. Removam o dinheiro ou reduzam a disponibilidade de moeda abaixo do que é necessário para levar a cabo os níveis correntes de comércio, e os resultados são catastróficos.

    Como exemplo, bastará debruçarmo-nos sobre a Depressão Americana nos princípios dos anos 30 do século XX.

    Em 1930 os Estados Unidos não tinham falta de capacidade industrial, propriedades rurais férteis, trabalhadores experientes e determinados e famílias laboriosas. Tinham um amplo e eficiente sistema de transportes ferroviários, redes de estradas, e canais e rotas marítimas. As comunicações entre regiões e localidades eram as melhores do mundo, utilizando telefone, teletipo, rádio e um sistema de correios governamental perfeitamente operacional.

   Nenhuma guerra destruiu as cidades do interior, nenhuma epidemia dizimou, nem nenhuma fome se aproximou do campo. Só faltava uma coisa aos Estados Unidos da América em 1930: uma adequada disponibilidade de moeda para negociar e para o comércio.

   No princípio dos anos 30 do século XX, os banqueiros, a única fonte de dinheiro novo e crédito, recusaram deliberadamente empréstimos às indústrias, às lojas e às propriedades rurais. Contudo, eram exigidos os pagamentos dos empréstimos existentes, e o dinheiro desapareceu rapidamente de circulação. As mercadorias estavam disponíveis para serem transaccionadas, os empregos à espera para serem criados, mas a falta de dinheiro paralisou a nação. A América foi colocada em "depressão" e os banqueiros apropriaram-se de centenas e centenas de propriedades rurais, casas e propriedades comerciais. Foi dito às pessoas, "os tempos estão difíceis" e "o dinheiro é pouco". Não compreendendo o sistema, as pessoas foram cruelmente roubadas dos seus ganhos, das suas poupanças e das suas propriedades.

       Sem Dinheiro para a Paz, mas com muito Dinheiro para a Guerra

   A Segunda Guerra Mundial acabou com a "Depressão". Os mesmos banqueiros que no início dos anos trinta não faziam empréstimos em tempos de paz para a compra de casas, comida e roupas, de repente tinham biliões ilimitados para emprestar para aquartelamentos militares, rações de combate e uniformes. Uma nação que em 1934 não conseguia produzir alimentos para venda, repentinamente podia produzir milhões de bombas para enviar para a Alemanha e para o Japão.

   Com o súbito aumento da quantidade de dinheiro, as pessoas eram contratadas, as propriedades rurais vendiam os seus produtos, as fábricas começaram a funcionar em dois turnos, as minas foram reabertas e "A Grande Depressão" acabou!

   Alguns políticos foram considerados culpados pela depressão e outros ficaram com os méritos por ter acabado com ela. A verdade é que a falta de dinheiro causada pelos bancos trouxe a depressão, e a quantidade adequada de dinheiro acabou com ela. Nunca foi dito às pessoas a simples verdade de que os banqueiros que controlam o nosso dinheiro e crédito usaram esse controlo para saquear a América e colocá-los a todos na escravidão.

        Poder para Imprimir e Regular o Dinheiro

   Quando observamos os desastrosos resultados de uma carência de dinheiro criada artificialmente, podemos entender melhor porque é que os Pais Fundadores da América, que percebiam de dinheiro, insistiram em colocar o poder de "criar" dinheiro e o poder de controlá-lo APENAS nas mãos do Congresso Federal.

   Eles acreditavam que TODOS os cidadãos deviam ter a sua parte nos lucros da sua "criação", e portanto o governo federal devia ser o único criador de dinheiro. Acreditavam ainda que todos os cidadãos, de qualquer estado, território ou condição social, beneficiariam de uma moeda adequada e estável. Portanto, o governo federal deve também ser, por lei, o único regulador do valor do dinheiro.

   Já que o Congresso Federal era o único corpo legislativo sujeito ao escrutínio de todos os cidadão, era, segundo pensavam, o único sítio seguro para tanto lucro e tanto poder. Escreveram de forma simples mas de maneira perfeitamente compreensível: "o Congresso terá o poder de Imprimir e Regular o Dinheiro."

    Como é que Perdemos o Controlo da Reserva Federal (e dos 'Bancos Nacionais' ou 'Centrais')

    Em vez do método constitucional de criar o nosso dinheiro e colocá-lo em circulação, temos agora um sistema completamente inconstitucional. Este facto trouxe o nosso país à beira do desastre, como veremos.

   Como o nosso dinheiro era tratado tanto legalmente como ilegalmente antes de 1913, vamos considerar apenas os anos posteriores a 1913, porque a partir desse ano, todo o nosso dinheiro foi criado e impresso por um método ilegal, que se não for alterado acabará por destruir os Estados Unidos. Antes de 1913, a América era uma nação próspera, poderosa e em crescimento, em paz com os seus vizinhos e a inveja do mundo. Mas em Dezembro de 1913, o Congresso, com muitos dos seus membros fora em férias de natal, faz aprovar o que desde então se chamou a Lei da Reserva Federal. Omitindo os pormenores mais fastidiosos, esta lei autorizava o estabelecimento de uma Corporação (empresa privada) da Reserva Federal, gerida por um Conselho Director (o Conselho Director da Reserva Federal). A lei dividia os Estados Unidos em 12 "Distritos" da Reserva Federal.

   Esta lei simples, mas terrível, removia completamente do Congresso o direito de "criar" dinheiro ou ter qualquer controlo sobre a sua "criação", e dar essa função à Corporação da Reserva Federal. A aprovação da lei foi acompanhada pela fanfarra apropriada. A propaganda invocou que esta lei iria "retirar o dinheiro dos políticos" (não disseram "e portanto do controlo dos cidadãos") e prevenir que os altos e baixos da actividade económica prejudicassem os nossos cidadãos. Às pessoas não foi dito na altura, e a maior parte não o sabe hoje, que a Corporação da Reserva Federal é uma corporação privada controlada por banqueiros e portanto é operada para o ganho financeiro dos banqueiros sobre o povo em vez de o ser em benefício do povo. O termo "Federal" foi apenas usado para enganar o povo.

    Desde desse "dia da infâmia", mais desastroso para nós do que Pearl Harbor, o pequeno grupo de pessoas "privilegiadas" que nos emprestam o "nosso" dinheiro acumularam para eles os lucros da impressão do nosso dinheiro – e mais! Desde 1913 criaram dezenas de milhares de milhões de dólares em dinheiro e crédito, que, como sua propriedade, podem emprestar ao nosso governo e ao nosso povo com juros. "Os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres" tornou-se a política secreta do governo federal. Um exemplo do processo de "criação" de dinheiro e da sua conversão em "dívida" das pessoas ajudará à compreensão do processo.

        Milhares de Milhões em Juros Devidos a Bancos Privados

 Vamos começar com a necessidade de dinheiro. O governo federal, tendo gasto mais do que aquilo que arrecadou em impostos aos cidadãos, precisa, a título de exemplo, de mil milhões de dólares. Como não possui esse dinheiro, e o Congresso lhe retirou a autoridade para o "criar", o governo tem de ir pedir aos "criadores" mil milhões de dólares.

   Mas, a Reserva Federal, uma corporação privada, não dá assim o dinheiro de qualquer maneira! Os banqueiros estão desejosos de entregar mil milhões de dólares em dinheiro ou crédito ao Governo Federal em troca da aceitação por parte de governo em pagar o empréstimo – com juros. Portanto, o Congresso autoriza o Departamento do Tesouro a imprimir mil milhões de dólares em títulos do tesouro, que são então entregues aos Banqueiros da Reserva Federal.   A Reserva Federal paga então os custos da impressão de mil milhões de dólares (cerca de mil dólares) e procede à troca dessas notas pelos títulos do tesouro. O governo utiliza então o dinheiro para pagar os seus encargos. Quais são os resultados desta fantástica transacção? O governo endividou o povo perante os banqueiros em mil milhões de dólares, sobre os quais o povo terá de pagar juros!

    Dezenas de milhares deste tipo de transacções tiveram lugar desde 1913, de tal forma que em 1996, o governo americano deve aos banqueiros mais do que cinco biliões de dólares (trillions). A maior parte dos impostos sobre o rendimento que hoje pagamos como indivíduos (IRS) vai direitinho para as mãos dos banqueiros, só para pagar os juros, sem esperanças de pagar o capital dos empréstimos. Os nossos filhos serão forçados a viver na escravidão.

                      "Isto é terrível !"  Mas há mais !

    Mostrámos apenas uma parte desta história sórdida. Sob este sistema horrível, os Títulos do Tesouro [Obrigações – Bonds] dos Estados Unidos tornaram-se agora "activos" dos bancos (privados, donos) do Sistema de Reserva ('Federal') que eles agora utilizam como "reservas" para "criarem" mais "crédito" para emprestar. As actuais exigências de "reservas" permite-lhes utilizar esses mil milhões de dólares em Títulos do Tesouro para "criar" 15 mil milhões de dólares em "crédito" novo para emprestar aos estados, aos municípios, aos indivíduos e às empresas.

   A somar aos mil milhões de dólares originais, eles podem acrescentar 16 mil milhões de dólares de "crédito criado" em empréstimos a pagar juros, sendo o seu único custo os mil dólares para imprimir os originais mil milhões de dólares! Como o Congresso Americano não emite dinheiro constitucional desde 1863, de forma que as pessoas tivessem esse dinheiro para usar nos negócios e no comércio, estas são forçadas a pedir emprestado o "crédito criado" pelo Monopólio dos Banqueiros e pagar-lhes juros usurários!

        Manipular Acções por Divertimento e Lucro

    A somar a uma usura quase ilimitada, os banqueiros têm outro método de arrecadar grandes quantidades de riqueza. Os bancos que controlam o dinheiro têm a capacidade de aprovar grandes empréstimos a grandes empresas de sucesso de tal forma que a recusa de um empréstimo traz consigo uma redução do valor das acções dessa empresa.

    Depois de causarem a baixa do valor das acções dessa empresa, os agentes dos banqueiros compram grandes quantidades das acções da companhia. Então, se o banco aprovar subitamente um empréstimo milionário à companhia, os preços das acções sobem e são então vendidas com lucro. Desta forma, milhares de milhões de dólares são ganhos e com os quais se pode comprar mais acções. Esta prática está tão refinada hoje que o Conselho de Directores da Reserva Federal só precisa de anunciar nos jornais um aumento ou descida da taxa de desconto para fazer com que o valor das acções disparem ou se afundem.

    Usando este método desde 1913, os banqueiros e os seus agentes compraram o controlo secreto ou às claras de quase todas as grandes corporações na América. Usando esta influência económica, forçam as corporações a pedirem emprestadas (ao seu banco) largas somas de dinheiro de tal forma que os lucros das empresas são transformados em juros dos bancos. Isto deixa poucos lucros às empresas que possam ser pagos como dividendos e explica porque é que os bancos conseguem obter milhões em juros de empréstimos a empresas mesmo quando o valor das acções está em baixo. Com efeito, os banqueiros conseguem uma grossa fatia dos lucros, enquanto os (pequenos) accionistas individuais ficam com os restos (a que ainda têm de subtrair as comissões de corretagem).

    Os milhões de famílias trabalhadoras da América estão agora endividados a poucas famílias banqueiras pelo dobro do estimado valor de todos os Estados Unidos. E estas famílias banqueiras obtêm essas dívidas a troco do custo do papel, da tinta e da contabilidade!



Publicado por Xa2 às 19:45 de 16.11.11 | link do post | comentar |

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